Reflexões dramáticas de fim de ano

Hoje já é dia 23 de dezembro, há exatamente 7 anos eu saía de Campo Grande – MS (minha terra natal) para vir a Porto Alegre, construir minha vida com o Davison. Naquele dia o final do ano tinha cara de começo, mas hoje o final do ano tem cara de final, mesmo.

O ano acabar tem uma coisa meio cataclismática, uma onda meio apocalíptica para mim. Parece que o mundo está acabando, que a vida está acabando, que se eu não fizer tudo agora, até este final de semana, não será possível fazer nunca mais. Todo ano é assim, eu não desacelero. E depois janeiro chega, eu tomo fôlego de sobrevivente e percebo que o mundo não acabou, que a vida continua, que o novo ano que se inicia não tirou nenhum pedaço na entrada.

Tem toda aquela crisezinha básica de estar me aproximando (assim, no gerúndio…meus gerúndios são sempre propositais) do próximo aniversário, que inexoravelmente traz consigo um ano a mais para somar aos muitos (sempre muitos) que já tenho. Continuar lendo

Liberdade! Liberdade!

Sei que já passou o dia oficial da comemoração, mas eu não poderia deixar de falar do Hino da Proclamação da República. Afinal, a república continua aí e como me deparei hoje com essa versão executada com tamanha competência pela Orquestra Sinfônica de São Paulo e Coral , não resisti comentar.

Sempre achei que esse deveria ser o nosso Hino Nacional. Conta a história que já foi certa vez, mas que foi trocado pelo atual. Veja bem, nada contra o nosso amado Hino. Ele é muito bonito, idolatrado, salve!, salve!, mas esse outro não parece ter muito mais a ver com as aspirações de um povo? Com os valores básicos para conquistar esses sonhos?

Talvez tenha sido esse o grande problema do hino: a música é muito bonita, mas a letra foi feita com “Liberdade!” demais…