PESSOAL, SE ESSES GATINHOS NÃO FOREM ADOTADOS COM URGÊNCIA, SERÃO ENVIADOS PARA TESTES!!!!!

PESSOAL, SE ESSES GATINHOS NÃO FOREM ADOTADOS COM URGÊNCIA, SERÃO ENVIADOS PARA TESTES!!!!!

Li esse texto no Blog do Bispo Macedo, é de autoria da jornalista Inahiá Castro Merlo. Já comecei a escrever algo a respeito, mas não poderia, de maneira nenhuma, deixar de reproduzí-lo aqui, pois foi o texto mais lúcido, bem raciocinado, bem executado e claro que li a respeito até agora. Confesso que a postura de Saramago me pareceu tão infantil e emocional que acreditei que ninguém teria paciência de escrever algo realmente racional a respeito. Essa moça teve. E o texto brilhante que ela construiu merece meu reconhecimento público. É revigorante quando se vê um relato de alguém que consegue sair da caixinha imposta pelo “intelectualoidismo” e pensar por conta própria. Primeiro, coloco o meu comentário, que deixei no post, depois, o texto da Inahiá.
“Brilhante o texto dessa moça. É tão raro encontrar um ateu de verdade! A maioria é como Saramago: por algum trauma pessoal ficou com tanta raiva de Deus que dedica sua vida a destruir sua imagem, tentando provocá-lo ao dizer que Ele não existe. É muita energia despendida para atacar o que não existe. Deus e a Igreja Católica são duas coisas bem diferentes e esse tipo de posicionamento confuso me fez -e ainda me faz – questionar a inteligência de Saramago em sua prisão mental.”
O ateu que não vive sem Deus
27 de outubro de 2009

O escritor português José Saramago (prêmio Nobel de literatura, em 1998) acaba de lançar outra obra que tem como pano de fundo a Bíblia Sagrada. No livro “Caim”, Saramago busca, mais uma vez, questionar e colocar em dúvida a justiça de Deus e apontar um criador que, sob seu ponto de vista, é “cruel, invejoso e insuportável”.
Em uma entrevista à revista portuguesa “Visão”, José Saramago define a Bíblia como “um manual de maus costumes”, onde se encontra todo tipo de atrocidades, e procura, com sua retórica intelectual, questionar a veracidade das Escrituras, opondo-se veementemente ao conceito de que ali se registre a Palavra de Deus. “Sobre o livro sagrado, eu costumo dizer: lê a bíblia e perde a fé”, repete Saramago na entrevista.
Em 1991, o escritor já havia causado polêmica com o livro “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”, no qual sugere uma relação amorosa entre Jesus e Maria Madalena, no que parece uma tentativa desesperada de aproximar-se do divino, humanizando a figura de Cristo, já que o caminho inverso lhe parece improvável.
“Ateu empedernido”, como ele mesmo se define, e comunista por ideologia, os argumentos de Saramago em sua obsessão por “desmascarar” Deus perdem-se entre acusações à Igreja Católica – remetendo-se a atos como a inquisição, as cruzadas, as masmorras e tudo que faça parte de um passado opressor em que a instituição exercia claro domínio social e político sobre a sociedade cristã – e uma espécie de inconformismo por não encontrar na Bíblia a retratação de um deus que provavelmente povoe seu imaginário ateu.
Dizer que um ateu conceba qualquer tipo de imagem relacionada a Deus pode parecer um contrassenso, mas o próprio discurso de Saramago sobre o tema é contraditório e confuso. Ele mistura conceitos e definições sobre Bíblia, cristianismo e igreja católica como se tudo fosse algo único. Diz que a Bíblia é “manipuladora”, como se as pessoas fossem dominadas por uma espécie de torpeza e ficassem desprovidas de opinião própria ao lerem as Escrituras. Reivindica e valoriza a liberdade que, segundo ele, é negada e oprimida por Deus, mas prega o comunismo, que é um dos regimes mais castradores da história política mundial. Sentado no trono de sua reconhecida e aplaudida intelectualidade, vale-se do prestígio alcançado por sua importância literária para “impor” sua opinião como verdade absoluta e julgar ignorantes os que não concordam com ele.
Mas, o que é mais ambíguo, paradoxal e interessante no discurso de Saramago é a energia que ele despende para criticar, debater e contradizer algo que ele mesmo acredita que não existe. Saramago não concebe ou aceita os mistérios e a mensagem espiritual da Bíblia porque só consegue lê-la e interpretá-la de forma racional e literária e não admite ou não enxerga a relevância de um livro que tenha atravessado os séculos e continua atual.
A própria Bíblia aponta, literalmente, o caminho que Saramago deveria seguir para lê-la e aceitá-la sem questionamentos racionais quando afirma a existência de mistérios, dizendo: “As coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos…” (Deuteronômio 29:29).
O discurso de Saramago nos leva a crer que, talvez para seu próprio desespero, ele se revele um dos maiores buscadores de Deus. Mas sua arrogância intelectual só lhe permitiria aceitar um Deus explicável, que coubesse na limitada caixa da compreensão humana e que não dependesse do desconfortável e inseguro – do ponto de vista racional – conceito de “fé” para ser aceito. Mas, o Deus em quem Saramago não crê “…escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir os sábios…” (I coríntios 1:27)
Por Inahiá Castro
Só apareço neste blog para dar notícias, perceberam? Shame on me. Mas não importa, melhor do que não aparecer nunca. Os comentários dos posts antigos estão fechados por problemas com spams. Já que tenho tido pouco tempo para gerenciar o blog, preferi deixar marcado para que os comentários sejam fechados automaticamente após um certo período. Mas a idéia era atualizar com mais frequência, e não deixar esse troço antipático de comentários fechados forever.
Bem, vamos explicar o que eu tinha de explicar aqui: minha vida deu uma guinada nos últimos meses. Parei de frescura e resolvi tomar uma decisão com Deus, de uma vez por todas, saindo de cima de um muro no qual eu nem sabia que estava. Como eu sumi de todo mundo, todo mundo sumiu de mim e poucos dos meus amigos sabem o que enfrentei nos últimos dois anos e como eu estava, mas aos poucos eu vou contando. Pois bem, me defini em relação a Deus e somente assim consegui a reconstrução que estava buscando há tanto tempo. Aos poucos Ele tem me feito experimentar uma qualidade de vida que eu nunca tive, interior e exterior. Isso é o que Ele sempre quis para mim: me dar uma vida de verdade, não meia vida. Quando eu O assumi, Ele me assumiu, e tenho buscado passar o que venho aprendendo a quem realmente estiver disposto a entender. Eu já havia decidido, ano passado, que minha “carreira de escritora” estava encerrada. No entanto, os planos de Deus eram outros e Ele tem me incomodado a voltar a escrever, a repassar o que tenho recebido. De início, comecei a escrever totalmente sem vontade, somente por obediência àquela direção que Deus colocou dentro de mim (a gente SABE o que tem de fazer, ainda que não tenha vontade, ainda que não queira fazer). Aos poucos Ele ressuscitou em mim o prazer de escrever, a vontade e o ânimo, simplesmente por eu ter obedecido primeiro.
Agora, consegui colocar em prática um projeto que vinha sendo adiado: meu site. A necessidade do site surgiu da encheção de paciência dos amigos (eles sabem fazer isso melhor do que ninguém…hahaha…), dizendo que eu não deveria me espalhar por tantos blogs, que eles ficavam Perdidinhos da Silva. Tadinhos. Para provar que os amo, lá fui eu trabalhar em um site onde irei concentrar todos os links e textos que eu for publicando. Atualize – pela última vez, juro! – os seus bookmarks, agora você me encontra no vanessalampert.com.br E não me perderá nunca mais.
Acabo de descobrir que cortei meu cabelo na pior altura possível. Prendê-lo é praticamente impossível, e ao deixar solto, pareço equilibrar um poodle preto em cima da cabeça. A idéia era cortar na altura dos ombros, mas é isso o que acontece quando a pessoa se empolga com uma tesoura na mão. Agora pelo menos resta-me a alegria emocionante de esperar o cabelo crescer e procurar por um shampoo decente de jaborandi, pois funcionou com o meu irmão quando teve a cabeça raspada, ao passar no vestibular: em três meses já tinha seu topete de volta. Não que eu busque um topete, mas se eu conseguir em três meses cinco centímetros a mais no comprimento, já é uma voltinha a mais nos cachinhos e talvez faça diferença. Ou apenas aumente o tamanho do poodle, o que seria uma lástima.
Aprendizado de hoje:
- Até mesmo para o forno auto-limpante há limites.
Aprendizados conseguintes:
- Jimo multiuso é uma ótima alternativa aos limpadores de forno à base de soda cáustica.
- Ao fechar a tampa, certifique-se de que seu dedo não se encontra entre a mesma e a lata, ou não o encontrará nunca mais.
Finalmente, concluí a transferência do domínio autordesconhecido.com.br, e estou agora transferindo os posts do blog Autor Desconhecido para o site, mas o site já está no ar:
http://www.autordesconhecido.com.br
Em breve, colocarei mais dois novos sites no ar, um deles sobre escultura personalizada, em parceria com algumas amigas (uma delas nem sabe ainda…hahahaha…Flávia, depois te explico, mas você está incluída nesse projeto, viu?), e outro ainda é surpresa.
Tenho de manter algum suspense, não é mesmo?
Mas é isso! Atualizem seus bookmarks (seja lá o que isso signifique):
Clique aqui para conhecer a nova casa do Autor Desconhecido.
Espero que ninguém me encha mais a paciência a respeito desse cara. Depois que transferir todo o conteúdo do blog do blogspot para o .com.br, voltarei a atualizá-lo. I promise.
Já escrevi outras vezes da dificuldade que tenho de me livrar das quinquilharias que a gente ajunta em casa depois de alguns anos. Sempre acho que tudo é registro histórico. Ingressos antigos de cinema….bah, lá do Cine Leblon, lembra? De 2005, quando eu morava lá…putz, era caro pra caramba! Mas a gente ficava com preguiça de ir em outro cinema e acabava pagando, mesmo.
E os papéis? Tantos textos das minhas faculdades anteriores….coisas do jornalismo da Uniderp, da publicidade da Uniderp, de Letras da Ulbra, do jornalismo da UFMS, da Formação de Escitores da Unisinos, e mais vários papéis da Engenharia do Davison, coisas da Refap, coisas dos meus cursos livres, e ainda os trocinhos que gosto de guardar: bulas de remédio que não tomo mais, maquiagens antigas, já vencidas, mas com embalagens que não são mais fabricadas….como é que vou jogar fora algo que não se faz mais? E se eu precisar de alguma daquelas coisas? E todas aquelas caixas de papelão? Já aconteceu de eu precisar de algo justamente depois de ter jogado fora. Aí já era, tem de comprar de novo. Então você descobre que tudo pode virar objeto de arte, ou tudo pode ser usado na construção de uma peça. Vixe, pode esquecer, colega, sua casa vai virar uma filial do lixão, porque você vai achar que tem de guardar garrafa vazia, caixa vazia (você acabará enchendo todas as caixas vazias com os potes vazios que tiver guardado), pedaços de arame, pedaços de isopor…coisas que você nunca irá usar, provavelmente, mas só o fato de elas estarem ali, graciosamente entulhando o quarto extra (e, em breve, todos os outros cômodos da casa), já te dá uma segurança enorme, de que nunca te faltará lixo quando você precisar de um. Não é lindo isso?
Então decidi que nunca mais teria bagunça na minha vida. Implacável, saí à batalha, munida de sacos de lixo super reforçados, e de uma máscara contra os ácaros assassinos. A ordem era jogar fora sem dó, nem piedade. Foram para o lixo revistas, apostilas, papéis, notas de compras, pedaços de coisas que já haviam sido previamente desmontadas, potes, tampas, arames, papelão, caixas, panos, roupas velhas e puídas, coisas-guardadas-para-um-indefinido-depois, enfim, foi praticamente tudo para o lixo, exceto os desenhos, os cadernos, os livros e os pedaços de isopor (que ninguém é de ferro
) E as coisas inteiras, é claro, que isso não é lixo.
Dor, muita dor. Sim, eu senti dor, principalmente quando a bagunça gritava, ao ser atirada dentro do saco plástico: “NÃO, NÃO FAÇA ISSO!!!! EU SOU IMPORTANTE!!! EU SOU MUITO IMPORTANTE, VOCÊ AINDA NÃO SABE PARA QUÊ, MAS SABERÁ! EU PODEREI SER MUITO IMPORTANTE PARA VOCÊ ALGUM DIA!!! E SE VOCÊ PRECISAR DE MIM ALGUM DIA???? E SE ALGUM DIA PRECISAR DE MIIIIIIIIIIIIIINHEEEEEE?????”
Fingi que não estava ouvindo, nem vendo sua expressão de pavor e desespero. Eu tinha uma missão a cumprir, e precisaria me livrar de cada milímetro de bagunça, custasse o que custasse. Terminei minha tarefa exausta, mas certa de que havia feito a melhor escolha. É preciso destruir os inimigos, lançá-los fora, para que não voltem a crescer em nosso meio. E se ordem é progresso, lutar contra a bagunça, contra o caos e a desordem é necessidade vital, como arrancar a erva daninha do meio da plantação. Quanto aos registros históricos…bem, é melhor, sei lá, tirar uma foto e guardar em um DVD sob o título “Arquivo de registros históricos”…ao menos enquanto eu não tiver uma casa de tamanho suficiente para abrigar um museu próprio. Se bem que aí você resolve ter filhos, e depois você morre e a primeira coisa que seus pimpolhos fazem é recolher as “tranqueiras que a mamãe deixou”, jogar 70% fora e distribuir os outros 30% entre os parentes e amigos. E dê graças a Deus de não poder ver isso, pois você não terá mais cabelos para arrancar (não me consta a existência de “cabelos espirituais” no além). E se você não tiver filhos, dá na mesma, sempre vai ter uma criatura para desprezar o museu que você tão carinhosamente cultivou….criaturas insensíveis que não conseguem enxergar o valor de uma tampinha de garrafa daquele Sendas Limão que você gostava tanto de tomar quando morava no Rio de Janeiro.
Estou consciente de que a primeira batalha foi vencida, mas sei que meus inimigos continuam à espreita, e que em breve terei de acabar com o remanescente: potes de creme bastante avançados em idade, mas que continuam semi-cheios e que, por isso, conseguiram visto de permanência. Não tenho coragem de jogar fora coisas que não foram terminadas. Mas se já estão há tanto tempo entulhando os armários da casa, por que raios ainda acredito que um dia terminarão de ser usadas?
Isso porque eu tenho apenas pouco mais de cinco anos de casada….imagino o que aconteceria se continuasse nesse ritmo, ao completar as bodas de prata? … Melhor nem imaginar. Não haveria armário suficiente no mundo para comportar tanta tralha.
Estava pensando sobre todas as vezes em que tentamos punir a outra pessoa (marido, mãe, pai, filho, amigo, qualquer pessoa) punindo a nós mesmos. Comecei a me lembrar das vezes em que fiz isso e das vezes em que vi gente fazendo isso e, sinceramente, dá vontade de rir.
Você fica brava por ter sido contrariada, fica com raiva daquela pessoa, por ela ter feito algo que despertasse em você uma sensação ruim, um sentimento negativo, e para se vingar, mantém um comportamento que negativo com ela, para ela aprender! Mas aquele comportamento negativo só te faz ficar com mais raiva, mais contrariada, e alimenta ainda mais a sensação ruim que você não queria ter. Que coisa mais estúpida, não?
Não nos damos conta, no calor da discussão, no calor da situação, no calor das emoções, de que somos nós os únicos responsáveis pelas reações que teremos às atitudes das pessoas. Sim, você quer que a outra pessoa mude a sua atitude, mas não é mantendo a mesma reação negativa que você fará com que ela mude…se fosse assim, teria resolvido outras vezes, não é, mesmo?
Nessas horas, aprendi a ser bem egoísta. Sorry, amiguinho, mas não vou ficar com raiva de você, me recuso a ficar magoada, respiro fundo, racionalizo aquela situação, tento enxergar por outro lado (e se o troço não for tão horrível quanto parece? E se a motivação por trás daquela atitude não foi tão ruim?), até esvaziar a força do problema, vejo o quão ridículo seria dar chilique, e ignoro a atitude ruim da pessoa. Pronto, resolvido. Não alimento mais a coisa, não passo mal com aquele sentimento ruim, não desenvolvo nenhum troço negativo por perto e daqui a pouco nem me lembro mais. Não é mais fácil? Entrego para Deus, Ele tem acesso ao coração da pessoa, não eu. Mas não entrego com raiva, não, porque eu posso estar enxergando errado aquela atitude, e pode ser que tenha em mim atitude bem pior que eu não saiba. Não aponto dedo, não, eu, hein! Mas e aí? E a pessoa vai continuar achando que está certa? Não dá raiva? Não dá vontade de bater na criatura? Tem de haver um jeito de ela enxergar o que fez COMIGO!
Taí o erro. Ela não fez nada contigo, coleguinha. Você fez contigo algo baseando-se na sua interpretação de algo que ela fez. Upa! Eu sempre digo que complico tudo, para deixar mais fácil…hahahahaha…
Mas fala a verdade, não é esquisito? “eu vou ficar triste, brava, infeliz, sofrendo, doente, magoada só para você se sentir culpado e sofrer pelo que fez comigo”. Uai, quem te garante que ele vai sofrer? Você infeliz, triste, sofrendo, doente, magoada e ele todo tranquilo, alegre, saltitante.
Lembrei da história de uma menina que conheci, que namorou um maluco e quando percebeu que ele era maluco, resolveu terminar o namoro. No dia do aniversário dela, o indivíduo deu um tiro na própria cabeça e enviou uma carta (não necessariamente nessa ordem, é óbvio) de despedida, dizendo a ela que o suicídio era um presente de aniversário, pois assim ela teria para sempre a lembrança de que foi ela a culpada pela destruição da vida dele. Não é uma coisa imbecil? Não merece o prêmio Darwin? Por que raios as pessoas acham que perdendo algo de muito importante para ela, estará, automaticamente, atingindo mortalmente a outra pessoa? É muito egocentrismo, não é, não?
A gente perde um bocado de tempo na vida com bobagem, bobagem mesmo. Alimentando monstrinhos da mágoa, da auto-comiseração, se achando vítima de tudo e de todos, perde tempo precioso cultivando coisas negativas e depois reclama que não colhe nada de positivo.
Não tem tempo para isso não, meu amigo, a vida passa depressa, e você é que escolhe o que é realmente importante para você. Se você acha legal se lamentar em torno do próprio umbigo, vá em frente, mas não espere ir muito longe, pois esse caminho é circular. Eu não perco mais tempo alimentando sentimentos ruins, desprezando pessoas, desprezando as coisas boas que aprendi, ou querendo me sacrificar para provar que eu, sim, estava sofrendo…sinceramente, isso me soa tão imbecil, mas tão imbecil que me recuso a agir desta forma novamente.
Acho que me dei conta de que o mundo não gira em torno do meu umbigo de bolinha e que a humanidade não dará a mínima se eu me fizer de vítima. E desde que me dei conta disso, eu te digo, o mundo ficou beeem melhor!!!
Então encontro aquela mãe, inconformada com as escolhas do seu filho, que se descabela, sofre, soooooofre, e faz questão de que todos saibam de seu atroz sofrimento. Não deixa nem mesmo seu filho aprender a lidar com as escolhas que fez e não dá a ele a opção de ser feliz mesmo tendo feito uma escolha diferente do que ela queria para ele. Ela faz questão de, com aquele olhar torturado, fazer com que seu filho perceba, de forma clara, o quanto ela sofre. Ela quer provar que estava certa, então não abre mão de sofrer. O sofrimento comprova que ela estava certa. O sofrimento dela confirma o sofrimento dele. Ela quer que ele sofra, para que ela continue a ter motivos para sofrer. E se ele não sofrer? E se ele até ficar chateado, mas perceber que a escolha pelo sofrimento foi dela, fazer o quê? Então eventualmente ela ficará doente, de tanto sofrer. E daí? O que ela conseguirá mudar com essa atitude? Absolutamente nada.
Mas se ela aceitar que a escolha dele foi aquela, que a vida é dele, que ele é livre, adulto, etc. Se ela começar a torcer para que ele seja feliz e, quem sabe, se ela até ajudar para que o ambiente fique mais leve e a vida dele fique melhor, com certeza o resultado será diferente. Ao menos diferente de qualquer resultado que ela vinha tendo até então.
Tenho três posts sobre este mesmo assunto na fila dos rascunhos, um deles inclusive eu até já havia postado, mas acabei tirando do ar até porque achei que estava um tanto quanto mal estruturado e merecia uma bela de uma reforma, para que ficasse bem claro o que eu queria dizer. No entanto, resolvi colocar este post antes dos outros, na esperança de fazer pensar aos realmente bem-intencionados. E de deixar bem claro meu posicionamento, para que não haja sequer espaço para questionamento algum.
Soube que pessoas foram demitidas porque os patrões descobriram que elas eram da Igreja Universal. Como assim??? Em que planeta estamos, mesmo? Soube, também, de pais que foram desprezados e maltratados por seus próprios filhos simplesmente por não aceitarem sair da igreja. Vi e ouvi tanta coisa nas últimas semanas, que os mais afeitos ao raciocínio lógico, como eu, não conseguiriam sequer acreditar.
Estou esperando o momento em que seremos obrigados a colocar, na fachada de nossos comércios, ou mesmo costurar em nossa roupa, o emblema da Universal; assim, todos serão capazes de nos identificar no meio da multidão e evitar contato pessoal ou comercial, caso desejem. Não estou exagerando, meus queridos, tenho a mais absoluta certeza de que se a Rede Globo fosse o governo federal, já estaríamos, inclusive, em guetos.
E não venha com o argumento no qual te fizeram acreditar, que as denúncias e as acusações são apenas sobre os bispos e os pastores, e que os membros da igreja são vítimas, coitadinhos, manipulados, ignorantes, semi-analfabetos, fanáticos, que sofreram lavagem cerebral. Não passa pela cabeça de ninguém sequer a hipótese de que essas acusações sejam manipuladas, direcionadas, torcidas, textos retirados de seus contextos e orquestrados de modo a te fazer pensar o que eles querem que você pense. Esta é a verdadeira lavagem cerebral: tiram imagens e situações de seus contextos e montam as reportagens e argumentos para direcionar a sua interpretação ao que eles querem que você acredite ser a verdade. Desse modo, você verá sempre situações e imagens semelhantes àquela com a mesma interpretação que viu as originalmente mostradas. Assim eles garantem a manutenção dos preconceitos (e pré-conceitos, no sentido estrito do termo) que incutiram em você, mesmo quando você estiver longe da fonte das informações originais.
É por ter noção de todo esse processo que eu realmente não aceito entrar em discussões a respeito disso. A pessoa chega ao cúmulo de repetir, palavra por palavra, os mesmos argumentos preconceituosos que você já ouviu quinhentas vezes. Sim, acredite, eu já ouvi as mesmas frases, ipsis literis, tantas e tantas vezes e de pessoas que não se conheciam. Peraí, sempre que eu tenho uma situação na minha frente, meu primeiro impulso é não acreditar. Yes, eu sou desconfiada de carteirinha. Qualquer nova informação que me for apresentada sempre é recebida com descrédito. Mas o descrédito desprovido de preconceito é neutro, e formulo argumentos contra e a favor de determinada informação, analiso, analiso as provas (e não as suposições), se houver, e só depois de pensar muito bem e de usar o raciocínio lógico (que faço questão de exercitar diariamente), é que tiro minhas conclusões e tomo posição. E com essa posição, vêm argumentos meus, próprios, porque eu tenho verdadeira ojeriza a conversa de papagaio, a menos que venha de um papagaio de verdade. As pessoas estão cegas, não enxergam o tamanho do preconceito.
E sim, eu poderia colocar aqui o argumento (no qual acredito, é óbvio), de que quem coloca o preconceito é uma força espiritual do mal. Acredito, sim, mas quem alimenta o preconceito e faz com que ele cresça é o ser humano. Em sua ignorância, acaba alimentando um mal que empobrece a sua própria alma. Mas é escolha da pessoa. E se está em suas mãos fazer essa escolha, aproveite a oportunidade. Não precisa acreditar no que diz a Igreja Universal, nem concordar com o que dizem que ela faz (eu mesma não concordo com o que dizem que a Igreja Universal faz, acho um absurdo sem tamanho. Felizmente eu sei que o que dizem que a IURD faz é bem diferente do que ela realmente faz), mas custa não julgar, nem condenar, nem executar o juízo, sem realmente saber? Custa guardar a sua opinião, principalmente quando ela não foi solicitada? Custa deixar que o Deus cujo nome está sendo usado diariamente para respaldar o que é dito dentro da IURD defenda seu próprio nome, caso eles sejam culpados, ou faça crescer ainda mais sua obra, caso eles sejam inocentes? Custa entregar isso para Ele e continuar fazendo o seu dever de cristão (se você for cristão, ou, se não for, de uma pessoa interessada em crescer espiritualmente), que é respeitar e amar a todos? Que é tratar a todos com respeito, sabendo que Deus não faz acepção de pessoas?
E se você não acredita em Deus, não se sinta desobrigado a respeitar, pois isso é dever de todo ser humano civilizado. Custa ser menos emocional, menos inflamado, e escolher não ser instrumento de uma situação negativa? Isso tudo eu digo para os bem-intencionados, é para eles que eu escrevo esse texto, para que se resguardem nesse conflito. Melhor é não se posicionar, não repetir julgamentos pelo que você “acha”, pelo que dizem, pelo que parece, do que abraçar uma causa que nem é sua e correr o risco de estar sendo infinitamente mais injusto do que aquelas pessoas às quais você acusa seriam, caso você estivesse certo. Não tente convencer a quem está na Igreja Universal a sair de lá “porque os pastores são ladrões”, nem tente fazer com que ela se sinta mal por estar indo, sendo grosseiro com ela, pois não irá funcionar, e você pode estar sendo muito mais marionete nas mãos de quem plantou essa forma de pensar em sua mente do que acha que ela é nas mãos dos pastores.
Não pense também que eu sou exceção, que eu sou uma iludida, que não sabe exatamente como são as coisas, e que sou a única ou uma das únicas pessoas com cérebro ali dentro. Existem, sim, pessoas ignorantes, gente que não sabe o que está fazendo, que não entende o que se explica, que age de maneira impulsiva, faz e pensa bobagem em QUALQUER igreja, em qualquer religião e sem religião, também. Isso não é exclusividade de nenhum grupo, e a IURD não está livre dessas pessoas (até porque está aberta o dia inteiro, todos os dias, para todos os tipos de pessoas). Existem pessoas que estão na IURD, e existem pessoas que SÃO a IURD. A IURD não é uma instituição liderada por pastores, a IURD são as pessoas que se reúnem com aquela mesma forma de entender a Palavra de Deus, a mesma maneira de compreender a Bíblia. Entre essas pessoas existem vários níveis de responsabilidade (e isso é assunto para um dos outros dois posts que estou preparando…risos…), mas o mesmo nível de comprometimento.
Estou há dez anos na Igreja Universal e já tive experiências suficientes dentro dela e fora dela para fazer minha escolha com segurança absoluta. Por isso hoje mais do que estar na Igreja Universal, eu sou a Igreja Universal, porque a maneira de entender a Palavra de Deus que aprendi ali foi a única que realmente deu resultado em minha vida. Só não deu resultado quando eu não vivi o que ouvia ali. E ainda que a instituição Igreja Universal do Reino de Deus não existisse, eu continuaria, com milhares de outras pessoas, a ser a Igreja Universal, que é parte da Igreja do Senhor Jesus nesta terra. É a intimidade que aprendi a desenvolver com Deus ali que me mantém de pé, que me sustenta, que me faz viver e ser quem eu sou, e ter a certeza que me impulsiona. Ali eu conheci a Deus de verdade, até então eu conhecia só de ouvir falar, e mesmo assim, muito superficialmente, apesar de ter passado quase vinte anos da minha vida dentro de uma igreja, decorando versículos.
Então, se alguém que eu prezo se dirigir a mim de forma desrespeitosa ou preconceituosa, sinto muito, mas continuo a ser a Igreja Universal. E eu seria muito burra se estivesse há dez anos lá sem nenhum resultado. Mas não espero que todos entendam isso, apenas que respeitem. Gostaria que respeitassem, mas se não respeitarem, fazer o quê? No entanto, não é justo que você não possa fazer a sua escolha, por isso este post. Para mim, sinceramente, não mudará nada a escolha que você fará, mas para você com certeza ela fará diferença. Respeitar ou atacar é escolha. Agir de maneira emocional, agressiva e preconceituosa ou ser sensato e preferir não dar opinião é escolha.
Não me espanta, nem me escandaliza essa perseguição, agressividade e preconceito, até porque Jesus já havia avisado que seríamos perseguidos, acusados, etc. etc. Dê uma lida: “Sereis odiados de todos por causa do meu nome” (Mateus 10:22), “O discípulo não está acima de seu mestre, nem o servo, acima do seu senhor. Basta ao discípulo ser como o seu mestre, e ao servo, como o seu senhor. Se chamaram Belzebu ao dono da casa, quanto mais aos seus domésticos?” (Mateus 10:24, 25) Aqui Jesus se refere à ocasião em que os religiosos da época o acusaram de expulsar os demônios por Belzebu. E se os indivíduos da Universal (incluindo aqui os pastores e bispos) são realmente sinceros naquilo que acreditam, se eles realmente servem a Deus, te garanto que nenhum deles está incomodado de ser chamado de ladrão, de mentiroso, de enganador, de burro, de “idiota-que-dá-dinheiro-para-aqueles-ladrões”, pois sabem que até Jesus foi chamado de diabo!
E, por fim, “Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada. Pois vim causar divisão entre o homem e seu pai; entre a filha e sua mãe e entre a nora e sua sogra. Assim, os inimigos do homem serão os da sua própria casa” (Mateus 10:34-36) Ele já nos avisou, pois sabia que as idéias que trazia iriam se chocar contra o que as pessoas entendiam, então não seria de se admirar que aqueles que não quisessem entender agissem com agressividade contra aqueles que estavam entendendo. E sabia que era necessário haver esse choque para que as pessoas sensatas pudessem distinguir o que era verdade do que não era. Não tem como haver uma revolução sem um movimento, sem uma ação. E o que Ele fez foi uma revolução nos costumes engessados daquelas pessoas.
A existência do preconceito e da agressividade não me espanta, mesmo, mas cabe a você escolher se quer estar na posição dessas pessoas que agem com preconceito, que agridem, que não demonstram o menor respeito pelos seres humanos que pensam e vivem de modo diferente delas mesmas e continuam repetindo, feito papagaios, aquilo que acham, baseando-se em argumentos sem estrutura alguma, em preconceito e má vontade. A escolha é toda sua.

Curto, mas não tããão curto quanto da última vez.
Sabe aquela coisa de mulher que quando tem uma mudança importante por dentro, tem que mudar por fora? Pois é. Então. Estou equilibrando um poodle castanho em cima da cabeça. Tá bonitinho, pareço um cotonete descabelado. Se bem que também estou mais “gordinha”. Cheguei aos 58 quilos (êêêêê…mas espero que pare por aí, pois foi sem fazer força), sete a mais do que em meu mais esquálido período de 2008 (para quem quiser calcular meu IMC, a altura é 1,72 Mas não esqueça meus dois centímetros de estimação…um e setenta E DOIS faz com que me sinta menos baixinha
). Então, sabe aquelas árvores de desenhinho de criança? Pois é, eu estou mais ou menos assim. Exceto a copa verde, of course.
Diferentemente do que foi em novembro de 2005, desta vez não foi nada planejado. Cortei o cabelo do Davison, a tesoura olhou para mim, eu olhei para a tesoura, e resolvi eliminar as pontinhas estragadas. Então fui cortando, me empolguei, cortei, cortei, cortei e, quando vi, tinha cortado. Primeiro pedi autorização por escrito do senhor meu marido…hahahaha…ele disse que não se importava com comprimento, desde que eu mantivesse os cachinhos. Coloquei isso no contrato
Cláusula irrevogável.
Depois coloco uma foto melhor, minha câmera está irritantemente chiliquenta ultimamente.