O amor do noivado

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“Vai, e clama aos ouvidos de Jerusalém, dizendo: assim diz o Senhor: Lembro-Me de ti, da afeição da tua mocidade, e do amor do teu noivado, quando Me seguias no deserto, numa terra em que não se semeava.” Jeremias 2.2

A afeição da mocidade aqui tem a ver com a fidelidade e lealdade que Deus encontrou em Seu povo assim que fez uma aliança com eles quando os tirou do Egito. Você deve se lembrar. Como quando Deus tirou você daquele buraco em que você se encontrava.

Ele se lembra da lealdade do início. O amor do noivado está explicado no próprio versículo: segui-Lo, mesmo no deserto. O deserto é uma terra em que não se semeia, isto é, um lugar em que temos que depender de Deus integralmente. Isso é amar. Depender dEle, segui-Lo, manter-se fiel.

Essa noiva seguia o Noivo pelo deserto porque confiava nEle. Sabia que, com Ele, nada lhe faltaria. Confiança, fidelidade e lealdade corriam dos dois lados. O pacto feito entre o Noivo e a noiva é sério e puro. Há responsabilidade de ambas as partes. Ele cuida dela; ela confia nEle.

Isso independe do que está acontecendo em nossa vida. Independe de haver recurso ou não no deserto. Independe do que estamos sentindo e mesmo do que se passa dentro da nossa cabeça. Nós confiamos e sabemos que Ele é digno de nossa confiança.

Queremos Sua companhia muito mais do que queremos respostas ou resolução de problemas. Queremos experimentar do Maná muito mais do que queremos plantar em uma terra fértil. A hora da terra fértil vai chegar. Enquanto estamos no deserto, queremos segui-Lo. Essa é a afeição da mocidade. Esse é o amor do noivado.

Então, a pessoa sai do deserto e se acomoda. Está em uma situação em que seria até mais fácil segui-Lo, mas começa a se ocupar com o trabalho de plantar e colher, como se tudo dependesse da força do seu braço. Na verdade, isso muitas vezes acontece mesmo antes de sair do deserto…depois de um tempo, a pessoa se envolve demais nos cuidados do dia a dia, ocupa seu tempo e sua cabeça com outras coisas e se esquece de Deus. Ela se esquece da aliança que fez com Ele. Mas Ele nunca se esquece.

Para Deus, uma aliança é coisa séria. E Ele leva a sério, até o fim. Ele permanece fiel, pois não pode negar a Si mesmo. Por isso, Ele não desiste de nós. E a razão de Ele dizer que Se lembra do amor do seu noivado e da lealdade do início é para que você também se lembre e retome aquelas atitudes, ainda que, no começo, o sentimento não acompanhe.

Nossas decisões e pensamentos geram atitudes e nossas atitudes geram sentimentos. Para o bem ou para o mal. A disposição que você apresenta ao buscar a Deus em oração é muito mais importante do que as palavras que usa. Se chegar até Ele como a noiva que segue seu noivo até o Altar, com certeza O encontrará lá.

 

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PS: Se você nunca foi essa noiva, aproveite a oportunidade para se tornar, fazendo uma aliança com Ele. E se já foi, volte a segui-Lo, mesmo no deserto.

PS2: Na frase “afeição da tua mocidade”, desse versículo de Jeremias, a palavra original, chesed, em algumas versões traduzida por “afeição”, em outras por “piedade”, “misericórdia”, ou “devoção”, tem muito mais a ver com a lealdade que deve haver entre as duas pessoas que fizeram um pacto do que meramente com algum sentimento.

Mate os monstrengos

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Os pensamentos negativos vêm para todo mundo. Mas por que algumas pessoas parecem receber toneladas deles diariamente e vivem ansiosas e sobrecarregadas enquanto outras recebem um ou outro e vivem tranquilas e leves?

A resposta está no que cada uma faz com os pensamentos que recebe. Enquanto uma se entrega aos pensamentos, ruminando, aceitando, se entregando aos medos e dúvidas mesmo depois de perceber que eles estão lhe fazendo mal e colocando para baixo, a outra se recusa a aceitar, os amarra em um tijolo e rejeita, jogando longe. E fica fazendo isso, amarrando, rejeitando e se recusando a acreditar neles ou a falar sobre eles, substituindo esses pensamentos por um pensamento de Deus, até que eles se enfraqueçam e sumam.

Porque se você ficar cedendo aos seus medos e alimentando pensamentos que sabe que fazem mal, eles terão filhotes e mais filhotes. E é por isso que crescem e se tornam monstrengos pesados nas suas costas e na sua cabeça.

E é por isso também que não vale a pena perder tempo tentando dirimir dúvida pontual por dúvida pontual quando você percebe que, ao resolver uma dúvida, outra nasce no lugar.

O problema aí não é a dúvida, em si, mas o que está gerando aquela dúvida. E entregar-se aos pensamentos sugadores de energia é o que mais coloca em movimento o gerador de dúvidas.

O primeiro pensamento contra o qual temos que lutar é o que nos diz que não temos em nós essa força e capacidade de resistência. Temos, sim. Todos temos.

Para conseguir vencer isso de uma vez por todas, é importante saber que todos os nossos recursos naturais e sobrenaturais que podem ser usados contra as dúvidas não vão impedi-las de aparecer. A solução é fortalecer o músculo do chute na dúvida. Esse músculo se chama Fé.

Quando não o exercitamos, ele fica flácido e nós ficamos fracos. Às vezes essa fraqueza espiritual acaba se refletindo no físico, também. Porque traz ansiedade e a ansiedade aumenta o cortisol, bagunça seus neurotransmissores e o resultado é fadiga, desânimo e até depressão (sem contar problemas de memória e concentração).

Se você está acostumado a viver com sua fé flácida, recebendo passivamente as dúvidas, comece a exercitar esse músculo agora mesmo. No começo dói, pois negar a nossa vontade de acreditar naquele pensamento, de ruminar aquele sentimento, de ficar se lembrando das coisas negativas ou tentando adivinhar o que fulano está pensando a nosso respeito causa dor.

É sacrifício.

Mas como todo sacrifício focado em um objetivo maior, vale a pena.

A boa notícia

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Os padrões de Deus são altos. Não que Ele seja um chato exigente, mas é que Sua natureza é perfeita. É como se uma luz muito forte em uma sala vazia e branca quisesse a companhia de uma sombra. Por mais que luz e sombra queiram a companhia uma da outra, assim que a sombra tentar entrar na sala da luz, será destruída.

Quando o homem foi criado, ele também era luz, como Deus é. Tanto que diz que o homem foi criado à Sua imagem e semelhança. Como luz, o homem andava com Deus, literalmente. Deus descia todas as tardes para bater um papo, dando um rolê pelo jardim. O ser humano seria o representante de Deus neste Universo tridimensional recém-criado. Até que deu ouvidos à voz da sombra e se tornou sombra, também.

A luz é vida, a sombra é morte. A única chance da sombra ser reabilitada a viver na presença da luz que tanto a queria, era outra luz se tornar sombra em seu lugar. Por isso Deus instituiu o sacrifício de substituição. Uma criatura inocente, como um cordeiro, uma pequena luz, daria sua luz para cobrir a sombra do ser humano, por algum tempo. Como um animal não era humano, aquele sacrifício precisava ser repetido a cada vez que a sombra retornasse. Sacrifício perfeito seria um humano adulto perfeito para substituir o humano adulto imperfeito.  

A exigência para conseguir permanecer na presença de Deus é ser perfeito, ser luz, como Ele é luz. Mas quem consegue ser perfeito? Se essa é a exigência, não sobra muita esperança para pessoas como eu e você, não é mesmo? Podemos agir do modo mais perfeito que um ser humano imperfeito poderia agir, mas mesmo assim, ainda seríamos sombra.

O que muitos chamam de “pecado” já está tão atrelado à natureza humana pós-sombra que é impossível encontrar alguém que nunca mentiu, que nunca roubou (já fez um download de produto pirata, pelo menos), que nunca sentiu ódio, mágoa ou nunca nutriu um mau pensamento. Somos todos sombra.

Mas Ele nos queria de volta. Desde o momento em que nos tornamos sombra, Ele queria nos dar novamente a oportunidade de ser luz. E nós desejamos essa luz. Ansiamos por ela desesperadamente, mesmo antes de sabermos que ela existe. Nascemos sentindo a falta do nosso estado original.

Para nos dar a chance de poder chegar até Ele novamente — e definitivamente — Deus pegou aquilo que tinha de mais precioso, Sua própria Palavra, a perfeita Palavra, e A enviou a este mundo em forma humana para viver na perfeição em que não conseguimos mais viver. Era um ser humano, mas nunca foi sombra. E permaneceu puro, como um cordeiro, mas, por ser homem, cumpriria definitivamente a nossa pena de morte, em nosso lugar.

Quem, sendo inocente, voluntariamente cumpriria a pena de morte no lugar de um criminoso? O que essa atitude diz a respeito do caráter dEle? Para nos trazer de volta à Luz, Ele tomou nossas sombras, morreu nossa morte e voltou a ser luz, pois a sombra não Lhe pertencia. E, quando voluntariamente entregamos a Ele nossa vida de sombra, assinamos esse pacto de substituição, e o sacrifício que Ele fez por todos passa a valer para nós. Ele, então, nos envolve com Sua luz e podemos, assim, nos aproximar da Luz, para sempre.

Pela perfeição dEle, e não pela nossa, somos acolhidos. Pelo sacrifício dEle, fomos perdoados. O sacrifício perfeito que pagou nosso resgate. O sacrifício de amor, planejado desde o dia em que nos tornamos sombra. O nosso sacrifício diário, de negar a nós mesmos para andar corretamente, é negar a voz da sombra para viver na luz. Sem exigência de perfeição inalcançável, apenas cumprindo aquilo que Ele nos orientou para o nosso bem.

Essa é a boa notícia! Estamos lavados da nossa sujeira. Livres das nossas sombras. Libertos do nosso pecado. Podemos ficar na presença da Luz por toda a eternidade. Mas essa condição não é automática. É necessário assinar o contrato com Ele, pois mesmo algo tão maravilhoso assim precisa de nossa anuência. Deus jamais nos imporia nada, nem mesmo a salvação da nossa alma. E esse contrato é assinado entre você e Ele. Você aceita o sacrifício que foi feito e Ele aceita a sua vida. Um pacto. Um casamento. Uma aliança. A partir de agora, tudo será diferente. Pela perfeição dEle, Ele nos aperfeiçoou.

Registrado na Tanakh, muitos anos antes:

“Ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos. Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca.

Da opressão e do juízo foi tirado; e quem contará o tempo da sua vida? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; pela transgressão do meu povo ele foi atingido. E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte; ainda que nunca cometeu injustiça, nem houve engano na sua boca.

Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias; e o bom prazer do Senhor prosperará na sua mão. Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniquidades deles levará sobre si.

Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores. “

Isaías 53.5-12

O amor vem depois

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Falei no post anterior sobre o livro Casamento Blindado 2.0 e estava pensando no quanto o fato de não saber o que é o verdadeiro amor prejudica a vida espiritual das pessoas. Cansei de ver crentes (e outros nem tão crentes) por aí dizendo que Jesus pregava o amor no sentido de que ele pregaria encobrimento de erros ou que tinha peninha das pessoas. Quando ouvem que Deus é amor, por exemplo, já esperam que Ele seja puro sentimento e se confundem ao ver tanto mal no mundo, sem entender como um deus-sentimento poderia permitir tanta coisa ruim (sim, porque um deus-sentimento jamais conseguiria dar liberdade de escolha às pessoas, ele brincaria de marionetes com todo mundo, em nome do “amor”).

Outras ficam com sentimento de culpa por se entregarem para Deus por interesse próprio, querendo resolver seus problemas e se livrar da velha vida, em vez de buscá-LO por amor, como se fosse possível amar a Deus sobre todas as coisas e com toda a nossa força antes de saber algo sobre Ele. Infelizmente, ninguém chega a Deus morrendo de amores por Ele. E Ele já sabia que seria assim, tanto que sua relação com o homem sempre começa com Ele oferecendo alguma coisa que supra a necessidade humana. Quando se apresentou à Moisés, deu-lhe poder para operar alguns sinais que fariam o povo crer no que ele dizia. Do mesmo modo, o primeiro contato de Jesus com o povo sempre era por meio de algum milagre.

E é claro que Ele Se incomoda quando o relacionamento não evolui e a pessoa, na fase em que deveria estar se interessando por quem Ele é, ainda está focada apenas naquilo que Ele pode dar, sempre mais atraída (ou distraída) por outras coisas e pessoas. Em vários pontos da Bíblia Ele deixa isso claro. Porém, também faz questão de Se revelar, dizendo Quem Ele é e como Ele é, para que a pessoa consiga conhecê-lo e aprender mais a respeito dEle. Ou seja, já temos todos os recursos disponíveis para buscá-LO e conhecê-LO: a fé, a Bíblia, o Espírito Santo (que está conosco mesmo antes de estar dentro de nós) e a nossa inteligência. Basta só colocar esses recursos para trabalhar em conjunto.

O Amor Inteligente abre os nossos olhos para o que é o amor de verdade e conseguimos diferenciá-lo do amor pirata, falsificado e vazio, que o mundo nos apresenta nos filmes, novelas e livros. O falso amor é puro sentimento descontrolado e instável. Completamente diferente do amor capaz de manter um casamento feliz, uma família estruturada e o relacionamento com Deus. Porque enquanto a pessoa acha que amor é só sentimento e espera ter esse amor por Deus, a vida dela fica bem complicada. Como amar quem não conhecemos? Ninguém chega morrendo de amores por Ele. A gente se entrega a Ele porque cansou de sofrer e quer uma nova vida. O amor vem depois. Aliás, sobre o que é o amor como amar:

“O primeiro passo é saber que a única maneira de se amar uma pessoa é conhecer mais a respeito dela. Muitos pensam, erroneamente, que amor é um sentimento. Amor produz sentimentos bons, sim, mas não é um sentimento em si […] Amar não é sentir. Amar é conhecer a outra pessoa, admirar o que você conhece dela e olhar seus defeitos positivamente. Se nos dedicarmos, podemos aprender a amar praticamente qualquer pessoa ou coisa” (Casamento Blindado 2.0, p 14).

Conhecer para aprender a admirar o que você conhece de Deus é o primeiro passo para amá-LO como Ele merece. Mas atenção: conhecer o Deus VERDADEIRO e não a imitação barata que o mundo ou as religiões nos oferecem. Não o deus vingativo, punitivo e mimado; não o deus permissivo e que não está nem aí com ninguém; não o deus sentimental com o coração para fora do peito e cara de coitado que alguns penduram na parede; aliás, não um deus pendurável na parede. Se realmente se dispuser a conhecer Deus por quem Ele é, apague da sua mente a imagem daquele deus distante e esquisito e se prepare para conhecer Alguém tão extraordinário como você nunca imaginou que fosse possível.

 

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#JejumdeDaniel #Dia15

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Estamos em uma jornada de 21 dias de jejum de informações e entretenimento chamado Jejum de Daniel, de 14 de agosto a 3 de setembro. Durante esses dias, os posts no blog serão voltados exclusivamente para o crescimento espiritual. Leia este post para entender melhor.

** Para quem não acompanhou ou para quem gostaria de rever os posts das edições anteriores do Jejum de Daniel neste blog, segue o link da categoria: http://lampertop.com.br/?cat=709 .

Casamento Blindado 2.0

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No lançamento da primeira edição do livro Casamento Blindado (Ed. Thomas Nelson Brasil), já ficou claro que esse não seria só mais um livro sobre relacionamentos. A fila na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, a maior livraria do país, dava voltas e mais voltas. Todo mundo com no mínimo um exemplar nas mãos, esperando a assinatura dos autores e apresentadores do programa The Love School (na Record TV), Renato Cardoso e Cristiane Cardoso.

Casamento Blindado 2.0 é a segunda edição, revista, atualizada e ampliada desse mega-seller. É o mesmo Casamento Blindado de que a gente já gostava e que funciona, mas melhorado e aumentado. Os pontos-chave do livro permanecem lá, alguns pouco modificados e outros mais explicados, para facilitar a compreensão, mas a abordagem continua sendo racional e bem embasada.

Os assuntos que mais geram brigas e discussões ganharam espaço para ajudar ainda mais os leitores. Novas dicas sobre como criar os filhos e sobre como lidar com filhos de outros relacionamentos, orientações sobre  finanças, sobre o papel da mulher e sobre diferenças de personalidade, ampliação do capítulo “Sexo”, novas ferramentas, inclusive uma sobre redes sociais, entre outros assuntos, fazem desse livro um manual ainda mais completo que a versão anterior.

O livro marcou presença constante nas listas de mais vendidos por anos. Mais de três milhões de exemplares foram vendidos e ele é, ao mesmo tempo, um mega-seller e long-seller. Mas o melhor não é contar os números e ver o nome da obra em listas de mais vendidos. O melhor, mesmo, é ouvir de casais que o que aprenderam ao ler mudou sua maneira de lidar com o casamento e restaurou a família. Não consigo nem explicar o que é, para quem cresceu com pais separados, ver casamentos fracassados se transformarem em relacionamentos saudáveis e felizes.

Quantas iniciativas deste mundo têm trabalhado para restaurar famílias? Sinceramente, acho que nenhuma. O casamento hoje em dia é desacreditado e descartável. E o mundo pinta como se fosse tudo tranquilo, como se divórcio não trouxesse consequência.

Ninguém aprende a escolher direito antes de casar (pelo contrário, o discurso é que “o amor é cego”…), ninguém aprende o que fazer para construir um relacionamento sólido e feliz (as pessoas acham que isso tem que cair do céu), ninguém recebe educação amorosa e, depois, quando o troço desmorona por falta de cuidado, a culpa é de quem? Do casamento!

Típico do ser humano: faz tudo errado, age sem usar a cabeça e depois joga a responsabilidade sobre qualquer coisa ou pessoa que não ele mesmo. Mas Casamento Blindado ensina a aplicar o conceito do Amor Inteligente, que é o amor baseado naquilo que as pessoas escolhem fazer conscientemente, e não em seus impulsos irracionais (que mudam ao sabor dos hormônios).

O Amor Inteligente assume responsabilidade. O problema não é mais da sogra, do marido, da esposa, da cunhada, da avó, do papagaio ou do hamster da vizinha. O problema É MEU e eu é que tenho de resolver. Assumir responsabilidade e agir com base em escolhas conscientes em vez de viver pela emoção é o que diferencia pessoas maduras de pessoas imaturas. Casamento Blindado trouxe essa maturidade aos leitores que decidiram colocar em prática os princípios do livro.

E, na minha opinião, o que aprendemos ali nos ajuda tanto no casamento quanto em qualquer relacionamento interpessoal — e até no relacionamento com Deus. Porque entender a diferença entre o amor verdadeiro e o amor pirata, por exemplo, muda tudo. Você consegue entender melhor o que é amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo e aprende a alimentar esse amor. Se torna uma pessoa mais justa e seu umbigo não é mais o centro do universo. Só por isso, eu já o consideraria um serviço de utilidade pública.

O livro Casamento Blindado 2.0 é para casados e solteiros, tanto para quem já leu a primeira edição quanto para quem ainda não leu. É o que sempre digo: a gente muda muito com o passar dos meses e dos anos. Uma leitura feita hoje vai lhe dar uma visão diferente da leitura feita oito meses atrás, pois as experiências que vivemos muda nosso olhar e ampliam nossos horizontes. Por isso, livro bom relido não é perda de tempo, mas investimento de tempo. É aproveitar a oportunidade de aprender e melhorar.

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Ps. O livro está chegando às livrarias esta semana, mas já é possível comprar em algumas livrarias virtuais, vou colocar aqui os links de alguns sites em que já fiz mais de uma compra e sei que são confiáveis:

Amazon

Arca Center

Livraria Cultura

Livraria Saraiva

 

A injustiça como oportunidade

Vi esse testemunho na Palavra Amiga, estava torcendo para colocarem logo no canal do Bp Clodomir e hoje saiu no blog do Bispo um email de uma amiga do rapaz contando essa história (e o vídeo saiu no canal do Bp Clodomir!).  

Fiquei impressionada com a naturalidade com que ele conta a história. Sofreu uma injustiça violenta: foi acusado de homicídio e preso injustamente. No momento em que chegou à cela, ele olhou ao redor e viu que estava com 25 pessoas…e diz que viu ali uma oportunidade de ganhar almas. O natural seria o rapaz se sentir injustiçado, ficar abalado, se perguntando o porquê. Mas ele enxergou aquela injustiça como OPORTUNIDADE de ajudar aquelas pessoas.

Quantas vezes sofremos injustiças e enxergamos como OPORTUNIDADE de fazer daquele limão uma limonada que faça a diferença na vida das pessoas? Quantas? Se nosso ego se enfia na frente, a gente logo fica pensando no quanto a injustiça NOS prejudica, colocando o umbigo no centro do mundo e nos sentindo isso e aquilo.

Mas quem é de Deus tem o pensamento de Deus. Porque estava andando no Espírito, esse rapaz sabia que estava ali com uma missão. Deus o tinha resgatado do lixão deste mundo para que ele ajudasse a salvar outras pessoas e, portanto, essa era sua missão ali. E sabia que Deus iria cuidar dele e defendê-lo daquela injustiça. Mas enquanto estivesse passando por aquela situação, tiraria o melhor dela.

Ele começou a fazer reuniões dentro do cárcere, por conta própria, como se fosse um pastor. A tal ponto que o diabo deve ter se arrependido profundamente de ter criado aquela injustiça. E é isso que devemos ter em mente. Quando o diabo cria uma injustiça ou um problema, em vez de reagir com a emoção e cair feito um patinho, temos que usar nossa inteligência e pensar: como posso aproveitar essa situação para agradar a Deus e fazer o diabo se arrepender de ter inventado isso?

Quando você sabe que Deus está cuidando da sua vida, não precisa temer nenhuma injustiça. Você pode estar no meio da fornalha acesa, com o fogo sete vezes mais forte que o normal, mas confia que Ele vai livrá-lo do fogo. E se não livrar, ainda assim o diabo não terá o gostinho de ver você se curvar às circunstâncias que ele criou.

E no final das contas, como Ele sempre faz, até o que era para ser uma maldição, se transforma em bênção. E o mal termina com um resultado tão bom que parece até ter sido enviado para o bem desde o início. E o diabo fica com a cara no chão, se sentindo a criatura mais burra do universo, por ter criado condições de fazer com que você se aliasse ainda mais a Deus e causasse um dano irreversível para o reino das trevas.

Imagina só a cara do diabo (metaforicamente falando, não precisa tentar imaginar a cara do diabo, não, tá?) quando viu que ter criado uma acusação falsa fez com que o rapaz e Deus se unissem para salvar dezenas de almas que estavam naquele lugar?

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*Promessa e garantia:

“a salvação dos justos vem do Senhor; Ele é a sua fortaleza no tempo da angústia. E o Senhor os ajudará e os livrará; Ele os livrará dos ímpios e os salvará, porquanto confiam nEle.”  Salmos 37.39,40

“Eis que os olhos do Senhor estão sobre os que O temem, sobre os que esperam na Sua misericórdia” Salmos 33.18.

“[…] o Senhor teu Deus trocou em bênção a maldição; porquanto o Senhor teu Deus te amava.” Deuteronômio 23.5

 

#JejumdeDaniel #Dia13

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Ladrão na noite

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Falamos esses dias sobre a Grande Tribulação e sobre como será este mundo quando o Espírito Santo for retirado. Não sei se você já percebeu, mas estamos vivendo os últimos dias do mundo como o conhecemos. O planeta, em si, ainda tem muitos anos pela frente, mas a sociedade estruturada e a vida em condições decentes estão com os dias contados. Mais alguns anos e tudo entrará em colapso. As coisas com as quais as pessoas se preocupam hoje desaparecerão. O mundo viverá uma distopia muito pior do que o escritor mais imaginativo poderia antecipar.

A preocupação de Deus é fazer chegar ao maior número de pessoas a palavra que pode salvar suas almas. A notícia de que elas estão separadas de Deus por terem errado o alvo, sim, mas ainda há tempo de se consertar, começar a acertar e viver uma nova vida com Ele, por toda a eternidade. Basta se render.

E é por isso que a Terra não vai explodir de uma vez. É por isso que as pessoas continuam recebendo chance. Mas não será para sempre.

“Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão.” 2 Pedro 3.10

Ladrão de noite significa não só algo súbito e destrutivo, mas algo que atinge a quem está dormindo. Quem dorme não está atento. Dorme espiritualmente aquele que se permite distrair por pensamentos contrários, que se permite perder tempo pensando abobrinha, tomando chazinho com o diabo (enquanto conversam sobre a vida…sabe como é). Dorme espiritualmente aquele que continua no erro, que continua adiando sua decisão, que continua enrolando, que continua se entregando às preocupações e medos quanto ao dia de amanhã, de hoje, de ontem… Dorme espiritualmente aquele que fica ouvindo gente que já morreu e esqueceram de enterrar. Gente que só sabe falar mal dos outros, que coloca maus olhos em tudo, que não tem o menor compromisso com a verdade.

O dia do Senhor virá como o ladrão de noite para quem ainda se recusa a acordar para o fato de que não há mais tempo para se sentir injustiçado, para ter pena de si mesmo ou para encenar a novela mexicana interior (você que até hoje sofria com o complexo de drama, boa notícia: você pode terminar essa novela hoje, é só ficar com raiva dela e desligar a TV).  

Mas outro trecho bíblico deixa claro que o dia do Senhor só virá como ladrão para aqueles que andam em trevas (andar em trevas não é só fazer coisas classicamente erradas como matar ou roubar. Tem muito religioso andando em trevas por aí). Quem está sendo avisado, pode andar na Luz e, assim, permanecer vigilante e alerta, para não dormir na fé. Dessa forma, conseguirá ver o dia do Senhor se aproximando e não será pego de surpresa. Conseguirá ver, aliás, como temos visto hoje. Fica o alerta:

“Porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão.

Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão; porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas. Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios” 1Tessalonicenses 5.2-6.

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PS: Quem não leu o post sobre a Grande Tribulação, siga o link: Choque de Realidade

#JejumdeDaniel #Dia12

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Para não tropeçar

“Desejaria Eu, de qualquer maneira, a morte do ímpio? diz o Senhor Deus; Não desejo antes que se converta dos seus caminhos, e viva?”

Ezequiel 18.23

O que tem de pseudocristão por aí desejando a morte dos ímpios, dizendo que “bandido bom é bandido morto”, dizendo “bem feito!” em notícias de sofrimento ou morte daqueles que eles julgam inferiores, comemorando, dizendo que é punição Divina, desejando que o outro vá parar no inferno e que o diabo o torture bastante…

Essas pessoas sem noção não têm a menor ideia do quanto isso mostra que estão afastadas do Deus a quem dizem servir (e a Quem, obviamente, não conhecem). Bem mais distantes dEle do que o tal “pecador”, aliás. Porque na maioria das vezes, o ímpio tem consciência de que está no caminho errado e, portanto, tem mais chances de se arrepender a tempo de alcançar a salvação. Ou, pelo menos, tem mais chance de perceber que está perdido e se arrepender.

Já quem acha que está tão bem a ponto de poder olhar com crueldade para os outros simplesmente por julgá-los inferiores, não entende que está perdido e, portanto, como vai buscar a salvação? Quem está próximo de Deus tem o pensamento de Deus. E quem tem o pensamento de Deus não deseja o mal de ninguém. Quem tem outro pensamento, não está perto de Deus. E se não está perto de Deus, está, no mínimo, na mesma situação da pessoa para quem está desejando o mal. É por isso que será julgado com a mesma medida que usa para julgar os outros.

Porque diante de Deus ninguém é justo. Só somos justificados por Ele, quando nossa vida é dEle. Porém, há salvação mesmo para o LOUCO que deseja o mal para os outros e ainda tem a insensatez de usar o nome de Deus. Basta que ele se converta desse pecado, dessa iniquidade. E se volte para Deus, com humildade.

“Mas se o ímpio se converter de todos os pecados que cometeu, e guardar todos os Meus estatutos, e proceder com retidão e justiça, certamente viverá; não morrerá. De todas as transgressões que cometeu não haverá lembrança contra ele; pela justiça que praticou viverá.

Desejaria Eu, de qualquer maneira, a morte do ímpio? diz o Senhor DEUS; Não desejo antes que se converta dos seus caminhos, e viva? Mas, desviando-se o justo da sua justiça, e cometendo a iniquidade, fazendo conforme todas as abominações que faz o ímpio, porventura viverá? De todas as justiças que tiver feito não se fará memória; na sua transgressão com que transgrediu, e no seu pecado com que pecou, neles morrerá. […]

Desviando-se o justo da sua justiça, e cometendo iniquidade, morrerá por ela; na iniquidade que cometeu, morrerá. Mas, convertendo-se o ímpio da impiedade que cometeu, e procedendo com retidão e justiça, conservará este a sua alma em vida. Pois que reconsidera, e se converte de todas as suas transgressões que cometeu; certamente viverá, não morrerá. […]

Portanto, Eu vos julgarei, cada um conforme os seus caminhos, diz o Senhor Deus. Tornai-vos, e convertei-vos de todas as vossas transgressões, e a iniquidade não vos servirá de tropeço. Lançai de vós todas as vossas transgressões com que transgredistes, e fazei-vos um coração novo e um espírito novo; pois, por que razão morreríeis?

Porque não tenho prazer na morte do que morre, diz o Senhor DEUS; convertei-vos, pois, e vivei.”

Ezequiel 18.21-24; 26-28;30-32

 

#JejumdeDaniel #Dia11

Estamos em uma jornada de 21 dias de jejum de informações e entretenimento chamado Jejum de Daniel, de 14 de agosto a 3 de setembro. Durante esses dias, os posts no blog serão voltados exclusivamente para o crescimento espiritual. Leia este post para entender melhor.

** Para quem não acompanhou ou para quem gostaria de rever os posts das edições anteriores do Jejum de Daniel neste blog, segue o link da categoria: http://lampertop.com.br/?cat=709 .

Choque de realidade

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Vivemos em um mundo que está cada vez pior. Porém, é uma época em que o Espírito Santo está agindo. É claro, Ele não pode interferir em um mundo que O rejeita, mas Ele está aqui para ajudar aqueles que O buscam. Ainda que você não tenha sido batizado com o Espírito Santo, se você O busca, Ele está ao seu lado, guiando, cuidando, confortando e mostrando quando você erra, para lhe dar a chance de salvação.

O mundo que conhecemos só não é insuportável por causa dEle. O mal não está operando com toda a força neste mundo ainda por causa dEle. E, repito, mesmo que você não tenha sido ainda batizado com o Espírito Santo, não deixa de se beneficiar do que Ele oferece (inclusive da possibilidade de receber esse batismo, já que é o que Ele mais quer). Você não precisa ser polícia para se beneficiar do trabalho da polícia.

Se está em uma área perigosa, mas tem um bom policiamento ao seu redor, você se sente seguro. Da mesma forma, você tem se beneficiado do fato de o Espírito Santo estar neste mundo. No entanto, o mundo como conhecemos está com os dias contados. Em breve — e MUITO BREVE, mesmo — os salvos serão arrebatados (para quem não está familiarizado com o termo: em breve milhares de pessoas desaparecerão, inclusive todos os bebês e crianças pequenas) e o Espírito Santo será retirado do mundo. Você tem noção do que é um mundo sem o Espírito Santo?

As pessoas serão ainda mais cruéis, ainda mais irracionais, o mal estará totalmente livre, com força total. É como se soltassem os piores bandidos das penitenciárias de segurança máxima do mundo inteiro e toda a polícia simplesmente sumisse. Você se lembra de quando o estado brasileiro do Espírito Santo ficou sem policiamento por causa de uma greve? Os bandidos saíram às ruas e foi o caos. Sem o Espírito de Deus neste mundo, os piores espíritos dominarão tudo.

E se você está acostumado a encarar todas as bobagenzinhas que acontecem na vida com lente de aumento, dramatizando tudo, nessa época não vai dar mais para fazer isso. Vai ser obrigado a deixar de frescura rapidinho, porque a luta pela sobrevivência não deixa espaço para nhenhenhém. Se quiser ser salvo (até porque, se o mundo vai estar ruim, o inferno é bem pior), vai ter que manter a confissão de sua fé até o fim — e será executado de um modo lento de doloroso por uma milícia a la Estado Islâmico (se não for o próprio).

Sem contar que conviver com o grupo que sobrar da igreja aqui não vai ser fácil. Vai ficar muita gente problemática, que pode se juntar ao grupo por medo inicialmente, mas que não é confiável, capaz de delatar o grupo inteiro às autoridades, se lhe for mais vantajoso. Não vai ser gente legal como um grupo de convertidos nesta realidade em que o Espírito Santo ainda está no mundo (como a gente vê em alguns filmes sobre o apocalipse), não tem como! Os legais serão minoria.

E será um pouco estressante tentar manter a fé sem ter o Espírito Santo por perto, no meio da perseguição, tentando entender a Bíblia sozinho ou com a ajuda de pastores que, se ficaram por aqui, é porque já não a entendiam direito antes… Se você acha difícil agora, será MUITO MAIS DIFÍCIL depois. E é justamente por isso que o trabalho do diabo agora é fazer a pessoa ficar perdendo tempo com distrações, com dúvidas, palavras falsas dele e excesso de pensamentos inúteis. Enquanto se jogar nos braços do Único que pode salvar é uma questão urgente, de vida ou morte.

“Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-O enquanto está perto. Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar.” Isaías 55.6-7

 

#JejumdeDaniel #Dia10

 

PS: Uma boa dica para este Jejum de Daniel é assistir às palestras do Estudo do Apocalipse, no Univer. Entre lá e procure por “Apocalipse”, é fácil de achar e tem todas as temporadas. Comece pelo começo, obviamente. São vídeos curtos e vale a pena acompanhar. Dá um choque de realidade e ajuda a focar. Para quem estava precisando de uma motivação para buscar com mais intensidade, é perfeito. Fala não só sobre o futuro, mas dá dicas práticas para viver a fé no dia a dia, fala de salvação, do amor, da justiça e coloca as coisas em perspectiva. 

 

Estamos em uma jornada de 21 dias de jejum de informações e entretenimento chamado Jejum de Daniel, de 14 de agosto a 3 de setembro. Durante esses dias, os posts no blog serão voltados exclusivamente para o crescimento espiritual. Leia este post para entender melhor.

** Para quem não acompanhou ou para quem gostaria de rever os posts das edições anteriores do Jejum de Daniel neste blog, segue o link da categoria: http://lampertop.com.br/?cat=709 .

Ansiedade

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Recebi dois comentários que gostaria de responder juntos, pois talvez isso possa ajudar outras pessoas. Mas por favor, prestem atenção ao post.

“Vanessa, o que fazer no meu caso? Sou uma pessoa ansiosa em vários sentidos e isso muito me atrapalha, principalmente na minha concentração. Muitas vezes chego a ter sintomas físicos, sei que nesta questão só me resta orar e aprender a entregar as minhas necessidades a Deus enquanto busco o que realmente vale a pena. Mas com a falta de concentração não sei como lidar, por exemplo, geralmente leio seus textos várias vezes ao dia para fixar o que aprendi, faço anotações, converso sobre o assunto e quando vou ver, já esqueci tudo. E isso não só acontece aqui, mas essa ansiedade e falta de concentração me atrapalha nos estudos e no trabalho. Sei que vc já falou sobre aplicar o espírito, mas acredito que não entendi profundamente, porque não consigo colocar em prática. E acontece que nunca aprendo nada! (Danuza)

“Olá Danuza. Eu também passo os mesmos problemas que estás a passar. Ansiedade e falta de concentração atrapalham o meu raciocínio que está muito lento para processar o que li. Tenho imensa dificuldades de fixar as Palavras de Deus na minha mente. Esqueço facilmente mesmo tendo anotado no papel para não esquecer. Aquilo me deixa frustrada ao ponto de não ter ânimo nas coisas de Deus. (Lenny)

Antes, um recadinho para a Lenny: Lenny, o objetivo é esse mesmo, fazer com que você desanime e não insista em fazer a única coisa que pode quebrar esse ciclo. A reação mais eficiente contra isso é insistir mesmo que pareça um caso perdido. Mesmo contra a sensação de que o esforço é inútil. Entenda o que está sendo dito na hora em que lê ou ouve, ainda que não esteja conseguindo memorizar.

Nossa sociedade tem forçado a barra para manter as pessoas em um estado constante de ansiedade. Então, é natural que as pessoas se treinem a serem ansiosas. O mundo traz uma sensação de insegurança porque, de fato, não há segurança no mundo.

Já sofri muito com isso. Muito, mesmo. Porque quando você não sabe o que vai acontecer, não tem certeza de nada, vive mergulhado na dúvida. E a dúvida é a maior geradora de insegurança e alimentadora de demônios da mente. Eles multiplicam os pensamentos de ansiedade que causam estresse e nos levam à exaustão mental.

Nesse estado, me espantaria se alguém conseguisse manter concentração ou se lembrar de alguma coisa. Eu, particularmente, tive um problema tão sério que parte da minha memória foi literalmente apagada. Meu problema começou a se resolver quando li um livretinho antigo cujo nome não me lembro, mas que trazia os seguintes versículos:

“Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a Seu tempo vos exalte; lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós.”

1Pedro 5.6,7

Essa é a segurança que eu queria. Se eu lançasse sobre Ele minha ansiedade, meus problemas, minhas dúvidas, minhas questões, meus medos, minha insegurança, eu poderia confiar, porque ELE TEM CUIDADO DE MIM. Então comecei a ocupar minha cabeça com apenas esse pensamento: Deus está cuidando de mim.

Se a dúvida drenava a minha fé, colocar esse pensamento dentro da minha cabeça começou a dar pedacinhos de comida para aquela fé raquítica que estava em um cantinho do calabouço, quase morrendo. Se Deus está cuidando de você, então você pode contar com a ajuda dEle em absolutamente TUDO. Esse foi o início da minha mudança. Foi com essa pequena palavra que comecei a reagir e evitei o colapso mental.

Depois disso, caí em umas duas armadilhas do diabo para me afastar da igreja justamente quando estava começando a buscar. Mas eu tinha colocado na cabeça que iria me recuperar e que Deus estava cuidando de mim. Então aquele pequeno pensamento de fé começou a crescer e me dar forças para tomar pequenas atitudes, como começar a ler o blog do Bispo e orar. Eu sentia como se estivesse me arrastando para sair do poço de areia movediça. Mas tanto insisti que consegui agarrar o cajado que Deus me estendeu e acabei saindo de lá.

E aí está uma característica importante da Palavra de Deus: não precisa se preocupar com quantidade de informação. UMA palavra, uma palavra pequena, já se espalha dentro de você de tal forma que é capaz de fazer uma revolução e mudar toda a sua vida.

 

#JejumdeDaniel #Dia9

 

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Como aprender

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Muitas pessoas (muitas, mesmo, independentemente de inteligência ou grau de escolaridade) foram alfabetizadas direitinho, mas nunca foram ensinadas a como ler e realmente entender o que leem. Se isso já é ruim quando se trata de aprender algo secular (não “decorar” para passar na prova, mas aprender, mesmo, para saber), muito pior se torna quando se trata de ler a Bíblia ou algum outro conteúdo espiritual.

Você provavelmente já ouviu dizer que a leitura Bíblica não deve ser uma leitura corrida, mas uma meditação pausada. Se realmente quiser entender e absorver qualquer leitura, o processo é semelhante. Seja um post do blog do Bispo, seja um livro da igreja ou um versículo Bíblico, é necessário ler pausadamente, pensar em cada palavra e na relação entre elas. O texto é uma corrente em que cada elo leva ao outro elo, nos conduzindo pelo raciocínio do autor até nos levar a uma conclusão lógica. Então, cada palavra importa. Cada frase se conecta à outra frase.

Falando especificamente da Bíblia, antes de começar a leitura, você deve pedir a Deus que o ajude a entender e a pensar sobre aquilo que vai ler. O rei Davi, que meditava dia e noite nesses ensinamentos, pedia a Ele o entendimento:

Faze-me entender o caminho dos Teus preceitos; assim falarei das Tuas maravilhas.

Ensina-me, ó Senhor, o caminho dos Teus estatutos, e o guardá-lo-ei até o fim.

Dá-me entendimento, e guardarei a Tua lei, e observá-la-ei de todo o meu coração.” (Salmos 119.27;33-34)

Enquanto estiver lendo, preste atenção a tudo. Qualquer texto é comida para o espírito (alguns têm nutrientes, outros, não, mas nosso espírito ingere tudo o que a gente lê — então escolha bem suas leituras). Mastigue, lentamente, para sentir o sabor.

Se surgir algum questionamento durante a leitura, pense a respeito, use o fantástico equipamento que Deus colocou entre suas orelhas. Geralmente, o próprio texto traz a chave para o leitor compreender, seja observando a frase dentro do contexto, seja fazendo conexão com alguma outra parte que você conheça da Bíblia e que fale sobre o assunto…e às vezes a gente lê até o final e só então consegue entender melhor o início. Não é incomum ter de ler mais de uma vez um texto para melhor compreendê-lo.

E se encontrar alguma palavra desconhecida, não interrompa a leitura, só anote a palavra. No final, se não tiver um dicionário à mão, pode consultar nosso amigo Michaelis Online que ele costuma dar conta do recado. Sabendo o significado, releia a frase e veja se tinha entendido certo.

Se ao final da leitura você só tiver uma ideia geral e vaga do que foi dito, você provavelmente não passou do primeiro estágio de leitura. É importante entender o pensamento do autor, saber o que aquele texto realmente está dizendo, ter um olhar de investigador, de explorador, de profundo interesse.

Anotar os pontos mais importantes e o que você entendeu de cada um deles também ajuda. Algumas pessoas imprimem o texto para fazer marcações. É importante escavar, abrir, cortar, tirar pedaço, mastigar, separar as bolachas do recheio…

Arqueólogos, quando encontram um sítio arqueológico, não vêm com uma retroescavadeira arrancando pedaços gigantes do lugar para “terem uma ideia geral” do que tem ali. Não! Eles tiram pedacinho por pedacinho, usando uma colher de pedreiro, com uma lentidão quase irritante. Todo o trabalho é feito em etapas, com muita atenção e cuidado. Eles trabalham muito com um pincel e peneira, pois qualquer lasquinha de qualquer coisa pode ser muito mais importante do que parece à primeira vista.

É mais ou menos assim que deve ser a leitura de quem realmente quer descobrir um tesouro naquilo que lê. Caso contrário, a pessoa pode estar desperdiçando a oportunidade de se enriquecer. De repente, em todas as suas leituras bíblicas, você já passou pelas respostas que procura umas vinte vezes, mas nunca viu, pois não estava fazendo uma meditação minuciosa com peneira e pincel… Que tal começar a partir de agora?

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#JejumdeDaniel #Dia8

 

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Sobre Novo Nascimento

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O que mais tem nas igrejas é gente que não faz a menor ideia do que é nascer de Deus. Muitos acham que o fato de não fazerem o que faziam antes (não fumam mais, não bebem mais, não vão a baladas, não saem com várias pessoas, não usam drogas, etc. etc.) é indicativo de que nasceram de novo. Na verdade, mudança de hábitos qualquer um pode fazer, estando ou não em uma igreja.

Muitos acham que pelo muito fazer serão justificados. Então se preocupam com as doutrinas de sua religião e em aprender a como se parecer com alguém daquela religião (e aqui estou colocando todas as religiões no balaio, sim, mas falando mais especificamente da religião evangélica).

Ser religioso é fácil. Exige algum esforço, dependendo do quão complicadas são as doutrinas da igreja em questão. Nascer de novo é que não é fácil. Nascer de novo é se transformar em uma nova pessoa. Sua forma de pensar muda. Sua forma de entender o mundo, de enxergar as pessoas…seu caráter é corrigido, seus pensamentos são outros, suas prioridades são outras…

Para isso, você deve estar disposto a abrir mão da sua velha vida, da velha criatura, do velho modo de entender a vida e deixar Deus transformar seu interior. É quando você não suporta mais a sua vida, não suporta mais quem você é e decide morrer. Aí em vez de fazer uma coisa estúpida como se suicidar, você decide formatar sua vida. Apaga tudo e faz de novo, mas desta vez, da maneira certa.

É assim que pessoas aparentemente irrecuperáveis ganham uma nova chance e se transformam em cidadãos de bem. E pessoas que por fora pareciam pessoas de bem, mas por dentro eram terríveis, conseguem se livrar da vida de hipocrisia. Pessoas que mentem, que enganam, que qalimentam um gerador de dúvidas, que enganam a si mesmas, que querem levar vantagem, que distorcem o que ouvem e o que veem, que interpretam tudo de uma forma negativa, que falam mal dos outros, que são pessimistas, maldosas, temperamentais ou emotivas demais se tornam equilibradas, honestas, positivas, pacientes e otimistas. Não é mágica. É sacrifício.

Para se tornar uma nova criatura, a pessoa tem que pagar o preço. Caso contrário, só muda por fora. Negar a si mesmo às vezes é renunciar à sua vontade (ou mesmo ao seu direito) de avaliar uma a uma das dúvidas para ver se têm algum fundamento (enquanto você SABE que aquelas são dúvidas que vêm para minar sua fé). Negar a si mesmo também pode ser considerar a Palavra de Deus como verdade mesmo quando ela contraria os seus interesses. É fácil simplesmente mudar de hábitos. Não precisa de muito sacrifício, não. Não comparado a mudar a sua forma de pensar, de reagir, de encarar o mundo e de lidar com as outras pessoas.

É absolutamente necessário que esse novo nascimento aconteça, porque a única forma de deixar de ser apenas criatura de Deus e se tornar filho dEle é nascendo de Deus. Essa transformação interior é operada pelo próprio Espírito Santo, nos aproxima do caráter de Deus e nos garante tudo o que Ele reserva aos Seus filhos.

Eu demorei muito tempo para conseguir isso porque demorei muito tempo para querer isso e mais tempo ainda para perceber que precisava disso. É o problema de crescer como uma pessoa religiosa e achar que já está com Deus simplesmente por ir à igreja e decorar versículos. Quando eu percebi que precisava e decidi morrer para todas aquelas porcarias que tinha dentro de mim, não foi nenhum bicho de sete cabeças nascer de novo. O próprio Deus opera esse milagre.

Porque, pensa bem, se você morre dentro de você e seu corpo continua andando por aí sem você nascer de novo, temos o início do apocalipse zumbi. Um morto-vivo caminhando em busca de cérebros para comer… Então, não tem muita escolha. Se chegou o momento em que a ficha caiu, você olhou para dentro de si e abominou o que viu, resolve morrer para este mundo, entregando a sua vida para Deus, Deus faz a parte dEle. E é preciso se lembrar de que Deus existe e que Ele realmente faz o que diz que faz. Como diz a Bíblia, é necessário crer que Ele existe e que recompensa os que O buscam (Hebreus 11.6).

E a sua parte você também faz, é claro, renunciando à vontade de continuar sendo a mesma pessoa de antes, de pensar do mesmo jeito de antes, reagir do mesmo jeito de antes…se colocando à disposição de Deus para que Ele transforme você na pessoa que Ele quer que você seja. Fácil não é, mas é perfeitamente possível — e necessário.

 

#JejumdeDaniel #Dia7

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PS. Parte deste post já tinha sido publicada muitos séculos atrás, mas achei importante atualizar e republicar.

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A chave de tudo

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Não existe fórmula para se entregar a Deus, receber o Espírito Santo ou nascer de novo. A chave de tudo está na humildade e obediência. A obediência naturalmente segue a humildade. Porque o humilde sabe que não sabe nada e, quando encontra Alguém que sabe (no caso, Deus), segue o que Ele diz.

O vídeo que saiu no blog do Bispo hoje (clique aqui para ver) mostra como devemos encarar as coisas de Deus. A simplicidade e humildade desse povo que recebe a Palavra de Deus como o tesouro que ela é, e que não demora para colocá-la dentro de si e obedecer sem questionar, é a chave para encontrá-LO.

“Converter-te-ás, pois, e darás ouvidos à voz do Senhor; cumprirás todos os Seus mandamentos que hoje te ordeno. E o Senhor teu Deus te fará prosperar em toda a obra das tuas mãos, no fruto do teu ventre, e no fruto dos teus animais, e no fruto da tua terra para o teu bem; porquanto o Senhor tornará a alegrar-Se em ti para te fazer o bem, como se alegrou em teus pais, quando deres ouvidos à voz do Senhor teu Deus, guardando os Seus mandamentos e os Seus estatutos, escritos neste livro da lei, quando te converteres ao Senhor teu Deus com todo o teu coração, e com toda a tua alma.

Porque este mandamento, que hoje te ordeno, não te é encoberto, e tampouco está longe de ti. Não está nos céus, para dizeres: Quem subirá por nós aos céus, que no-lo traga, e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos? Nem tampouco está além do mar, para dizeres: Quem passará por nós além do mar, para que no-lo traga, e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos?

Porque esta Palavra está mui perto de ti, na tua boca, e no teu coração, para a cumprires. Vês aqui, hoje te tenho proposto a vida e o bem, e a morte e o mal; porquanto te ordeno hoje que ames ao Senhor teu Deus, que andes nos Seus caminhos, e que guardes os Seus mandamentos, e os Seus estatutos e os Seus juízos, para que vivas, e te multipliques, e o Senhor teu Deus te abençoe na terra a qual entras a possuir.

Porém se o teu coração se desviar, e não quiseres dar ouvidos, e fores seduzido para te inclinares a outros deuses, e os servires, então eu vos declaro hoje que, certamente perecereis; não prolongareis os dias na terra a que vais, passando o Jordão, para que, entrando nela, a possuas; os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência. Amando ao Senhor teu Deus, dando ouvidos à Sua voz, e achegando-te a Ele; pois Ele é a tua vida, e o prolongamento dos teus dias; para que fiques na terra que o Senhor jurou a teus pais, a Abraão, a Isaque e a Jacó, que lhes havia de dar.

Deuteronômio 30.8-20

A religião passa fórmulas e rituais que apenas dão a impressão de que a pessoa está cumprindo a sua parte, mas é ilusão. A fé nos leva a analisar, pensar e entender, mas não dá fórmulas, nem atalhos. Você não precisa que ninguém traga a Palavra de longe ou lhe revele, como se estivesse oculta. Ela está aí, ao seu alcance, assim como a chave para compreender.

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#JejumdeDaniel #Dia6

Leia também: Somente a Verdade, nada mais que a Verdade.

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O parque de ilusões

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Parece incrível, mas o que impede as pessoas de entregar sua vida a Quem pode lhes fazer feliz é o fato de elas terem sido enganadas por este mundo a vida inteira.

O mundo é um parque de ilusões. A pessoa passa a vida toda achando que tem alguma coisa, que é alguma coisa, que sabe alguma coisa. Lá no fundo, ela sente que é uma farsa, mas não pensa muito nisso.

Ela também é enganada para achar que alguma coisa deste mundo tem valor. O papelzinho retangular colorido cheio de bactérias que carrega para lá e para cá se torna um deus. Tudo é feito em função dele. Quando começa a ter mais papéizinhos do que consegue carregar no bolso, substitui por um retângulo de plástico tingido com letras prateadas que desbotam (e sujam a mão).

E se acha mais importante quanto mais frescura tiver o pedaço de plástico. O dourado é melhor que o vermelho, o prateado é melhor que o dourado e o preto é melhor que o prateado, mas o plástico é o mesmo, a máquina em que foram feitos é a mesma. E os papéizinhos que os diferenciam, na prática nem existem. São números em um computador.

O mundo insiste em martelar o mantra de que aproveitar a vida é sair para um lugar cheio de gente (na maioria, estranhos), mal iluminado, barulhento, com cheiro de fumaça e, nesse lugar, de preferência sacrificando o descanso (aquele que serve para recuperar seu corpo, aumentar sua longevidade e protegê-lo de futuras doenças horríveis), pular e sacudir ao som de um barulho extremamente alto, ingerir grandes quantidades de um líquido de sabor amargo, que irrita a mucosa do esôfago e do estômago, inflama o fígado e sobrecarrega os rins — além de destruir neurônios e atrofiar o cérebro. Além, é claro, de encostar a boca aberta nas bocas abertas de pessoas de hábitos de higiene oral e saúde desconhecidos (não vou entrar em detalhes sobre outras partes do corpo que encostam em pedaços de humanos desconhecidos). Isso, para o mundo, é “curtir a vida”.

A vida, para o mundo, deve girar em torno do papelzinho colorido e de atividades como ouvir um barulho e ficar sacudindo de modo a causar prejuízo às suas articulações, passar o dia olhando para um retângulo brilhante enquanto tamborila seus dedos sobre ele, gastar horas conferindo as atividades de outros humanos ou fingindo viver uma vida que não é sua. Trocar papel colorido por pedaços de pano costurado, tijolos empilhados, latas com rodas e uma porção de outros materiais também traz felicidade, segundo o mundo.  

O mundo também diz que ser visto e reconhecido por milhares de desconhecidos deveria ser o objetivo de uma vida. Para muitos, aparecer em um retângulo brilhante na casa de muitas pessoas traz a sensação passageira de ser alguém. Para outros, o simples aviso de que várias pessoas clicaram em um botão embaixo de alguma coisa que ele publicou em outro retângulo brilhante já traz alguma satisfação momentânea.

O mundo faz você acreditar que seu nariz não é como um nariz humano deveria ser (embora não haja nenhum manual do fabricante para dar respaldo a essa afirmação) e garante que a única saída é dar muitos papéis coloridos para outro humano quebrar seu nariz, tirar um pedaço dele e colocá-lo supostamente na posição “certa”.

O mesmo com suas mamas, barriga, pernas, braços, lábios, rugas, cabelo, pele…aparentemente, não há nada de certo em seu corpo e é necessário conseguir muitos papéis coloridos a vida inteira para tentar consertar o que alguém disse que está errado. Mas a esperança de felicidade também vem no pacote.

Além disso, o mundo também tenta convencer de que a pessoa alcançará a felicidade se encontrar outro ser humano que traga os problemas dele para se juntar aos dela e criar vários outros a partir da junção dos dois, de preferência vivendo na mesma casa, tendo que compartilhar as coisas enquanto cada um está pensando em si mesmo, querendo que o outro supra suas necessidades (afinal de contas, foram ensinados assim pelo mundo). E, como a pessoa não se sente suficientemente feliz assim, o mundo a convence de que a fonte da felicidade está na reprodução da espécie e que, se fizer mais um ser humano para sofrer neste mundo, sua vida terá sentido.

Depois, o mundo garante que a causa do sofrimento é justamente o ser humano com quem a pessoa se uniu e que a solução é se afastar daquele ser humano e encontrar outro com o qual possa fazer exatamente as mesmas coisas e ter os mesmos resultados. Mas, por alguma razão, ela acredita que será diferente.

O vazio permanecerá, mesmo se a pessoa conseguir cumprir todas as exigências deste mundo. Ele não cumpre nenhuma das promessas que faz. Não há felicidade, não há alegria que não seja momentânea, não há necessidades supridas, não há sensação de plenitude. Só cansaço, frustração e ilusões despedaçadas. No final, fica a amargura de quem só conheceu o engano e acha que isso é tudo o que existe.

E este mundo é uma sala de espera, mas quer nos convencer de que ele é o destino final. As pessoas estão aqui, brigando e lutando por coisas que em breve vão passar. Não têm como saber o que virá depois, mas vivem como se não tivesse nada depois. Um dia, porém, todos nós seremos chamados pelo nome. Cada um para o lugar em que escolheu estar enquanto estava na sala de espera. E a gente não escolhe com esperança, com palavras ou com vontade. Quando escolhemos em que iremos gastar nosso tempo, a o que daremos atenção ou em que demonstraremos interesse, ou quando definimos nossas prioridades, estamos escolhendo a porta que se abrirá para nós quando nosso nome for chamado.

Agora esse texto faz sentido:

“Então disse Jesus aos Seus discípulos: se alguém quiser vir após Mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-Me. Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de Mim, achá-la-á. Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?” Mateus 16.24-26

Este mundo é uma porcaria, assim como a vida vivida em função dele. Na verdade, o que este mundo realmente quer é a sua alma. Ela é a única coisa realmente preciosa. E é por isso que vale a pena renunciar ao que for para entregá-la ao Único que pode mantê-la a salvo e dar a você a chance de saber o que é a vida, de verdade, fora do parque de ilusões.

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#JejumdeDaniel #Dia5

Leia também:  O deserto em mim

 

 

Estamos em uma jornada de 21 dias de jejum de informações e entretenimento chamado Jejum de Daniel. Durante esses dias, os posts no blog serão voltados exclusivamente para o crescimento espiritual. Leia este post para entender melhor.

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Como se entregar 100%?

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Dia desses alguém fez essa pergunta no Facebook, mais especificamente nos comentários da transmissão de uma reunião do Bispo em que ele falava sobre a necessidade de se entregar 100% a Deus. O post de ontem no blog dele também falava sobre isso, que muita gente não nasceu de Deus porque ainda não se entregou. Hoje, relendo “Somos todos filhos de Deus?”, encontrei o seguinte trecho:

“[…] o Espírito Santo não pode gerar uma nova vida em alguém que não morreu. Ninguém pode viver duas vidas simultaneamente. […] A vida do homem não é como uma roupa ou um objeto qualquer, cujo dono pode manter o velho e comprar um novo. […] A morte a que nos referimos aqui não é uma morte física, mas espiritual.” (p.75)

Acho que nada resume melhor a questão da entrega total de vida do que essa analogia. Como uma pessoa morre? Ela fecha os olhos e todos os músculos de seu corpo se relaxam. Todas as funções do corpo são interrompidas. Você olha para aquele corpo e claramente não tem mais ninguém ali dentro. A pessoa partiu e deixou o corpo para trás. Não vai se ofender nem se você falar mal dela na frente do caixão.

Ela não tem mais nada. Suas vontades, mágoas, invejas, amantes e comportamentos nocivos morreram com ela. Não tem mais casa, carro, dinheiro, posição social.

Da mesma forma, quando nos entregamos ao Senhor Jesus 100%, morremos para nossa antiga vida. Não apenas para as atitudes erradas que tínhamos, mas para tudo. Aprendemos a dizer “não” a atitudes e pensamentos que antes pareciam tão impossíveis de controlar.

É isso que acontece com quem “morre” espiritualmente falando: você não se importa em mudar sua maneira de pensar, de falar, de agir, de viver e de reagir. Você não se importa mais com essas coisas ou com o que tem, o que é ou o que vai ser. Está disposto a entregar todas essas coisas e deixar de querer fazer do seu jeito ou controlá-las. Você se rende. Você sacrifica seus traumas, suas mágoas, seus medos, afinal de contas, agora está morrendo e nada disso tem valor. Não se angustia pelo futuro, pois mortos não se preocupam com isso. Sabe que é o fim dessa jornada e que uma nova jornada está para começar. É assim que se morre para a velha vida.

Então, Deus vem com o Seu Espírito e nos faz nascer de novo. Nos dá nova vida. Novo caráter, novos padrões, novos valores. Porque morremos para nós mesmos, Ele tem espaço para entrar e gerar uma nova criatura no lugar daquela que você decidiu matar.

Quando eu era a velha criatura, pensei várias vezes em suicídio. A vida dentro de mim era tão insuportável que eu queria morrer. Até o dia em que me dei conta de que não queria morrer, queria viver de outro jeito. Queria ser feliz, ter paz e encontrar descanso para a minha alma. Como escrevi em um post, algum tempo atrás, a respeito da Vanessa de 18 anos:

“Aquela menina queria tanto morrer que conseguiu, da maneira mais inteligente possível. Hoje eu vivo no lugar dela, porque Ele vive em mim.”

#JejumdeDaniel #Dia4

 

Leitura complementar:

Por que não recebi o Espírito Santo?

Resenha do livro Somos todos filhos de Deus?

Abrindo mão da própria vida

PS: Medite um pouco sobre isso. Amanhã conversaremos mais a respeito.

PS2: Sobre o “Somos todos filhos de Deus?” — Já li esse livro umas duzentas vezes, mas quando você relê algum livro que leu há mais de um ano, percebe coisas que não percebeu na leitura anterior, porque a gente muda muito pelas experiências que passa em um ano (na verdade, seis meses depois a visão já é outra, nem precisa esperar um ano…).

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* Estamos em uma jornada de 21 dias de jejum de informações e entretenimento chamado Jejum de Daniel. Durante esses dias, os posts no blog serão voltados exclusivamente para o crescimento espiritual. Leia este post para entender melhor.

** Para quem não acompanhou ou para quem gostaria de rever os posts das edições anteriores do Jejum de Daniel neste blog, segue o link da categoria: http://lampertop.com.br/?cat=709 .