Qual é a surpresa?

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Li dia desses um trabalho acadêmico sobre blogs que, entre diversos outros, citava meu falecido “Another Monster”.  Entre outros comentários, a moça, que leu alguns posts isolados da época do blogger.br, notou que no blogspot havia mais fotos minhas do que no blogger.br  Na verdade em cada post do .br tinha uma foto minha, mas tive de deletar as fotos para liberar espaço quando a globo.com limitou os blogs a míseros 10 mega. Quando não tinha mais nenhuma foto para deletar, migrei para o blogspot, a fim de não precisar deletar os textos antigos. A moça, porém, não sabia disso, e ao ver o blog do blogspot cheio de fotos e o do blogger sem foto nenhuma, imaginou que eu tinha bolado algumas estratégias para “alavancar a audiência”, entre elas, colocar mais fotos da minha digníssima pessoa. Uau…isso é que é elogio, não? A simples exposição de minha figura, segundo ela, seria suficiente para angariar novos visitantes…e olha que em todas as fotos eu estava bem vestidinha e todas elas tinham a ver com cada post.

Mas não pensem que a citação no tal trabalho foi apenas esculhambatória. No decorrer do processo, acho que ela resolveu ler decentemente os textos, deixando de lado o preconceito inicial de quando achava que eu era “apenas um rostinho bonito” (hahaha) na blogosfera, e fez ótimos comentários a respeito do meu texto. Fiquei espantada, pois eu nunca pensei aquelas coisas a respeito do que escrevo. Depois, com mais calma, falo mais a sobre esse trabalho e copio o que ela escreveu, fazendo um post só para isso. Ainda que pareça, este post não é sobre o tal trabalho acadêmico…risos…só o citei porque ao recortar a foto acima para mudar o avatar do facebook me dei conta de que não havia ainda colocado uma foto minha por aqui e me diverti com a idéia de que alguém, em sã consciência, possa algum dia ter imaginado que eu colocava fotos minhas para ilustrar os posts na expectativa de aumentar o número de visitantes do blog.

:-)

Mudando de assunto, meus sonhos andam muito esqusitos ultimamente. Dia desses sonhei com uma estranha viagem de ônibus para Três Lagoas (???). Lá conheci um museu ao ar livre (???), ensolarado, cheio de peças lindas, com uns duzentos anos de idade. Algumas delas, inclusive, pretendo copiar em biscuit, pois eram realmente boas. Nunca vi aquelas peças, mas acho que copiar uma criação de meu cérebro não pode ser considerado exatamente uma “cópia”, não é mesmo?

Bem, além do museu, também vi um cemitério cheio de múmias expostas em caixões de vidro, todas de “treslagoenses” ilustres dos quais eu nunca ouvi falar. Entre elas, uma múmia de pano, com cabelos de lã. Dessa parte não gostei, pois era uma área sinistra, esquisita, e eu jurei nunca mais assistir aos documentários do Discovery Channel, nem ver posts sobre múmias que eventualmente surjam em blogs como o Mundo Gump.

Meus sonhos geralmente se passam na mesma cidade (chamo de Porto Grande de Janeiro, pois é uma mistura das três cidades em que já morei: Porto Alegre, Campo Grande e Rio de Janeiro), da qual eu já conheço a maior parte das ruas, dos estabelecimentos comerciais e das pessoas. E não é raro ter referências a sonhos anteriores. Na noite passada, sonhei que era dia de estréia de um musical que começamos a ensaiar em outro sonho, há alguns meses. Não foi legal porque eu não cheguei a decorar o texto, nem as coreografias, e ainda teria de conseguir dinheiro para pagar o figurino, sendo que eu estava sem minha bolsa.

Sempre misturo acontecimentos do dia ou da semana, algumas coisas aparentemente sem a menor importância, e me divirto depois de acordada, ao tentar identificá-los. Comentei com meu sogro ontem sobre o fato de as lagartixas perderem o rabo para enganar seus predadores. Ele insistia que os lagartos também faziam isso e eu dizia nunca ter ouvido nada a respeito. À noite, sonhei, entre outras coisas, que briguei com o Gatão e ele correu para a sala, deixando a cauda na cozinha.

Geralmente meus sonhos são divertidos, raramente são estressantes, só quando estou muito cansada ou com alguma alteração nos níveis de cortisol, coisa que – graças a Deus – não acontece há muito tempo, desde que descobri que devo manter distância absoluta de qualquer corticóide, por mais inofensivo que pareça.

Acho que vou começar a escrever meus sonhos, e minhas impressões a respeito. No meu caso, acho que nenhuma técnica de “interpretação de sonhos” se aplica, porque eles são geralmente feitos a partir de colagens de acontecimentos e fatos do dia-a-dia, raramente tem algum mais simbólico, com cara de “manifestação do inconsciente”, que deva ser levado em consideração.

Um pesadelo recorrente, aliás, é estar em um self-service maravilhoso, com uma ilha de sobremesas perfeita, passar um tempão escolhendo, indecisa, e acordar justo quando finalmente montei o prato e me preparo para comer. Outro pesadelo relacionado com comida é estar em um restaurante, morrendo de fome, e não encontrar quase nada que eu realmente coma. Aliás, acho que mudou o cozinheiro responsável pela comida nos meus sonhos. Houve uma queda significativa na qualidade gastronômica. O duro, nesses casos, é não saber como reclamar.

Posted by Vanessa Lampert