Mensagem às ovelhas

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“Eu mesmo apascentarei as Minhas ovelhas, e Eu as farei repousar, diz o Senhor Deus. A perdida buscarei, e a desgarrada tornarei a trazer, e a quebrada ligarei, e a enferma fortalecerei; mas a gorda e a forte destruirei; apascentá-las-ei com juízo. […] E farei com elas uma aliança de paz, e acabarei com as feras da Terra, e habitarão em segurança no deserto, e dormirão nos bosques.”
Ezequiel 34.15-16,25

O ser humano é um bichinho. Ovelhas que acabarão inevitavelmente sob o domínio de alguém. Ou do ladrão, ou de Deus. Ele promete repouso, cuidado e segurança, mas somente às ovelhas dEle. E promete também justiça contra as ovelhas fortes e gordas que prejudicam aquelas que estão sob os Seus cuidados:

“E quanto a vós, ó ovelhas Minhas, assim diz o Senhor Deus: Eis que Eu julgarei entre ovelhas e ovelhas, entre carneiros e bodes. Acaso não vos basta pastar os bons pastos, senão que pisais o resto de vossos pastos aos vossos pés? E não vos basta beber as águas claras, senão que sujais o resto com os vossos pés? E quanto às Minhas ovelhas elas pastarão o que haveis pisado com os vossos pés, e beberão o que haveis sujado com os vossos pés. Por isso o Senhor Deus assim lhes diz: Eis que Eu, Eu mesmo, julgarei entre a ovelha gorda e a ovelha magra. Porquanto com o lado e com o ombro dais empurrões, e com os vossos chifres escorneais todas as fracas, até que as espalhais para fora. Portanto livrarei as Minhas ovelhas, para que não sirvam mais de rapina, e julgarei entre ovelhas e ovelhas.”
Ezequiel 34.17-22

Neste mundo cansativo, competitivo e completamente desequilibrado, com tantas batalhas diárias e dificuldades na caminhada, quem não se interessa por promessas de descanso seguro no deserto? Quem não quer justiça, segurança?

Mas para isso, é preciso estar no pasto certo.

“Vós, pois, ó ovelhas Minhas, ovelhas do Meu pasto; homens sois; porém Eu sou o vosso Deus, diz o Senhor Deus.”
Ezequiel 34.31

Ovelhas do Meu pasto. As ovelhas de Deus estão no pasto dEle. Se alimentam do alimento que Ele dá: a Palavra de Deus e a comida do Senhor Jesus.

“Jesus disse-lhes: A Minha comida é fazer a vontade dAquele que Me enviou, e realizar a Sua obra.”
João 4.34

“Achando-se as Tuas palavras, logo as comi, e a Tua palavra foi para mim o gozo e alegria do meu coração; porque pelo Teu nome sou chamado, ó Senhor Deus dos Exércitos.”
Jeremias 15.16

Se alimentar da Palavra de Deus, conhecendo a Sua vontade, é pré-requisito para fazer a vontade de Deus e realizar a Sua obra. É assim que alguém se torna ovelha dEle, sendo chamado por Seu nome. E só é ovelha dEle quem ouve Sua voz e não ouve a voz do diabo.

“Aquele, porém, que entra pela porta é o pastor das ovelhas. A este o porteiro abre, e as ovelhas ouvem a sua voz, e chama pelo nome às suas ovelhas, e as traz para fora. E, quando tira para fora as suas ovelhas, vai adiante delas, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. Mas de modo nenhum seguirão o estranho, antes fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos. […] Eu sou a porta das ovelhas. Todos quantos vieram antes de Mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não os ouviram. Eu sou a porta; se alguém entrar por Mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens. O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; Eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância. Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas. Eu sou o bom Pastor, e conheço as Minhas ovelhas, e das Minhas sou conhecido.”

João 10.2-5,7

Ovelha do pasto de Jesus ouve apenas a voz dEle. De modo nenhum segue o estranho. Porque ela reconhece a voz dAquele que tem cuidado dela há tanto tempo. Sabe que, por Ele ser seu pastor, nada vai faltar para ela. Quando somos ovelhas do pasto de Jesus, sabemos que Ele nos faz deitar nos pastos mais verdinhos, suprindo todas as nossas necessidades. Ele nos guia mansamente a águas tranquilas. Guia mansamente, sem acusações, sem agressividade, sem dramas horríveis, sem torturas atrozes (só para você saber que essas coisas são obra e desgraça do ladrão, não do Pastor).

Ele nos guia em paz até as águas tranquilas, onde poderemos matar nossa sede da Sua Palavra, do Seu Espírito, da Sua Paz, da Vida Eterna. Ele traz refrigério à nossa alma, nos dá repouso, descanso, tranquilidade, alívio. Ele nos guia pelos caminhos da justiça, por amor do Seu nome, nos guardando do mal, nos justificando, nos fazendo saber por onde ir e o que fazer.  

Nossa confiança nEle é tão grande que ainda que andássemos pelo vale da sombra da morte, por lugares de maior ameaça e terror, não teríamos medo de sofrer nenhum mal, porque temos nosso amado Pastor ao nosso lado. Ele está conosco e nos sentimos seguros e protegidos por Sua Palavra, pela fé, a vara e o cajado que nos colocam no caminho certo e nos consolam em meio às dificuldades.

Ele prepara uma mesa para nós na presença dos nossos inimigos, diante do próprio diabo, que é obrigado a assistir enquanto Ele nos enche do Seu Espírito e nos transborda de alegria. Temos a convicção de que, por Ele estar conosco até o fim e por Ele ser benigno, misericordioso, justo e nos amar tanto, seremos seguidos pela bondade e pela misericórdia absolutamente todos os dias da nossa vida. E iremos morar com nosso amado Pastor por toda a Eternidade. (Pode conferir no Salmo 23)

 

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Leia também: A voz do pastor x a voz do ladrão  http://lampertop.com.br/?p=4345

A verdade sobre seus pensamentos http://lampertop.com.br/?p=4887

Agarre a corda! http://lampertop.com.br/?p=4412

PS. Pegando carona no assunto, caso alguém não esteja sabendo, vale o convite: estamos no propósito de ir todos os domingos ao Templo de Salomão (ou à Universal mais próxima) nessas últimas 23 semanas de 2018, na fé do Salmo 23, para nos aproximarmos do Bom Pastor. Fica o convite a quem se interessar. Os horários no Templo: 6h, 9h30 e 18h.

 

 

#JejumdeDaniel

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Estamos em uma jornada de 21 dias de jejum de informações e entretenimento chamado Jejum de Daniel, de 6 a 26 de agosto. Durante esses dias, os posts no blog serão voltados exclusivamente para o crescimento espiritual. Leia este post para entender melhor.

** Para quem não acompanhou ou para quem gostaria de rever os posts das edições anteriores do Jejum de Daniel neste blog, segue o link da categoria: http://lampertop.com.br/?cat=709 .

A fé desconectada do sentimento

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Quando falamos que fé não é sentimento, não estamos pregando uma fé psicopata, que passa por cima dos outros e não sente nada. Quando falamos que fé não é sentimento estamos defendendo uma fé que não tem sua base sobre os sentidos naturais.

A fé baseada em sentimento (fé emotiva) depende de estar se sentindo bem para estar bem. Depende que as circunstâncias (que chegam até ela pelos sentidos) estejam favoráveis ou que um “irmão” da igreja dê uma profecia (ou seja, depende de ouvir) para que possa crer. A pessoa que anda pela fé emotiva tem uma ideia muito errada da realidade.

Conheci uma mulher de muita fé, membro de uma outra denominação evangélica. Ela tinha vários testemunhos de coisas extraordinárias que Deus fez em sua vida ou através dela na vida dos outros. O problema é que ela só conseguia ter essa fé inabalável quando recebia uma profecia de algum profeta da igreja dela (sabe aquele pessoal que imposta a voz e diz com sotaque de divindade: “meu seeeervo”…? Pois é). Resultado: ficou viciada em profecia. Conhecia a Bíblia, dizia acreditar, mas a Palavra de Deus tinha menos força dentro dela do que a palavra de um homem que dizia falar por Deus.

Quando ela precisou da fé para si, não encontrou, pois dependia dos seus ouvidos físicos para decidir em que acreditar. Não ouviu profecia pessoal, mas ouviu palavra de morte dos médicos. Confessou para nós que não conseguia manter a fé enquanto via, ouvia e sentia o contrário. Não era de se espantar. A fé que se baseia nos sentidos físicos é fraca, volúvel — exatamente como os nossos sentimentos.

Mesmo que você não acredite em profecias revelatórias, muitas vezes fica esperando que as situações estejam favoráveis para crer. Se acontece algo contrário ao que você queria, já se desespera. Soube de gente que desistiu da fé porque ficou doente e, por não ter visto melhora dos sintomas nas correntes de oração, já concluiu que Deus não estava com ela, que nada do que ela pudesse fazer resolveria o problema e começou a enfraquecer na fé.

‪A fé precisa se desconectar do sentimento para se transformar naquilo que foi criada para ser: a convicção dos fatos que não se veem. Muitas vezes temos que continuar convictos mesmo vendo e sentindo o contrário. Por exemplo,crer que vai dar certo mesmo sentindo medo de falhar.‬

E a fé consciente, que não se baseia no que sentimos, tem que se basear em alguma outra coisa muito mais estável e garantida: naquilo que está escrito na Bíblia. Este é o fundamento sobre o qual construímos nossa vida: a Palavra de Deus, que, ao contrário dos nossos sentimentos, não muda, não mente, não erra e nunca se contradiz. A fé que se baseia nessa Palavra não vê impossíveis. Ela nos impulsiona adiante pelo caminho mesmo nos momentos mais difíceis. E é por meio dela que alcançamos aquilo que jamais imaginamos viver. 

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Quem faz isso permanece forte

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Temos que fazer uma escolha consciente das vozes a que decidimos ouvir. Querendo ou não, tudo aquilo que entra por nossos olhos e ouvidos (e o que deixamos descer para o coração, principalmente vindo de pessoas que  amamos ou admiramos) acaba sendo usado para construir nossa identidade e nossa forma de ver o mundo. É por isso que a Bíblia nos orienta a guardar o coração “porque dele procedem as fontes da vida”.

O alerta sobre guardar o coração é muito mais sério do que imaginamos. Dele procedem as fontes da vida, ou seja, o que vai jorrar para sustentar nossa vida é bombeado por ele. A água que sustenta nossa vida é colocada em nosso coração vinda das fontes de que bebemos quando lemos, vemos e ouvimos outras vozes por aí. São essas fontes que alimentam nossas próprias fontes da vida. E que usamos para alimentar quem está ao nosso redor (nossos filhos, amigos, alunos, etc). E das palavras que ouvimos formamos as crenças básicas que usaremos para interpretar o mundo e formar nossos pensamentos e sentimentos. Literalmente, sua vida DEPENDE das ideias que você permite entrar em seu coração.

Antigamente, uma das estratégias para invadir uma cidade murada que estivesse resistindo era contaminar as fontes de água. Era comum colocarem cadáveres em decomposição nas fontes para isso. Assim, se os habitantes da cidade bebessem daquela água, adoeceriam. Cedo ou tarde, seriam obrigados a abrir os portões e se render aos inimigos. Por isso, a cidade que quisesse se manter forte tinha que proteger suas fontes.

Hoje muitos se descuidam disso e têm permitido que o mal tenha acesso fácil às fontes da vida por meio do coração. Ideias podres deste mundo estão sendo plantadas no coração das pessoas de modo sutil e disfarçadas de “amor”, “justiça” e “igualdade”, mas na verdade não têm nada dessas virtudes e só levam as pessoas para mais longe da Fonte do verdadeiro Amor, da verdadeira Justiça, em Quem encontramos igualdade de direitos e oportunidades. Envenenada a fonte da cidade, é uma questão de tempo para que as portas sejam abertas aos invasores e a cidade — a vida da pessoa — seja completamente destruída, de dentro para fora.

Por isso, nossa escolha consciente e diária deve ser de encher nosso coração com os Pensamentos de Deus, a Palavra de Deus — a água da vida. E decidir (também conscientemente) rejeitar todos os pensamentos contrários, inclusive aqueles que parecem bons, mas que vêm de fontes contaminadas. Essa seleção consciente das vozes a que daremos ouvidos também é, de certa forma, sacrifício. Porque abrimos mão da nossa vontade de achar que “não tem nada de mais” naquela ideia que recebemos de fora, em seguir aquela pessoa nas redes sociais, em participar de determinado grupo no Facebook ou no WhatsApp, de ler determinado livro ou assistir a uma série que, no fundo, sabemos que nos contamina.

Sim, nossa fé é forte e pode resistir como os muros das cidades da antiguidade. Mas nossa Salvação é preciosa demais para ser desconsiderada. A cidade murada também é forte, mas nenhum rei inteligente usaria esse argumento como desculpa para deixar totalmente exposto o lugar de onde procedem suas fontes — e do qual depende sua vida e a de seu povo. A cidade só se tornou forte porque soube se proteger enquanto era fraca. Mas só permanecia forte quem sabia da importância de manter as medidas de segurança. Quem é inteligente segue as diretrizes do Manual de Segurança:

“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.” (Provérbios 4.23) 

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Sobre conhecer alguém

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O post de ontem falava sobre querer conhecer a Deus. E eu dei um exemplo do que não é querer conhecer alguém rs. Mas como a gente faz para conhecer uma pessoa? Eu soube da existência do Davison pela internet (não recomendo isso hoje em dia porque a internet hoje é uma bagunça; naquele tempo tinha só meia dúzia de nerds rs). Ele tinha um blog sobre o qual eu só tinha ouvido falar, até que resolvi entrar e gostei muito do que li. Era um blog de humor, assinado por um personagem que ele desenhava. Ninguém sabia quem era o escritor por trás do personagem, mas eu gostava do estilo e, apesar da curiosidade, não fazia questão de saber quem era aquela pessoa. E voltava lá, todos os dias, para ler.

É assim que acontece com muitas pessoas. Sabem que Deus existe, ouvem falar dEle, leem a respeito, acham legal, mas não têm mais do que uma curiosidade em conhecê-Lo. Mas isso pode evoluir para uma próxima etapa, como aconteceu comigo. Comecei a deixar comentários no blog e ele passou a gostar do que lia, também. Eu externava minhas opiniões a respeito do que ele escrevia. Um dia, ele disponibilizou no blog um endereço de e-mail para quem quisesse escrever para o personagem. Eu escrevi um e-mail elogiando a inteligência do criador do personagem, tentando conversar com a pessoa que estava escrevendo aquelas coisas. Ele me respondeu, mas com a linguagem do personagem…não revelou nada sobre si mesmo.

Quando você começa a se interessar mais por Deus e aprende a orar, às vezes não percebe resposta imediata. Ou a resposta até vem, mas Ele não se revela ainda a você (muito provavelmente porque você nem entenderia). Eu poderia ter pensado “ele não quer saber de mim. Mas é claro! Não estou no nível dele” e decidido nunca mais escrever para ele ou ler seu blog. Mas não tirei nenhuma conclusão precipitada daquela resposta.

Não continuei aquela conversa, mas continuei interessada no que ele dizia no blog. Os textos bem-humorados faziam uma crítica à sociedade, ao modo estranho de as pessoas viverem hoje, o que combinava com meu modo alienígena de pensar. O modo de ele enxergar o mundo era parecido com o meu em alguns aspectos, mas muito melhor em outros. Eu queria aprender mais, enxergar como ele enxergava, queria conhecê-lo melhor.

É assim quando a pessoa se interessa, de fato, em conhecer a Deus e passa a prestar atenção ao que lê na Bíblia e ao que ouve falar dEle. Percebe o quanto o modo de Ele ver as coisas é melhor do que o dela e quer conhecê-Lo melhor.

Certa vez, ele avisou que ficaria dez dias longe do blog. Nós, os leitores, já estávamos acostumados a ler seus posts diariamente. Continuamos entrando todos os dias, conversando entre nós, fazendo contagem regressiva para o dia em que ele voltaria. Até que se passaram dez dias…e nada. Onze dias…e nada. Doze dias…todo mundo já histérico, e ele, para nos acalmar, colocou uma mensagem de voz, interpretando o personagem, como o bom dublador que é. Quando ouvi aquela voz suave e bem modulada pela primeira vez, meu coração disparou! Ali eu entendi que havia uma pessoa por trás daquelas palavras de que eu gostava tanto. E eu queria conhecê-lo mais! Escrevi um e-mail elogiando a mensagem de voz. Eu fazia teatro e gostava tanto de boas interpretações quanto de bons textos, então expressei toda a minha admiração. Até o momento, não tinha percebido em mim nenhum interesse amoroso por ele, eu só queria conhecer aquela pessoa.

Então, ele me respondeu. Agora não mais como o personagem, mas como ele mesmo. Me passou o número do ICQ (o whatsapp da época rs) e começamos a conversar. Conversávamos todos os dias. Eu queria saber como ele era, então fazia perguntas e o deixava responder. Eu ouvia. Queria saber quais eram seus interesses, do que ele gostava, do que não gostava, como pensava, quais eram suas opiniões sobre as coisas e seus objetivos para o futuro. Eu passava o dia pensando no horário em que iria conversar com ele. Como meu computador não tinha microfone (era 2003, tá?), na maioria das vezes nossas conversas eram por texto. Eu queria ler o que ele dizia sobre si mesmo. Queria conhecer mais aquela pessoa tão fantástica à qual eu agora tinha acesso. Ele parecia mais inteligente do que eu, era cristão, era humilde, mas autoconfiante. Quando percebi que ele realmente era a pessoa que dizia ser, decidi: é com essa pessoa que eu quero passar o resto da minha vida.

Levou pouco mais de um mês para eu desconfiar que aquela amizade estava virando um namoro e três meses para que nos conhecêssemos pessoalmente. Quatro meses depois de conhecê-lo, larguei a faculdade e minha família e fui morar mais perto dele. Cheguei dia 23 de dezembro, ficamos noivos em maio e nos casamos em junho. Eu abri mão da minha vida porque conheci alguém muito mais importante do que todos os meus planos. Não sabia se iria conseguir terminar a faculdade, se iria conseguir um emprego. Senti muita falta da minha sobrinha, a quem eu era muito ligada, da minha mãe e do meu gato de 13 anos. O mais difícil foi deixá-los para trás. Mas eu tinha conhecido alguém com quem eu deveria passar a minha vida — eu tinha convicção disso.

E é assim que a gente age com uma pessoa a quem realmente quer conhecer: há um interesse sincero em saber quem a pessoa é. E, conforme ela fala de si mesma, nós não duvidamos do que ela diz. É claro que, sem saber se o Davison era quem ele dizia ser, fiz várias perguntas, ele me disse onde trabalhava, passou o endereço da própria casa (o doido), eu pesquisei, descobri que ele trabalhava mesmo naquela empresa, tinha se formado no que dizia ter se formado e enviei uma carta para a casa dele, sem avisar. Quando ele me mandou mensagem, todo feliz pela carta, eu tive a confirmação de que ele não tinha mentido a respeito do endereço onde morava. Mas quando você sabe que a pessoa que você quer conhecer não mente, não há por que duvidar. Se Ele diz que é misericordioso, Ele é misericordioso. Se Ele diz que perdoa aquele que se arrepende, Ele perdoa aquele que se arrepende. Se Ele diz que aceita quem chega até Ele, Ele aceita quem chega até Ele.

Entenda uma coisa: o selo do Espírito Santo é um selo. É uma marca de que aquela pessoa é filha dEle. É como a aliança que o Davison me deu. Ele me deu a aliança quando eu entreguei minha vida a ele. Mas e se eu estivesse em um relacionamento conturbado com ele, sabendo o que ele diz sobre si mesmo, convivendo e conhecendo um pouco melhor, mas sem acreditar no que ele diz, dando ouvidos a pessoas cujo único objetivo fosse nos separar? Como poderia receber alguma aliança sem acreditar nele? Porém, no momento em que eu decidisse deixar de ouvir essas pessoas e tivesse uma conversa séria com meu noivo, renovando meu compromisso com ele, pedindo perdão por tê-lo chamado de mentiroso, e me comprometendo a nunca mais dar ouvidos a palavras falsas, com certeza poderia receber essa Aliança.

Talvez o que lhe falte seja conhecer a Deus. Ou talvez o que lhe falte seja dar crédito ao que Ele diz e deixar de dar crédito ao que o detrator diz.

Você não está buscando uma “coisa” de Deus. E não pode fazer coisa nenhuma para comprar o que Ele tem para dar. Pare de pensar em “coisa”. O convite que Deus faz é por quem Ele é, não por quem você é. Ele vê você através dos olhos puros e bons que Ele tem. Ele quer você porque Ele é bom. E o perdão dEle não tem fim. A aceitação, também não. É isso o que eu quero dizer quando falo em buscar a Deus com leveza. É aceitar o convite dEle, parar de ouvir quem não merece ser ouvido e se aproximar dEle por quem Ele é.

O Espírito Santo não é um broche, um reconhecimento, uma coisa que vai transformar você em alguém querido por Deus. Não importa a situação em que você esteja, você já é querido por Deus. E se você decidiu segui-Lo, abandonou o erro e quer ser dEle, Ele já aceitou você. Continue andando com Ele e expressando a Ele a sua admiração. O Espírito Santo virá, não importa se hoje, amanhã ou depois, mas Ele certamente virá. 

“Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; a Sua saída, como a alva, é certa; e Ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.”
Oséias 6.3

 

#JejumdeDaniel 

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Estamos em uma jornada de 21 dias de jejum de informações e entretenimento chamado Jejum de Daniel, de 25 de janeiro a 14 de fevereiro. Durante esses dias, os posts no blog serão voltados exclusivamente para o crescimento espiritual. Leia este post para entender melhor.

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Entenda isso se ainda não recebeu o Espírito Santo

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Recebi algumas mensagens com teor semelhante. Leitoras desanimadas com o Jejum de Daniel porque ele já está terminando e elas ainda não receberam o Espírito Santo. Já vimos relatos de participantes que foram batizados com o Espírito Santo no último dia. Mas essas leitoras me disseram que já esperam sair tristes na quarta-feira (isso é usar a fé na palavra do diabo!). Ouvem o discurso do diabo e o escrevem, achando que estão expondo seus próprios pensamentos.

Acho que existe um demônio especializado em últimos dias do Jejum de Daniel, porque o discurso é sempre o mesmo. Ele diz que, se você não recebeu até agora, não vai receber nunca mais, que quarta será um dia horrível porque todo mundo vai sair feliz e você estará triste e vazio, que você não fez tal coisa (evangelização, oferta, sacrifício, oração, jejum, etc.) e que, por isso, não vai receber o Espírito Santo. As acusações vêm de todos os lados e você não percebe que o erro está, principalmente, em dar crédito a elas.

Tenho a impressão de que a raiz desse problema está em (ainda que inconscientemente) ver o batismo com o Espírito Santo como uma coisa que Deus pode dar. Como um distintivo. E o selo se torna um objeto que Deus está segurando na mão e que tem o poder de fazer tudo dar certo na sua vida e lhe dar a vida que você tanto quer. Então, você busca. Com todas as suas forças, você busca aquele selo. Você tem sede daquela coisa, de verdade. Sente que tem um vazio dentro de você e quer preenchê-lo. “Derrama essa coisa dentro de mim logo, Deus!”

Todo mundo buscando, todo mundo recebendo, um monte de testemunhos…e é como se você estivesse em um shopping no natal, papai noel distribuindo pirulito para todas as crianças, olha para você com os bracinhos estendidos, mas deliberadamente não lhe dá, porque você não foi uma criança boazinha. “Mas eu não fiz nada! Eu não faço nada de errado!” E lá vai o diabo na sua cabeça, tentando escavar alguma acusação para encher sua mente e trazer dúvidas. “Ah, mas você não merece porque fez x ou y.” E você fica pensando “puxa, é… eu fiz x ou y…não mereço nada…me chicoteia, papai noel!”.

Seria bom entender exatamente o que você tem feito, para começar a fazer direito. Primeiro, o Espírito Santo não é um distintivo, Ele é uma pessoa. É como se chegasse uma pessoa nova na sua casa; alguém a quem você garante querer conhecer. Quando esse seu convidado chega, você já começa a perguntar:

— Você é rico? Você trouxe dinheiro com você? Me dá esse broche de ouro para eu pendurar na minha blusa?

Você não deixa o convidado responder, nem dizer coisa alguma. O interesse está no que ele pode dar, não em quem ele é. E — pior — abre a porta para um ladrão que odeia o seu convidado e começa a ouvir o que ele tem a dizer a respeito do seu convidado. O ladrão diz:

— Ah, ele não está nem aí para você. Por que ele vai olhar para você? Uma criatura tão desprezível, que não serve para nada e nunca vai ter nada de bom na vida. Ele não vai vir até você! Você nunca vai ter esse broche.

(E…tipo…o convidado está ali, na sua frente, mas o ladrão diz que ele não vai vir e você acredita…. Oi?) Você acredita, repete e começa a bater o maior papo com o ladrão, enquanto o convidado está ignorado no canto do sofá. Ele está ali, mas nem uma vez você tentou se aproximar e ouvi-lo. De vez em quando, você vira para ele e pede o broche. E você começa a chorar desesperadamente, abraçado ao ladrão, dizendo:

— Eu sei que não vou receber o broche, não estou entendendo por que isso está acontecendo! Eu quero tanto conhecê-lo, mas ele não me responde!

Será mesmo que isso é querer conhecer alguém?

Muito mais importante do que FAZER qualquer coisa para Deus é crer nEle. E a Palavra dEle diz que Ele é misericordioso, que aceita quem vem até Ele, que perdoa quem se arrepende. Essa é a verdade. Ficar antecipando o pior não condiz com o pensamento da fé, é palavra do ladrão. Acreditar nas dúvidas não condiz com o pensamento da fé, é palavra do ladrão.

Em vez de ficar caçando erros em si mesmo e aceitando todas as acusações do ladrão na sua cabeça, a ponto de usá-las como base para agir, busque ter um relacionamento com Deus, acreditando naquilo que Ele diz. Não fique ansioso para receber o batismo com o Espírito Santo, isso vem como consequência. Tenho a impressão de que as pessoas acham que precisam ser batizadas com o Espírito Santo para conseguir ser de Deus, como se fosse uma poção mágica que lhes desse forças para resistir ao diabo.

O Espírito Santo não é uma coisa que a gente recebe para ter condições de ser de Deus. O Espírito Santo é Deus dentro de nós para nos dar condições de permanecer na fé e salvar outras pessoas. É possível se tornar de Deus antes de receber o Espírito Santo, basta se arrepender de seus pecados (ou seja, reconhecer o erro e decidir não errar de novo), entregar sua vida e seus pensamentos para Ele (e, principalmente, o gerador desses pensamentos, que está ligado aos sentimentos) e obedecer. Abraão não era batizado com o Espírito Santo e foi chamado amigo de Deus. Se o batismo com o Espírito Santo fosse necessário para a pessoa SE TORNAR de Deus, Ele não teria tido nenhum amigo antes do batismo estar disponível.

O erro está em acreditar no pensamento que diz que Deus está distante de quem não é batizado com o Espírito Santo. Ele não está distante de quem O busca, isso iria contra a Palavra dEle e, logo, é uma mentira. Sendo uma mentira, é palavra do diabo. Favor reconhecer e jogar no lixo tudo aquilo que é palavra do diabo. Deus está perto de todos os que O invocam em verdade. Então, a luta do diabo é fazer você ficar mergulhado na mentira que ele inventa. Assim, você se afasta de Deus e não se permite conhecê-Lo e nascer dEle.

Se a sua consciência acusa você de alguma coisa, peça perdão a Deus e decida nunca mais cometer esse erro. Pronto, está perdoado. Agora, se esforce para andar no Caminho. Mas se a sua consciência não o acusa de nada, se você tem buscado andar corretamente, não fazer a ninguém o que não gostaria que fizessem com você, então a única coisa que Deus pede de você é que pare de dar ouvidos para o diabo e passe a dar ouvidos à voz de Deus. É mais fácil, porque você tem uma única coisa a obedecer:

“Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.” 

Tiago 4.7  

 

PS. Amanhã pela manhã publico o último post do Jejum, continuação desse assunto, falando sobre como a gente faz quando quer conhecer alguém.

 

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Como vencer a si mesmo

Como vencer a si mesmo

A cada vez que converso com as seguranças do Templo de Salomão, mais me espanto com as histórias de criatividade das pessoas para entrarem com produtos não permitidos, como celulares e objetos cortantes. Por que raios alguém faz um malabarismo esdrúxulo para conseguir passar com um celular, sendo que não precisará ficar mais do que duas horas longe dele se o deixar no guarda-volumes?

Desde a queda do primeiro homem, o ser humano é naturalmente predisposto à desobediência. Mas temos o poder de decidir pela obediência ou pela desobediência. O problema é que, quando você faz todas as vontades das suas emoções, quando segue todos os seus impulsos, fica bem mais difícil conseguir obedecer à voz da razão ou da fé racional. Por isso, muito mais importante do que o que faz em momentos pontuais de crise, é importante manter uma atitude diária de inteligência e obediência nas pequenas coisas.

Lembro de uma menina que foi à emergência de um hospital mentindo que estava com determinados sintomas, com o objetivo de conseguir um atestado para abonar a falta, porque não estava a fim de trabalhar naquele dia. Como “ninguém” saberia que era mentira (estava mentindo para o médico para conseguir uma forma de mentir para o chefe…), ela achou que aquela atitude era justificável. Não é, em nenhuma instância. Mentira e engano nunca são justificáveis. Pensar mal dos outros, odiar as pessoas, guardar mágoa e alimentar pensamentos negativos entram nessa lista, também.

“Porquanto não se executa logo o juízo sobre a má obra, por isso o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para fazer o mal.”

Eclesiastes 8.11

É a ilusão de impunidade que leva as pessoas à desobediência. E vemos claramente aí quem é a fonte dessa desobediência: o coração. O coração humano está inteiramente disposto para fazer o mal…por isso, o melhor que alguém pode fazer (não só quem quer ser filho de Deus, mas também quem quer ser civilizado) é deixar de alimentar o coração. Você não vai desconsiderar os bons sentimentos, mas não é preciso fazer todas as vontades do coração. Dizer “não” à vontade de ficar alimentando aquele pensamento negativo, por exemplo. Decidir não acreditar na impressão ruim que você teve… Tudo isso está em nossas mãos, caso contrário, o alerta abaixo não viria com o conselho do que escolher:

“Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, amando ao Senhor teu Deus, dando ouvidos à Sua voz, e achegando-te a Ele; pois Ele é a tua vida, e o prolongamento dos teus dias; para que fiques na terra que o Senhor jurou a teus pais, a Abraão, a Isaque, e a Jacó, que lhes havia de dar.”


Deuteronômio 30.19,20

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PS: Dê uma olhada nesse vídeo em que o Bp. Guaracy fala mais a respeito de vencer a si mesmo: https://youtu.be/LiV4LqUs5-U

PS2. A dificuldade de manter o ritmo das postagens é por questões de saúde (depois falo sobre isso, mas estou melhorando). O máximo que consegui fazer nesses dias foi comentar a novela Apocalipse no Twitter (exige bem menos do que completar um post). A hashtag de terça é #Apocalipse61

 

#JejumdeDaniel 

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Estamos em uma jornada de 21 dias de jejum de informações e entretenimento chamado Jejum de Daniel, de 25 de janeiro a 14 de fevereiro. Durante esses dias, os posts no blog serão voltados exclusivamente para o crescimento espiritual. Leia este post para entender melhor.

** Para quem não acompanhou ou para quem gostaria de rever os posts das edições anteriores do Jejum de Daniel neste blog, segue o link da categoria: http://lampertop.com.br/?cat=709 .

Arrebatamento

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Na terça-feira dia 6 de fevereiro vai mostrar o arrebatamento na novela Apocalipse, na RecordTV. Pela primeira vez na história do Brasil uma novela mostra o arrebatamento bíblico em rede nacional. Em países de cultura protestante, as pessoas sabem do que se trata, já vi menções ao “rapture” (arrebatamento) até em ficção secular norte-americana. Mas aqui no Brasil a maioria não faz a menor ideia do que seja. A ignorância é tanta que um jornalista de site de fofoca chegou a dizer que Apocalipse teria “uma onda de mortes de personagens” e que só os vilões ficariam (outra sem noção disse que os vilões sumiriam e os bonzinhos ficariam…parecia artigo encomendado pela equipe de marketing do anticristo). Houve quem especulasse que a tal “onda de mortes” seria estratégia para mudar a novela em busca de audiência.

Porém, um comentário que vi no Twitter ilustra perfeitamente a ignorância a respeito do tema. Um perfil fake criado para criticar a novela tuitou: “o primeiro a ser arrebatado será o anticristo como o dono da record”. Na tentativa de ofender o Bispo Macedo, a pessoa disse que ele seria o primeiro a ser arrebatado…só percebi que tinha tentado ofender por causa da palavra anticristo rs.

Arrebatamento não é onda de mortes nem chacina. Nenhum arrebatado morre, pelo contrário, sobe vivo para o Céu, como aconteceu com Elias e Enoque na Bíblia. Vou dar uma explicação do que é o arrebatamento e falaremos mais sobre o apocalipse nos próximos dias.

Arrebatamento será o momento em que o povo de Deus será retirado da Terra para evitar passar pelo horror que está previsto acontecer com este mundo. E quem é o povo de Deus? São os crentes? Os religiosos? Não.

Quem vai ficar e quem vai subir?

O critério para participar do arrebatamento é estar salvo. Por isso, todas as crianças desaparecerão (a Bíblia diz “ai das grávidas e das que amamentarem naquele dia”, porque não vai ser fácil). Já para os adultos, que já passaram da idade da razão e têm conhecimento do bem e do mal, é necessário que façam uma escolha. A salvação da alma não está ligada a religião, mas sim a estar dentro da lista dos que aceitaram o pagamento que foi feito por seu resgate.

Para manter a salvação até o fim é necessário andar dentro dos padrões de justiça estabelecidos por Deus. Não é preciso ser perfeito, apenas pautar sua vida nesses princípios éticos. A Bíblia os resume em: fazer pelos outros o que gostaria que fizessem por você e também amar a Deus sobre todas as coisas (o que obviamente engloba abrir mão daquilo que não agrada a Ele, como, por exemplo, o “direito” que a gente acha que tem de se magoar quando alguém nos ofende).

Vejo o arrebatamento como o grande voo para o céu. Jesus já pagou nossa passagem, mas só teremos direito a entrar no avião se deixarmos para trás nossas malas e pegarmos as passagens com Ele. Se a pessoa não quiser abrir mão da bagagem, de acordo com as orientações dEle, não vai caber no avião e não conseguirá pegar a passagem (a entrada para o lugar em que Ele nos entrega as passagens é muito estreita e ninguém passa com bagagem). Sem passagem, a pessoa vai perder o voo. Ela tinha direito à passagem, mas não quis pagar o preço de deixar a bagagem e passar pela porta estreita para pegar o ticket. É por isso que muitos vão ficar. Não basta ser bonzinho. Porque ninguém seria bonzinho o suficiente. Diante de Deus, um mentiroso, um hipócrita ou um fofoqueiro não é melhor do que um ladrão, um adúltero ou um assassino.

Na novela, o último episódio antes do arrebatamento criou um suspense que só quem entende essa questão da porta estreita e dos critérios para pegar o voo é que captou. Aqueles personagens que a gente tinha certeza de que iam subir, estavam enfrentando injustiças, traições, momentos difíceis que mexem com as emoções de qualquer um. E são nesses momentos que somos provados, porque podemos reagir da maneira errada (com mágoa, ódio etc.) ou da maneira correta (perdoar, dar a outra face, entregar a Deus para que Ele faça a justiça, não pensar mal ou falar mal da pessoa, não se vitimizar etc.). Então, o capítulo terminou com uma galera arriscada a ficar se ouvisse a voz do coração.
Algumas questões práticas:

O que acontecerá antes do arrebatamento

Algumas pessoas questionaram o modo como o capítulo de segunda terminou. Nada de trombetas, de desastres, nada — digamos assim — apocalíptico. Se o arrebatamento seria na terça, como não aconteceu nenhum horror na segunda? É simples: não vai ter aviso algum. Segundo a Bíblia, o aviso de que o arrebatamento está próximo é o conjunto de sinais dos tempos — coisas que já estão acontecendo hoje.

Acho que a ideia é fazer mais ou menos como vai ser, mesmo. Na Bíblia diz que as pessoas estarão vivendo normalmente e, de repente, algumas desaparecerão. Os desastres acontecem depois do arrebatamento.

“E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem.
Então, estando dois no campo, será levado um, e deixado o outro; estando duas moendo no moinho, será levada uma, e deixada outra. Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor. Mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa. Por isso, estai vós apercebidos também; porque o Filho do homem há de vir à hora em que não penseis.”
Mateus 24.37-44

Na verdade, o mais assustador é justamente isso, não vai ter aviso. Quando Jesus chega para lutar lá no final dos 7 anos de governo do anticristo, tem bastante barulho e horror, mas no arrebatamento as pessoas simplesmente desaparecem e alguma coisa muda no ambiente, mas ninguém sabe o que é.

O que esperar para depois do arrebatamento: a novela vai terminar?
Na verdade, agora é que a novela começa. A Bíblia fala das “taças da ira de Deus”, e para que elas sejam derramadas, é necessário que o povo dEle seja retirado (assim como no Egito o povo foi poupado das pragas, não faria sentido algum o povo que já foi comprado por Deus receber o cálice da ira…). O Espírito Santo também é retirado, e isso abre espaço para o controle total do anticristo sobre o mundo. O próprio Senhor Jesus nos orienta a vigiar para evitar estar neste mundo quando o horror acontecer:

“Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer, e de estar em pé diante do Filho do homem.”
Lucas 21.36

Passei a noite ontem anunciando no Twitter e no Instagram: amanhã será o arrebatamento! — me referindo, obviamente, ao grande momento da novela Apocalipse. Mas depois, fiquei pensando…um dia isso será verdade. Um dia, amanhã será o arrebatamento. E as pessoas estarão assim como os personagens: desavisados, cada um cuidando de suas próprias vidas, preocupados com seus problemas, sofrendo injustiças, se deparando com escolhas e decisões que precisam tomar. Um dia, do nada, milhares de pessoas vão desaparecer, inclusive todas as crianças. Um dia, do nada, o mundo inteiro vai mudar. E se você pudesse saber antes? Se tivesse consciência de que esse dia virá?


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P.S: Falarei em um próximo post sobre o que está previsto acontecer nos primeiros três anos e meio do governo do anticristo e também nos últimos três anos e meio. E provavelmente comentarei sobre o capítulo do arrebatamento, que marca a nova fase da novela. Começa daqui a alguns minutos…e já estou entusiasmadíssima, é meu assunto preferido.

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Tire o peso

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Abster-se de conteúdo secular por 21 dias não é difícil. O difícil mesmo é entender que o objetivo de fazer isso é focar nas coisas de Deus. Então, não adianta só se abster de conteúdo secular se sua cabeça está no discurso negativo do diabo.

Deus não espera perfeição religiosa de ninguém. Na verdade, esse negócio de religião nem foi criado por Ele. O que Ele quer e sempre quis foi formar um povo que fosse dEle. Um grupo de pessoas que estivesse com Ele por vontade própria, que O conhecesse e tivesse um relacionamento com Ele baseado em confiança (coisa, aliás, que todos nós buscamos…por que formamos família se não por querer nos cercar de pessoas que amamos e em quem confiamos — e que confiam em nós e nos amam?). Deus quer um povo, não religiosos-robôs.

Se você quer se aproximar de Deus, Ele já começa a se aproximar de você. Quando você se arrepende dos seus erros e começa a mudar o rumo da sua vida, deixando de mentir, de andar na injustiça, se esforçando para agir de acordo com a Palavra dEle, já se coloca ao lado dEle. Quando você entrega a Ele a sua vida, com seus medos, seu futuro, seu passado e suas vontades, Ele coloca você debaixo das asas dEle. Mesmo se você ainda não tiver sido batizado com o Espírito Santo, Ele está ao seu lado, ajudando, orientando, direcionando e preparando para receber esse selo.

Busque a Deus com leveza. Tire o peso. O fardo de Jesus é leve. Essa é uma escolha que você pode fazer, de aceitar que Deus está com você e que Ele quer mudar sua vida. E que o fardo é leve.

Olhe bem para a sua vida, para o que você tem permitido habitar seus pensamentos. Veja se o jejum chegou dentro de você ou se ainda está só no exterior. Se estiver só do lado de fora, aproveite para colocar dentro de si. Todo esse tempo que você tem usado para pensar bobagem, para alimentar mágoa, tristeza, dramas e coisas igualmente inúteis pode ser melhor aproveitado com meditação naquilo que realmente vai fazer diferença na sua vida.

Viu ou ouviu uma palavra bacana? Fique pensando nela. Por exemplo, hoje ouvi na reunião que o pessoal que foi batizado com Espírito Santo em Atos 10.44 foi batizado enquanto ouvia a Palavra. Com certeza não estavam ouvindo de qualquer jeito, né? O pastor disse que certamente eles estavam ali colocando toda a força em ouvir e absorver o que ouviam. Não estavam pensando na morte da bezerra, nas contas a pagar ou na comida que fariam para o almoço. Estavam com toda a atenção aplicada ali, naquele momento, naquelas palavras.

E é assim que temos que fazer com as coisas de Deus. É assim que temos que fazer esse Jejum de Daniel. Fiquei pensando nisso hoje. Pensando no quanto a Palavra de Deus é exata. Se a gente colocar toda a nossa atenção, toda a nossa força em absorver o que Deus nos diz, não sobra espaço para dúvida ou medo.

Assim como dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço, pensamentos opostos, como fé e dúvida, não ocupam o mesmo lugar na cabeça. Ou sua cabeça está cheia de pensamentos de fé ou está cheia de pensamentos de dúvida. E só quem pode chutar um e encher com o outro é você.

 

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#JejumdeDaniel #Dia7

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Será que é possível?

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Estava hoje meditando na passagem de Ezequiel 37.1-6. O profeta Ezequiel narra o momento em que Deus o coloca no meio de um vale cheio de ossos. Já li essa passagem um milhão de vezes, mas nunca tinha me dado conta do que percebi hoje.

“Veio sobre mim a mão do SENHOR, e Ele me fez sair no Espírito do SENHOR, e me pôs no meio de um vale que estava cheio de ossos. E me fez passar em volta deles; e eis que eram mui numerosos sobre a face do vale, e eis que estavam sequíssimos.”

Perceba a imagem. Havia muitos ossos naquele vale, ele diz que eram “mui numerosos sobre a face do vale”, ou seja, praticamente um “mar de ossos”. E, segundo o relato, não estavam apenas secos, mas sequíssimos. A julgar pelo restante do livro, Ezequiel não me parece ser uma pessoa muito dramática, que usa superlativos à toa. Ele só diria que os ossos estavam sequíssimos se realmente estivessem assim. Já deveriam estar rachados, esfarelando, em uma situação além de qualquer esperança. Estavam prestes a virar pó. Então, diante daquela situação irreversível, Deus pergunta:

“E me disse: Filho do homem, porventura viverão estes ossos? E eu disse: Senhor Deus, Tu o sabes.”

Olha que coisa linda. Ezequiel já conhece tanto a Deus que nem se arrisca a dizer “é impossível”. Ele sabe que Deus é surpreendente. Quando Deus faz uma pergunta cuja resposta (humanamente falando) seria: “é impossível”, a pessoa que conhece Deus de verdade e que está olhando as coisas sob o ponto de vista certo só poderia responder: Senhor Deus, só o Senhor sabe. Só Ele sabe o que é possível e como é possível. 

Só Deus tem autoridade para dizer se algo é ou não possível. O gerente do banco não tem autoridade para isso, o amigo não tem autoridade para isso, o especialista x ou y não tem autoridade para isso, o advogado não tem autoridade para isso, o juiz não tem autoridade para isso, o médico não tem autoridade para isso. Seus pensamentos negativos não têm autoridade para dizer que algo é impossível, que não tem jeito ou que você não vai conseguir. Ninguém pode dizer que algo é impossível, nem o profeta se atreveu! 

A resposta de Ezequiel é a resposta de alguém que está na dependência de Deus. É a resposta de quem sabe que Ele trabalha em outra dimensão, que a realidade, quando está nas mãos dEle, pode ser dobrada ou desdobrada do jeito que Ele quiser. Quando a gente confia em Deus, sabe que pode esperar dEle o impossível.

“Então me disse: Profetiza sobre estes ossos, e dize-lhes: Ossos secos, ouvi a palavra do Senhor. Assim diz o Senhor DEUS a estes ossos: Eis que farei entrar em vós o espírito, e vivereis. E porei nervos sobre vós e farei crescer carne sobre vós, e sobre vós estenderei pele, e porei em vós o espírito, e vivereis, e sabereis que Eu sou o Senhor.”
Ezequiel 37.1-6

Então essa era a diferença de Ezequiel: Deus já tinha colocado nele o Espírito. Por isso ele conhecia Deus, sabia quem Deus era e sabia o que esperar dEle. Ao ver uma situação aparentemente impossível e ser confrontado com aquela pergunta: “filho do homem, porventura viverão estes ossos?” a única resposta que Ezequiel poderia dar era a que ele, de fato, deu: Senhor Deus, TU o sabes. 

Não sei você, mas eu nunca mais vou ver uma situação aparentemente impossível da mesma forma. E nunca mais vou responder a uma dúvida com medo. Diante de um “será que vou conseguir?” direciono a resposta a Deus: “Senhor Deus, TU o sabes“. E que Ele dê a resposta diretamente ao problema, para que eu possa profetizar a Palavra que traz à existência o impossível. 

 

 

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#JejumdeDaniel #Dia5 #Dia6

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Você quer se livrar do problema?

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“Os justos clamam, e o Senhor os ouve, e os livra de todas as suas angústias.”
Salmos 34.17

O justo clama e o Senhor ouve e o livra de todas as angústias. Ele ouve no exato momento em que pedimos, mas o livramento nem sempre é imediato. Mas esse clamor é o clamor de quem quer se livrar do problema e não de quem só se acostumou a lamentar.

Porque, por mais incrível que pareça, algumas pessoas não querem se livrar de seus problemas. Elas até dizem que querem, que não suportam mais, mas quando alguém apresenta uma solução, um caminho ou mesmo uma esperança, ela se enche de justificativas para explicar por que não vai dar certo.

Muitas vezes nossas dificuldades pessoais alimentam a pena que sentimos de nós mesmos e, de algum modo doentio, essa pena faz com que nos sintamos importantes. É como se o universo conspirasse contra nós para nos trazer problemas infinitos ou nos impedir de conquistar algo que queremos muito. E se o universo conspira contra nós, isso nos torna importantes, não? Imagina só, o universo inteiro conspirando contra mim…uau…eu devo ser alguém!

O problema é que esse tipo de atitude infantil enfraquece nossa fé e entramos em um ciclo de insanidade. Remoer problemas enfraquece a fé e a fé fraca nos leva a remoer problemas. Um bom exemplo disso, para quem está acompanhando a novela Apocalipse, é a personagem Esmirna. Ela é uma mulher de fé, mas atualmente parece mais uma mulher religiosa, porque essa mania de sentir pena de si mesma tem feito com que a fé dela quase não seja vista.

A gente percebe a fé porque em todo momento de dificuldade parece que ela vai desabar e ela não desaba. Mas não passa daí. Ela teria condições de brigar contra essa situação, orar com a convicção de que está sendo ouvida, mesmo que a resposta não viesse de imediato. Ela permaneceria forte e teria sabedoria para lidar com os problemas e injustiças sem se abater, até que finalmente os vencesse.

Finalmente alguém disse algo parecido com ela. Quando foi se lamentar com a amiga Letícia, perguntando o porquê de sofrer tanto, ouviu que deveria parar de sentir pena de si mesma e reagir pela fé. É a fé que nos faz tomar atitude e também nos dá força para suportar as dificuldades de cabeça erguida e com paz (não em desespero e autocomiseração). É a fé que nos dá paciência para aguardar o cumprimento da promessa, o livramento, a resposta que tanto queremos. A fé sem drama. A fé sem “oh! O universo conspira contra mim!”.

Parece meio cruel dizer para alguém que realmente está passando por dramas que essa pessoa não deve se entregar a dramas. Mas se o que você quer é resolver esses dramas de uma vez por todas, o único caminho é esse apertado aí.

O Senhor ouve e livra àqueles que clamam por livramento. Então clame por livramento e a resposta virá.

 

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PS. Para ver a cena da conversa entre Letícia e Esmirna, clique aqui

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#JejumdeDaniel #Dia4

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O Espírito e o sentimento

“Eu já li o livro “Bom dia Espírito Santo”, mas confesso somente absorvi o fato de aprender a tratá-Lo como pessoa, o que eu não fazia. O livro não teve influência no meu comportamento em sensações, pois tenho orado e pedido a Deus entendido para obedecer a Sua palavra e fazer a Sua vontade. Mas o que gerou dúvida aqui foi: como a irmã fala sobre experiência sobrenatural que não pode ser, mas nós sentimos a presença Dele, meu Deus tudo que senti é carne, falei em línguas ( e sabia o que falava), senti uma alegria que parecia não ter fim, estou tão confusa, porque eu sinto a presença do Espírito Santo em todo o tempo, converso com Ele 24 horas, sinto Ele como meu Fiel e verdadeiro amigo. “[…] vou derramar meu Espírito sobre todo tipo de gente – Seus filhos vão profetizar e também suas filhas. Seus jovens terão visões e seus velhos terão sonhos. Vou derramar meu Espírito até sobre os escravos, tanto homens quanto mulheres” (Jl 2.28-29). Mas pareceu tudo irreal ao ler a resenha. Como se as sensações que tive foram mentiras. E eu sinto Ele comigo, pois é quem me direciona em toda minha vida.”

Rosângela

Rosângela, se você está buscando em Deus entendimento para obedecer à Palavra dEle, então com certeza Ele lhe dará. Vou tentar explicar melhor, espero que esclareça sua dúvida. Sim, falar em línguas é um dom do Espírito Santo e, como humanos, podemos ter emoções relacionadas à experiência sobrenatural. Sentir-se bem na presença de Deus é natural também, afinal de contas, Ele é Deus, não tem como nos sentirmos mal em Sua presença. Isso, porém, não é indicativo de que Deus está conosco ou não.

Se em vez de “porque eu sinto a presença do Espírito Santo em todo o tempo, converso com Ele 24 horas, sinto Ele como meu Fiel e verdadeiro amigo. […] eu sinto Ele comigo, pois é quem me direciona em toda minha vida.” o que você quis dizer foi “porque eu sei que o Espírito Santo está comigo em todo o tempo, converso com Ele 24 horas, tenho Ele como meu Fiel e verdadeiro amigo. […] eu sei que Ele está comigo, pois é quem me direciona em toda minha vida.”, significa que sua certeza independe do que você sente. Se um dia acordar desanimada, com TPM, vendo tudo cinza, ou se algo acontecer e virar sua vida de cabeça para baixo, sua convicção se manterá e você correrá para falar com Deus, sentindo a presença dEle ou não, porque SABE que Ele é com você em TODO o tempo. Mas se você realmente quis dizer o que disse, aí tem toda razão de estar confusa, pois está misturando sentimento e fé.

Podemos não sentir a presença de Deus em algum determinado momento, mas se a Palavra dEle afirma que Ele está conosco, Ele está conosco, mesmo quando não O sentimos. É um problema quando a pessoa fica querendo definir sua vida espiritual pelo que sente ou deixa de sentir. Se sente a presença de Deus, sua fé fica forte diante dos problemas, mas se por alguma razão não sente a presença de Deus, então se inunda de dúvidas e se enfraquece. A fé bíblica não é assim, ela não é definida por sentimentos e sensações. Ela não pode depender de sentir ou deixar de sentir. E é justamente por isso que o Espírito Santo não pode ser medido pelo que sentimos ou que não sentimos. O que nos mostra que alguém foi batizado é a presença da totalidade do Fruto do Espírito (e a ausência dos frutos da carne):

“Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, fornicação, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.
Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.
Gálatas 5.19-22

A alegria (gozo) que faz parte do fruto do Espírito não é um sentimento, é um estado constante. Durante a busca, podemos, sim, sentir uma alegria extrema, podemos até chorar de emoção. Como eu disse, somos humanos. Mas a Alegria que define a presença do Espírito é muito mais profunda do que uma simples emoção. A palavra usada para descrevê-la significa algo como “prazer calmo”, é um preenchimento profundo que nos acalma e dá prazer permanente.

O amor do fruto do Espírito também não é um sentimento. É uma disposição de espírito que nos leva a dar aos outros aquilo que desejaríamos receber (o amor de 1 Coríntios 13, por exemplo, não é um sentimento, pois é contrário à inclinação egoísta do coração humano). A longanimidade do fruto do Espírito é uma força espiritual paciente, que nos permite suportar o que nosso impulso emocional jamais permitiria, mesmo com toda a paciência do mundo. A benignidade do fruto do Espírito é a integridade de caráter e a bondade é aquela expressa no cuidado com os outros.

A paz do fruto do Espírito é o descanso profundo da alma, que independe do que acontece do lado de fora. Está ligada à confiança na Palavra de Deus e é o contrário de ansiedade e desespero. A mansidão do fruto do Espírito é um caráter humilde, ou seja, o contrário do orgulhoso e inflexível. O manso sabe ouvir, obedece a Deus e reconhece seus erros.

A fé é a convicção daquilo que não se vê. É a certeza. O contrário da dúvida. Ela também independe do que se sente ou do que se vê, porque é definida pela convicção do que não se vê. A pessoa pode estar sentindo e vendo o contrário, mas nada disso muda o que ela crê. E a temperança é o autocontrole, o domínio de si mesmo, a capacidade sobrenatural de controlar suas ações, reações e temperamento.

Como vê, absolutamente NADA do Fruto do Espírito tem relação com sentimento ou emoção. É tudo do Espírito, afinal, e não do coração. Esse é o critério que a Bíblia nos dá para avaliar a presença do Espírito Santo em nós. Se temos todos esses traços de caráter, temos o Espírito Santo. Se não temos essas características, não O temos em nós.

Aliás, foi justamente isso que me levou a enxergar que não tinha o Espírito Santo — e passar a buscá-Lo pelos motivos certos. Já tinha sentido a presença de Deus, já tinha sentido isso e aquilo, mas era uma pessoa que não tinha domínio próprio, nem alegria, nem paz, muito menos mansidão e longanimidade, e a fé tinha altos e baixos, pois estava ligada ao que eu via e sentia.

Um dia essa Palavra veio do Altar e me acertou em cheio, como uma panela atirada na minha cabeça. Na mesma hora, vi que tudo aquilo que achava que tinha sido experiência com o Espírito Santo não tinha valor. Não importava se eu tinha sentido isso ou aquilo; enquanto não tivesse o caráter dEle em mim, eu não O tinha. De que adiantava sentir ou deixar de sentir? Eu só seria dEle quando O tivesse. E por isso eu abriria mão de minha própria vida — e foi exatamente o que fiz. Ainda demorou algum tempo até que eu recebesse o Espírito Santo, mas quando O recebi, entendi que aquilo que Ele trazia era muito superior a qualquer sensação que eu tinha tido no passado. Sério, mesmo, não tem comparação.

Sem o que tenho hoje, não teria resistido a metade da metade do que já passei. Ele vive em mim. Seus pensamentos, Sua forma de ver o mundo, Sua maneira de reagir e de agir são muito mais fortes em mim do que aquilo que me era natural. E eu posso estar passando por dificuldades, posso estar triste, posso estar feliz, posso estar brava com alguém, posso estar casada, posso estar solteira, posso estar doente, posso estar saudável, posso ter recebido uma péssima notícia, posso estar com um problema aparentemente sem solução — não importa. Pode passar o pensamento que for na minha cabeça. Não importa. Eu SEI que Ele é comigo. E essa é a alegria que ninguém pode tirar. NINGUÉM. 

“Na verdade, na verdade vos digo que vós chorareis e vos lamentareis, e o mundo se alegrará, e vós estareis tristes, mas a vossa tristeza se converterá em alegria. A mulher, quando está para dar à luz, sente tristeza, porque é chegada a sua hora; mas, depois de ter dado à luz a criança, já não se lembra da aflição, pelo prazer de haver nascido um homem no mundo. Assim também vós agora, na verdade, tendes tristeza; mas outra vez vos verei, e o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria ninguém poderá tirar.”
João 16.20-22

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Leia também: O deserto em mim

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PS1. Dito isso, reforço o que afirmei na resenha do livro do Benny Hinn: quanto a “cair no poder”, sentir choques elétricos, ver vultos, ouvir vozes e ser possuído por um espírito que fala como Deus, isso, de fato, não é manifestação do Espírito Santo. Talvez a linguagem da resenha seja um pouco incisiva demais e soe um tanto quanto desrespeitosa para quem acha que o cara é de Deus. Talvez se fosse hoje, eu escrevesse de outra forma, não sei. Mas mantenho o conteúdo e espero que agora esteja mais claro o que eu quis dizer.

PS2. Imagino que a Rosângela seja de outra denominação e talvez nem volte para ler a resposta, mas acredito que esse post possa ajudar outras pessoas a separar sentimento de espírito e entender que não é por não depender de sentimento que o Espírito é sem graça ou menos especial. Experimenta só, para você ver.

 

 

#JejumdeDaniel #Dia2 #Dia3

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Cuidado com as casquinhas de banana

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Pensamentos aparecem o tempo todo. Quer venham por sugestão de pessoas, quer pelo que a gente vê ou ouve, ou quer venham do nada, não conseguimos impedir. Mas não é porque um pensamento chegou que você precisa chamá-lo para tomar um café com bolinhos e bater papo com ele.

Estava meditando naquele famoso versículo que a gente já conhece de cor:

“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.”

Filipenses 4.8

O que traduziram por “nisso pensai” na versão Fiel e por “seja isso o que ocupe vosso pensamento” na Revista e Atualizada, significa, literalmente, “levar em consideração. Quer dizer, o que não está nessa lista, não deve nem ser levado em consideração.

Vou dar um exemplo bobo de hoje, mas é nas coisas bobas que a gente escorrega sem perceber. Já caí nas micro casquinhas de banana do diabo no passado vezes suficientes para levá-las a sério. Olha só: o gato ao qual eu era mais apegada morreu em junho, após um breve período doente. Sofri na época, mas foi em junho e não fico olhando fotos dele, logo, não faz sentido isso vir à minha cabeça agora. Mas hoje, do nada, me veio a vontade de pensar nele. Pensamentos do tipo: “puxa, que saudade do Tiggy!”, tentando me fazer puxar lembranças dele. Se eu não estivesse atenta, provavelmente teria dado continuidade àqueles pensamentos, me lembrando dele, talvez olhando uma foto, e desviando minha atenção do que eu estava fazendo no momento para pensar em algo que só alimentaria minhas emoções com tristeza.

Aparentemente, pensar no gato era uma coisa inofensiva. Que mal faz lembrar de alguém de quem você gostou e com quem passou momentos felizes? Porém, o problema é o que isso traria. Eu poderia dizer que consigo lidar com isso, que não vai me causar nada de ruim, pois sou forte. Assim, conseguiria uma justificativa para fazer o que estava sentindo vontade de fazer. Mas não acho prudente confiar na minha força em se tratando de um pensamento que não me ajuda em nada.

Não me custa muita coisa dizer NÃO para a vontade de lembrar do gato, né? Eu não preciso disso. Sabe-se lá quais outros tipos de pensamentos e lembranças poderiam vir se eu abrisse a porta para esse (aparentemente inofensivo). Pensamentos dão filhotes, como casaizinhos de hamster (meu irmão me contou que comprou um casal e poucos dias depois já tinha uns 22 hamsters em casa…).

Ficar pensando em algo que já passou, que tem potencial de gerar tristeza/drama, não é a coisa mais inteligente que eu poderia fazer e, portanto, não se encaixaria nessa listinha de Filipenses 4.8, porque não há nenhuma virtude e nenhum louvor em fazer uma coisa que não é inteligente e que poderia me deixar triste, abatida, desanimada ou, no mínimo, com inclinação para o sentimento em vez de para a inteligência (e, se eu falasse crentês, poderia dizer: “com inclinação para a carne em vez de para o Espírito).

Hoje é o primeiro dia do Jejum de Daniel, então qualquer pensamento ou sentimento suspeito deve ser encarado como terrorista. Não se negocia com terrorista. Chame o atirador de elite chamado Sr. SAI DAQUI EM NOME DE JESUS e nem considere aquele pensamento. Eu já sei, previamente, que tudo vai tentar me desviar do foco, principalmente nesses primeiros dias. Então, sabendo disso, deliberadamente escolho só levar em consideração o que vai me ajudar.

Li a Bíblia, orei pela manhã, ao meio-dia e à tarde. Para o trabalho, passei horas lendo trechos de um livro novo de um bispo da igreja, que ainda não foi publicado, depois assisti a alguns episódios do Estudo do Apocalipse no Univer e, no final do dia, assisti à novela Apocalipse. O foco de absolutamente tudo o que vi hoje foi um só: vigiar os pensamentos, não considerar a palavra do diabo e dar crédito apenas à Palavra de Deus. Essa, aliás, nos garante que se nos sujeitarmos a Deus e resistirmos ao diabo, ele vai sair correndo.

 

 

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PS: Sobre o livro novo da igreja (sim, eu leio seus pensamentos hahaha), acho que ainda não posso dizer qual é, pelo menos não me parece de bom tom divulgar antes do autor, né? Mas deve estar nas livrarias muito em breve e prometo que, assim que puder, aviso do que se trata. E recomendo fortemente que você leia esse livro, mesmo que, aparentemente, você pareça não ser o público-alvo. Vá por mim, o conteúdo que tem ali pode ajudar qualquer pessoa.

PS2: Aliás, recomendo que você desconsidere completamente esse negócio de “público-alvo” em relação aos livros da igreja. Soube de gente que nunca tinha lido Namoro Blindado por já ser casada e achar que não precisava! Não faça isso com você. Namoro Blindado me ajudou até no relacionamento comigo mesma. É sério, me tornei uma pessoa melhor depois de Namoro Blindado. Casamento Blindado revolucionou meu casamento, mas também me ensinou a entender melhor as outras pessoas. E 50 Tons Para o Sucesso me ajudou a crescer como pessoa, mesmo que na época eu não estivesse minimamente interessada em empreender, abrir meu próprio negócio ou conquistar o mundo e mais três territórios à minha escolha. Vá por mim, se o autor tem conteúdo para passar, até a lista de supermercado será edificante.

 

Leia também: Você não precisa disso.

#JejumdeDaniel #Dia1

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* Estamos em uma jornada de 21 dias de jejum de informações e entretenimento chamado Jejum de Daniel, de 25 de janeiro a 14 de fevereiro. Durante esses dias, os posts no blog serão voltados exclusivamente para o crescimento espiritual. Leia este post para entender melhor.

** Para quem não acompanhou ou para quem gostaria de rever os posts das edições anteriores do Jejum de Daniel neste blog, segue o link da categoria: http://lampertop.com.br/?cat=709 .

O amor do noivado

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“Vai, e clama aos ouvidos de Jerusalém, dizendo: assim diz o Senhor: Lembro-Me de ti, da afeição da tua mocidade, e do amor do teu noivado, quando Me seguias no deserto, numa terra em que não se semeava.” Jeremias 2.2

A afeição da mocidade aqui tem a ver com a fidelidade e lealdade que Deus encontrou em Seu povo assim que fez uma aliança com eles quando os tirou do Egito. Você deve se lembrar. Como quando Deus tirou você daquele buraco em que você se encontrava.

Ele se lembra da lealdade do início. O amor do noivado está explicado no próprio versículo: segui-Lo, mesmo no deserto. O deserto é uma terra em que não se semeia, isto é, um lugar em que temos que depender de Deus integralmente. Isso é amar. Depender dEle, segui-Lo, manter-se fiel.

Essa noiva seguia o Noivo pelo deserto porque confiava nEle. Sabia que, com Ele, nada lhe faltaria. Confiança, fidelidade e lealdade corriam dos dois lados. O pacto feito entre o Noivo e a noiva é sério e puro. Há responsabilidade de ambas as partes. Ele cuida dela; ela confia nEle.

Isso independe do que está acontecendo em nossa vida. Independe de haver recurso ou não no deserto. Independe do que estamos sentindo e mesmo do que se passa dentro da nossa cabeça. Nós confiamos e sabemos que Ele é digno de nossa confiança.

Queremos Sua companhia muito mais do que queremos respostas ou resolução de problemas. Queremos experimentar do Maná muito mais do que queremos plantar em uma terra fértil. A hora da terra fértil vai chegar. Enquanto estamos no deserto, queremos segui-Lo. Essa é a afeição da mocidade. Esse é o amor do noivado.

Então, a pessoa sai do deserto e se acomoda. Está em uma situação em que seria até mais fácil segui-Lo, mas começa a se ocupar com o trabalho de plantar e colher, como se tudo dependesse da força do seu braço. Na verdade, isso muitas vezes acontece mesmo antes de sair do deserto…depois de um tempo, a pessoa se envolve demais nos cuidados do dia a dia, ocupa seu tempo e sua cabeça com outras coisas e se esquece de Deus. Ela se esquece da aliança que fez com Ele. Mas Ele nunca se esquece.

Para Deus, uma aliança é coisa séria. E Ele leva a sério, até o fim. Ele permanece fiel, pois não pode negar a Si mesmo. Por isso, Ele não desiste de nós. E a razão de Ele dizer que Se lembra do amor do seu noivado e da lealdade do início é para que você também se lembre e retome aquelas atitudes, ainda que, no começo, o sentimento não acompanhe.

Nossas decisões e pensamentos geram atitudes e nossas atitudes geram sentimentos. Para o bem ou para o mal. A disposição que você apresenta ao buscar a Deus em oração é muito mais importante do que as palavras que usa. Se chegar até Ele como a noiva que segue seu noivo até o Altar, com certeza O encontrará lá.

 

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PS: Se você nunca foi essa noiva, aproveite a oportunidade para se tornar, fazendo uma aliança com Ele. E se já foi, volte a segui-Lo, mesmo no deserto.

PS2: Na frase “afeição da tua mocidade”, desse versículo de Jeremias, a palavra original, chesed, em algumas versões traduzida por “afeição”, em outras por “piedade”, “misericórdia”, ou “devoção”, tem muito mais a ver com a lealdade que deve haver entre as duas pessoas que fizeram um pacto do que meramente com algum sentimento.

Mate os monstrengos

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Os pensamentos negativos vêm para todo mundo. Mas por que algumas pessoas parecem receber toneladas deles diariamente e vivem ansiosas e sobrecarregadas enquanto outras recebem um ou outro e vivem tranquilas e leves?

A resposta está no que cada uma faz com os pensamentos que recebe. Enquanto uma se entrega aos pensamentos, ruminando, aceitando, se entregando aos medos e dúvidas mesmo depois de perceber que eles estão lhe fazendo mal e colocando para baixo, a outra se recusa a aceitar, os amarra em um tijolo e rejeita, jogando longe. E fica fazendo isso, amarrando, rejeitando e se recusando a acreditar neles ou a falar sobre eles, substituindo esses pensamentos por um pensamento de Deus, até que eles se enfraqueçam e sumam.

Porque se você ficar cedendo aos seus medos e alimentando pensamentos que sabe que fazem mal, eles terão filhotes e mais filhotes. E é por isso que crescem e se tornam monstrengos pesados nas suas costas e na sua cabeça.

E é por isso também que não vale a pena perder tempo tentando dirimir dúvida pontual por dúvida pontual quando você percebe que, ao resolver uma dúvida, outra nasce no lugar.

O problema aí não é a dúvida, em si, mas o que está gerando aquela dúvida. E entregar-se aos pensamentos sugadores de energia é o que mais coloca em movimento o gerador de dúvidas.

O primeiro pensamento contra o qual temos que lutar é o que nos diz que não temos em nós essa força e capacidade de resistência. Temos, sim. Todos temos.

Para conseguir vencer isso de uma vez por todas, é importante saber que todos os nossos recursos naturais e sobrenaturais que podem ser usados contra as dúvidas não vão impedi-las de aparecer. A solução é fortalecer o músculo do chute na dúvida. Esse músculo se chama Fé.

Quando não o exercitamos, ele fica flácido e nós ficamos fracos. Às vezes essa fraqueza espiritual acaba se refletindo no físico, também. Porque traz ansiedade e a ansiedade aumenta o cortisol, bagunça seus neurotransmissores e o resultado é fadiga, desânimo e até depressão (sem contar problemas de memória e concentração).

Se você está acostumado a viver com sua fé flácida, recebendo passivamente as dúvidas, comece a exercitar esse músculo agora mesmo. No começo dói, pois negar a nossa vontade de acreditar naquele pensamento, de ruminar aquele sentimento, de ficar se lembrando das coisas negativas ou tentando adivinhar o que fulano está pensando a nosso respeito causa dor.

É sacrifício.

Mas como todo sacrifício focado em um objetivo maior, vale a pena.

A boa notícia

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Os padrões de Deus são altos. Não que Ele seja um chato exigente, mas é que Sua natureza é perfeita. É como se uma luz muito forte em uma sala vazia e branca quisesse a companhia de uma sombra. Por mais que luz e sombra queiram a companhia uma da outra, assim que a sombra tentar entrar na sala da luz, será destruída.

Quando o homem foi criado, ele também era luz, como Deus é. Tanto que diz que o homem foi criado à Sua imagem e semelhança. Como luz, o homem andava com Deus, literalmente. Deus descia todas as tardes para bater um papo, dando um rolê pelo jardim. O ser humano seria o representante de Deus neste Universo tridimensional recém-criado. Até que deu ouvidos à voz da sombra e se tornou sombra, também.

A luz é vida, a sombra é morte. A única chance da sombra ser reabilitada a viver na presença da luz que tanto a queria, era outra luz se tornar sombra em seu lugar. Por isso Deus instituiu o sacrifício de substituição. Uma criatura inocente, como um cordeiro, uma pequena luz, daria sua luz para cobrir a sombra do ser humano, por algum tempo. Como um animal não era humano, aquele sacrifício precisava ser repetido a cada vez que a sombra retornasse. Sacrifício perfeito seria um humano adulto perfeito para substituir o humano adulto imperfeito.  

A exigência para conseguir permanecer na presença de Deus é ser perfeito, ser luz, como Ele é luz. Mas quem consegue ser perfeito? Se essa é a exigência, não sobra muita esperança para pessoas como eu e você, não é mesmo? Podemos agir do modo mais perfeito que um ser humano imperfeito poderia agir, mas mesmo assim, ainda seríamos sombra.

O que muitos chamam de “pecado” já está tão atrelado à natureza humana pós-sombra que é impossível encontrar alguém que nunca mentiu, que nunca roubou (já fez um download de produto pirata, pelo menos), que nunca sentiu ódio, mágoa ou nunca nutriu um mau pensamento. Somos todos sombra.

Mas Ele nos queria de volta. Desde o momento em que nos tornamos sombra, Ele queria nos dar novamente a oportunidade de ser luz. E nós desejamos essa luz. Ansiamos por ela desesperadamente, mesmo antes de sabermos que ela existe. Nascemos sentindo a falta do nosso estado original.

Para nos dar a chance de poder chegar até Ele novamente — e definitivamente — Deus pegou aquilo que tinha de mais precioso, Sua própria Palavra, a perfeita Palavra, e A enviou a este mundo em forma humana para viver na perfeição em que não conseguimos mais viver. Era um ser humano, mas nunca foi sombra. E permaneceu puro, como um cordeiro, mas, por ser homem, cumpriria definitivamente a nossa pena de morte, em nosso lugar.

Quem, sendo inocente, voluntariamente cumpriria a pena de morte no lugar de um criminoso? O que essa atitude diz a respeito do caráter dEle? Para nos trazer de volta à Luz, Ele tomou nossas sombras, morreu nossa morte e voltou a ser luz, pois a sombra não Lhe pertencia. E, quando voluntariamente entregamos a Ele nossa vida de sombra, assinamos esse pacto de substituição, e o sacrifício que Ele fez por todos passa a valer para nós. Ele, então, nos envolve com Sua luz e podemos, assim, nos aproximar da Luz, para sempre.

Pela perfeição dEle, e não pela nossa, somos acolhidos. Pelo sacrifício dEle, fomos perdoados. O sacrifício perfeito que pagou nosso resgate. O sacrifício de amor, planejado desde o dia em que nos tornamos sombra. O nosso sacrifício diário, de negar a nós mesmos para andar corretamente, é negar a voz da sombra para viver na luz. Sem exigência de perfeição inalcançável, apenas cumprindo aquilo que Ele nos orientou para o nosso bem.

Essa é a boa notícia! Estamos lavados da nossa sujeira. Livres das nossas sombras. Libertos do nosso pecado. Podemos ficar na presença da Luz por toda a eternidade. Mas essa condição não é automática. É necessário assinar o contrato com Ele, pois mesmo algo tão maravilhoso assim precisa de nossa anuência. Deus jamais nos imporia nada, nem mesmo a salvação da nossa alma. E esse contrato é assinado entre você e Ele. Você aceita o sacrifício que foi feito e Ele aceita a sua vida. Um pacto. Um casamento. Uma aliança. A partir de agora, tudo será diferente. Pela perfeição dEle, Ele nos aperfeiçoou.

Registrado na Tanakh, muitos anos antes:

“Ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos. Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca.

Da opressão e do juízo foi tirado; e quem contará o tempo da sua vida? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; pela transgressão do meu povo ele foi atingido. E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte; ainda que nunca cometeu injustiça, nem houve engano na sua boca.

Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias; e o bom prazer do Senhor prosperará na sua mão. Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniquidades deles levará sobre si.

Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores. “

Isaías 53.5-12