Resenha – Para Sempre (The Vow)

Resenha originalmente publicada na seção “Livros” do blog de Cristiane Cardoso

Para Sempre” (“The Vow”, cujo filme foi resenhado aqui. Quis ler o livro para ver se mencionava o cristianismo, já que a Raphaela disse que o filme omitiu essa informação), é um livro biográfico, escrito em primeira pessoa por Kim Carpenter (o nome da esposa Krickitt está na capa, mas ela permanece muda por toda a narrativa). Li este livro na Livraria Cultura do Bourbon Shopping, aqui em São Paulo, que tem um V. Café com a melhor esfiha de ricota do mundo. Esfiha de ricota é amiga e uma grande incentivadora do hábito de leitura da pessoa que vos fala. :)

Pensei em comentar o quanto me identifiquei com algumas partes do livro: o início de meu relacionamento com meu marido foi bem semelhante. O casal do livro se conheceu por telefone e namorou à distância, eu e Davison nos conhecemos através do blog dele (eu era leitora e o admirava como escritor e cartunista, depois nos tornamos amigos) e parte do namoro foi à distância; nosso relacionamento é bem parecido com o descrito no início do livro: muita amizade, cumplicidade, afinidades e assuntos intermináveis em conversas sem fim. A diferença é que já existia internet em nosso tempo (não como hoje…não tinha Skype, mas tinha ICQ e Yahoo Messenger…só que quando meu microfone funcionava, o dele estava quebrado, e vice-versa). Não recomendo namoro pela internet como é hoje, as coisas estão um pouco diferentes…e sei que nossa história é uma exceção, assim como a deles…quantos casamentos felizes você conhece que começaram com uma tele-venda?

Outro ponto da história é ver a pessoa amada em uma UTI. Passei por isso com um ano e meio de casada, Davison teve uma infecção generalizada e foi desenganado, mas acabou sendo salvo pela fé, como a protagonista do livro. Depois (spoilers por todo este parágrafo…sorry) ela perde a memória recente e tem de se readaptar à nova vida. Eu não tive nada tão drástico, mas por conta de um período de muito estresse, com o cortisol nas alturas 24 horas por dia, tive um comprometimento de memória e perdi várias lembranças importantes da minha vida, Davison precisou ter muita paciência. Consegui recuperar a maior parte das lembranças ao longo dos anos, mas por um bom tempo minha memória era um queijo suíço. Então, eu tinha tudo para gostar do livro. Amei a história, mas ela foi muito mal aproveitada. Poderia ter sido desenvolvida como um romance, mas ficou um relato extenso em primeira pessoa. Legal no começo, mas da metade para o final me desconcentrei algumas vezes. Esse formato distancia o leitor, que não se envolve tanto.

Fica a sensação de que está faltando algo e você acaba recorrendo a pesquisas na internet (como a Raphaela fez quando viu o filme), mas isso é porque Kim não teve ajuda profissional para desenvolver a narrativa (que teria dado um belo romance…já disse isso?). A história de amor dos dois é linda, principalmente porque não se trata de sentimento, se eles fossem pela emoção, jamais teriam continuado juntos.  Kim permanece inconstante e emocional por grande parte do livro, mas dá para perceber o esforço dele crescendo ao longo da narrativa, lutando contra suas emoções para permanecer firme.

Só me irritei com a tradução, desde o início. As notas do tradutor, no rodapé, não poderiam ser mais desnecessárias para a compreensão do texto. Se ele se preocupasse tanto em conhecer o universo do autor quanto em saber a geografia dos EUA e as distâncias entre as cidades, a maior parte dos problemas do livro estaria resolvida. Os dois são cristãos protestantes, mas a pessoa traduz “pray” por “rezar” e faz com que o casal pareça religioso católico. O autor fala da importância da fé na vida da moça, mas o leitor não consegue ver com clareza o real papel da fé na vida dela antes do acidente (da religião, sim, da fé, nem tanto). No final, ele diz que a história é sobre fé e você pensa: “mais ou menos, né?”

Aí começam os problemas. Depois consegui encontrar o texto em inglês (o original, publicado por uma editora cristã, a B&H Publishing) e fiquei chocada ao compará-lo com a versão brasileira e ver o quão diferentes são. Além de ele ser melhor escrito no original do que em português, diversas partes foram totalmente modificadas, com o claro intuito de diminuir o apelo cristão do livro. Qual é o problema com o nosso país?  Veja um exemplo:

“You said I can ask you anything, so I must be honest, Kimmer. You know that I am a Christian. Being a Christian is having an ongoing intimate relationship with Jesus Christ. I guess what I have been wondering this whole time is if you were a Christian too – if you had made the decision to ask Christ into your life to pay the penalty of your sin, and give you eternal life like he has promised if we ask”

Que poderia ser traduzido mais ou menos assim:

“Você disse que posso te perguntar qualquer coisa, então eu tenho que ser honesta, Kimmer. Você sabe que sou cristã. Ser  cristão é ter um relacionamento íntimo e contínuo com Jesus Cristo. Acho que o que eu queria saber esse tempo todo é se você também era cristão – se você tomou a decisão de pedir para Cristo entrar em sua vida, pagar por seu pecado e te dar a vida eterna, como ele prometeu que faria se pedíssemos.”

Virou, nas mãos do tradutor:

“Você disse que posso perguntar qualquer coisa a você, então preciso ser honesta, Kimmer. Tenho muita fé, quero dizer, a fé e o cristianismo são importantes para mim. Não me vejo tendo um relacionamento de verdade com uma pessoa que não crê.”

Do jeito que foi originalmente escrito, você entende como ela pensa, o que o cristianismo significa para ela. Da maneira como foi traduzido, você só entende que ela é uma religiosa. Uma coisa é dizer que o cristianismo é importante, outra coisa é mostrar como é importante. Nisso a tradução falhou bastante, descaracterizando o texto e a personagem. Talvez a ideia tenha sido atenuar a parte cristã para que o livro se tornasse mais comercial, mas isso não está certo. É um desrespeito também ao leitor, que quer saber como a história realmente aconteceu e não merece ser obrigado a ler uma versão censurada.

Vi no relato de Kim Carpenter algo muito além de uma simples história de amor. “The Vow” é, sobretudo, um testemunho de fé e de fidelidade a Deus, um exemplo de fé racional, que está acima de qualquer sentimento: é uma decisão consciente (partindo do próprio título, que significa “O voto”. Eles só se mantiveram firmes por causa do voto que fizeram no altar, no dia do casamento). Outra coisa, senti falta do depoimento dela. Acredito que se tivessem feito um capítulo com a versão de Krickitt, seria mais interessante.

Vale a leitura? Vale, o enredo tem um potencial enorme (pena que nem o livro, nem o filme conseguiram aproveitá-lo completamente), o narrador é simpático, é uma bela história de amor e superação. O problema é quando você descobre que não te permitiram ler o que o autor quis escrever de verdade (grrr…Vanessa brava). Isso me deixou revoltada. De resto, a história vale a pena, mas foi contada em um formato que não a favoreceu, poderia ter sido melhor.  Se decidir ler, não se esqueça de voltar aqui para dar a sua opinião! :)

PS: A editora da versão brasileira é a Novo Conceito, especializada em trazer grandes sucessos do exterior e publicá-los aqui. Sempre tem algum título deles na lista de mais vendidos.

Resenha – Felidae

Resenha originalmente publicada na seção “Livros” do blog de Cristiane Cardoso

Felidae (pronuncia-se “Felíde”), do escritor Akif Pirinçci, publicado em 1989, foi premiado, vendeu milhões de cópias, virou best-seller na Alemanha (de onde veio), traduzido em mais de doze países e é pouquíssimo divulgado no Brasil. É uma história policial narrada em primeira pessoa por um…gato! Sim, um gatinho de quatro patas. Na verdade, todos os personagens principais são gatos, humanos entram como meros coadjuvantes.

Mas não é uma historia fofinha. Francis, o narrador, se muda com seu dono patético para uma casa caindo aos pedaços. Ele detesta a mudança, mas não tem muita escolha. Logo na primeira saída, já tem uma péssima experiência: encontra um gato morto. Pouco tempo depois, descobre mais um assassinato, com as mesmas características do primeiro. Com a curiosidade natural dos gatos, Francis parte em uma aventura perigosa para descobrir quem está por trás dos crimes.

Enquanto na vida real os gatos costumam ser mortos por seres humanos perturbados (ou por cachorros fora de controle), nessa ficção Francis desconfia que quem está por trás dos assassinatos seja outro gato! Um misterioso laboratório desativado guarda os segredos que podem levar ao autor do crime e revela uma terrível história que deixou marcas em todo o bairro. Francis descobre uma trama muito mais complicada do que jamais poderia imaginar quando se mudou para aquela casa decadente no interior da Alemanha. Em determinado ponto da história, você nem se lembra que os personagens são gatos, de tanto que se envolve com eles. Fica mais interessado no mistério que se desenrola (ou se enrola) pouco a pouco diante de seus olhos. Quem está fazendo aquilo? E por quê?

É uma história inteligente, bem escrita, com bons personagens, mas que exige um pouco mais de atenção, pois tudo – absolutamente tudo – o que Francis descobre é importante. Fique ligado em todos os detalhes. O livro tem vários assuntos entrelaçados e você poderia tranquilamente fazer um paralelo com a humanidade. A história mostra que quando você deixa seus piores sentimentos tomarem conta, se torna aquilo que tanto desprezou.  Um livro denso, mas que também te diverte, é contado de maneira inteligente e apesar de falar a respeito de mortes de gatinhos, eu gostei bastante.

Lembro sempre que opinião é algo bem pessoal e só lendo o livro para tirar suas próprias conclusões, mas se você procura um romance policial bem escrito, cheio de mistério e reviravoltas, pode apostar em Felidae.

PS: O livro é ficção, então eu consigo ler sem ter chiliques. Mas não posso evitar o pensamento de que todos os gatos de Felidae são criados da pior maneira possível por seus donos. Então deixo aqui o link para um texto que escrevi e que fala sobre como cuidar bem de seu gatinho e garantir que ele tenha a chance de ter uma vida longa, saudável e feliz:  Clique aqui para ler.

PS2: A editora é a Nova Fronteira, que agora faz parte da Ediouro. Felidae continua em catálogo (bracinhos para cima em comemoração! Êêêê!!!)

Resenha – O Pacto

Resenha originalmente publicada na seção “Livros” do blog de Cristiane Cardoso

Frank Peretti é mais conhecido pelo livro “Este mundo tenebroso”, no qual descreve uma guerra entre anjos e demônios (farei a resenha deste em breve). Mas em minha opinião, “O Pacto” é seu melhor trabalho.

Não é nada fácil escrever uma resenha sobre um livro de suspense, pois se você contar alguma coisa, perde toda a graça, mas se não contar nada, ninguém terá vontade de ler. Farei o melhor possível, mas – acredite em mim – nada do que eu disser se compara com a sensação de desvendar os mistérios deste livro. É envolvente, intrigante, você se coloca na pele do personagem principal e praticamente consegue ver as cenas. Milhões de vezes melhor do que Crepúsculo e outras coisas que fazem sucesso hoje em dia. O único problema deste livro é a distribuição pífia. A editora que o trouxe para o Brasil é a Bom Pastor, que já tinha a dificuldade natural de distribuição de uma empresa cristã, mas o estranho é que agora o livro não consta mais nem no site da editora.

A versão original (“The Oath”) foi publicada pela Thomas Nelson, uma editora grande e bem conceituada que tem seu braço brasileiro, a Thomas Nelson Brasil, que desde 2006 faz parte da Ediouro. O problema é que “O Pacto” já estava com a Bom Pastor nessa época e, embora ainda esteja no catálogo da Thomas Nelson lá fora, aqui ele não consta.  Você ainda o encontra em lojas de livros usados, eu vi alguns no site “Estante Virtual”, que reúne várias dessas lojas, de todo o Brasil. Vale a pena procurar, pois o livro é muito bom.

Cliff Benson é assassinado de maneira brutal enquanto acampava nas montanhas. A polícia  encontra seu corpo mutilado e sua esposa Evelyn ensanguentada e delirando, com lembranças confusas a respeito do ocorrido. O delegado encerra o caso atribuindo o ataque a um urso, mas Steve, o irmão de Cliff, não se convence daquela explicação. Com a ajuda da subdelegada Tracy Ellis, ele parte em uma investigação própria a respeito do crime e descobre vários outros casos semelhantes. A cidade onde ocorreu a tragédia é Hyde River, um lugar pequeno e aparentemente pacífico, mas há algo perturbador ali. Você passa parte do livro sem saber quem é o responsável por todas aquelas atrocidades e descobre junto com Steve que os segredos que os moradores da cidade escondem podem trazer a resposta para esse grande mistério. O legal é justamente você ir descobrindo as coisas aos poucos, junto com os personagens principais. O autor tem uma grande imaginação e te surpreende diversas vezes.

É um suspense fenomenal, que te envolve e te deixa pensando a respeito da história e seus significados. Os personagens são bem construídos e por mais absurdo que o enredo pareça, é verossímil, o autor consegue te convencer de que aquilo é real. Isso é um ponto necessário para que o livro te conquiste. Mas – é claro – você tem de estar aberto para ler ficção. É o que chamo de “fazer concessões”. Você releva algumas partes que normalmente acharia absurdas, se propõe a aceitar aquele universo criado como possível e – aí sim – estará apto a entender a história e tudo o que o autor queria te passar.  No caso de “O Pacto” isso não é muito difícil de se fazer, pois a história te envolve logo no começo. Recomendadíssimo.

PS: Da primeira vez, li sozinha. Da segunda, li em voz alta para o meu marido, antes de dormir. Todos os dias líamos um pedaço. Não sei se foi uma boa ideia, porque às vezes eu sonhava com o livro…hahaha…mas era o tempo que tínhamos. Fica a dica para quem quiser algo diferente para fazer a dois. Foi muito divertido.

PS2: Pretendo colocar várias resenhas durante a semana, de todos os tipos de livros (como expliquei no post anterior), então fiquem atentos!

Diálogos Insanos – O romantismo

Quem começa o diálogo é o Davison, me alimentando enquanto eu trabalho, um fofo:

– Trouxe seu lanchinho, cuidado para não derrubar.

– Obrigada, amor…

– De nada, amora!

-… Meu grande amor…

– Minha grande amora…

amora ???

Não sei por que, mas eu não achei a imagem muito elogiosa…

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Você realmente quer que alguém te pegue?

O que mais me assusta no fato de a famigerada música de Michel Teló ter se transformado em fenômeno mundial é imaginar que as mulheres – pelo menos as brasileiras – aceitaram sem problemas a letra.

Para mim, a música não pode se dissociar da letra que a acompanha. A letra é o motivo pelo qual a música existe, então eu a levo em consideração muito mais do que o instrumental.

A letra é uma cantada grosseira que eu odiaria receber, em qualquer época da minha vida. Imagine um desconhecido se aproximando e dizendo: “Delícia! Assim você me mata. Ai, se eu te pego!”  Antes, ele diz que tomou coragem para dizer isso. Tem que tomar muita coragem mesmo, meu amigo, porque se a moça se valorizar um pouquinho que seja, todas as suas chances com ela vão para o ralo por dez palavras.

Não entra na minha cabeça que uma mulher com um cérebro entre as orelhas possa gostar de ser transformada em um pedaço de carne, mas pensando bem, não é uma questão de inteligência, mas de saber se valorizar, coisa que parece que as meninas de hoje não estão acostumadas a fazer, pois se contentam com essas migalhas.

As mulheres continuam querendo um homem legal, super companheiro, amigo, com quem possam ter um relacionamento feliz para a vida inteira. Eu du-vi-do que haja alguém que não queira isso. Existe quem não acredite mais que isso exista, mas não quem não queira um relacionamento feliz e duradouro, é natural do ser humano.

Continuam querendo isso, mas não entendem que quando não se valorizam, atraem outro tipo de homem: justamente aquele tipo que ela não quer. Você não quer alguém que ao primeiro contato visual, ameaça “te pegar”, nem que te chame de “delícia” por causa do seu corpo e te use como um objeto. Você quer ser amada, respeitada, quer receber atenção por aquilo que você é de verdade, quer que o homem ao seu lado te ache linda mesmo quando você acorda, sem maquiagem, descabelada, com os olhos inchados e a cara amassada (momento autobiográfico…hahaha…).

No fundo, todo mundo quer um amor, estabilidade, paz, tranquilidade.  Se não quer, é porque não consegue imaginar o que seja isso de verdade. Se soubesse, iria querer com todas as suas forças. E caso alguém ameaçasse: “Ai, se eu te pego”, correria para a delegacia fazer um belo Boletim de Ocorrência.

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Resenhas!!

Eu ia começar com uma não-indicação de livro, mas os comentários do primeiro post eram tão animados que achei muita falta de noção da minha parte começar com uma resenha negativo. Justo eu, uma pessoa tão positiva, iniciar com algo negativo?

Então resolvi resenhar um livro difícil de encontrar, que li sem grandes expectativas, mas me surpreendeu: “O Pacto”. 

Clique aqui para ler a resenha de “O Pacto”.

E… Não podia deixar de resenhar Felidae logo no começo :-).

Clique aqui para ler a resenha de “Felidae”.

Pretendo fazer mais de uma resenha por semana, mas como era estreia, coloquei logo duas de uma vez.

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Livros!

Originalmente publicado na seção Livros, do blog de Cristiane Cardoso.

Não sei quanto a você, mas quando eu pego um bom livro, é como se fosse conectada a uma máquina capaz de me fazer viajar no tempo e no espaço, através de histórias triviais ou mundos fantásticos, para descobrir como as coisas funcionam ou simplesmente observar outra vida se desenrolar diante de meus olhos. As possibilidades são infinitas. O tempo passa tão rápido que se eu estiver no ônibus, sou capaz de passar do meu ponto e ir parar do outro lado da cidade (é um perigo). A leitura é muito mais que um passatempo agradável ou uma janela para a sabedoria, ela é uma espécie de “musculação” para o cérebro.  Seus neurônios fazem mais conexões, sua memória é estimulada, seu vocabulário se amplia e você desenvolve sua inteligência, mantendo o cérebro ativo e prevenindo doenças neurodegenerativas, como o Mal de Alzheimer.

Além disso, temos uma ligação especial com a leitura, pense bem: somos filhos do maior Escritor do universo, que escreveu o maior Best-seller de todos os tempos e tem grande interesse em nos ver desenvolvendo nossa inteligência. Ele é o maior incentivador da prática da leitura… E criar esse hábito é muito fácil! Por ser portátil, o livro pode ser carregado para todos os lugares, dentro da bolsa, da pasta ou da mochila…você pode ler no ônibus (cuidado com o ponto!), no metrô, na fila do banco, no banheiro, na sala de espera do dentista…você pode baixar e-books e ler no seu computador, pode imprimir algumas páginas e guardar no bolso, para ler na rua (estou imaginando todas as possibilidades).

Percebeu o quanto a leitura me entusiasma? :) Por esse motivo, a partir de hoje irei compartilhar aqui esse meu entusiasmo fazendo resenhas dos livros que gosto…e dos que não gosto, também, para livrar meus leitores de encrencas…ou deixá-los bem cientes de cada uma delas (depois não digam que não avisei). Quero ajudá-los a desenvolver o pensamento crítico e ampliar os horizontes. Sou partidária da leveza e da leitura sem preconceitos (não gosto de alguma coisa só porque está na moda, não consigo falar bem de um livro chato só porque todo mundo gostou, nem falar mal de um bom livro para o qual muita gente torce o nariz). Romances, livros cristãos, livros técnicos, biografias…por minha profissão, tenho que ler de tudo. Falando nisso, acho que tenho que me apresentar, não?

Meu nome é Vanessa Lampert e livros sempre fizeram parte de minha vida. Não é de se estranhar que eu tenha me tornado escritora e misturado o lazer e o trabalho de maneira tão homogênea que hoje não sei onde termina um e começa o outro… Cresci com minha mãe falando sobre a importância dos livros e me aconselhando a não me preocupar com o exterior (na época, eu era alvo de bullying por minha aparência…hum…”esteticamente prejudicada” no que chamo de minha “fase larval”: magrela, desengonçada e com dentes muito separados) e a me focar em desenvolver minha inteligência e meu interior. O resto – dizia ela – viria com o tempo. Acreditei nessa palavra e a coloquei em prática.

Na escola, a literatura se tornou mágica. A professora trazia uma caixa gigante de papelão (não devia ser tão gigante, acho que eu é que era minúscula) cheia de livros e dizia que poderíamos ler quantos quiséssemos durante a aula. Torturando criancinhas, porque quem conseguia ler alguma coisa em 50 minutos (ou o dobro disso quando tinha aula dupla)? Ao invés de ficar chateada com a impossibilidade, encarei como um desafio e aprendi a ler mais rápido. Aquela caixa era meu baú do tesouro, uma oportunidade única…descobri que eu era capaz de ler muito mais do que imaginava e fui gostando cada vez mais daquele hábito.

Por falar nisso, nunca diga que você não gosta de ler. Não acredite nisso.  Se não gostasse, não estaria aqui (nem teria chegado a esse ponto do texto), afinal de contas, este é um blog cheio de letrinhas, feito por uma escritora cujos livros você provavelmente já leu (Se não leu, com certeza tem vontade de ler. Se tem vontade, já era! Existe dentro de você um leitor adormecido :) ) .

Talvez você só não tenha o hábito de ler livros, talvez a leitura obrigatória de linguagem complicada na escola tenha te vacinado contra a literatura (assim como maus cristãos vacinam seus filhos contra o cristianismo ao mostrar religião em vez de viver a fé). Isso não é motivo para se agarrar ao passado e culpar todos os livros por um mau começo. Se esforce, dê uma nova chance, vá até uma livraria conhecer um novo amigo de papel :) . Já se você gosta de ler, como eu, esta coluna será muito útil e divertida, conversaremos sobre livros bons e ruins, sobre livros sérios e sobre literatura de entretenimento, sobre ler, sobre livrarias, autores, editoras…sinta-se à vontade, puxe uma cadeira e pegue uma xícara de chá. Temos muuuito a conversar.

Livros!

Ia postar aqui a resenha de um livro que li e então veio a ideia de colaborar com o site da Cristiane Cardoso, com resenhas literárias, já que consigo ler um livro inteiro no tempo em que alguém leva para assistir a “Titanic”.  A resenha já estava pronta, mas o post de hoje foi minha apresentação às leitoras do site. Como o texto ficou assim…pequenininho…preferi postar uma coisa de cada vez.

Além das resenhas…bem, vocês sabem como eu sou, pretendo estimular o hábito de ler, mostrando o quão divertido ele pode ser. E a quem já gosta de ler…bem, a seção será muito útil, com certeza.

Você pode ler o primeiro post clicando aqui.

Fique à vontade por lá também. :)

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A Sociedade Secreta dos que amam.*

No dia em que completo dois anos de casada, leio em um desses sites de fofoca que David Beckham e Victoria Adams renovaram seus votos de casamento em uma cerimônia secreta. De acordo com o site, a surpresa foi preparada por David e, emocionados, depois de sete anos casados reafirmaram a intenção de passar o resto de suas vidas juntos. Não se sabe até que ponto isso é verdade ou estratégia de marketing para posar de casal feliz, mas o fato é que a primeira reação é sempre de dúvida, imaginando que ninguém pode ser assim tão feliz a ponto de, depois de sete anos de união, ainda fazer juras de amor eterno.
Nossa sociedade tende a aceitar como “realidade” relacionamentos descartáveis e superficiais, enquanto romances duradouros e casamentos estáveis soam como ilusão e fantasia. Enxergar as coisas por um lado positivo é uma raridade, há uma tendência forte de abraçar o pessimismo, esperar o pior e procurar ver situações e pessoas com os piores olhos possíveis. É nesse ambiente de escuridão que olhares debochados são lançados para quem se assume feliz. É feio dizer que se é feliz, parece ou que você está querendo passar uma falsa imagem, ou que você quer jogar um holofote sobre a infelicidade alheia ou que você, pobrezinha, ainda está iludida, e que em breve cairá em si e verá que a vida é uma grande porcaria. Em todos os casos, há pelo menos um consenso: você está mentindo.
Que a vida é complicada, não há a menor dúvida. É inegável o fato de que existem problemas incomensuráveis no mundo e na vida particular dos indivíduos e que cada um vê seus problemas como os maiores do universo. Também o stress e a depressão têm sido identificados com muito mais precisão nos dias de hoje e têm recebido mais atenção e cuidados por parte da comunidade médica. Mas o que se percebe, nesses dias, é que houve uma espécie de glamourização da tristeza e do infortúnio.
Muita gente vazia, muita gente mais interessada em alimentar suas mazelas do que tentar resolver seus problemas, que se esconde atrás da máscara do fatalismo para fugir de sua própria vida. Adolescentes que se declaram depressivos ou borderline só porque é “moda”, com seus fotologs pretos e suas converxas axim. Adultos que não se cansam de repetir a ladainha de que o amor não existe e que felicidade é utopia, que todo casamento é fadado ao fracasso, porque é mais fácil aceitar conclusões prontas do que gastar tempo lutando para descobrir como as coisas funcionam.
Eu também não sei como as coisas funcionam. Não sei se David Beckham e Victoria Adams realmente querem passar a vida juntos, mas não posso deixar de pensar que aqueles casais expostos na mídia são formados por pessoas. Eles não são robôs sem sentimentos que vivem em função de um plano de marketing, eles vivem. E se eles vivem, podem ter problemas, podem chorar, podem sofrer, podem se sentir perdidos vez ou outra, podem se emocionar com uma declaração de amor e podem sim viver uma história bonita, longe dos holofotes. Não sei se é o caso, mas poderia ser.
Àqueles que se acomodaram à confortável posição de afirmar que o amor não existe, que relacionamentos que dão certo são mera jogada de marketing, que casais apaixonados estão temporariamente iludidos e que a verdade – ah, a real verdade – é que o normal é estar constantemente infeliz ou apático, com pequenos picos de alegria, os tão famosos momentos felizes, sinto informar que estão errados. Não é fácil, mas com uma boa dose de afinidades pessoais, mais um tanto de amizade, mais um outro tanto de maleabilidade e um par de corpos que se encaixam, é bem possível construir um relacionamento sólido firmado no amor e no companheirismo entre um homem e uma mulher. Claro que não estou aqui a passar uma receita de bolo, relacionamentos são difíceis e não existe uma única criatura que não tenha passado por altos e baixos em sua vida, mas por que acreditamos tão facilmente que o certo é estar sempre neutro ou melancólico, exceto por pequenos picos de alegria, e não cogitamos a hipótese de que talvez o contrário seja viável, estar sempre alegre, exceto por pequenos vales de neutralidade ou melancolia? Talvez vivamos de cabeça para baixo, sem perceber. A verdade é que escolhemos através de quais lentes enxergaremos nossa vida.
Depois de nove meses de namoro seguidos por recém-completados dois anos de casada, aprendi que falar de felicidade, ao invés de inspirar outras pessoas, suscita sentimentos ruins naqueles que realmente não estão interessados em confrontar suas certezas. Então fiquei cada vez mais reservada, chegando ao cúmulo de evitar falar de amor e de felicidade, como se estivesse fazendo algo condenável se mencionasse essas palavras em algum texto. Não falei das coisas boas, também não falei das coisas ruins, calei-me por completo, guardando para nós aquilo que é só nosso. A maturidade, desta vez, não veio com a experiência alheia para a atenta observadora que vos escreve, ela veio com o tempo, com os erros e acertos, como acontece com as pessoas normais. Foi algo que levei quase dois anos para aprender e que repasso agora, a qualquer casal apaixonado que queira ouvir, como se estivéssemos à beira de nossas bodas de prata. E quem disse que não estamos?
Resguardem-se. Amor causa reações estranhas em quem não o tem. Declarem-se em cerimônias secretas, troquem juras eternas longe de olhos e ouvidos que não sejam seus. Esqueçam aquela conversa de gritar seu amor para o mundo, isso é amadorismo. A sociedade secreta dos que amam surpreende os céticos com relacionamentos duradouros, casamentos sólidos e com o tão esperado fim que nunca chega. Quando casei, muitos não acreditavam que duraria um ano, não tenho provas de que houve um bolão de apostas sobre quanto tempo o casamento duraria (porque tínhamos muito pouco tempo de namoro, eu tenho fama de ter temperamento difícil e quem o conhece sabe que meu marido tem amor próprio o suficiente para não agüentar uma mulher chata ou mandona), mas sinto que frustramos expectativas.
A verdade é que eu não estou autorizada por mim a dizer que estou hoje mais feliz do que quando nos casamos, nem que foi a melhor coisa que fiz em minha vida, nem mesmo que o amor é ainda mais forte, mais sólido e maior hoje do que há dois anos, nem que passarei toda a minha vida ao lado dele, nem ao menos que não sei nem quero viver sem ele, ou que agradeço a Deus pelo presente que é completar esses dois anos de casamento, ainda que tudo isso seja verdade (e é), porque acabei de falar da importância de resguardar-se. Não sei, porém, até que ponto calar-me é bloquear grande parte do que eu sou ao escrever, porque talvez o mais importante, acima das juras secretas de amor eterno, seja entender que não é vergonhoso, nem insensato, nem sinal de fraqueza assumir-se humano e, como tal, ter o direito de ser feliz e expressar essa felicidade quando ela – enfim – acontece.
PS: Aproveito para, mui furtivamente, desejar ao Davison que os próximos cento e cinquenta anos de casamento sejam, no mínimo, tão bons quanto esses dois primeiros. E que ninguém – além dele – me ouça.

*Crônica originalmente publicada na coluna “Sala de Estar” da Revista Paradoxo em 21 de Junho de 2006

Vanessa Lampert

No dia em que completo dois anos de casada, leio em um desses sites de fofoca que David Beckham e Victoria Adams renovaram seus votos de casamento em uma cerimônia secreta. De acordo com o site, a surpresa foi preparada por David e, emocionados, depois de sete anos casados reafirmaram a intenção de passar o resto de suas vidas juntos. Não se sabe até que ponto isso é verdade ou estratégia de marketing para posar de casal feliz, mas o fato é que a primeira reação é sempre de dúvida, imaginando que ninguém pode ser assim tão feliz a ponto de, depois de sete anos de união, ainda fazer juras de amor eterno.

Nossa sociedade tende a aceitar como “realidade” relacionamentos descartáveis e superficiais, enquanto romances duradouros e casamentos estáveis soam como ilusão e fantasia. Enxergar as coisas por um lado positivo é uma raridade, há uma tendência forte de abraçar o pessimismo, esperar o pior e procurar ver situações e pessoas com os piores olhos possíveis. É nesse ambiente de escuridão que olhares debochados são lançados para quem se assume feliz. É feio dizer que se é feliz, parece ou que você está querendo passar uma falsa imagem, ou que você quer jogar um holofote sobre a infelicidade alheia ou que você, pobrezinha, ainda está iludida, e que em breve cairá em si e verá que a vida é uma grande porcaria. Em todos os casos, há pelo menos um consenso: você está mentindo.

Que a vida é complicada, não há a menor dúvida. É inegável o fato de que existem problemas incomensuráveis no mundo e na vida particular dos indivíduos e que cada um vê seus problemas como os maiores do universo. Também o stress e a depressão têm sido identificados com muito mais precisão nos dias de hoje e têm recebido mais atenção e cuidados por parte da comunidade médica. Mas o que se percebe, nesses dias, é que houve uma espécie de glamourização da tristeza e do infortúnio.

Muita gente vazia, muita gente mais interessada em alimentar suas mazelas do que tentar resolver seus problemas, que se esconde atrás da máscara do fatalismo para fugir de sua própria vida. Adolescentes que se declaram depressivos ou borderline só porque é “moda”, com seus fotologs pretos e suas converxas axim. Adultos que não se cansam de repetir a ladainha de que o amor não existe e que felicidade é utopia, que todo casamento é fadado ao fracasso, porque é mais fácil aceitar conclusões prontas do que gastar tempo lutando para descobrir como as coisas funcionam.

Eu também não sei como as coisas funcionam. Não sei se David Beckham e Victoria Adams realmente querem passar a vida juntos, mas não posso deixar de pensar que aqueles casais expostos na mídia são formados por pessoas. Eles não são robôs sem sentimentos que vivem em função de um plano de marketing, eles vivem. E se eles vivem, podem ter problemas, podem chorar, podem sofrer, podem se sentir perdidos vez ou outra, podem se emocionar com uma declaração de amor e podem sim viver uma história bonita, longe dos holofotes. Não sei se é o caso, mas poderia ser.

Àqueles que se acomodaram à confortável posição de afirmar que o amor não existe, que relacionamentos que dão certo são mera jogada de marketing, que casais apaixonados estão temporariamente iludidos e que a verdade – ah, a real verdade – é que o normal é estar constantemente infeliz ou apático, com pequenos picos de alegria, os tão famosos momentos felizes, sinto informar que estão errados. Não é fácil, mas com uma boa dose de afinidades pessoais, mais um tanto de amizade, mais um outro tanto de maleabilidade e um par de corpos que se encaixam, é bem possível construir um relacionamento sólido firmado no amor e no companheirismo entre um homem e uma mulher. Claro que não estou aqui a passar uma receita de bolo, relacionamentos são difíceis e não existe uma única criatura que não tenha passado por altos e baixos em sua vida, mas por que acreditamos tão facilmente que o certo é estar sempre neutro ou melancólico, exceto por pequenos picos de alegria, e não cogitamos a hipótese de que talvez o contrário seja viável, estar sempre alegre, exceto por pequenos vales de neutralidade ou melancolia? Talvez vivamos de cabeça para baixo, sem perceber. A verdade é que escolhemos através de quais lentes enxergaremos nossa vida.

Depois de nove meses de namoro seguidos por recém-completados dois anos de casada, aprendi que falar de felicidade, ao invés de inspirar outras pessoas, suscita sentimentos ruins naqueles que realmente não estão interessados em confrontar suas certezas. Então fiquei cada vez mais reservada, chegando ao cúmulo de evitar falar de amor e de felicidade, como se estivesse fazendo algo condenável se mencionasse essas palavras em algum texto. Não falei das coisas boas, também não falei das coisas ruins, calei-me por completo, guardando para nós aquilo que é só nosso. A maturidade, desta vez, não veio com a experiência alheia para a atenta observadora que vos escreve, ela veio com o tempo, com os erros e acertos, como acontece com as pessoas normais. Foi algo que levei quase dois anos para aprender e que repasso agora, a qualquer casal apaixonado que queira ouvir, como se estivéssemos à beira de nossas bodas de prata. E quem disse que não estamos?

Resguardem-se. Amor causa reações estranhas em quem não o tem. Declarem-se em cerimônias secretas, troquem juras eternas longe de olhos e ouvidos que não sejam seus. Esqueçam aquela conversa de gritar seu amor para o mundo, isso é amadorismo. A sociedade secreta dos que amam surpreende os céticos com relacionamentos duradouros, casamentos sólidos e com o tão esperado fim que nunca chega. Quando casei, muitos não acreditavam que duraria um ano, não tenho provas de que houve um bolão de apostas sobre quanto tempo o casamento duraria (porque tínhamos muito pouco tempo de namoro, eu tenho fama de ter temperamento difícil e quem o conhece sabe que meu marido tem amor próprio o suficiente para não agüentar uma mulher chata ou mandona), mas sinto que frustramos expectativas.

A verdade é que eu não estou autorizada por mim a dizer que estou hoje mais feliz do que quando nos casamos, nem que foi a melhor coisa que fiz em minha vida, nem mesmo que o amor é ainda mais forte, mais sólido e maior hoje do que há dois anos, nem que passarei toda a minha vida ao lado dele, nem ao menos que não sei nem quero viver sem ele, ou que agradeço a Deus pelo presente que é completar esses dois anos de casamento, ainda que tudo isso seja verdade (e é), porque acabei de falar da importância de resguardar-se. Não sei, porém, até que ponto calar-me é bloquear grande parte do que eu sou ao escrever, porque talvez o mais importante, acima das juras secretas de amor eterno, seja entender que não é vergonhoso, nem insensato, nem sinal de fraqueza assumir-se humano e, como tal, ter o direito de ser feliz e expressar essa felicidade quando ela – enfim – acontece.

PS: Aproveito para, mui furtivamente, desejar ao Davison que os próximos cento e cinquenta anos de casamento sejam, no mínimo, tão bons quanto esses dois primeiros. E que ninguém – além dele – me ouça.

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PS: Republico esse texto (escrito na comemoração de dois anos de casados) para explicar o porquê de eu ter parado de falar a respeito de minha vida neste blog. Continuo sendo fã número um de casamentos, mas passei a ficar cada vez mais reservada com o passar dos anos. Só me mantenho nas redes sociais porque as escolhas que fiz no meu início de vida online me obrigam a isso.  De vez em quando tenho vontade de escrever algo mais pessoal, mas acabo deixando esses posts eternamente nos rascunhos.  No entanto, penso em voltar a falar sobre isso, pois há necessidade desse tipo de informação nos dias de hoje (falarei mais a respeito no próximo post).

PS2: A título de atualização de informações: nosso casamento, depois de sete anos e oito meses, está muito melhor do que quando escrevi essa crônica.  Mas não conte a ninguém. :-)


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E.E.E – Epidemia da Escrita Enigmática

Mais um post que me agradou muito e que gostaria de compartilhar com meus leitores (eles existem!). Patricia Lages escreve (muito bem) sobre economia doméstica e amo sua coluna, mas esse texto é off-topic. Fala sobre algo que certamente incomoda a mim e a você na internet e fora dela.  Me espanta a quantidade de pessoas incapazes de se comunicar fluentemente em sua própria língua.  Vale MUITO a pena ler, até porque o texto dela é palatável,  muito inteligente e bem humorado.

Clique aqui para ler “Disque 190, emergência!”

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Gatos dormindo

Pre-ci-so compartilhar isso com meus leitores, pois estou rindo até agora desse post. O blog não é sobre gatos, mas tem vários posts fofos, o que muito agrada a pessoa feliz que vos escreve. :-)

Agora vamos ao que interessa:

As 25 posições preferidas por gatos na hora de dormir (clique para ler)

E depois alguém ainda tem coragem de me perguntar o porquê de eu gostar tanto de gatos…eles são divertidos com todas as suas forças, com todas as células de seus corpinhos.

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Para não errar:

1 – Não tome nenhuma decisão enquanto estiver em dúvida. Tenha certeza de alguma coisa e – só então – decida.

2 – Não tome nenhuma decisão por impulso, emoção ou no calor dos acontecimentos. Se estiver em um turbilhão emocional, sente-se, relaxe, desligue, entregue para Deus, tire a sua cabeça disso, vá fazer alguma outra coisa…só depois que estiver EM PAZ tome a sua decisão.

Como saber se você está com a cabeça no turbilhão emocional?

Se você:

– Só pensa no problema.

– Só fala no problema

– Percebe que a maioria das suas postagens nas redes sociais são sobre o problema ou “indiretas” para aqueles que foram responsáveis pelo problema ou por alimentá-lo

Sua vida tem girado em torno da situação ruim que você está vivendo. Você está no meio do turbilhão emocional e deve arrumar uma maneira de tirar sua cabeça de dentro dele (ainda que o problema não termine, o importante é conseguir ter paz de espírito) antes de tomar qualquer decisão.

Faça uma oração pedindo direção de Deus, entregue a Ele, confie. Essa é a única maneira que eu conheço de se obter paz e conseguir enxergar o problema com clareza e frieza necessárias para se livrar dele – ou de suas consequências.  Se você conhecer outra, vá em frente. O importante é evitar os dois itens enumerados acima antes de tomar qualquer decisão.

PS: Se já tomou a decisão, talvez não seja tarde para voltar atrás. Se já for tarde, você precisará de mais paz de espírito ainda para decidir o que fazer daqui para diante. Então os conselhos continuam válidos.

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