Lampertop Sobre várias coisas

Category Archives: Humor

Cachorro chato?

dog_sephko_blogspot

É uma teoria plausível. Não duvido que seja a explicação para muitos casos desses.

A tira original era em espanhol, não sei de onde é o rapaz. Davison me enviou o link e mereceu uma tradução. :-)  O link original é esse aqui:

http://sephko.blogspot.com.br/2011/10/40.html

Um hábito singular

Escrevi esse texto em 2009, está postado aqui: http://lampertop.com.br/?p=309 . De lá para cá, melhorei, mas confesso que ainda não perdi o tal hábito e tenho que me cuidar para não comer os plurais. Enquanto eu estava em Porto Alegre, não havia problema, era até aceitável. Alguém falando todos os plurais corretamente soaria até bem estranho. Em São Paulo as pessoas não são especialistas em plurais, mas talvez a coisa não seja tão bem recebida quanto era no Rio Grande do Sul, então tenho me cuidado para voltar a falar como uma pessoa devidamente alfabetizada. Segue o texto, para que quem não leu consiga entender o meu drama.

Um hábito singular

Vanessa Lampert

Estou me esforçando um bocado para perder um péssimo hábito que adquiri sem perceber aqui em Porto Alegre. Estava eu, em minha mais recente visita a Campo Grande, falando compulsivamente (coisa que costumo fazer com relativa frequência), quando notei um olhar estranho vindo de meus interlocutores. Me dei conta, de repente, que estou construindo frases de uma maneira um tanto quanto gauchesca. Explico: gaúchos têm alergia a plural. Plural é uma coisa ultrapassada, é algo supérfluo. Pronunciar um ‘ésse” a mais gasta energia que poderia ser utilizada em argumentos mais eloquentes. Assim, um gaúcho JAMAIS irá sentir dor nos pés depois de uma longa caminhada. Caso eles venham a doer, o gaúcho dirá, com toda a carga dramática envolvida na exclamação: – Bah, tô com uma baita dor nos pé!” Note que “uma baita dor” é significativamente mais intensa do que “uma dor”. É como o superlativo “aço”. Se um gaúcho bater o cotovelo na parede ele dificilmente dirá que deu “uma cotovelada na parede” porque o sufixo “ada” sugere algo de baixa intensidade.

Dificilmente uma cotovelada doeria a ponto de merecer ser citada. Geralmente o gaúcho dirá que deu “um cotovelaço na parede”. Um cotovelaço dói. Dói DE VERDADE. É uma baita dor! Uma baita batida na parede, e se machucar a ponto de continuar doendo depois, ter de ir ao médico, talvez imobilizar, enfim, se não for algo que passe na hora, ele dirá “bah, dei um cotovelaço na parede. Pisei meu cotovelo” Aí eu imagino o cidadão fazendo algum contorcionismo para conseguir pisar NO cotovelo. Duvido que tenha sido um acidente. Bem, voltando ao assunto, de tanto ouvir: “bah, onde foi que eu coloquei as tampa dos pote?” ou “eu só faço minhas compra naquela loja que fica três quadra daqui, gosto de ficar olhando as gôndola para escolher os produto que preciso.” Veja bem, isso é generalizado (deve ser a água). A pessoa pode ter curso superior, mestrado, doutorado, pode ter hábito de leitura, geralmente escreve corretamente (às vezes até conjugando o verbo na segunda pessoa do singular!! Coisa que eles não costumam fazer ao falar…a segunda pessoa acompanha o verbo na terceira pessoa, conforme exemplo a seguir), mas na hora de falar segue um dialeto próprio, charmosamente analfabeto e muito, mas muito contagioso: “- Tu viu que estampa bonita? Uns azul, uns verde, uns vermelho, tudo misturado, mas de um jeito muito tri, o vestido tem umas fenda, um decote diferente, mas as manga não vão até os cotovelo, não. Se bem que não sei o que tu acha, mas eu acho que nem precisa daquelas manga”.

Vendo, assim, desse jeito, você pensa: “eeeeeu??? Mas eu NUNCA que falaria desse jeito! Nem se ficasse CINQUENTA anos em um lugar assim”. Aí é que você se engana, colega, você não perceberia!! O troço se enfia dentro da cabeça da gente de um jeito muito invasivo! Você não nota que está falando que está com dor nas perna, ou que todos os músculo do seu corpo dói! Ou que você esqueceu os prato em cima da pia, um deles escorregou e caiu sobre os copo que estavam dentro da pia e espalhou caco de vidro por todos os canto da cozinha. Depois você pegou a vassora e varreu os caco, mas sempre fica uns pó pequeno no chão e se você andar sem chinelo, pode espetá os pé. Cuidado.

Aí lá vou eu, culta, chique, bela e modesta para Campo Grande, onde pessoas e plurais convivem harmoniosamente. Sem perceber, acabo dizendo à caixa do supermercado, enquanto reviro a bolsa, que nunca me lembro em qual lugar da bolsa coloquei as moeda, porque a gente vai recebendo as moeda e jogando dentro da bolsa, e na hora de pegar acaba confundindo com as chave. E eu nunca me lembro de comprar um troço pra guardar as moeda. Notando a cara de horror da moça, disfarço, comentando que vou colocar duas sacola para embalar a garrafa de água mineral, porque essas sacola são muito porcaria, uma vez eu estava subindo uma lomba com uma garrafa em cada sacola, aí as água caiu no chão e saíram rolando e eu correndo atrás delas (eu SEMPRE conto essa mesma história – real, aliás, ocorrida após uma compra no Sendas do Leblon, no Rio, quando morei lá- todas as vezes em que  embalo água mineral de 1,5 litros com duas sacolas plásticas).

Esse tipo de conversa causa uma inevitável expressão de espanto em qualquer pessoa (principalmente desconhecida, acho que os conhecidos nem prestam mais atenção no que eu falo e não percebem…risos…) que ouça, estupefata ao ver aquela moça tão bem arrumada, parecendo tão educada, culta, simpática (e – sempre – modesta). Me esforcei muito para evitar comer os “ésses” dos plurais, mas é um sacrifício grande demais para que eu possa resistir. Ou talvez porque…no fundo, no fundo eu goste desse jeito tosco e livre de falar. Essa coisa transgressora e atropelada, dramática e apressada, que não tem nem tempo de pluralizar palavras…um discurso democrático, no qual se permite tranquilamente que o artigo não concorde com o substantivo, afinal de contas, cada um tem direito a sua própria opinião, ninguém precisa ser obrigado a concordar com ninguém. Nem o pronome com o substantivo, nem o sujeito com o verbo. Tem sujeito que quer discordar, ué! E se alguém quiser discordar do sujeito, tem toda a liberdade de fazê-lo.

Ninguém tem língua presa no Rio Grande do Sul, devido à liberdade linguística que existe neste país (sim, porque o Rio Grande é o meu país, colega!). Na verdade a éssefagia (hábito de engolir “ésses”) é uma prática proposital, para celebrar, a cada frase pronunciada, a mais pura e perfeita democracia e liberdade léxica. Não mais me envergonho de tal analfabeto hábito, agora que descobri sua nobre origem e seu louvável objetivo. Me falta apenas conseguir transformar essa explicação em um curto e convincente texto para decorar até minha próxima viagem a Campo Grande.

Nelito sem noção

Nelito Fernandes tem uma coluna na Época na qual escreve textos de ficção pretendendo a humor, que se assemelham a reportagens e causam revolta em muitos leitores. O humor é fácil e fraco, com algumas tiradas geniais entre muitas sofríveis e forçadas. Não sigo a coluna, mas tive a oportunidade de ler alguns textos e percebi que o Nelito gosta de fazer esse tipo de texto para receber uma saraivada de comentários histéricos dos ofendidos. Read more →

Um hábito singular

Estou me esforçando um bocado para perder um péssimo hábito que adquiri sem perceber aqui em Porto Alegre. Estava eu, em minha mais recente visita a Campo Grande, falando compulsivamente (coisa que costumo fazer com relativa frequência), quando notei um olhar estranho vindo de meus interlocutores. Me dei conta, de repente, que estou construindo frases de uma maneira um tanto quanto gauchesca. Explico: gaúchos têm alergia a plural. Plural é uma coisa ultrapassada, é algo supérfluo. Pronunciar um ‘ésse” a mais gasta energia que poderia ser utilizada em argumentos mais eloquentes. Assim, um gaúcho JAMAIS irá sentir dor nos pés depois de uma longa caminhada. Caso eles venham a doer, o gaúcho dirá, com toda a carga dramática envolvida na exclamação: – Bah, tô com uma baita dor nos pé!” Note que “uma baita dor” é significativamente mais intensa do que “uma dor”. É como o superlativo “aço”. Se um gaúcho bater o cotovelo na parede ele dificilmente dirá que deu “uma cotovelada na parede” porque o sufixo “ada” sugere algo de baixa intensidade.

Dificilmente uma cotovelada doeria a ponto de merecer ser citada. Geralmente o gaúcho dirá que deu “um cotovelaço na parede”. Um cotovelaço dói. Dói DE VERDADE. É uma baita dor! Uma baita batida na parede, e se machucar a ponto de continuar doendo depois, ter de ir ao médico, talvez imobilizar, enfim, se não for algo que passe na hora, ele dirá “bah, dei um cotovelaço na parede. Pisei meu cotovelo” Aí eu imagino o cidadão fazendo algum contorcionismo para conseguir pisar NO cotovelo. Duvido que tenha sido um acidente. Bem, voltando ao assunto, de tanto ouvir: “bah, onde foi que eu coloquei as tampa dos pote?” ou “eu só faço minhas compra naquela loja que fica três quadra daqui, gosto de ficar olhando as gôndola para escolher os produto que preciso.” Veja bem, isso é generalizado (deve ser a água). A pessoa pode ter curso superior, mestrado, doutorado, pode ter hábito de leitura, geralmente escreve corretamente (às vezes até conjugando o verbo na segunda pessoa do singular!! Coisa que eles não costumam fazer ao falar…a segunda pessoa acompanha o verbo na terceira pessoa, conforme exemplo a seguir), mas na hora de falar segue um dialeto próprio, charmosamente analfabeto e muito, mas muito contagioso: “- Tu viu que estampa bonita? Uns azul, uns verde, uns vermelho, tudo misturado, mas de um jeito muito tri, o vestido tem umas fenda, um decote diferente, mas as manga não vão até os cotovelo, não. Se bem que não sei o que tu acha, mas eu acho que nem precisa daquelas manga”.

Vendo, assim, desse jeito, você pensa: “eeeeeu??? Mas eu NUNCA que falaria desse jeito! Nem se ficasse CINQUENTA anos em um lugar assim”. Aí é que você se engana, colega, você não perceberia!! O troço se enfia dentro da cabeça da gente de um jeito muito invasivo! Você não nota que está falando que está com dor nas perna, ou que todos os músculo do seu corpo dói! Ou que você esqueceu os prato em cima da pia, um deles escorregou e caiu sobre os copo que estavam dentro da pia e espalhou caco de vidro por todos os canto da cozinha. Depois você pegou a vassora e varreu os caco, mas sempre fica uns pó pequeno no chão e se você andar sem chinelo, pode espetá os pé. Cuidado.

Aí lá vou eu, culta, chique, bela e modesta para Campo Grande, onde pessoas e plurais convivem harmoniosamente. Sem perceber, acabo dizendo à caixa do supermercado, enquanto reviro a bolsa, que nunca me lembro em qual lugar da bolsa coloquei as moeda, porque a gente vai recebendo as moeda e jogando dentro da bolsa, e na hora de pegar acaba confundindo com as chave. E eu nunca me lembro de comprar um troço pra guardar as moeda. Notando a cara de horror da moça, disfarço, comentando que vou colocar duas sacola para embalar a garrafa de água mineral, porque essas sacola são muito porcaria, uma vez eu estava subindo uma lomba com uma garrafa em cada sacola, aí as água caiu no chão e saíram rolando e eu correndo atrás delas (eu SEMPRE conto essa mesma história – real, aliás, ocorrida após uma compra no Sendas do Leblon, no Rio, quando morei lá- todas as vezes em que  embalo água mineral de 1,5 litros com duas sacolas plásticas).

Esse tipo de conversa causa uma inevitável expressão de espanto em qualquer pessoa (principalmente desconhecida, acho que os conhecidos nem prestam mais atenção no que eu falo e não percebem…risos…) que ouça, estupefata ao ver aquela moça tão bem arrumada, parecendo tão educada, culta, simpática (e – sempre – modesta). Me esforcei muito para evitar comer os “ésses” dos plurais, mas é um sacrifício grande demais para que eu possa resistir. Ou talvez porque…no fundo, no fundo eu goste desse jeito tosco e livre de falar. Essa coisa transgressora e atropelada, dramática e apressada, que não tem nem tempo de pluralizar palavras…um discurso democrático, no qual se permite tranquilamente que o artigo não concorde com o substantivo, afinal de contas, cada um tem direito a sua própria opinião, ninguém precisa ser obrigado a concordar com ninguém. Nem o pronome com o substantivo, nem o sujeito com o verbo. Tem sujeito que quer discordar, ué! E se alguém quiser discordar do sujeito, tem toda a liberdade de fazê-lo.

Ninguém tem língua presa no Rio Grande do Sul, devido à liberdade linguística que existe neste país (sim, porque o Rio Grande é o meu país, colega!). Na verdade a éssefagia (hábito de engolir “ésses”) é uma prática proposital, para celebrar, a cada frase pronunciada, a mais pura e perfeita democracia e liberdade léxica. Não mais me envergonho de tal analfabeto hábito, agora que descobri sua nobre origem e seu louvável objetivo. Me falta apenas conseguir transformar essa explicação em um curto e convincente texto para decorar até minha próxima viagem a Campo Grande.

PS: Hoje é aniversário do meu irmão. Ou melhor, ontem, porque já passou da meia-noite. Já falei com ele, mas deixo aqui registrado meus parabéns (parabéns, Junior!!). Também foi em um dia 26/06, porém em 2002, que eu fiz meu primeiro post em meu primeiro e já falecido blog, chamado vansblog (e que vinha com o eco: sblog, sblog, sblog… do monstro de lama caminhando com certa dificuldade e sujando todo o assoalho), o que significa que eu tenho sete anos de blog.  Credo.

Sítio arqueológico particular

Não bastasse o meu quarto, o quarto ao lado, o estúdio, a cozinha, o guarda-roupa, a área de serviço e a minha bolsa, descobri que tenho de tirar um tempo para organizar o meu laptop. Estava procurando uma determinada foto, me achando o cúmulo da organização, por ter separado as fotos em pastas datadas, quando me deparo com várias fotos repetidas. Muitas fotos inúteis, daquelas que a gente tira da própria cara quando mora sozinha. Eu tenho bilhões daquelas auto-fotos espalhadas por minhas pastas.

Como sofro de um grave problema psiquiátrico chamado de “lixofobia”, tenho verdadeiro horror a jogar qualquer coisa catalogável fora. Tenho de separar um tempo para me certificar de que aquela foto é realmente desnecessária, compará-la com suas irmãs gêmeas e decidir qual delas merece continuar neste mundo, representando as outras, e quais deverão ser transportadas para o buraco negro pós-lixeira, de onde é impossível retornar. No entanto, encontrei várias coisas interessantes, algumas que eu nem me lembrava de ter salvo, outras que tenho a mais absoluta certeza de jamais ter visto antes, devem ter surgido por geração espontânea.

Após seguir um caminho bem curtinho  (desktop>pessoais>vanessa>my pictures>outros>catum), encontrei a seguinte tirinha honesta do Dahmer, através da qual enfim tive a confirmação de que estava entre “os mais espertos” da turma:

dahmer

Eis a parte boa de anos e anos de desorganização: um banco de dados gigantesco, interessante e totalmente involuntário ao alcance de seu mouse. Diversão offline garantida. Se eu tiver de checar um por um dos meus arquivos, devo demorar meses nessa faxina.

Parece brincadeira

Recebi esse convite por e-mail.

livro

Me chamou a atenção a figurinha da esquerda: Você lê na capa: “A cereja do bolo” e na bolinha verde destacada: “Autor do best-seller ‘A azeitona da empada’”   …  :-)   Guardarei, nesse sorriso enigmático (ou nem tanto…risos..) a piada pronta, em toda sua incomensurável extensão. :-)

Me lembrei dos programas de TV favoritos do Garfield: “Vendo a grama crescer” e “Vendo a tinta secar”.

Eu vou ao lançamento, of course, sou colaboradora da Spaan, tenho que prestigiar. E estou em minha fase auto-ajúdica, faço questão de comprar um exemplar da cereja do bolo, se possível acompanhada de uma azeitona da empada. Brincadeirinhas e críticas de meu lado intelectual-literário arrogante-esnobe à parte, a sacada foi genial. Tivesse o indivíduo optado por outro título ou evitado mencionar o livro anterior no convite e eu jamais teria me preocupado em ver do que se tratava. Agora, juro, me interessei.

E falo sério sobre a minha fase auto-ajúdica, estou formulando novas teorias a respeito da literatura de auto-ajuda, pois considero que houve (e ainda há) uma injustiça em relação a esse tipo de livro, pois jogamos tudo no mesmo saco, indiscriminadamente. Ocorre que há a boa literatura de auto-ajuda, existe gente realmente competente e talentosa escrevendo auto-ajuda, sorry, o que posso fazer a respeito? E é melhor que seja assim. Já que não podemos eliminar essa literatura de nosso meio (afinal de contas, a grosso modo, ela está entre nós desde os tempos aristotélicos…), melhor incentivar a separação entre o joio e o trigo e buscar tirar dela o que ela tem de melhor.  De repente deveríamos encontrar um bom eufemismo para a boa auto-ajuda. Ela necessita de leitores com bom cérebro e sem preconceitos intelectualóides para mostrar a que veio, mas mostra, sim, senhor. Aceitemos a realidade. E deixemos de frescura.

Só espero não ter nenhuma indigestão… nem com a cereja do bolo, nem com a azeitona da empada…

Da série: Diálogos Insanos

Davison está incontrolável hoje. Uma vez por mês (ou menos) ele fica com vontade de comer carne. Hoje foi um desses dias e agora tem um pedaço de bicho morto (ok, sorry) na panela de pressão, e ele chegou com uma cara muito estranha (eu devia ter desconfiado!!! É cara de quem está tendo uma crise de trocadilho! Ele tem Transtorno de personalidade trocadilhesca):

-Que pena que você não vai comer a carne de panela.

-Não precisa ficar com pena, não, amor, não estou sofrendo, eu não como carne.

Então ele se revelou, como um psicótico alucinado que saca seu punhal com cara de maluco para atacar sua vítima distraída:
-Mas…e se eu assar um CONTRA filé??? Ou se eu cozinhar um VAZIO???

Eu já estou acostumada com a obsessão dele por trocadilhos infames e até me contaminei com isso, já que não consigo falar ou pensar em algo com potencial trocadilhístico sem me sentir obrigada a fazer a piada. Para fechar com chave de ouro, ele completou, antes de sair:

- Mas não se preocupe, porque eu vou deixar o coxão de fora.

Hein???

Só eu que não consegui entender direito o que raios é isso?

Aí ainda aparece: “Digite  o texto conforme o mostrado na caixa”…é brincadeira, não?

Digitei:WMMUNC e apareceu: “o texto que você digitou não corresponde ao texto exibido”

Jamais saberemos.

Diálogos insanos a qualquer hora – parteI

- Olha, amor, chegaram ao meu blog procurando por: qual ônibus pego para chegar ao hospital moinhos de vento? Assim, com interrogação no final.

- Coitada…a pessoa que entra no seu blog para tentar se encontrar é porque está muito perdida!

Hahahahahahahahaha…..depois ele ainda tenta consertar, dizendo: – Isso levando-se em conta o seu senso de localização geográfica….

Posted by Vanessa Lampert

Ministério da Educação fugiu da escola

O Ministério da Educação assina uma campanha publicitária que tem sido veiculada em emissoras de TV aberta e usa o seguinte jingle (melodia de “escravos de Jó″):

“Dos livros da escola temos que cuidar,

Não rabisque, não molhe, que ele vai durar!

Os livros que usamos outros poderão usar!”

Concordância passou longe e deu tchauzinho. Sim, você entendeu certo, o Ministério da Educação está dizendo que se você não rabiscar, nem rasgar, os livros da escola vai durar. Os livros da escola se transformam em uma entidade singular e crianças felizes cantam, em côro, uma musiquinha que carrega consigo um erro gramatical hediondo. O mais assustador é saber que isso passou pelo crivo do Ministério da Educação…  eu sou totalmente contra essa coisa de a criança não poder ficar com seus livros escolares, mas pensando bem, se isso espelha o nível do ensino público brasileiro e do seu material didático, talvez ao devolvê-los o aluno não esteja perdendo muita coisa.

Posted by Vanessa Lampert

Porque eu ando muito bem humorada

E sem medo de ser ridícula…hahahahaha… nos poucos intervalos de trabalho, preciso de algo que me relaxe a cabeça. Estava eu, linda e descabelada trabalhando em um rosto ao som de “A Flauta Mágica” de Mozart, pensando que as sopranos precisariam fazer sessões de fonoaudiologia para melhorar a dicção, porque não consigo entender UMA mísera palavra do que dizem. Porque eu entendo algumas palavras em alemão e italiano e entendo bem inglês, mas não importa o idioma, NUNCA entendo o que elas cantam. Se eu não tivesse lido a letra das músicas, jamais saberia do que se trata.

Então, por diversão, na ducentésima quinta vez que a pobre soprano esgoelava a Flauta Mágica, comecei a tentar entender, em português, o que ela cantava em alemão (ela reclamava várias vezes que estava sem saia). Quando não tiver nada para fazer, escreverei as legendas para que outras pessoas sem nada para fazer também se divirtam.  Ao comentar minha diversãozinha tosca com o Davison, ele me falou de uns vídeos “legendados” assim de umas músicas indianas (vê-se que meu marido tem menos o que fazer do que eu) e me mandou os links.

Sei que eu tinha uma reputação a zelar e sei também que eu não sou muito boa zeladora de reputações, porque adicionei aos meus vídeos favoritos do orkut as versões que mais me divertiram.

Ainda não consegui me entender com o trocinho de postar links, então meus dois leitores terão de fazer o processo jurássico de copiar o link e colar no navegador, caso também não tenham nada melhor para fazer:

Consegui colocar o link para o youtube (só não sei ainda como inserir o vídeo no post, mas descobrirei)

Rivaldo, sai desse lago

Segundo apurei, esse é um clássico. No entanto, em minha opinião, não é dos melhores. Mas por ser um ícone, me senti na obrigação de relacioná-lo aos favoritos:

Tônico com guaraná

Fiquei chocada com esse segundo vídeo. Os caras REALMENTE dizem “o surdo japonês vem buscar a bendita yara”!!! Não é possível! Entre outras coisas impublicáveis.

Soca a orelha

Esse foi muito bem produzido! E eu também não acredito que ele diga outra coisa.

Depois desses vídeos, virei fã do tal Prahbu Deva. Quando não tiver nada para fazer, vou buscar mais vídeos originais do cara para “traduzir”. Graças a Deus que eu raramente não tenho nada para fazer. Muito provavelmente essa será mais uma daquelas coisas que eu até gostaria de fazer, mas que ficam no rodapé das listas de prioridades, sempre, e eu me contento em querer um dia fazer, mesmo sabendo que jamais farei. Nesses casos vale mesmo a intenção. Mas a Flauta Mágica não me escapa!!!  E quem sabe, outras músicas clássicas. Sopranos, tremei!

PS: Caso prefiram, posso tentar postar os vídeos aqui. Mas preciso saber se preferem o vídeo aqui ou colar o link no navegador (é uma decisão muito difícil, pensem bem).

.