Como vencer a preguiça de ler

Texto originalmente postado na seção Livros, no site de Cristiane Cardoso. (Clique aqui para ver a postagem original)

Ao responder à pergunta que minha nova amiga Sandra, de Moçambique, me enviou pelo Twitter, imaginei que poderia ser a dúvida de muitas leitoras e achei que valia um post nesta coluna. Eis a pergunta:

“Olá minha querida. Eu detesto ler, tenho preguiça mas SEI que preciso mudar isso. Me diga, que faço para contrariar isto?”

Minha resposta: A mesma coisa que a gente faz quando sabe que precisa fazer algo, mas não tem vontade: sacrifício. Coloque um livro na bolsa e se determine a ler todo dia um pouco. No começo vai ser difícil, pois é uma luta contra sua vontade.  Só tire da cabeça que você não gosta. Não é não gostar, é não ter o hábito. Quando desenvolver o hábito, vai amar :-)

Pelo que ela me explicou, sabe que precisa ler alguns livros que farão a diferença na vida dela (você também sabe, não é?), mas a preguiça e a falta de hábito a fizeram acreditar que não gosta de ler. Quando você acredita que não gosta de ler, qualquer leitura se torna uma tortura.

O hábito de leitura é como um músculo que precisa ser desenvolvido. Se você não usar seus braços ou suas pernas por meses e depois disso tentar fazer um movimento com os músculos atrofiados, vai sentir dor, incômodo, exaustão…será chato pra caramba. Aí você vira para mim e diz: “Eu não gosto de me mexer!” Não é verdade. É incômodo pela falta de exercício, mas se você se sacrificar e ignorar o incômodo com o foco no objetivo maior, terá uma super recompensa ao final do esforço.

Tem outra coisa: livro é amigo. A-mi-go. Você tem se sentir à vontade com seu amigo. Coloque dentro da bolsa, não se preocupe em não amassar…claro, você não vai detonar o livro e pisar em cima, mas se tiver de se preocupar em não dobrar aqui, não amassar ali, é complicado se sentir à vontade. Posso estar errada, sei lá, mas essa é a minha teoria.

A principal dica é mesmo o sacrifício. Não importa se você está lendo um livro, um artigo de jornal ou um post em um blog: quando cansar de ler, pare um pouco, mas não abandone a leitura. Não pense em como se sente ao ler, mas no quanto você vai saber mais depois de terminar de ler. Tome um café, brinque com o cachorro, com o gato ou vá ao banheiro, depois volte e continue a leitura, tentando entender o que está escrito. Qualquer texto é o autor conversando contigo, então é falta de educação abandonar a leitura e não voltar para concluir, é como se deixasse alguém falando sozinho ou desligasse na cara da pessoa.  Se for um blog, só comente depois de ter lido todo o post, pois às vezes a resposta à sua pergunta está no que você não teve paciência de ler.

Impaciência e ansiedade são emoções, e emoções devem receber pouquíssimo alimento. Ceder a elas é alimentá-las até que fiquem fortes e tentem te estrangular. Emoções são como Gremlins, lembra daquele filme trash horroroso? Gizmo era um bichinho fofinho, mas se alimentado após a meia-noite ou molhado, gerava monstrinhos verdes destrutivos. Emoções são Gizmos necessários. Precisamos delas, mas bem domesticadinhas e pouco alimentadas. Já nosso espírito (que é nossa inteligência) precisa ser alimentado para ficar forte o suficiente para controlar os Gizmos. O melhor alimento para fortalecer o espírito chama-se sacrifício.

Deixar de fazer aquilo que você tem vontade para fazer aquilo que você não tem vontade, mas sabe que precisa, é a única maneira de desenvolver sua mente, crescer e se tornar uma pessoa melhor. Deus pede isso da gente o tempo todo, até porque a vida exige isso para não se tornar um fardo.  Fazer só o que você gosta e tem vontade é receita para a frustração, já que os Gremlins nunca se fartam, sempre querem mais e mais e mais…nada é suficiente para satisfazer a vontade humana. Então a partir de hoje em sua vida, seja na leitura ou em qualquer outra coisa que esteja difícil por não ter se tornado um hábito, decida sacrificar sua vontade e fazer o esforço. A recompensa vale o sacrifício! Você vai ver o quanto vai ganhar não apenas por ler, mas por se dispor a sacrificar.

PS: Eu não sou um “super ser” por ler bastante e gostar de escrever. Eu só me dediquei a essas duas coisas até que se tornassem parte da minha vida.

PS2: A gatinha da foto é a Ricota, ela tem 7 anos e está pensando se vale a pena ler esses dois livros… :)

Vanessa Lampert

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A Mulher V

Texto originalmente postado na seção Livros, no site de Cristiane Cardoso. (Clique aqui para ver a postagem original)

Eu não poderia deixar de resenhar o livro “A mulher V”, de Cristiane Cardoso, publicado pela Editora Unipro. A capa é de extremo bom gosto. A silhueta de Cristiane, extremamente feminina e elegante, o foco de luz sobre o pingente de pedra vermelha, remetendo à comparação da mulher virtuosa com o rubi, que você entende melhor logo no início do livro.

Já havia lido outros livros sobre o tema, alguns que até me impressionaram na época, mas o resultado era sempre o mesmo: eu não sabia como aplicar os ensinamentos do livro e me sentia frustrada e incompetente. Eu me cobro muito. Sou perfeccionista e exijo muito de mim, graças ao livro tenho aprendido a ajustar minhas expectativas e entendi que ser mais flexível comigo não me faz menos responsável. Desde que percebi o quão errada eu era e o quão longe estava de ser uma pessoa que fizesse a diferença positiva na vida daqueles que me cercavam, estou sempre querendo melhorar, mudar, crescer. Minha oração desde aquele dia tem sido: “Deus, me ajude a ser a pessoa que o Senhor quer que eu seja”, e fico atenta a todos os sinais que Ele me envia.

“A Mulher V” foi muito mais do que um sinal, foi um outdoor gigante caindo sobre minha cabeça. O livro destrincha o último capítulo do livro de Provérbios, que fala sobre a mulher virtuosa (a “Mulher V” do título). Cada capítulo detalha um dos versículos com as características da mulher virtuosa, confrontando com o que temos vivido hoje em dia e nos mostrando COMO desenvolver cada uma dessas características, de maneira bastante simples e prática. Uma frase que me marcou bastante é: “é difícil, mas perfeitamente executável”. Entende a profundidade disso? Simplesmente constatar que algo é difícil pode te paralisar, mas perceber que é perfeitamente executável te fortalece para colocar aquilo em prática, apesar da dificuldade.

Outra coisa importantíssima foi que este livro me ajudou a não ser tão exigente comigo mesma. Aprendi a apreciar meu esforço e não ficar apenas me chicoteando para fazer mais e mais e mais… É uma injeção de ânimo e autoestima de longa duração! Não só aprendi como devo ser, mas o que fazer para alcançar meus objetivos de ser melhor mulher, melhor esposa, melhor profissional e melhor amiga, e também descobri que sou capaz disso e que há esperança para mim!…rs…

É bom saber que você não está sozinha no universo, que os conflitos que você passa são comuns a muitas mulheres e que você é capaz de superar todos eles e se transformar na mulher que Deus quer que você seja. “A mulher V” tornou-se meu manual de instruções. Perdi a conta de quantas vezes reli seus capítulos. A cada vez que leio, mais uma portinha se abre na minha mente e mais um passo dou em direção ao meu objetivo. Meu marido notou a mudança que aconteceu em mim, pois foi significativa e em pouco tempo. Para aprender sozinha tudo o que aprendi com “A mulher V”, eu precisaria de alguns anos.

Concordo com a posição da Cristiane. O feminismo está ultrapassado, ele nos trouxe grandes conquistas enquanto gênero, no mercado de trabalho, abrindo um espaço que não existia. No entanto, já percebemos o quanto ele falhou ao anular a feminilidade da mulher, igualando-a ao homem naquilo que eles não são iguais. Sempre disse isso: mulheres e homens são diferentes, pensam de maneira diferente, agem de maneira diferente. Um não é pior ou melhor do que o outro, eles são apenas diferentes e isso é positivo, suas maneiras de pensar e agir se completam. Diga à mulher que ela deve ser igual ao homem em tudo e você terá uma mulher mutilada.

“A Mulher V” vem para reconstruir a figura feminina e encaixá-la em nosso contexto atual. Vem contra o que já está estabelecido na sociedade e que ninguém tem coragem de modificar, mesmo que os resultados tenham provado a ineficácia dessa cultura. Ao mesmo tempo em que jogou a mulher no mercado de trabalho sem dizer o que ela deveria fazer com o restante dos papéis que tem a desempenhar, a sociedade atual só sabe cobrar, cobrar e cobrar, ditando as regras de como deve se comportar, do que deve pensar a respeito dos homens, a respeito de cuidar da própria casa, impondo padrões estéticos, dizendo o quanto deve pesar, o que tem de querer, sem deixar espaço algum para que ela mesma faça suas escolhas e desenvolva suas opiniões.

A mulher V tem atitude, tem personalidade e nada contra a corrente, sendo a rebelde revolucionária no meio de um mundo em crise de identidade. E é esse fôlego de lutar contra a corrente fazendo suas próprias escolhas e criando sua própria cultura que o livro “A Mulher V” nos traz. Um livro para ler, reler e distribuir por aí. Já presenteei amigas e desconhecidas – cristãs ou não – com um exemplar. Meu critério de escolha é: vontade de ser uma pessoa melhor. Isso já te qualifica a ser uma feliz leitora de “A mulher V”.

No final de cada capítulo, há um exemplo de mulher, retirado da Bíblia. Cristiane desenterrou umas mulheres que eu nem me lembrava que estavam no texto sagrado. Fiquei impressionada com a disposição dela em tirar uma história motivadora de meia dúzia de versículos – ou até menos – você lê e pensa: “puxa, isso faz sentido”! “A Mulher V” é um livro sobre comportamento feminino que te coloca para cima, te diverte e abre seus olhos para infinitas possibilidades. Eu gostei tanto, mas tanto, que brinco sempre que meu objetivo é fazer jus ao título… “V” de Vanessa. :)

PS: Antes que alguém me pergunte onde comprar, você encontra “A Mulher V” em uma Igreja Universal. Não sei dizer se em todas ou se apenas nas catedrais, mas é só entrar e dizer para algum obreiro ou pastor: “Oi, eu queria comprar o “Mulher V” e você descobrirá. Também pode comprar pela internet, no site http://www.arcacenter.com.br

Vanessa Lampert

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