Veja tem medo
Vanessa Lampert | 12 de maio de 2012 | x | Velha Mídia, mídia | 1 comentário

veja*

Hoje a tag #Veja TemMedo esteve em primeiro lugar no Twitter por um tempo considerável. A revista atravessa seu pior momento. Sua face distorcida está sendo revelada à população pensante através de seus contatos injustificáveis com o bicheiro Carlos Cachoeira.

Não sou ingênua de pensar que Cachoeira era o único contraventor a plantar matérias na Veja. Estou certa de que não era o único e realmente torço para que toda a trama seja exposta e possamos descobrir quantos outros Cachoeiras estavam por trás das “denúncias bombásticas” e falsas feitas pela Veja não apenas sobre governo e política, mas sobre todos os outros assuntos.

Recentemente, Marco Antônio Araújo escreveu um artigo em seu blog¹, impressionado com o desespero de Civita ao encomendar um ataque a Edir Macedo menos de 24 horas após o Domingo Espetacular ter ido ao ar com denúncias sérias contra a revista Veja. O espanto de Marco Antônio não foi compartilhado por mim. Eu já esperava essa atitude. Civita fez o que Civita sempre faz.  Desde a compra da Rede Record, a Veja, movida pelos interesses da Globo (são a mesma coisa, e fazem as mesmas coisas, como todos sabemos), tem atacado o Bispo Edir Macedo e a Igreja Universal, na esperança de atingir a Rede Record, que anunciou desde o início sua intenção de brigar pela liderança (há vinte anos, o sbt, segundo lugar no Ibope na época, mantinha uma larga distância da então líder absoluta Rede Globo, sem a menor intenção de tomar o primeiro lugar. A ameaça era inédita).

Enquanto Veja, Globo & companhia limitada (entram aí a Folha de São Paulo e todo o PIG conhecido) moldavam o que o senso comum pensaria a respeito do proprietário da Rede Record, da IURD e dos membros da IURD (entre os quais me incluo há 12 anos, tendo minha inteligência insultada pela Veja durante todo esse tempo), grande parte do país acreditava que suas matérias eram verdadeiras. Pelos acordos com o governo tucano, a Editora Abril se julgava garantida.  Sua primeira grande derrota foi a eleição de Lula, apesar de esgotar seu estoque de capas e matérias sensacionalistas ao extremo. De lá para cá, a queda foi vertiginosa. Mesmo doando assinaturas a quem se cadastrasse e espalhando seus exemplares como quem não tem contas a pagar, a revista perdeu prestígio.

Claro, ainda existem aqueles que acreditam em tudo o que a Veja diz e creem, piamente, que não há o menor problema em um jornalista ter um bandido como fonte, mesmo diante das evidências de que não se tratava de uma fonte, mas de um semeador de notícias falsas. Também estes acreditam que não há problema em divulgar grampos cujos áudios jamais apareceram, nem entrevistar ex-funcionários, demitidos por justa causa, que falam mal de seus antigos patrões (sério? Me espantaria se falassem bem), nem em distorcer fatos para que pareçam ser o oposto do que realmente são.

Em um ato de desespero, a revista tentou manipular as últimas eleições – para variar – e se surpreendeu com a força da campanha na internet. Na época, uma reportagem em particular me indignou, sugeria que Lula imitava Fidel Castro e “provava” suas alegações utilizando a “lógica” de Veja. Para mostrar o quão absurda era a tal lógica, escrevi o seguinte post: http://lampertop.com.br/?p=820

Agora, no auge do escândalo Cachoeira, em que a Veja tem a cara-de-pau de tentar tirar o corpo fora, se fazendo de vítima, a internet volta a mostrar seu valor. Com a Record como a única emissora a ter coragem de enfrentar o partido a imprensa golpista, todos os canhões estão apontados para ela e para a mobilização feita via Twitter e blogs.  Desesperada, a revista cria o seguinte infográfico: http://veja.abril.com.br/multimidia/infograficos/fraude-no-twitter , tentando convencer seus leitores de que somos robôs, insetos (mania de insultar a inteligência alheia)… Veja pode espernear à vontade. Não há volta para o processo que se iniciou. A tag de hoje mostra que todo mundo já percebeu o que está acontecendo. Quem não deve, não teme. E Veja tem medo do que ela não pode mais controlar.

Vanessa Lampert

*Imagem: Arte do Capitão Óbvio em cima da capa de Veja, com o “detalhe” que ela esqueceu de incluir.

¹ Merece também destaque o outro artigo do Provocador, sobre Policarpo, em que ele cita Veja como “O Diário Oficial da Nova Inquisição, termo perfeito para a publicação.

PS: As always, aviso que os comentários são moderados, só serão aprovados depois de lidos por mim e quando vejo ofensas, nem leio. Digo isso porque leitores cegos de Veja não sabem respeitar opiniões contrárias.

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A Esperança de Uma Mãe

(Esta resenha contém pequenos spoilers) Por ser da mesma autora de Amor de Redenção, Francine Rivers, é natural que comparemos as duas obras, até porque têm praticamente o mesmo número de páginas. “A Esperança de uma mãe” (Her mother’s hope), ao contrário de Amor de Redenção, demora a engrenar. Talvez por se tratar de um projeto pessoal da autora, um romance baseado em mulheres de sua família, ela tenha se preocupado demais em colocar todos os elementos reais: detalhes dos lugares, um pouquinho de drama, fatos históricos…e se esquecido de desenvolver a narrativa com alguma leveza que fizesse a história andar.

O começo pode parecer chato e arrastado, e você fica torcendo para que a pobre menina chamada Marta, tão maltratada pelo pai, cresça logo e tenha uma vida interessante para você ler. Então, finalmente a garota cresce e  vai morar fora, recebe a notícia do grande trauma de sua vida, relacionado a sua irmã que sempre foi fraca e superprotegida. No entanto, continua sua vida sem voltar para casa…eu, mulher em uma fase de querer ler historias bonitas, vibro quando ela finalmente encontra um rapaz e começa a namorar…mas se você quer ver romance, esqueça, Francine pula toda a fase do namoro e vai direto para o casamento, me deixando muito brava por causa disso. Se a coisa mais legal de Amor de Redenção é ver a força do amor sacrificial, a conversa de A esperança de uma mãe é a força da mulher e o relacionamento entre mãe e filha. Se bem que a impressão que tenho é que o livro não foi escrito para deixar alguma mensagem, mas simplesmente para registrar uma história.

Posso estar sendo dura com a autora, mas o relacionamento entre Marta e seu esposo, por exemplo, é tudo o que você não deve fazer com seu marido. Leia o livro e faça tudo ao contrário. Ela o desrespeita o tempo inteiro e o reduz a um Zé Banana. Ele fica chateado, tenta brigar, parece muito triste, mas a autora nos leva a crer que os dois eram felizes assim, à sua maneira. Desculpe, não consigo acreditar que um homem consiga ser feliz com uma mulher tão chata dentro de casa. Isso me irritou, então talvez minha impressão do livro tenha sido prejudicada por essa irritação, mas no geral a história é bem construída, personagens convencem, mas parece ter informação demais condensada em suas quase quinhentas páginas, com Francine mastigando a história para você em alguns pontos, e fazendo saltos absurdos no tempo em momentos importantes da trama.

O livro também mostra o nascimento dos filhos do casal. Hidelmara é a segunda filha, ela é frágil e tímida, tem o temperamento semelhante ao do pai, mas Marta acha que ela parece com sua irmã Elisa, e teme que ela tenha o mesmo destino…para que isso não aconteça, passa a ser mais dura com Hildemara, que se sente rejeitada. Então você vê a menina crescendo, seu relacionamento com a mãe, sua personalidade…ela  conhece um rapaz e o romance também passa correndo diante dos seus olhos, porque Francine quer terminar logo o livro. Hidelmara tem seus filhos, adoece e a mãe se prepara para cuidar dela…no próximo livro. Sim, há uma continuação, mas ainda não foi publicada em português. Escrevi para a Editora Verus perguntando se há previsão de chegada do “Her daughter’s dream” ao Brasil, mas ninguém me respondeu até agora. “A Esperança de uma mãe” é um bom livro, mas não o compare com “Amor de Redenção”, nem espere muito romance. É um drama. Espere drama e você ficará feliz…rs…

PS: Como sempre, essa é a minha opinião. O ideal é que você leia o livro e volte aqui para dar a sua opinião. Isso se gostar de drama, é claro. A propósito, esse não é o tipo de drama que faz chorar,  ele faz pensar – e isso é bom.

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Embalagem e conteúdo.

1993

Estávamos no ônibus, indo para o passeio de final de ano da escola, em um clube chamado Colônia de Férias, em Campo Grande. Ela me chamou, eu olhei para trás, com minha carinha feliz de sempre, e fui surpreendida com o flash. Fiquei até mais bonitinha na foto do que era ao vivo, o ângulo me favoreceu, acredite. A menina que tirou essa foto se dizia minha amiga e eu soube que enquanto eu me recuperava da insolação que peguei aquele dia (com direito a queimaduras de segundo grau no corpo todo e rugas na testa aos 13 anos. Obrigada, sol), ela se divertia mostrando a foto para o menino mais bonito da sala, dizendo “Olha aqui a sua namorada”, enquanto todos riam (menos ele , é claro).

A vida não era fácil naquele tempo. Não eram apenas as pessoas da sala que faziam o que hoje chamamos de Bullying, era a escola inteira. Virou uma espécie de moda fingir que levava um susto – ou fazer o sinal da cruz – ao passar por mim no recreio.  Isso foi dos 11 aos 15 anos. Me mudei da primeira escola por causa disso, dos apelidos, das risadas, dos garotos me chamando de feia, das agressões verbais. Para o meu espanto, na escola nova tudo se repetiu. Era o mesmo espírito maldoso naquelas crianças…achei que tinha alguém da escola velha em minha nova sala, mas não tinha. O problema era a minha aparência e eu não havia me dado conta. Comecei a me comparar com aquelas meninas. Elas realmente eram muito mais bonitas do que eu. Eu era exageradamente magra, a pele muito branca, a boca muito grande por causa dos dentes projetados e separados, meu nariz era esquisito também por causa da arcada dentária, a língua, flácida, não cabia dentro da boca e minha dicção era horrenda por conta disso.

O problema é que eu não conseguia agir como uma pessoa complexada. A timidez só veio depois, por causa de uma igreja doida pela qual passei no ano seguinte (o pessoal sabia destruir a auto-estima das adolescentes por lá) e foi embora por causa do que encontrei na igreja em que estou hoje. Na época do Bullying, no entanto, eu não conseguia ficar sem rir, ou esconder os dentes enquanto ria, mesmo sabendo que eles eram horríveis e que meu sorriso deformava ainda mais o meu rosto. Também não conseguia falar sem gesticular e era totalmente desengonçada, não sabia onde colocar pernas e braços (se bem que acho que até hoje não sei…rs…), o que piorava ainda mais as coisas.

Um dia cheguei em casa chorando porque não aguentava mais os apelidos e o desprezo dos colegas que me tratavam como uma sub-espécie. Minha mãe sempre me dizia que ela era o patinho feio na infância e que depois ficou bonita e os rapazes se apaixonavam por ela. O que ela me disse naquele dia fez toda a diferença:

- Vanessa, criar corpo cedo demais não é bom, quando você tiver dezoito anos vai estar linda e essas meninas que riem de você provavelmente não estarão mais. Não se preocupe com aparência agora, se preocupe em desenvolver sua inteligência, quem você é por dentro. Isso ninguém nunca vai tirar de você e é o que realmente importa.

Eu não sei por que, mas acreditei nisso com todas as minhas forças. Alguns anos depois, coloquei aparelho, fiz fono e consegui arrumar os dentes e a língua, apesar de ter de refazer o tratamento aos 21 anos, até consertar de vez. Consegui um corpinho decente aos 17, quando as modelos magérrimas entraram na moda e eu também. Mas sempre foi estranho ser tratada como “bonita” (as pessoas são delicadíssimas com meninas consideradas bonitas e super grossas com aquelas que são vistas como feias ou esquisitas, eu me irritava muito com isso e estive sempre do lado dos fracos e oprimidos…rs…), nunca gostei de garotos que se aproximavam de mim por minha aparência porque eu, mais do que ninguém, sempre soube do quão vazio era esse critério.

Demorou para que eu aceitasse minha nova aparência e conseguisse me enxergar no espelho e ver que aquela era eu. Por algum motivo, o tratamento ortodôntico consertou também o formato do meu rosto e o meu nariz. Outra coisa que minha mãe me ensinou e que contribuiu para que eu não tivesse minha autoestima destroçada foi: “Vanessa, a gente não é feita de pedacinhos. Não importa se você não gosta do seu nariz, a beleza é um conjunto. Não se olhe com uma lupa, o importante é o conjunto”.  Lembro de ouvir isso várias vezes, algumas enquanto eu me debulhava em lágrimas por causa do meu nariz ou da minha boca.

Hoje me vejo como um simpático conjunto animado. O que as pessoas acham bonito em mim – elas não sabem – é algo que não dá para ver. E se alguém resolve me atacar apontando algum defeito em minha aparência, sou a primeira a rir e a apontar mais uns cinco. Conheço todos os meus defeitos, por fora e por dentro. Me incomodo muito mais com os de dentro do que com os de fora. Gosto de estar bonitinha, arrumadinha, mas tenho total consciência de que o que você tem por fora é casca. É embalagem. Não te define, não te diminui.

Existem centenas de qualidades interiores que podem te fazer bonita ou feia, independente dos traços do seu rosto ou das medidas do seu corpo. Não entendo quem se acha no direito de ridicularizar outro ser humano por sua aparência, assim como não entendo exaltar alguém pelo formato de seu corpo ou pelo seu rosto estar dentro dos padrões. Não espere ser aceito pelos outros, valorize aquilo que você tem de melhor, aquilo que você tem por dentro e que ninguém – nem mesmo o tempo – poderá tomar de você. No final das contas, é o que realmente importa.

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Leitura democrática
Vanessa Lampert | 3 de maio de 2012 | x | Literatura | 1 comentário

Triste ver a pouca importância dada para o estímulo ao hábito da leitura …e não falo de governo, falo das pessoas, em geral, e jornalistas, em particular. Entre o grupo que parece desestimular o interesse em leitura, existem aqueles que não dão importância alguma e outros, que preferem que o hábito de leitura seja restrito a um pequeno grupo, então fazem análises críticas que levam o leitor comum a achar que ler é chato e coisa para intelectuais. A leitura não pode ser comparada com nenhum outro hobby, pois ela funciona quase como um medicamento para o cérebro! Como já escrevi neste texto, ler é o melhor exercício cerebral que existe.

Tenho recebido emails de pessoas que sabem da importância de ler, mas que acreditam na mentira que muitos repetem para si mesmos: “não gosto de ler”. Como também já escrevi no post anterior, não é “não gostar”, é não ter o hábito. A televisão é um entretenimento muito mais fácil da nossa mente digerir, porque não exige nenhum esforço intelectual, então muitas vezes nos acomodamos a esse tipo de passatempo e achamos chato qualquer coisa diferente disso.

Infelizmente o espaço destinado à literatura na em revistas e jornais é muito mal aproveitado. Falar de literatura para pessoas “normais” é mal visto, e a “elite intelectual” quer mantê-la longe do acesso dos “menos favorecidos”. Literatura estimula a inteligência e se outras pessoas pensarem tanto quanto eles pensam, talvez descubram que ser “intelectual” não é tão elitizante assim, não te faz um ser superior.

Sou a favor da democratização da leitura e de ajudar as pessoas a manejar essa ferramenta com sabedoria. Isso não é papel do governo, exclusivamente, é papel de todos nós. Por falta de um espaço democrático na mídia convencional, os blogs de leitores crescem com suas resenhas pessoais, e a internet, mais uma vez, preenche uma lacuna deixada pela mídia, cada vez mais obsoleta.

Ler é um hábito saudável, como outro qualquer. É escovar os dentes pela manhã, é tomar um copo d’água, é fazer uma caminhada, é lavar o rosto antes de dormir. Ler é tomar suas vitaminas, é fazer a barba, é passar batom. Não é um bicho de sete cabeças, nem algo reservado a poucos escolhidos. É algo que pode abrir seus horizontes, ou fechar suas janelas. Ler é uma caixinha de surpresas, uma ferramenta extraordinária, mas que precisa ser bem manejada. Ao invés de mantê-la fora do alcance de qualquer cidadão, deveríamos apresentá-la da melhor maneira possível, da maneira mais natural e desprovida de frescura.


Como vencer a preguiça de ler

Texto originalmente postado na seção Livros, no site de Cristiane Cardoso. (Clique aqui para ver a postagem original)

Ao responder à pergunta que minha nova amiga Sandra, de Moçambique, me enviou pelo Twitter, imaginei que poderia ser a dúvida de muitas leitoras e achei que valia um post nesta coluna. Eis a pergunta:

“Olá minha querida. Eu detesto ler, tenho preguiça mas SEI que preciso mudar isso. Me diga, que faço para contrariar isto?”

Minha resposta: A mesma coisa que a gente faz quando sabe que precisa fazer algo, mas não tem vontade: sacrifício. Coloque um livro na bolsa e se determine a ler todo dia um pouco. No começo vai ser difícil, pois é uma luta contra sua vontade.  Só tire da cabeça que você não gosta. Não é não gostar, é não ter o hábito. Quando desenvolver o hábito, vai amar :-)

Pelo que ela me explicou, sabe que precisa ler alguns livros que farão a diferença na vida dela (você também sabe, não é?), mas a preguiça e a falta de hábito a fizeram acreditar que não gosta de ler. Quando você acredita que não gosta de ler, qualquer leitura se torna uma tortura.

O hábito de leitura é como um músculo que precisa ser desenvolvido. Se você não usar seus braços ou suas pernas por meses e depois disso tentar fazer um movimento com os músculos atrofiados, vai sentir dor, incômodo, exaustão…será chato pra caramba. Aí você vira para mim e diz: “Eu não gosto de me mexer!” Não é verdade. É incômodo pela falta de exercício, mas se você se sacrificar e ignorar o incômodo com o foco no objetivo maior, terá uma super recompensa ao final do esforço.

Tem outra coisa: livro é amigo. A-mi-go. Você tem se sentir à vontade com seu amigo. Coloque dentro da bolsa, não se preocupe em não amassar…claro, você não vai detonar o livro e pisar em cima, mas se tiver de se preocupar em não dobrar aqui, não amassar ali, é complicado se sentir à vontade. Posso estar errada, sei lá, mas essa é a minha teoria.

A principal dica é mesmo o sacrifício. Não importa se você está lendo um livro, um artigo de jornal ou um post em um blog: quando cansar de ler, pare um pouco, mas não abandone a leitura. Não pense em como se sente ao ler, mas no quanto você vai saber mais depois de terminar de ler. Tome um café, brinque com o cachorro, com o gato ou vá ao banheiro, depois volte e continue a leitura, tentando entender o que está escrito. Qualquer texto é o autor conversando contigo, então é falta de educação abandonar a leitura e não voltar para concluir, é como se deixasse alguém falando sozinho ou desligasse na cara da pessoa.  Se for um blog, só comente depois de ter lido todo o post, pois às vezes a resposta à sua pergunta está no que você não teve paciência de ler.

Impaciência e ansiedade são emoções, e emoções devem receber pouquíssimo alimento. Ceder a elas é alimentá-las até que fiquem fortes e tentem te estrangular. Emoções são como Gremlins, lembra daquele filme trash horroroso? Gizmo era um bichinho fofinho, mas se alimentado após a meia-noite ou molhado, gerava monstrinhos verdes destrutivos. Emoções são Gizmos necessários. Precisamos delas, mas bem domesticadinhas e pouco alimentadas. Já nosso espírito (que é nossa inteligência) precisa ser alimentado para ficar forte o suficiente para controlar os Gizmos. O melhor alimento para fortalecer o espírito chama-se sacrifício.

Deixar de fazer aquilo que você tem vontade para fazer aquilo que você não tem vontade, mas sabe que precisa, é a única maneira de desenvolver sua mente, crescer e se tornar uma pessoa melhor. Deus pede isso da gente o tempo todo, até porque a vida exige isso para não se tornar um fardo.  Fazer só o que você gosta e tem vontade é receita para a frustração, já que os Gremlins nunca se fartam, sempre querem mais e mais e mais…nada é suficiente para satisfazer a vontade humana. Então a partir de hoje em sua vida, seja na leitura ou em qualquer outra coisa que esteja difícil por não ter se tornado um hábito, decida sacrificar sua vontade e fazer o esforço. A recompensa vale o sacrifício! Você vai ver o quanto vai ganhar não apenas por ler, mas por se dispor a sacrificar.

PS: Eu não sou um “super ser” por ler bastante e gostar de escrever. Eu só me dediquei a essas duas coisas até que se tornassem parte da minha vida.

PS2: A gatinha da foto é a Ricota, ela tem 7 anos e está pensando se vale a pena ler esses dois livros… :)

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A Mulher V

Texto originalmente postado na seção Livros, no site de Cristiane Cardoso. (Clique aqui para ver a postagem original)

Eu não poderia deixar de resenhar o livro “A mulher V”, de Cristiane Cardoso, publicado pela Editora Unipro. A capa é de extremo bom gosto. A silhueta de Cristiane, extremamente feminina e elegante, o foco de luz sobre o pingente de pedra vermelha, remetendo à comparação da mulher virtuosa com o rubi, que você entende melhor logo no início do livro.

Já havia lido outros livros sobre o tema, alguns que até me impressionaram na época, mas o resultado era sempre o mesmo: eu não sabia como aplicar os ensinamentos do livro e me sentia frustrada e incompetente. Eu me cobro muito. Sou perfeccionista e exijo muito de mim, graças ao livro tenho aprendido a ajustar minhas expectativas e entendi que ser mais flexível comigo não me faz menos responsável. Desde que percebi o quão errada eu era e o quão longe estava de ser uma pessoa que fizesse a diferença positiva na vida daqueles que me cercavam, estou sempre querendo melhorar, mudar, crescer. Minha oração desde aquele dia tem sido: “Deus, me ajude a ser a pessoa que o Senhor quer que eu seja”, e fico atenta a todos os sinais que Ele me envia.

“A Mulher V” foi muito mais do que um sinal, foi um outdoor gigante caindo sobre minha cabeça. O livro destrincha o último capítulo do livro de Provérbios, que fala sobre a mulher virtuosa (a “Mulher V” do título). Cada capítulo detalha um dos versículos com as características da mulher virtuosa, confrontando com o que temos vivido hoje em dia e nos mostrando COMO desenvolver cada uma dessas características, de maneira bastante simples e prática. Uma frase que me marcou bastante é: “é difícil, mas perfeitamente executável”. Entende a profundidade disso? Simplesmente constatar que algo é difícil pode te paralisar, mas perceber que é perfeitamente executável te fortalece para colocar aquilo em prática, apesar da dificuldade.

Outra coisa importantíssima foi que este livro me ajudou a não ser tão exigente comigo mesma. Aprendi a apreciar meu esforço e não ficar apenas me chicoteando para fazer mais e mais e mais… É uma injeção de ânimo e autoestima de longa duração! Não só aprendi como devo ser, mas o que fazer para alcançar meus objetivos de ser melhor mulher, melhor esposa, melhor profissional e melhor amiga, e também descobri que sou capaz disso e que há esperança para mim!…rs…

É bom saber que você não está sozinha no universo, que os conflitos que você passa são comuns a muitas mulheres e que você é capaz de superar todos eles e se transformar na mulher que Deus quer que você seja. “A mulher V” tornou-se meu manual de instruções. Perdi a conta de quantas vezes reli seus capítulos. A cada vez que leio, mais uma portinha se abre na minha mente e mais um passo dou em direção ao meu objetivo. Meu marido notou a mudança que aconteceu em mim, pois foi significativa e em pouco tempo. Para aprender sozinha tudo o que aprendi com “A mulher V”, eu precisaria de alguns anos.

Concordo com a posição da Cristiane. O feminismo está ultrapassado, ele nos trouxe grandes conquistas enquanto gênero, no mercado de trabalho, abrindo um espaço que não existia. No entanto, já percebemos o quanto ele falhou ao anular a feminilidade da mulher, igualando-a ao homem naquilo que eles não são iguais. Sempre disse isso: mulheres e homens são diferentes, pensam de maneira diferente, agem de maneira diferente. Um não é pior ou melhor do que o outro, eles são apenas diferentes e isso é positivo, suas maneiras de pensar e agir se completam. Diga à mulher que ela deve ser igual ao homem em tudo e você terá uma mulher mutilada.

“A Mulher V” vem para reconstruir a figura feminina e encaixá-la em nosso contexto atual. Vem contra o que já está estabelecido na sociedade e que ninguém tem coragem de modificar, mesmo que os resultados tenham provado a ineficácia dessa cultura. Ao mesmo tempo em que jogou a mulher no mercado de trabalho sem dizer o que ela deveria fazer com o restante dos papéis que tem a desempenhar, a sociedade atual só sabe cobrar, cobrar e cobrar, ditando as regras de como deve se comportar, do que deve pensar a respeito dos homens, a respeito de cuidar da própria casa, impondo padrões estéticos, dizendo o quanto deve pesar, o que tem de querer, sem deixar espaço algum para que ela mesma faça suas escolhas e desenvolva suas opiniões.

A mulher V tem atitude, tem personalidade e nada contra a corrente, sendo a rebelde revolucionária no meio de um mundo em crise de identidade. E é esse fôlego de lutar contra a corrente fazendo suas próprias escolhas e criando sua própria cultura que o livro “A Mulher V” nos traz. Um livro para ler, reler e distribuir por aí. Já presenteei amigas e desconhecidas – cristãs ou não – com um exemplar. Meu critério de escolha é: vontade de ser uma pessoa melhor. Isso já te qualifica a ser uma feliz leitora de “A mulher V”.

No final de cada capítulo, há um exemplo de mulher, retirado da Bíblia. Cristiane desenterrou umas mulheres que eu nem me lembrava que estavam no texto sagrado. Fiquei impressionada com a disposição dela em tirar uma história motivadora de meia dúzia de versículos – ou até menos – você lê e pensa: “puxa, isso faz sentido”! “A Mulher V” é um livro sobre comportamento feminino que te coloca para cima, te diverte e abre seus olhos para infinitas possibilidades. Eu gostei tanto, mas tanto, que brinco sempre que meu objetivo é fazer jus ao título… “V” de Vanessa. :)

PS: Antes que alguém me pergunte onde comprar, você encontra “A Mulher V” em uma Igreja Universal. Não sei dizer se em todas ou se apenas nas catedrais, mas é só entrar e dizer para algum obreiro ou pastor: “Oi, eu queria comprar o “Mulher V” e você descobrirá. Também pode comprar pela internet, no site http://www.arcacenter.com.br

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Diálogos insanos – elogios

Davison inicia o assunto, ao se deparar com uma atitude minha que o surpreendeu:

- Foi muito sábio isso.

- Pois é, nem sei como eu pensei nisso.

- Estou muito impressionado, que ultimamente você tem feito coisas muito inteligentes.

- …

- Quero dizer, você tem feito coisas inteligentes com bastante frequência, uma atrás da outra.

- …

- Isso foi um elogio!

—-

Hahahahahahaha….lembra a minha mãe, quando eu ainda estava namorando à distância e fui mostrar a ela o kit-Davison, para convencê-la de que ele era um cara legal: o seus textos no blog, seus cartuns e um arquivo de áudio com ele cantando “If”, do Bread e “Annie’s song”, de John Denver. Achei que ela ficaria tão impressionada quanto eu, ao perceber que eu havia encontrado um rapaz que gostava de fazer exatamente o que eu também gostava de fazer: escrever, desenhar e cantar! Ela, que sempre foi minha fã número um, me surpreendeu com o comentário espontâneo:

- Puxa, Vanessa! Tudo o que você faz ele faz melhor!

Hahahaha…e os dois são tão parecidos que às vezes desconfio que ele é o filho dela, e não eu.

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Alimentação Literária
Vanessa Lampert | 20 de abril de 2012 | x | Literatura | Nenhum comentário

Texto originalmente postado na seção Livros, no site de Cristiane Cardoso. (Clique aqui para ver a postagem original)

Tenho falado aqui sobre a importância de ler e os benefícios que a leitura traz, mas é importante fazer um alerta: é necessário ser seletivo na hora de escolher o que vai colocar dentro da sua cabeça. Considere o seguinte: livros são como comida. Tudo o que você lê, alimenta sua mente. Mas por “alimenta a sua mente” não entenda que são bons. Nem tudo tem nutrientes. Listo algumas categorias, mas sua cabeça pode encontrar outras, facilmente. É só fazer a comparação.

Literatura junk-food: De consumo rápido, bastante prazerosa, super calórica, mas sem nenhum nutriente. Não vai te acrescentar nada, mas também não vai tirar…informação inútil, mas que engorda, enche espaço, gasta tempo. Mas pode ser gostosinha, então consuma com moderação, se quiser consumir. Bem comum encontrar romances de entretenimento de massa nesta categoria. Daqueles escritores que publicam a granel, tipo Nora Roberts ou Sidney Sheldon. Boa parte da literatura Chick-lit ou se encaixa aqui, ou na literatura-balinha, mas tem muitos estragadinhos…

Literatura balinha: É docinha, gostosa, mas você não pode se alimentar somente dela, pois não tem nutrientes, nem calorias suficientes para uma refeição. São as leituras rápidas de entretenimento, alguns contos, alguns livrinhos infantis engraçadinhos, para crianças de cinco anos (eu amo alguns deles…rs…).

Literatura saudável: Não faz mal, tem bons nutrientes, de sabor agradável, te mantém viva e em condições de se exercitar, mas não faz milagres. E não tem muita “sustança”. Alguns livros técnicos e de não-ficção se encaixam tranquilamente nesta categoria. Alguns romances, também, graças a Deus.  Algumas biografias, alguns livros de receitas, alguns livros infantis…não posso generalizar nada, pois existem os estragados e os envenenados em todos os gêneros.

Literatura funcional: Não apenas te mantém saudável e tem bons nutrientes, mas contém nutrientes que podem restaurar células danificadas, reverter processos degenerativos e prevenir problemas sérios. Aqui se encaixam alguns livros cristãos, principalmente.

Literatura medicinal: Além das características da literatura funcional, ela tem a capacidade de curar a sua alma e faz milagres por seu espírito. Essa categoria é exclusiva para a Bíblia e livros cristãos top de linha, como Mulher V, Crentes Possessos, Nos Passos de Jesus e qualquer coisa que seus autores escrevam.

Literatura estragada: Ela pode vir com aparência cristã ou não. Na verdade, ela tem a cara de qualquer tipo de livro…engana legal. A maioria dos livros evangélicos – infelizmente – se encaixa nesta categoria. Eles parecem literatura funcional, mas têm toxinas invisíveis crescendo entre suas páginas, que irão intoxicar sua fé. Todo cuidado é pouco. Nesta categoria você também encontra livros de filosofia e teologia, principalmente aqueles que falam sobre o que outras pessoas falaram. É como se você comesse comida mastigada e regurgitada. Eca…é óbvio que já chega até você estragada. Encontra romances, biografias…enfim, é uma categoria bem eclética e democrática.

Literatura envenenada: Alguns livros evangélicos estão nessa categoria. Parecem perfeitos, mas um veneno embutido pode matar sua fé. Ou você mesmo. A diferença para a estragada é que esta é de ação mais rápida.  Muitos livros de filosofia e ciências sociais se encaixam aqui.

Literatura venenosa: A literatura envenenada vem com uma cara boa, mas tem um veneninho dentro. Já a literatura venenosa, é o próprio veneno. Ela não se disfarça. Você olha para ela e já sabe que é totalmente contrária à sua fé, que irá te colocar para baixo…mas se insiste em ingerir, problema é seu. Sabe que está comendo veneno puro. É o tipo de coisa que é melhor manter longe de sua vida. Não é nem comida, na verdade…é como cigarro, cachaça, cocaína… Melhor manter distância segura.

Mas Vanessa, como vou saber identificar o que estou comendo? Eu começo lendo os rótulos. Leio a contracapa e a orelha (esses dias alguém me perguntou o que era a orelha do livro: é aquele pedacinho da capa dobrado para dentro, que tem informações sobre o livro e o autor, sabe?), pego o nome do autor e pesquiso na internet…procuro resenhas positivas e negativas…e dou uma lida nas primeiras páginas em alguma livraria. Todo cuidado é pouco. A Thaís, minha colega da Folha Universal (apesar de eu não trabalhar na Folha Universal, ela é minha colega…rs….) e leitora deste blog, me disse que lê o final do livro para ver se vale a pena…eu não recomendo, porque pode matar o livro, mas no desespero, testei esses dias com um que pensei em ler e vi que essa estratégia tem lá seu valor quando você não sabe nada sobre o livro, o autor é desconhecido, a capa é esquisita, a contracapa não diz nada, o livro não tem orelha e você não tem como fazer uma pesquisa no Google. Aí não tem jeito.

Não vale a pena colocar qualquer porcaria na sua cabeça. Não vale a pena se empanturrar, ficar doente ou se envenenar lentamente. Você não precisa comer apenas super alimentos, é claro, nem é obrigado a viver em uma rígida dieta saudável. Uma balinha, um docinho, um sanduíche de vez em quando não matam ninguém. Mas cuidado com o veneno e com as toxinas.

Em tempo: tem gente que morre de medo de ler histórias de vampiros, lobisomens, zumbis, alienígenas e afins, achando que todos eles são envenenados ou estragados. Eu, sinceramente, acho que esse tipo de ficção é o menos perigoso. Sim, porque você já sabe o que vai encontrar, então é como se mastigasse um chiclete. Sente o docinho, acha bom, mas não engole. Sabe que é ficção, então não vai encarar como realidade. Eu tenho mais receio dos que se fazem passar por evangélicos ou por filosóficos.

Cuidado com o que você lê, leia os rótulos, se informe, conte as calorias e monte um cardápio balanceado. Livros são maravilhosos e podem te trazer excelentes experiências, como tenho dito sempre aqui, mas preciso alertar aos leitores iniciantes sobre os perigos de se encher de chocolate ou de mastigar uma porção de sementes de maçã. Saboreie a boa literatura, seja seletivo e não aceite comida de estranhos. :-)

PS: Isso não vale só para livros. Artigos em revistas, jornais e na internet também se encaixam nessas classificações. Ah, e nem todo site religioso é amigo…na verdade, quase nenhum.

Vanessa Lampert

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Curso Casamento Blindado
Vanessa Lampert | 19 de abril de 2012 | x | Amor, Utilidade pública | 2 comentários

casamentoblindado

O prazo para inscrições se encerra amanhã domingo (dia 22/04), mas quem sabe alguém que esteja passando por uma situação complicada no casamento ou simplesmente queira uma blindagem em seu relacionamento leia este blog entre hoje e amanhã e consiga se cadastrar a tempo. Só não dá mais para pagamento com boleto, mas se você tem cartão de crédito pode parcelar em até 3x no Arca Center.

O curso Casamento Blindado vale cada centavo. São ensinamentos para toda a vida. E não é só para casais à beira do divórcio. Eu e o Davison fizemos ano passado e foi excelente! Eliminamos as briguinhas que apareciam de vez em quando e já se passaram cinco meses de absoluta paz e diversão :-) Conseguiu ficar melhor do que era e eu considero que melhorei como pessoa.

Se você ainda não casou, também pode fazer o curso, para se preparar para quando o felizardo (ou felizarda) aparecer. Se eu tivesse feito antes de casar, teria evitado uma porção de probleminhas no início do relacionamento.

Para quem não está em São Paulo, tem o curso online. Todas as informações estão neste link (desça a barra de rolagem quando chegar lá):

Clique para ler. Se você é casado e seu cônjuge não quiser fazer, vá sozinho, pelo menos 50% dos problemas de seu casamento estarão resolvidos. Minha opinião é que o mais inteligente busca a mudança primeiro, não espera o outro mudar. E sendo bem sincera com vocês, eu não conheço ninguém que tenha se arrependido de fazer este curso.

Espero que minha indicação ajude a alguém.

PS: Qualquer pessoa maior de 18 anos pode participar, basta fazer a matrícula (no link acima)

PS2: Apesar de no site ainda dizer que o prazo é até dia 20, no Love School disseram que ia até domingo. Procurei saber e descobri que o prazo de inscrição foi estendido até domingo! :-)

http://www.casamentoblindado.com/sobreocurso.html

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O que as mulheres querem?
Vanessa Lampert | 13 de abril de 2012 | x | Amor | 2 comentários

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Esse foi o tema do The Love School de quarta. Se você aprender isso, resolverá grande parte de seus problemas no relacionamento.

O programa teve a participação da Ana, da Rebeca e da pessoinha que vos escreve. :-D  A Cristiane disse para conversarmos com ela durante o programa, eu levei a sério. :-)

Como muita gente tem me escrito para se lamentar por não ter assistido, dizendo que eu não avisei e chorando copiosamente [drama mode on] por ter perdido essa oportunidade (principalmente depois de ter lido o que a Cris escreveu sobre o tema)…para aliviar o sofrimento de vocês resolvi colocar os links dos vídeos aqui. Eu avisei, sim, só não disse textualmente que estaria lá, mas coloquei convites para que assistissem ao Love School…não disse que não estaria lá porque a Cris deixou um suspense no blog, sem dizer quem seriam as convidadas. Não dava para estragar, né?

O importante era a mensagem, espero que ela tenha sido passada, sei que fizemos o nosso melhor para isso e tenho certeza de que pudemos ajudar muitas pessoas. Coloquei os vídeos na minha página do Facebook (eu tenho uma, sabia?), mas achei melhor postar aqui também.

Parte I

http://www.youtube.com/watch?v=nfiG3dnNIGs

Parte II

http://www.youtube.com/watch?v=XaVsnfj-Vo8

Parte III

http://www.youtube.com/watch?v=KhZUjJwwx-Y

Parte IV


http://www.youtube.com/watch?v=DFBxzIn2caY


PS: A Cristiane escreveu um excelente post a respeito, no blog dela. Clique aqui para ler (mas só depois de ver os vídeos, para não estragar a surpresa).
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Resenha – O Menino no Espelho

Resenha originalmente publicada na seção “Livros” do blog de Cristiane Cardoso.

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Dia desses, na Livraria Cultura, resolvi dar uma olhada em “O menino no espelho” (Editora Record), já planejando esta resenha. O meu livro ainda está em Porto Alegre, então minha saída era aproveitar os minutos na livraria para fazer uma releitura. Qual não foi minha surpresa ao descobrir “O menino no espelho” na seção Infanto-juvenil! Hein? “O menino no espelho” é um romance narrado por um menino, mas não o vejo como infanto-juvenil. Olho para as prateleiras e vejo os clássicos da literatura, “Dom Casmurro”, “O cortiço”, “Senhora”, “A moreninha” e até “Os lusíadas” na seção Infanto-juvenil!! Ok, sei que são leitura obrigatória na escola (em minha opinião, não deveriam ser, mas isso é assunto para outro post), mas são romances, não são? Deveriam estar na seção “Literatura Nacional”.

Se bem que no caso de “O menino no espelho”, não é prejuízo colocá-lo na estante de infanto-juvenis, pois acredito que qualquer criança sonhadora se deleite com a leitura das memórias do pequeno Fernando. Aos adultos, resta a vontade de continuar sendo menino.

Fernando Sabino é um daqueles amigos que você nunca conheceu pessoalmente, mas que parece que conhece há muitos anos. Eu tenho alguns assim, dos livros que já li. Não são todos os autores de livros que se tornam meus amigos de sempre, mas alguns alcançam o posto mais alto. Assim foi com Fernando Sabino. Alguém se lembra que eu escrevi em algum lugar (agora não sei se foi em uma resenha, no post de apresentação ou em alguma resposta a comentários) que algumas de minhas leituras preferidas da adolescência eram livros de cartas? Fernando Sabino publicou três livros de correspondências dele com outros escritores. Como eu não me tornaria íntima? Seus romances só foram um complemento.

O Menino no Espelho é um dos meus livros favoritos. É uma narrativa propositalmente simples, Fernando mistura suas aventuras da infância com fantasias que somente uma criança poderia contar. Nada de dragões, vampiros e universos irreais mirabolantes, Fernando conta de seu quintal, de Belo Horizonte na década de 30, que era um mundo fantástico por si só. Uma Infância com “I” maiúsculo.

Escrito sob a perspectiva de uma criança, deve ser lido com olhos da criança que cada um de nós conserva. O que mais me marcou neste livro foi exatamente isso…foi escrito por um adulto, mas você vê ali uma infância genuína, ele te convence de que é menino. O que me prova que você pode ter sempre o olhar de criança, se quiser.

Nada no mundo de Fernando é impossível. O que acho mais legal em “O menino no espelho” é essa noção de que as coisas são da maneira que você acredita que possam ser. Isto é verdade. O que acontece com muitos adultos não é parar de acreditar, mas começar a acreditar que as coisas são ruins e que nada vai dar certo. A expectativa de más notícias que as pessoas alimentam para evitar futuras frustrações apenas faz com que elas sejam realmente frustradas, pois trazem à realidade tudo aquilo que esperam. É o conceito bíblico de fé: “certeza de coisas que se esperam” se você só espera derrotas, é só o que terá, pois está usando sua fé contra você mesmo.

O menino Fernando te faz acreditar nas histórias mais fantásticas, contadas com naturalidade, você se diverte e não vê o tempo passar. Se você se abrir para ler este livro, se despindo do adulto em que você se tornou, e voltar à simplicidade dos olhos de uma criança, eu te garanto uma grata experiência, uma verdadeira viagem ao quintal do pequeno Fernando e às melhores lembranças de sua própria infância.

PS: Antes que alguém se confunda por eu ter falado de fé, este não é um livro cristão. Mas isso não o desqualifica em nada.

PS2: Fernando morreu em 2004, um dia antes de completar 81 anos. Bem humorado até o fim, deixou escrito o seu epitáfio: “Aqui jaz Fernando Sabino. Nasceu homem, morreu menino”.

PS3: Os livros de correspondências entre Fernando Sabino e seus amigos escritores são: Cartas a um jovem escritor – E suas respostas – com Mario de Andrade, Cartas na mesa – com Hélio Pellegrino, Paulo Mendes Campos e Otto Lara Resende e Cartas perto do coração – com Clarice Lispector.

P.S4: Aos que não sabem: a Editora Record, do Grupo Editorial Record, não é da Rede Record, não tem nada a ver com o Grupo Record (Que confusão, né? “Grupo Record” é uma pessoa, “Grupo Editorial Record” é outra). É mais uma daquelas editoras gigantes compostas por diversos selos, que são como filhotinhos da editora, para melhor organizar o catálogo. A Editora Verus, que publica o “Amor de Redenção” (livro da resenha anterior), por exemplo, faz parte do Grupo Editorial Record. O mercado editorial está cheio desses conglomerados, eles vão comprando editoras menores e tocando terror uns nos outros. Eu gosto da Record, apesar de publicar alguns gêneros que não me agradam e também os que me agradam…é como aquele amigo que concorda contigo, mas não discorda de quem discorda de você…não quer arrumar briga, sabe? Mesmo assim, nutro simpatia pela Record. Conheci algumas pessoas que trabalhavam na e para essa editora (mais especificamente a Bertrand do Brasil) e me deixaram boas impressões, que transferi para a marca. Está aí uma boa razão para contratar gente legal.   :)

PS5: Agora já posso resenhar algum livro da Unipro sem que ninguém me acuse de corporativismo…hehehe…

A única sobrevivente
Vanessa Lampert | 12 de abril de 2012 | x | Amor | 1 comentário

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Ganhei de meu marido, no primeiro ano de casamento, o livro  “Cartas de amor a Heloísa”, com correspondências de Graciliano Ramos à sua então noiva, com quem logo se casou.  Muitos de vocês, que me acompanham desde os blogs anteriores, conhecem esse trecho específico, pois já o postei outras vezes. Hoje me lembrei dele. Não gosto de todas as cartas desse livro, mas esse trecho me chamou a atenção. Ele diz que não entende o ciúme dela e ao tentar afastar a insegurança da noiva, não só diz que ela é a única em sua vida, mas explica exatamente como:

“Tenho observado nestes últimos tempos um fenômeno estranho: as mulheres morreram. Creio que houve epidemia entre elas. Depois de dezembro foram desaparecendo, desaparecendo, e agora não há nenhuma. Vejo, é verdade, pessoas vestidas de saias pelas ruas, mas tenho certeza de que não são mulheres. (…) Morreram todas. E aí está explicada a razão por que tenho tanto apego à única sobrevivente” (Graciliano Ramos – “Cartas de amor a Heloísa”)

Para mim, é o resumo da maneira que o verdadeiro amor nos faz enxergar. Assim devem ser os seus olhos para as outras pessoas do sexo oposto. Dedicar-se àquela a quem você escolheu e alimentar o que existe entre vocês é pré-requisito para um relacionamento feliz. Um relacionamento deve ter um objetivo. Não vale a pena brincar com algo tão sério e namorar por namorar, ou agir como se fosse solteiro enquanto se está casado. Cuide do que você tem, determine que será para a vida toda e trabalhe para isso.  É o que eu vivo e é o que você também pode viver.

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Resenhas, até agora
Vanessa Lampert | 9 de abril de 2012 | x | Literatura | Nenhum comentário

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Não tive muito tempo para terminar as resenhas que quero colocar no site da Cris, mas consegui pelo menos não deixar nenhuma semana sem atualização, coisa que prometi a mim mesma fazer neste blog, também. Só para registrar, o que já coloquei até agora:

Introdução

O Pacto

Felidae

Para Sempre (The Vow)

Amor de Redenção

O Menino no Espelho


Apesar de só ter resenhado romances até agora, não pretendo focar exclusivamente neles. Quem me conhece sabe que meus hábitos de leitura são – no mínimo – bem heterodoxos.

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Resenha – Amor de Redenção

Resenha originalmente publicada na Seção Livros do blog de Cristiane Cardoso

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De cara, o que chama atenção neste livro é a belíssima capa. O vestido vermelhíssimo está em relevo e é a única parte com brilho, sugerindo cetim (é a mesma capa usada na versão original). Também chama a atenção o tamanho do livro…são quase quinhentas páginas, mas a leitura flui com facilidade, é daqueles que você não consegue mais largar.

As pessoas aprendem muito com a ficção. Infelizmente, quem gosta de ler romances fica com poucas opções, porque o que o mundo nos oferece é uma porção de livros legaizinhos, mas que precisam ser lidos com lupa para que nossos olhos felizes encontrem alguma coisa boa. E nossos jovens têm aprendido algumas abobrinhas nas livrarias da vida.

Amor de Redenção é, para mim, o símbolo de um sonho. Ficção cristã é algo que eu acredito que deveria ser melhor explorado, tanto em livros para o público cristão quanto para o público em geral. O sonho de ver (e escrever, por que não?) boa ficção cristã com essa qualidade de execução e impressão, mas made in Brazil permeia minha mente sempre que eu olho para os livros de Francine Rivers. E ainda feitos sob um ponto de vista não religioso, mas de fé. Imagine comigo. Algo que alcance não apenas a cristãos, mas a todos os que gostam de boa literatura.

Assim é Amor de Redenção. Gosto mais do título original, Redeeming Love (Amor Redentor). Para mim há grande diferença entre “Amor Redentor” e “Amor de Redenção”, pense bem nesses dois termos. Mas a escolha pelo segundo com certeza foi feita para que lembrasse o título da obra do português Camilo Castelo Branco. Não pode ser coincidência, já que a primeira coisa que me veio à mente ao ver “Amor de Redenção” foi “Amor de Perdição”. Este último, um clássico da literatura portuguesa escrito por Camilo Castelo Branco há mais de cem anos, é um romance curto, muito bem escrito, cuja história é um drama horroroso que não te acrescenta nada de bom. Já “Amor de Redenção”, de Francine Rivers, é um romance longo, bem escrito, publicado em 1991, cuja história é maravilhosa, positiva e te acrescenta tudo de bom. Deu para perceber a diferença?

Era desnecessária a semelhança do título de Redeeming Love com o do romance de Castelo Branco. Primeiro porque mesmo que a ideia fosse fazer um contraponto, as histórias não se parecem em nada e eu realmente duvido que Francine Rivers já tenha ouvido falar do nosso amigo Camilo. A tradução do título gerou uma certa antipatia em mim de início, mas isso é porque sou meio ranzinza com essas coisas.

Vamos então ao que interessa.  Francine te convence da existência de seus personagens, ela é muito boa na construção deles. A história também é envolvente e fala de um amor sacrificial, construído, que é algo parecido com o que o amor é. Apesar de ela carregar um pouquinho nas tintas em alguns momentos. Amor de Redenção é uma história de época e conta a vida de Angel, uma garota que teve uma infância difícil e uma adolescência pior ainda, indo parar na prostituição. Já sem perspectiva nenhuma de futuro, ela conhece Michael, um rapaz que encasquetou que quer casar com ela.  A história fala da dificuldade de Angel se desvencilhar do passado, se entregar à sua nova vida e confiar no marido. Ela acha que todos os homens são iguais e o julgamento que faz deles não é nada bom. O livro não é moralista, nem religioso. Gosto da maneira delicada com que ela conduz a história, sem descambar para o sentimentalismo barato.

Só senti falta de algumas informações que nós temos e que ajudariam o leitor leigo a entender o que aconteceu na vida e na mente de Angel e de Michael. Angel é atormentada por vozes negativas dentro de si, mas uma pessoa que não conheça o mundo espiritual pode achar que aquelas vozes são dela mesma. Outra face do mesmo problema, no livro os inimigos são as pessoas. Em nenhum momento se explica a razão do sofrimento da mãe de Angel e dela mesma na infância e talvez isso tivesse ajudado àqueles que passam pela mesma situação. É claro que eu não queria um “Este Mundo Tenebroso” dentro de um “Amor de Redenção”, mas alguém explicando a Angel sobre a origem do mal já ajudaria. Este foi o único ponto que o livro não abordou, mas o restante que realmente importa…puxa, ela mostra de um jeito tão claro e não-religioso que fica impossível não entender.

O início tem um ritmo mais acelerado porque ela quer chegar logo na idade adulta da moça. Quando finalmente chega, engata uma marcha mais lenta, mas ainda bem dinâmica, envolvente, legal de ler. Mais para a frente, lá pelo meio, o livro se arrasta um pouco. Você lê porque quer saber logo o que vai acontecer, mas algumas cenas que não fariam falta se não existissem. Lá para o final a história acelera novamente, justo quando você quer ver as coisas se desenrolando. Aqui algumas cenas intermediárias fizeram falta. Deu uma certa tristeza quando acabou porque é difícil encontrar uma leitura tão agradável quanto foi Amor de Redenção.

Coisa rara hoje em dia, o livro traz uma mensagem positiva e que ajuda o leitor a crescer e a entender o amor sacrificial, o amor redentor. Ao terminar, a história continua em sua cabeça, pedindo para você pensar mais. É muito profundo mesmo. Por outro lado, li resenhas que diziam: “chorei cântaros”, “me derramei em lágrimas” e concluí que tenho algum problema. Não chorei no livro, acho que mesmo nos momentos em que ela carrega um pouco nas tintas emocionais, “Amor de Redenção” não é um drama feito para te provocar fortes emoções. O que, para mim, é um ponto positivo.

É importante mexer com as emoções do leitor? Sim, é, naturalmente, porque se você constrói um personagem verdadeiro, é inevitável que o leitor se envolva e entenda o que ele sente. Isso se processa parte em suas emoções. No entanto, a base da leitura é a mente. Se você tiver uma leitura que se baseie apenas em sentimentos e seja processada totalmente na área emocional, terá um livro superficial que pode até deixar marcas, mas que não armazenará nenhuma informação útil na cabeça de quem o lê.

É um equilíbrio delicado que em minha opinião Francine consegue atingir. Não se assuste com a espessura do livro. Se você ainda não leu, vale a pena investir. Não apenas te causa um impacto positivo como tem uma mensagem espiritual muito forte, é uma leitura prazerosa de entretenimento e ainda um excelente exercício para o cérebro. Incrível, eu terminava de ler e percebia o quanto minha atenção estava melhor. Nenhum medicamento que eu tomei no passado fez por minha mente o que este livro fez. Quase consegui ouvir o chorinho de neurônios recém-nascidos no berçário da maternidade do meu cérebro. Como eles se desenvolvem muito rápido, logo estavam caminhando, comendo papinha, dizendo “mã-mãe” e aprendendo matemática. “Amor de Redenção” se mostrou um dos livros mais multifuncionais que já li.

Uma coisa ruim é que não temos todos os livros da Francine Rivers traduzidos para o português ainda (novidade, né?), mas a notícia boa é que você encontra “Amor de Redenção” em livrarias, junto de romances seculares, com sua lindíssima capa competindo de igual para igual. Atualmente (março de 2012), você o encontra por no máximo quarenta Reais, o que é um preço muito bom para um romance de 460 páginas. Não se esqueça das dicas da Patrícia Lages sobre dinheiro e pesquise os preços também na internet antes de comprar. “Amor de redenção” é um livro para se ler, reler, ler novamente e recomendar muito. Estou fazendo a minha parte.

PS: Peço um pouquinho de paciência porque estou hiper focada no trabalho então acabo não conseguindo responder aos comentários como gostaria e levei uma semana para escrever esta resenha…rs…mas sei que vocês são compreensivas e não vão me abandonar por causa disso…hehehe…

PS2: Sei que muitas de vocês já leram este livro e vão me perguntar sobre o mais recente “A esperança de uma mãe” (Her mother’s hope). Paciência, paciência. Esse não li ainda,  estou lendo lentamente.  O livro é a primeira parte da história. A continuação, “Her daughter’s dream”, ainda não tem tradução brasileira.

The Love Walk
Vanessa Lampert | 1 de abril de 2012 | x | Amor, São Paulo | 3 comentários

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Quando ouvi falar a primeira vez sobre a Caminhada do Amor (promovida pelo programa Escola do Amor), achei que fosse um passeio a dois e fiquei animada, mas quando soube que o objetivo era promover o diálogo, a animação diminuiu. Achei que não era para a gente e que meu marido nem aceitaria o convite, afinal de contas, o que eu e o Davison mais fazemos é conversar.

Mas como uma aluna aplicada do programa Love School, decidi dar uma chance ao evento e convidei meu esposo. Adquiri o kit e me empolguei com a ideia de conhecê-lo mais. Achava que sabia a resposta de todas as perguntas do questionário e pensei em qual tipo de pergunta poderia fazer para tirar algo novo como resposta. Veja só que arrogância! Eu realmente achava que precisaria fazer perguntas extras!

Eis que o dia chegou e fomos ao Parque do Ibirapuera. Pouco antes dos alunos se reunirem com a Cristiane e o Renato, nossos professores, Davison já quis começar com as perguntas (e eu que achava que ele não estava muito animado com a ideia…). Ao olhar o questionário e ver que teria de respondê-lo a sério, senti um frio percorrer a espinha pela primeira vez. Eu não estava tão confortável com aquilo quanto imaginei que ficaria! Descobri em mim uma resistência a falar das coisas mais profundas, me ouvi dizendo: “puxa, essas perguntas são complexas…” Isso me pegou de surpresa. Sou reservada em falar de mim com outras pessoas, mas sempre me achei um livro aberto com ele! Mas as surpresas estavam apenas começando.

Quando Cris e Renato chegaram, o pessoal se aglomerou para ouvir as últimas instruções e depois todos se dispersaram. Caminhamos e continuamos a fazer e responder as perguntas…fui ficando mais à vontade com aquele exercício…talvez tenha sido efeito da endorfina liberada pela caminhada, mas em pouco tempo estávamos conversando tão aberta e profundamente que mal notamos o passar das horas.

Foi muito especial para mim ver meu marido se abrindo sem reservas, sem medo de eu reagir mal e ficar na defensiva (até porque isso era contra as regras e eu sou uma aluna aplicada…hahaha…) e consegui descobrir muito mais do que passa dentro daquele indivíduo de quem eu gosto tanto. E o que fazer para agradar e fazer com que ele fique mais feliz (amo vê-lo feliz!).

Não temos problemas horrorosos, mas identifiquei dois problemas em mim que para ele têm um impacto muito grande e prontamente me comprometi a mudar. Não teria percebido que aquilo era tão importante para ele se não tivéssemos esta conversa de hoje. Aumentou a confiança e a intimidade e realmente conseguimos conhecer ainda mais um do outro. Ele chegou em casa felicíssimo com o resultado, e eu também.

De quebra, conseguimos conhecer o Ibirapuera (finalmente!), caminhamos bastante, sentamos um pouco, foi divertido ver outros casais com a camiseta do Love School, no mesmo espírito, conversando como nunca fizeram antes. Cada casal parecia estar sozinho, os dois completamente concentrados no que estavam conversando. Cada casal era um mundo. Formamos uma linda galáxia de alunos. :-)

Tudo isso em uma paisagem deslumbrante. O parque é lindo, das maiores estruturas aos mínimos detalhes. Vimos até uma mamãe pata com patinhos filhotes amarelinhos fofos (quem me conhece sabe que amo bichos. Especialmente “pateenhos”). Não deu para tirar foto porque ela se escondeu rapidamente, para proteger seus filhotes dos filhotes humanos, no que foi muito sábia. Foi muito prazeroso e saímos de lá planejando um piquenique!

Chegamos realmente exaustos da caminhada e com os joelhos doloridos (descobri que estou mais enferrujada do que gostaria). Se fossemos pessoas normais que sentam (e deitam) na grama, talvez tivéssemos nos cansado menos, mas valeu muito a pena. The Love Walk abriu minha concha e nos uniu muito mais. Nós dois seguimos as regras direitinho e mesmo os assuntos mais espinhosos não se tornaram um problema. Foi um dia abençoado. Literalmente. Depois que terminamos de responder à vigésima pergunta, não acreditei! “Já acabou?” – perguntei. Gostei tanto que queria responder ao questionário reservado aos solteiros…hahaha…para ver se ele queria casar comigo, já que terminei a conversa amando ainda mais. :-D

Gostaria de agradecer ao pessoal da Escola do Amor pela oportunidade preciosa que tivemos. Nunca poderia imaginar que uma iniciativa dessas seria tão especial depois de quase oito anos de casamento.

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