Livros que não são o que parecem – Bom dia, Espírito Santo

Para quem não conhece, Bom dia, Espírito Santo (Good Morning, Holy Spirit) é um best-seller de Benny Hinn, pregador que se tornou famoso por derrubar as pessoas. Eu li esse livro na pré-adolescência (tinha uns 12 ou 13 anos), época em que estava em outra denominação e não conhecia o Espírito Santo, nem tinha muito senso crítico, então entrei na onda de todo mundo e achei o máximo, mas o tempo passou e eu nem me lembrava mais dele.  Então, há alguns anos, depois de ter recebido o Espírito Santo e de conhecer a Deus, resolvi reler, para saber o que acharia agora, depois de ter tido minhas próprias experiências com Deus. Gastei meu tempo e compartilho aqui a experiência para que você não precise gastar o seu e possa orientar a quem lhe perguntar a respeito dele.

O que este livro diz que é? Vamos ler a sinopse:

“Em “Bom Dia, Espírito Santo”, Hinn apresenta descobertas e verdades que Deus lhe tem ensinado através dos anos. Você irá adquirir um conhecimento mais profundo da Divindade e como os membros da Trindade interatuam entre si e conosco. “

Nãããão!!! Não acredite nessas palavras bonitas. Você não vai descobrir nada, nem adquirir coisa nenhuma, e já te explico o porquê.  Quem Benny Hinn “encontra” é uma entidade que se faz passar pelo Espírito Santo. A experiência que ele descreve é 100% emocional e, sinceramente, se alguém me dissesse que passou por aquilo, eu o encaminharia a uma reunião de libertação, com urgência.

Ele foi a uma reunião em que viu uma mulher manifestada com o que ela dizia ser o Espírito de Deus.

O culto só começaria dali a uma hora. Tirei o casaco, as luvas e as botas. Enquanto relaxava, percebi que tremia mais que antes. Não conseguia parar. As vibrações percorriam meu braço e pernas, como se estivesse ligado a uma espécie de máquina. A experiência era nova para mim. Para ser sincero, sentia medo.

Ele continua explicando a sensação, mas olha que esquisito:

Enquanto o órgão tocava, eu não conseguia pensar em outra coisa além do tremor em meu corpo. Não era uma sensação de “doença”. Não era como se estivesse pegando um resfriado ou uma virose. Na verdade, quanto mais continuava tanto mais bela parecia.

Afinal de contas, ele estava com medo, o tremor o incomodava tanto que não conseguia pensar em outra coisa, mas “quanto mais continuava tanto mais bela parecia”? O que significa isso? Não vi nada de belo em ter uma tremedeira descontrolada, incômoda e assustadora, do nada! Sabe o que é isso? A valorização da sensação. Já entro em detalhes quanto a isso.

Nesse momento, como se saísse do nada, Kathryn Kuhlman apareceu. Num instante a atmosfera naquele prédio ficou carregada.

“A atmosfera naquele prédio ficou carregada”. Mais um que precisa urgentemente de uma sessão de descarrego.

A evangelista continuou chorando por um período de mais ou menos dois minutos. Depois jogou a cabeça para trás. Ali estava ela, a alguns passos de mim, com os olhos chamejantes. Estava viva.

Desculpe, amigos, mas tenho que interromper. A linguagem deste livro é totalmente emocional, mais até do que a do “A Cabana”, mas o espírito é bem parecido.  Mas veja só por quê. O espírito que estava nessa mulher (e depois passou para o autor do livro) é extremamente teatral, performático. Ficou chorando convulsivamente por dois minutos, depois jogou a cabeça para trás.

Naquele momento ela mostrou uma ousadia que eu nunca vira em outra pessoa. Apontou com o dedo em riste, com enorme poder e emoção e até mesmo sofrimento. Se o próprio diabo estivesse lá, ela o teria derrubado com um simples golpe.

Ousadia, poder, emoção, sofrimento? Essa foi uma das cenas mais bizarras do livro. Só detalho aqui porque é a origem de todo o “Ministério” desse indivíduo. Vê-se com clareza que esse espírito é estranho.

Foi um instante de incrível dimensão. Ainda soluçando, Kathryn olhou para a audiência e disse em agonia: – por favor. – Ela pareceu esticar a palavra: – Por fa-a-vo-or, não entristeçam o Espírito Santo. –  Ela suplicava. Se você puder imaginar uma mãe rogando a um assassino que não mate o seu bebê, terá uma ideia do quadro. Ela pedia e suplicava.

Note que o autor evoca a imagem mais emocionalmente tocante o possível. Ele não se importa com o fato da coisa toda ser completamente desprovida de sentido, ele apenas quer que você “sinta” e para isso coloca essas frases sentimentais e sensoriais. Agora, como assim “uma mãe rogando a um assassino que não mate o seu bebê?” Veja que o Espírito Santo é colocado aqui em uma posição de fragilidade, como um bebê indefeso, o que contraria completamente o que a Bíblia diz que Ele é.

Ela disse então: – Vocês não compreendem? Ele é tudo o que eu tenho! Pensei comigo mesmo – Do que ela está falando? Sua súplica apaixonada continuou, e disse:

– Por favor! Não o magoem. Ele é tudo o que eu tenho. Não magoem o meu Amado! – Jamais esquecerei estas palavras. Posso lembrar ainda como sua respiração ofegava ao pronunciá-las.

Consegue ser mais dramático, emocionalmente carregado e pretensamente manipulador do que qualquer um dos livros anteriormente analisados nesta série jamais sonhou em ser. Se você não conhece o Espírito Santo, um aviso: Ele não é assim. Aqui sou obrigada a copiar e colar o que já escrevi sobre Ele em outra resenha: “Realmente, não tem nada a ver com o Espírito Santo que eu conheço

Aí me lembro de quando o Espírito de Deus se apossava de Sansão…a Bíblia diz que ele matou um leão com suas próprias mãos, lembra? E mil homens com uma queixada de jumento. ”

Quando Paulo disse “Não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção” (Efésios 4:30) Não disse isso chorando, em agonia, com peninha do coitadinho do Espírito Santo indefeso. Preste atenção no versículo. É um alerta: não entristeçam o Espírito Santo, pelo bem de vocês mesmos, ou perderão a salvação. Nele nós fomos selados para o dia da redenção. “Entristecer” aqui tem o sentido de luto. Só se está de luto por quem já morreu. Entristecer o Espírito de Deus é se afastar dEle através do pecado e se aproximar da morte eterna. Não façam isso, para o seu próprio bem.  A coisa é bem mais racional do que parece.

Ela apontou então seu longo dedo para mim e disse com grande clareza:

– Ele é mais real do qualquer coisa neste mundo!

Quando ela olhou para mim e proferiu essas palavras, algo me agarrou literalmente por dentro. Gritei dizendo:

– “Eu preciso conseguir isso”.

Então esse é o ponto inicial do livro. Sua sede era de ter aquilo que ele viu ali. Descreve essa reunião mega emocional e irracional, com muita música e oração da mulher manifestada. Impressionado com a experiência (porque ele “sentiu” várias coisas durante a reunião e viu milagres), ele chega em casa e diz: “Eu quero ter o que a Kathryn Kuhlman tem!” Baseado nisso, busca, com toda a força, não o Espírito Santo da Bíblia, mas o espírito que ele viu manifestado em Kathryn Kuhlman, o que ele viu naquela reunião, para ter a experiência que ela teve.

Logo em seguida, começa a tremer, como tremeu na reunião. Depois descreve o que me parece um choque elétrico. O rapaz foi eletrocutado pela entidade e realmente acredita que aquilo era o Espírito Santo. Nada do que ele descreve parece o Espírito Santo que eu conheço. É só uma descarga elétrica emocional que o faz ser um super-crente que derruba os outros ao jogar seu paletó. O restante do livro por diversas vezes faz você ter uma vontade sincera de levar o rapaz a uma sessão de descarrego.

Ao contar sua história, Benny Hinn te faz crer que ele é um “escolhido”, cuja mãe católica pediu “Deus, se me deres um menino, eu o devolvo ao Senhor”. Assim, Hinn quer se mostrar mais do que um Profeta Samuel pós-moderno, um ser especial com experiências sobrenaturais desde a infância (ele diz ter visto Jesus e após a visão ficou imóvel e…adivinha? Sentindo choques elétricos! Que espírito é esse que trabalha com eletrochoque?).

Eu vi Jesus entrar em meu quarto. Ele usava trajes mais alvos que a neve e um manto vermelho escuro drapejado sobre a veste. (…) Quando isso aconteceu, eu estava dormindo, mas de repente uma sensação incrível, que só pode ser descrita como “elétrica”, tomou conta do meu pequeno corpo. Era como se alguém tivesse me ligado numa tomada. Senti um formigamento como de agulhas – milhares delas-percorrendo meu organismo. (…) Quando acordei, a sensação extraordinária ainda perdurava. Abri os olhos e olhei ao redor, mas o sentimento intenso e poderoso continuava em meu íntimo. Sentia-me totalmente paralisado, não podia mover nenhum músculo. Nem uma pestana. Achava-me completamente congelado ali.

Por algum motivo as pessoas anseiam por esse tipo de coisa, por “sentir” fisicamente Deus. Minha teoria é que elas têm tanta dificuldade de crer em Deus, que uma sensação física é como se trouxesse Deus até o mundo material, é quase uma “prova” de sua existência. Por isso esse espírito de engano tem tanto espaço. E substitui o espiritual pelo sensorial/sentimental. E líderes que digam “olha, eu senti isso, eu senti aquilo, eu vi Jesus,  fui arrebatado, vi o céu, vi o inferno, etc. etc.” tentando passar super santidade acabam ganhando mais do que admiração do povo sedento.

Isso é normal entre alguns líderes evangélicos que ao mesmo tempo em que dizem que todos podem ter acesso a Deus, se colocam como seres especiais que têm contato e experiências com Deus quem ninguém mais tem.  Você vê as palavras “sentimento”, “torpor”, “me senti”, “chorar” com muita frequência. Para quem não tem intimidade com Deus, aquele relato emocional convence…mexe com seus sentimentos, afinal de contas,  quer ver Jesus, quer sentir o Espírito Santo, alguma sensação física que lhe faça ter certeza de que Ele existe! É um caminho bem mais fácil do que o da fé.

Muitas vezes, quando meus amigos vinham ver-me, eles começavam a chorar por causa da presença do Espírito Santo.

Agora me diz: quantas pessoas cheias do Espírito Santo, que você conhece, fazem seus amigos chorarem ao se aproximar? Eu te digo quantas conheço: nenhuma. Nem vemos isso na Bíblia. Note que ao mesmo tempo em que se esforça para parecer “humilde”, e que diz que você também pode ter aquela “unção”, Benny Hinn faz questão de se colocar em uma posição tão superior ao restante da humanidade, para jamais ser questionado.

Infelizmente, as pessoas têm sido facilmente enganadas pelas emoções, pelas sensações. O Espírito Santo não é uma sensação, um sentimento ou um amigo imaginário. Se você se contentar com isso, será para sempre enganado por um espírito que nada tem de santo, perdendo a oportunidade de ter uma experiência real com o verdadeiro Espírito Santo, através da fé racional. Se você tentar desenvolver uma intimidade com Deus através desses esforços emocionais, não conseguirá.

É um livro que eu considero perigoso para a fé. Primeiro, porque há um espírito ali. Um espírito enganador. Mistura verdade com mentira, coisas certas com coisas erradas e pode fazer uma grande confusão na cabeça de quem é sincero. Se quiser ter um relacionamento íntimo e verdadeiro com o Espírito Santo, busque diretamente nEle, e não queira ter experiências “como as de fulano”, nem se deslumbre com pirotecnias espirituais.

Não adianta um livro que fale coisas lindas a respeito do Espírito Santo se não é do Espírito Santo que ele está falando. Pode dizer coisas lindas, mas misturadas a outras que te trarão mais para perto de experiências emocionais e carnais (ou mesmo demoníacas) do que exatamente espirituais.

É o grande problema da igreja evangélica atual: a busca por emoções e sensações que não preparam a ninguém para os problemas que eventualmente irão enfrentar, apenas abrem espaço para espíritos estranhos. Cristãos emocionais são fracos, confusos, muitos acabam escravos de medicamentos para depressão e estresse ou não conseguem perdoar ao serem vítimas de alguma injustiça. Tudo isso porque as emoções foram alimentadas por tanto tempo que se tornaram a maior força na vida dessas pessoas e abriram espaço para atuação do mal em suas vidas.

Queimei o livro. Sim, não tenho coragem de jogar no lixo porque vai que alguém pega e lê? E antes que alguém me venha com “reter o que é bom”, você vai ler um livro com um conteúdo antibíblico e reter o que é bom? É como se eu lesse, sei lá, “A Bíblia de Satanás” e dissesse que vou “reter o que é bom”. Vamos aprender a não retirar os versículos de seu contexto. Paulo diz: “Não desprezeis as profecias; julgai todas as coisas, retende o que é bom; abstende-vos de toda forma de mal” (I Tessalonicenses 5:20-22)

Vanessa Lampert

ATENÇÃO, ANTES DE COMENTAR, LEIA:

Se você ficou com muita vontade de me dizer que estou blasfemando contra o Espírito Santo ou que o Espírito Santo age de forma diferente com cada pessoa, por favor, leia esse textinho aqui ANTES de comentar, sobre o Espírito Santo: clique aqui para ler.

Comentários com xingamentos tradicionais ou com xingamento gospel, do tipo “Deus tenha misericórdia de você” (acredite, Ele tem. E de você também) não serão aceitos.

E, sim, eu tenho o direito de alertar que o espírito de Kathryn Kuhlman (que foi o que Benny Hinn pediu que entrasse nele) não é de Deus. Estou julgando com base na Bíblia, que é a forma certa de se julgar, segundo as Palavras de Jesus: “Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça” (João 7.24).

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PS: Lembrei desse post aqui (clique para ler).

PS2: Vocês já perceberam que todos esses livros que estamos analisando na série “Livros que não são o que parecem” têm as mesmas características? Foco na emoção, linguagem sentimental e manipuladora e distorções da verdade?

Originalmente publicado no blog Cristiane Cardoso. Clique aqui para ver a postagem original.

A excelência da sabedoria

Durante o Jejum de Daniel, minha mãe atacou todos os livros de sua estante e começou a desenterrar alguns que eu nem me lembrava que existiam. Em uma semana ela tinha lido uns seis livros, então cada dia que conversávamos ao telefone (ela mora em Campo Grande – MS e eu em São Paulo), ela tinha uma novidade para me contar. Sobre esse livro o entusiasmo dela foi tão grande e genuíno que me convenceu: “Ele é curtinho, mas super completo, maravilhoso, você tem que ler!” (Agora você sabe de quem puxei o dom de convencer os outros a ler.) Ela tem razão! “A excelência da sabedoria” (Editora Unipro), do Bispo Macedo, tem 74 páginas, é muito fininho e a leitura é bem agradável. O conteúdo é bem objetivo, prático e dinâmico, ele pula de um assunto para o outro com grande facilidade, mas você não se perde, acompanha o raciocínio também facilmente. E é muito raciocínio, amigos! Naquelas 74 páginas cabe tanta coisa!

“A excelência da sabedoria” faz uma análise cuidadosa dos primeiros capítulos do livro de Provérbios, com lições para absolutamente todas as áreas da vida: fala de vida espiritual, de sabedoria (é claro), de fé inteligente, de finanças, de vida sentimental, de família, de saúde…acho que não ficou um assunto sem ser abordado. E, melhor de tudo: como é comum nos livros do Bispo Macedo, este livro tem uma linguagem simples e de fácil compreensão.

Apesar de ser estudo de Provérbios, ele passeia por toda a Bíblia, conversando com o leitor, eu achei isso muito legal! Porque ele pegava um versículo de Provérbios, começava a meditar e ligava a outro versículo lá do Novo Testamento, por exemplo.  Sabe em que eu acho que isso ajuda? A nos ensinar a como meditar na Palavra de Deus, fazendo uma leitura pausada e profunda. Quando você vê, está continuando o raciocínio, meditando na meditação feita. Da próxima vez que pegar um versículo bíblico para ler, perceberá quanta riqueza existe naquelas poucas linhas.

Fui ensinada na igreja tradicional a decorar versículos. Nada contra você ler tanto que acabe  sabendo de cor, mas não era o que fazíamos. Decorávamos mesmo, ainda crianças, sem sequer entender o que estávamos dizendo. E o versículo caía no solo estéril do compartimento religioso da mente humana, para nunca mais ser compreendido. É por isso que muitos religiosos depois se aplicam aos estudos teológicos mais malucos, para tentar trazer compreensão ao que decoraram, mas a Palavra de Deus é tão simples!

Ela é rica, cheia de detalhes, mas simples de entender, acessível a qualquer ser humano. Peça ao Espírito Santo que guie seu entendimento e medite, pense.

Um trecho do livro diz: “É impossível que alguém que pratique a Palavra de Deus seja infeliz, viva em depressão.” Concordo plenamente. É impossível! Se todo mundo praticasse a Palavra de Deus, a indústria de antidepressivos e ansiolíticos teria de vender vitaminas.

A Palavra de Deus praticada transforma, de dentro para fora. Para isso você tem de tirar da sua cabeça a ideia equivocada de que a Bíblia é um livro difícil. Não é! Pessoas menos inteligentes do que você conseguem entendê-la, eu te garanto. Pessoas mais inteligentes também. Ela é para todos. Deus não seria justo se reservasse o entendimento de sua Palavra apenas aos sábios deste mundo. Pelo contrário! Ele diz que ocultou aos sábios deste mundo e a revelou aos humildes.

Este é o maior segredo desse livro: se você for suficientemente humilde para ler e absorver o Espírito dessas palavras, colocando em prática tudo o que aprender, pode ter certeza de que terá muito mais do que qualidade de vida.

Vanessa Lampert

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PS: Desta vez fizemos o caminho inverso.  O filhotinho desta resenha saiu esta semana na Folha Universal. Então se der uma sensaçãozinha de déjà vu, foi lá que você viu.  :-)

PS2: Faz tempo que não encontro esse livro na IURD. Infelizmente, você ainda não o encontra em livrarias. O jeito é comprar no Arca Center ou pelo televendas: http://www.arcacenter.com.br

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Livros que não são o que parecem – A Cabana

“A Cabana” (“The Shack”, Editora Arqueiro), de William P. Young, é um dos livros mais citados nos comentários desta coluna. O pior desse livro, na minha opinião, é que também é fácil achá-lo interessante, desde que você esteja suficientemente desatento ou não tenha nenhuma opinião sólida a respeito dos assuntos abordados. Devo confessar que a única coisa de que me lembro da primeira leitura que fiz deste livro (séculos antes de ter esta coluna e, portanto, sem muito senso crítico) é de ter pensado: “puxa, como esse cara conseguiu enfiar um livro tão religioso na estante de romances seculares?” Lembro-me de que era uma metáfora (ou entendi como se fosse), uma fábula, e que falava sobre ter um relacionamento com Deus. Fora isso, me recordo de não ter gostado do tom excessivamente emocional. Não me lembrava de mais nada (por que será que gosto de“romances de amnésia”?).  Mas na segunda leitura me perguntei por que da primeira vez não joguei “A Cabana” pela janela. Não me deixem esquecer.

Mack é casado e teve três filhos. Sua mulher é uma cristã fervorosa, participa das atividades de sua igreja e chama Deus de “Papai”. Durante um acampamento em família, uma tragédia acontece: Missy, a filha mais nova de Mack, é raptada e assassinada em uma cabana. Anos se passam e Mack continua em depressão por conta do crime, pois não se conforma com a crueldade que lhe roubou a criança de cinco anos, e se ressente de Deus. Certo dia, recebe um bilhete:

Mackenzie

Já faz um tempo. Senti sua falta. Estarei na cabana no fim de semana que vem, se você quiser me encontrar.

Papai.

Como Mack matou o pai alcoólatra e abusivo quando era adolescente, aquele bilhete é ainda mais perturbador. Após alguma hesitação, vai até a cabana onde sua filha foi assassinada. Adormece, e quando acorda, ela está totalmente diferente e habitada por três estranhas criaturas. São os três piores personagens do livro,  mal construídos. Era para ser a trindade. Deus Pai aparece em forma de uma “negra enorme”, nas palavras do autor. Ela o abraça, espalhafatosa e caricata. A explicação para que apareça em forma feminina é até plausível:

“Se eu me revelasse a você como uma figura muito grande, branca e com aparência de avô com uma barba comprida, simplesmente reforçaria seus estereótipos religiosos. É importante você saber que o objetivo deste fim de semana não é reforçar esses estereótipos.”

Ok, tem alguma lógica nessa desculpa. O problema é que não é apenas uma questão de aparência para “quebrar o gelo” ou “não reforçar os estereótipos”. A mulher cantarola, assa bolinhos, e todo seu comportamento me fez pensar: “que deus mais dissimulado, falso, fica o tempo inteiro representando um papel…o que aconteceu com o ‘Eu sou o que sou’?”. Eu tive essa impressão de dissimulação o tempo todo.

Mack está angustiado, procurando respostas para a tragédia que se abateu sobre a sua família, mas não as encontra nunca. Sempre que faz alguma pergunta, recebe respostas evasivas e emocionais. Aliás, linguagem do livro é totalmente emotiva.

Ah, eu já ia me esquecendo do restante da trindade. O “Espírito Santo” é representado como uma mulher asiática chamada Sarayu…a descrição me trouxe à mente algo próximo a uma fadinha: ”

“Ela parecia tremeluzir na luz e seu cabelo voava em todas as direções, apesar de não haver nenhuma brisa. Era quase mais fácil vê-la com o canto do olho do que fixando-a diretamente”.

Amigos, meu cabelo também voa em todas as direções, mas resolvo rapidinho com um bom creme sem enxague. Não entendi muito bem qual é a real utilidade desse ser, e pelo visto, o autor também não. Ela fica tremeluzindo para lá e para cá, recolhendo lágrimas com um pincel (para colecionar), mexendo no jardim e fazendo discursos melosos e desconexos. Realmente, não tem nada a ver com o Espírito Santo que eu conheço

Aí me lembro de quando o Espírito de Deus se apossava de Sansão…a Bíblia diz que ele matou um leão com suas próprias mãos, lembra? E mil homens com uma queixada de jumento. Imagino essa figura Sarayu se apossando de Sansão e o herói rodopiando entre seus inimigos, dançando e recolhendo lágrimas…ou fazendo carinho no leão e oferecendo o braço para ser comido.

E Jesus…bem, o Jesus de “A Cabana” me pareceu um bobalhão inexpressivo, apesar do “Papai” do livro dizer que Ele é o centro de tudo, não dá para entender o porquê.

“O homem, que parecia ter 30 e poucos anos e era um pouco mais baixo do que Mack, interrompeu:
– Tento manter as coisas consertadas por aqui. Mas gosto de trabalhar com as mãos, se bem que, como essas duas vão lhe dizer, sinto prazer em cozinhar e cuidar do jardim.”

Jesus gosta de cuidar do jardim. E o jardim são as almas humanas. Nem preciso dizer o que me veio a cabeça: Jesus é o Jardineiro…

Eu já disse em outro texto que tenho um bom raciocínio lógico, não é? Isso tem um efeito colateral. Sabe aquele amontoado de frases bonitas, emocionais, mas sem muito sentido, que as pessoas leem e dizem: “nossa, que lindo?” Eu não consigo achar lindo. Só o que vejo é que elas não fazem sentido. Sou o tipo de gente que se ouvir uma melodia linda, mas com uma letra horrível ou sem nexo, não vai gostar da música. E posso gostar de uma música com melodia ruim, desde que tenha uma letra inteligente.

“A Cabana” tem uma melodia feita para emocionar, mas a letra é confusa e sem nexo. Mack tenta pensar, mas “deus” faz com que ele sinta. Tudo é sobre o amor, mas não o amor que a Bíblia descreve e explica, e sim, o amor-sentimento. Você  pode achar lindo, pode parecer que é um deus condescendente, que dá para encaixar mais facilmente na caixinha que tem em cima do criado-mudo, mas não é o verdadeiro Deus.

“Deus, que é a base de todo o ser, mora dentro, em volta e através de todas as coisas”

Isso é dito pelo “jesus” de William Young. Me parece uma definição emprestada de alguma linha esotérica. Deus mora dentro, em volta e através de todas as coisas? Quando eu leio “de todas as coisas” minha tendência é pensar nas coisas mais esdrúxulas, mais ruins. Deus mora dentro, em volta e através disso também? Deus é puro, santo e justo. Se a Bíblia não diz que Ele mora dentro de todas as pessoas, vai morar dentro de todas as coisas?

”Quando nós três penetramos na existência humana sob a forma do Filho de Deus, nos tornamos totalmente humanos”

A teoria aqui é que a trindade estava encarnada em Jesus, 100% humano. O que faria com que o universo inteiro ficasse sem Deus por 33 anos. Imagine o que o diabo não faria com um universo desgovernado em suas mãos por 33 anos? Mas isso não é problema para o deus de “A Cabana”, pois o diabo não é sequer mencionado. E outra, se fosse assim, Jesus precisaria orar ao Pai? E falaria do Pai e do Espírito Santo em terceira pessoa?

O deus de Young diz:

“Há milhões de motivos para permitir a dor, a mágoa e o sofrimento, em vez de erradicá-los, mas a maioria desses motivos só pode ser entendida dentro da história de cada pessoa.”

Primeiro: há milhões de motivos, mas ele não cita nenhum. Se era o caso de dizer que dependia da história da pessoa, poderia ter começado pela história do próprio Mack. O que eu entendo desse trecho é que Deus permite o sofrimento por um motivo, para um resultado positivo…a ideia de “provação” ou “karma” poderia ser empregada aqui. Ideia totalmente equivocada. O confuso autor tenta explicar o que não entende.

Por enquanto só quero que você esteja comigo e descubra que nosso relacionamento não tem a ver com seu desempenho nem com qualquer obrigação de me agradar.

Quer dizer que é possível ter um relacionamento com Deus sem agradá-lo? Que tipo de relacionamento é esse que não tem a ver com nosso desempenho ou esforço? Que porta larga é essa? Nenhum relacionamento verdadeiro se sustenta sem o esforço de agradar ao outro, nenhum relacionamento independe de desempenho, só o emocional, vazio e inócuo que o deus Young tenta vender aos leitores.

Não sou um valentão nem uma divindade egocêntrica e exigente que insiste que as coisas sejam feitas do jeito que eu quero. Sou boa e só desejo o que é melhor para você. Não é pela culpa, pela condenação ou pela coerção que você vai encontrar isso. É apenas praticando um relacionamento de amor. “

Esse é o “estilo literário” do próprio diabo, distorcendo a verdadeira imagem de Deus. Lembro das palavras do espírito maligno que apareceu para o amigo perturbado de Jó:

“Eis que Deus não confia nos seus servos e aos seus anjos atribui imperfeições” (Jó 4:18)

Analise a lógica distorcida do diabo. Na opinião dele, não foi ele quem caiu, não foi ele que errou, Deus é que lhe atribuiu imperfeições! Esse mesmo raciocínio pode dizer que Deus exige que as coisas sejam feitas da maneira correta não porque Ele é santo e justo, mas porque Ele é “uma divindade egocêntrica e exigente”.

Por fim, Mack encontra os mortos. Primeiro, vê sua filha e…sentimentalismo, sentimentalismo…depois, encontra seu pai (o que ele está fazendo no céu? Boa pergunta. Nesse livro, todo mundo vai para o céu), em um dos capítulos mais esquisitos do livro.  Te convido a analisar de maneira fria e cerebral o seguinte trecho:

Quando chegou a Sarayu, ela o abraçou também e ele deixou que ela o segurasse enquanto continuava a chorar. Quando recuperou uma leve tranqüilidade, virou-se para olhar de novo a campina, o lago e o céu noturno. Um silêncio baixou. A antecipação era palpável. De repente, à direita, saindo da escuridão, surgiu Jesus e o pandemônio irrompeu. Ele vestia uma roupa branca e usava na cabeça uma coroa simples de ouro, mas era, em cada centímetro do seu ser, o rei do universo.

Note a carga emocional desse trecho. Ela o abraça, ele chora…depois as descrições sensoriais: cita a tranquilidade, faz o leitor “ver” a campina, o lago e o céu noturno (céu noturno, para que você também “veja” as estrelas em sua imaginação), depois faz o leitor “escutar” o silêncio.  ”A antecipação era palpável” te traz uma sensação de expectativa. “De repente” te traz uma nova e súbita visão. Ok, é um romance, é necessário utilizar recursos que evoquem emoções e sensações no leitor, porém quando o livro não tem nada além disso, passa a ser um problema: Você está sendo manipulado. Entendendo isso, analise a sequência:

Seguiu pelo caminho que se abriu à sua frente até chegar ao centro – o centro de toda a Criação, o homem que é Deus e o Deus que é homem. Luz e cor dançavam e teciam uma tapeçaria de amor para ele pisar. Alguns choravam, dizendo palavras de amor, enquanto outros simplesmente permaneciam de mãos levantadas. Muitos daqueles cujas cores eram as mais ricas e profundas estavam deitados com o rosto no chão. Tudo que respirava cantava uma canção de amor e agradecimento sem fim. Nessa noite o universo era como devia ser.

Sensorial, sentimental…Quando ele fala de “luz e cor” é porque, segundo ele, a personalidade e as emoções das pessoas são visíveis espiritualmente como cor e luz. Agora me diga, please, o que raios significa “Luz e cor dançavam e teciam uma tapeçaria de amor para ele pisar”?  Temos aqui uma construção que traz sonoridade…e só. Como uma melodia com letra desconexa, mas se você prestar atenção, é uma melodia pobre, vazia. Parece bonita, mas nem isso é. E assim eu vejo todo esse parágrafo. Mas o próximo é pior:

Quando chegou ao centro, Jesus parou para olhar em volta. Seus olhos pousaram em Mack, que, parado na pequena colina, ouviu Jesus sussurrar em seu ouvido:
— Mack, eu gosto especialmente de você. – Foi tudo que Mack conseguiu suportar enquanto caía no chão dissolvendo-se numa onda de lágrimas jubilosas. Não podia se mexer, preso no abraço de Jesus, feito de amor e ternura.

Amigos, vejo uma fanerose aqui? Mack “caiu no poder”? Fora isso, note a quantidade de sentimentalismo e termos sensoriais. Sem contar a breguice das frases, me desculpe, mas “Dissolvendo-se numa onda de lágrimas jubilosas”…”feito de amor e ternura”…bleargh.

Não vou me estender sobre os recursos literários que me irritam em Young, porque o conteúdo do livro já o desqualifica como leitura, então não adianta eu te dizer que ele não é bem construído. O perigo é ele fisgar o coração dos leitores e convencê-los de que aquilo que ele descreve é Deus.

Para escrever sobre “A Cabana”, dei uma olhada em alguns comentários de pessoas que o leram e fiquei assustada. Muitos mudaram sua forma de enxergar Deus por causa do livro! Isso é muito sério! As pessoas tomam a ficção como se fosse verdade, acima até da Bíblia. Isso é resultado apenas de uma coisa: do tipo de fé que estão acostumadas a ter. Se a sua fé é emocional, você vai se deleitar com as frases melosas desse livro, vai desejar estar naquela Cabana, com aqueles seres “fantásticos”.
Mas o resultado disso é que se verá orando para, adorando a, e desejando se relacionar com um personagem que não é Deus. Na melhor das hipóteses, é somente criação da mente confusa do autor. E na pior das hipóteses é a entidade que inspirou tudo isso. Em qualquer uma das opções, perderá a oportunidade de conhecer o verdadeiro Deus e dará sua adoração a outro. E quando falamos de salvação eterna, isso, meus amigos, é mais do que perigoso.

Vanessa Lampert

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UPDATE: Troquei a imagem do post, porque me dei conta de que tem gente tão desatenta, mas tão desatenta (ou tem preguiça de ler), que nem o título lê direito, vê apenas a imagem da capa e acha que é a Cristiane  indicando o livro! Assim, se não quiserem ler, pelo menos perceberão que eu não estou indicando o livro (muito menos a Cristiane!).

Originalmente postado no blog Cristiane Cardoso. Clique aqui para ver a postagem original.

Antes de dormir

Vamos hoje para um romance de entretenimento que me espantou um pouquinho. Eu já falei aqui que sou atraída por histórias de amnésias, não? Mas depois de “Para sempre”, achei que ninguém traria mais nada de novo. “Antes de dormir” (S.J.Watson, editora Record) me pegou primeiro pela capa (coisa séria, né? Pessoa indo pelas aparências), mas depois olhei a sinopse e já não sabia se gostava porque era história de amnésia ou se não gostava porque achava que amnésia já tinha dado o que tinha que dar.

E o comentário na capa do livro “Simplesmente o melhor romance de estreia que já li” não quer dizer muita coisa, convenhamos. Quantos romances de estreia essa pessoa leu? Sem esse dado, eu não posso avaliar. Se ela leu quinhentos romances de estreia, o livro podia ser realmente bom, mas e se leu dois? Ou um? Sem contar que isso me soa como aquelas resenhas de produtos que dizem que “é muito bom pelo preço”, quer dizer que pode ser uma bela de uma porcaria, mas se for barato, está perdoado. Como era o romance de estreia do cara, poderia ser ruim que não teria problema. Seria isso?

Comecei a ler sem expectativa alguma. Christine se assusta ao acordar ao lado de um estranho, sem entender por que não se lembra de como chegou àquele quarto. Ao entrar no banheiro, se apavora com as fotos coladas no espelho e com o reflexo de seu rosto envelhecido. Já está com mais de quarenta, mas sua mente parou nos vinte e poucos, quando sofreu o acidente, há 27 anos. Assim começa a história. O único apoio dessa confusa mulher é o marido, Ben. Ele é um amor, super cuidadoso, resignado, e você simpatiza com ele de cara, poxa vida, o homem passou quase trinta anos cuidando da mulher amnésica, cumprindo a mesma rotina exaustiva todos os dias. A primeira impressão que tive dele foi de um homem cuidadoso, amoroso, mas já cansado de lutar.

Me coloquei no lugar dele e admirei seu sacrifício pela esposa. Mas quando Ben sai para trabalhar, um telefonema começa a bagunçar as coisas. (Não vou dar nenhum spoiler que já não esteja na sinopse ou na orelha, não se preocupe.) O estranho se apresenta como médico e diz que eles têm se encontrado sem que Ben saiba e que ela tem escrito um diário, como parte do tratamento. Quando o encontra e começa a ler seus dias anteriores, descobre que Ben esconde informações e a trama se complica.

É um romance de suspense, amigos! Quem diria! E um suspense inteligente, bem feito. A trama é bem emaranhada. Geralmente eu adivinho o final das coisas…rs…tenho um raciocínio lógico muito bom, então desvendo os mistérios dos livros com certa facilidade, mas esse não foi fácil, não. No ponto crucial, quando o nó começa a se desfazer, eu tive que me perguntar: “caramba, como não pensei nisso?” E eu não pensei nisso! Sério, mesmo. Deve ser um bom exercicio para o cérebro, porque você fica tentando descobrir como encaixar aquelas peças e descobrir o que aconteceu com Christine e se realmente tem alguma coisa de errado na história toda ou é coisa da cabeça dela. Deve ser algo como montar um quebra-cabeças de milhões de pecinhas, só que mais divertido.

Fora uma ou outra cena desnecessária, o ritmo é ágil e agradável, principalmente do meio para o final e eu me peguei pensando sobre as escolhas que a gente faz na vida e suas consequências. E também na importância de estar bem consciente do que se vive. Não foi “o melhor romance de estreia que eu já li”, mas S.J. Watson conseguiu fazer o impensável: inovar em uma história de romance de amnésia (gostou da nova classificação? “Romance de amnésia”). Só isso já valeria a leitura.

Vanessa Lampert

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Livros que não são o que parecem – Conversando com Deus

Geralmente eu dou dicas de livros legais ou, se não gostei, deixo claro que é minha opinião e que você deve ler para formar a sua. Mas esta resenha é de “Livros que não são o que dizem ser”, para que você não perca o tempo que eu perdi lendo coisas que vão contra a nossa fé ( nem sempre isso fica claro no título e na sinopse). Óbvio que não vou deixar de fazer resenhas de bons livros, pois esse é o objetivo desta coluna, mas de vez em quando colocarei esses da série “Parece, mas não é”. Existem muitos nessa categoria, não vou sair catando esse tipo de livro, falarei apenas dos que estão mais em evidência e correm o risco de cair nas mãos de pessoas sinceras, que estejam na fé e acreditem que encontrarão algum alimento espiritual ali.

Começo com o “Conversando com Deus” (Conversations with God), que não é novo, mas está sempre em evidência porque o filme de mesmo nome circula como “filme gospel” e “filme cristão” e é um chamariz para o livro. É uma série de três livros, escrita por Neale Donald Walsch. Como eu disse, o negócio virou até filme e eu já soube de crentes que deram esse livro de presente, achando que era algo evangelístico!!!

Vi cristãos indicando esse livro, provavelmente por terem gostado do filme. Olha aí o que a fé sem a inteligência faz. Como você vai doar um livro que não leu?? Como vai indicar algo que não conhece? Quando doa um livro, você está assinando embaixo das palavras do autor, a pessoa que o recebe confia em você e por isso irá ler. E talvez até comente contigo quando vocês se encontrarem novamente, para tirar alguma dúvida…e com que cara você vai dizer: “ahnnn…desculpe, mas eu não li o livro que te dei”!

Bem, vamos lá. O que esse livro diz que é? Vamos ler a sinopse do livro 1: “Imagine que você pudesse conversar com Deus. E, nessa conversa, abordar os temas que mais o inquietam, animam, alegram e entristecem. Questões das mais íntimas às mais gerais: do amor ao sexo, da vida à morte, da família às relações com o desconhecido. Em Conversando com Deus, Livro I: Um diálogo sobre os maiores problemas que afligem a humanidade, o autor revela que essa conversa é possível. “

Uau, parece interessante, não? Parece até cristão! Mas não é. Achei que fosse uma obra literária em que o autor colocasse as respostas que supostamente Deus daria, ou que encontraria uma forma criativa de fazer o leitor sentir-se em um “diálogo” com Deus. Mas nããão! O cara foi visitado por uma entidade que se apresentou como Deus (Sessão de descarrego nele!):

Para minha surpresa, quando escrevia a última das perguntas amargas e irrespondíveis e me preparava para pôr de lado a caneta, minha mão permaneceu fixa sobre o papel, como se mantida ali por uma força invisível. De repente, a caneta começou a mover-se sozinha. Eu não tinha a menor noção do que iria escrever, mas uma idéia pareceu surgir, por isso decidi deixá-la vir.

Fala sobre um caminho largo, diz mentiras e distorce verdades de um jeito bastante sinistro. Apoia a instituição de um governo mundial, a reencarnação e se propõe a substituir a Bíblia, pois, segundo a entidade, a Bíblia “não é uma fonte competente”. (O livro do cara que você nunca viu na vida, segundo a entidade, é que é uma fonte competente, veja só.)

Vejamos alguns trechinhos. Esse “deus” diz:

“Minha forma mais comum de comunicação é através do sentimento. O sentimento é a linguagem da alma. Se quiser saber o que é verdade para você em relação a alguma coisa, veja como se sente em relação a ela.”

Imagina? Isso é o que o ser humano que não conhece a Deus quer ouvir! Imagina só, Deus falando que você deve escutar o seu coração! Tão fácil! Mas nada poderia ser mais equivocado. O verdadeiro Deus nos ensina, na Bíblia, que o coração é “enganoso e desesperadamente corrupto”. Nossos sentimentos são tão volúveis que se eu fosse aplicar isso na minha vida, o que é verdade para mim hoje poderia não ser amanhã, dependendo do que eu sentisse! Vai nessa e daqui a pouco você estará protagonizando as maiores asneiras da sua vida (que é o que acontece quando a gente anda pela emoção).

O verdadeiro Deus fala através do intelecto, da mente, da fé racional, e não do sentimento. Quem fala através do sentimento é quem quer manipular o ser humano. É o que o autor desse livro faz com seus leitores.

Fique atento aos seus sentimentos, aos seus Pensamentos Mais Elevados e à sua experiência. Sempre que qualquer um deles for diferente do que lhe ensinaram seus mestres, ou do que leu em seus livros, esqueça-se das palavras. As palavras são a fonte menos confiável da Verdade.

Isso é o que a entidade diz para justificar-se do fato de o que ela escreve ser antibíblico. Segundo ela, os sentimentos, os “pensamentos mais elevados” (que nada mais são do que sensações) e experiência devem ser colocados acima da Bíblia e do que você aprendeu sobre Deus. Suas experiências de poucos anos de vida valem muito mais do que a Palavra de Deus, que tem milhares de anos. Isso não me parece inteligente. Na verdade, é algo bastante estúpido. Sem contar que…o que aconteceu com o “A Tua Palavra é a verdade” (João 17:17)? Jesus, em sua oração ao Pai, diz que “A palavra é a verdade” aí o livro de Neal diz “as palavras são a fonte menos confiável da verdade”. Quem tem mais crédito?

Segundo a entidade, o inferno não existe (nem demônios, afinal de contas, é bem mais interessante para ela que você acredite nisso). E tenta justificar isso dizendo que Ele não é vingativo e não nos puniria com tormento eterno. Mas a Bíblia nos diz que Deus não criou o inferno para punir o homem, e sim para lançar o diabo e os demônios. O homem foi criado perfeito e destinado a viver a eternidade com Deus. O inferno só passou a receber almas humanas depois que o diabo conseguiu enganar o homem e levá-lo a achar que poderia ser igual a Deus se O desobedecesse.

O inferno não é punição pelos pecados, é consequência de uma vida afastada de Deus. E tanto Deus (o verdadeiro Deus) não quer isso, que enviou Seu Filho para nos substituir, pagando o preço que nós deveríamos pagar e nos absolvendo, nos dando a única oportunidade de passar a eternidade com Deus. Isso é o que o verdadeiro Deus explicaria, pois foi isso o que Ele deixou claro em Sua Palavra.

O que acha desse “deus”?:

O mal é o que você chama de mal. Contudo, até mesmo isso Eu amo, porque é apenas através do que você chama de mal que pode conhecer o bem; apenas através do que chama de obra do demônio que pode conhecer e realizar a obra de Deus. (…) Eu não amo o “bem” mais do que o “mal”. Hitler foi para o Céu. Quando compreender isso, compreenderá a Deus.

O livro é cheio de confusão e tão emocional que dispensa o raciocínio (exceto o distorcido). Ele diz que o pecado não existe, que certo e errado é conceito subjetivo, que não existe inferno, nem demônio, não é? Mas em determinado momento (nas raras vezes em que O menciona) diz que Jesus permitiu ser crucificado para ser a salvação eterna do homem. Mas salvação de quê? Se não existe pecado, se não existe inferno, se a Bíblia está errada quando diz que “ao homem é dado morrer só uma vez, e depois disso, vem o Juízo” (Hebreus 9:27), que salvação é essa? Como salvar a quem não está perdido?

Você teve 647 vidas passadas, já que insiste em que Eu seja exato. Essa é a de número 648.

A gente ri agora ou depois? A entidade apoia a reencarnação, mas o livro nem espírita é, já que diz que as reencarnações não servem para aprender nada. Quer porta mais larga do que essa? Você só tem de fazer o bem, plantar amor, viver por suas emoções e tentar ouvir a Deus em seus sentimentos! Aí você, cristão bem intencionado, resolve dar esse livro de presente para alguém que está precisando de Deus e essa pessoa, já confusa, encontra uma entidade que semeia mais confusão ainda! Como sempre o diabo escancara a porta, para que as coisas fiquem bem fáceis, envenena a pessoa contra a Verdade da Palavra de Deus porque o que ele realmente quer, o que realmente interessa para ele, é ganhar a alma dessa pessoa, depois da morte. Se conseguir enganá-la até lá, está no lucro. Para isso, ele se passa até por espírito de luz, como diz a Bíblia.

Para tirar todas as dúvidas a respeito da identidade do ser que inspirou esse livro (e que quer se fazer passar por Deus), me diga quem diria isso:

“O que tem sido descrito como a queda de Adão, na verdade foi o seu erguimento – o maior evento isolado da história da humanidade. Porque sem ele, o mundo da relatividade nunca existiria. O ato de Adão e Eva não foi o pecado original. Na verdade foi a primeira bênção. “

Quem você acha que enxerga a queda de Adão como “uma bênção”? E como “o maior evento isolado da história da humanidade”?

Como descobri esse livro? Eu já sabia da existência dele e do filme, mas não sabia do que se tratava. Então encontramos alguns filmes “gospel” que ainda não tínhamos visto, inclusive este. Eu e meu marido estávamos assistindo ao filme. Bem antes da metade (acho que assistimos a um terço da produção), estranhamos o fato de estar tão arrastado, irritante, emocional…então deixamos o filme de lado e fui procurar o livro, para ver do que se tratava.  Nem ia escrever tanto, mas esse é o concentrado do pensamento que está espalhado no mundo, inclusive nas igrejas evangélicas (fora a parte da reencarnação).

As estratégias do diabo são sempre as mesmas. Muitos livros  têm alguns veneninhos desses, tipo “siga seu coração”, “sentir a Deus”. Neste ele concentrou tudo e foi bem descarado, mas muitos livros que se dizem cristãos têm um ou outro fragmento dessa mesma linha de pensamento, envenenando a sua fé. Achei importante explicar esses pontos básicos, mas esse tipo de livro não merece leitura, muito menos de três volumes! Seu tempo é precioso, amigo. Li apenas parte do primeiro livro, pois quando ficou bem óbvio para mim que aquela entidade não era Deus, decidi que não perderia meu tempo lendo o que ela ditou, né? Merece ficar falando sozinha pela eternidade no lago de fogo e enxofre.

Vanessa Lampert

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PS: No período de Jejum de Daniel, li e resenhei aqui e na Folha Universal apenas livros cristãos e sei que não existe melhor época para você se esbaldar de literatura cristã. Muitos conseguirão desenvolver e consolidar o hábito de leitura justamente por causa do propósito. Mesmo tendo terminado, sugiro que inclua isso em seus jejuns, principalmente se você tem preguicite aguda ao chegar perto de um livro! Se esse é o seu problema, veja  o artigo: Como vencer a preguiça de ler.

No entanto, como eu já havia dito no post Alimentação Literária, nem tudo que se existe para ler é espiritualmente nutritivo. E entre os livros que se dizem cristãos, isso é especialmente verdadeiro. Resolvi citar alguns entre os mais badalados, para que ninguém se contamine com vinho estragado embalado em rótulo bonito.

Originalmente postado no Blog Cristiane Cardoso (clique aqui para ver a postagem original).

Carta de afronta da Folha de São Paulo

Na Folha Universal desta semana, na coluna “Ponto de Vista”, Carlos Oliveira fala sobre o bico de Tucano da Folha de São Paulo (clique aqui para ler). Gostei muito do texto e despertou em mim uma revolta, mais especificamente o seguinte parágrafo: “Em sua edição de número 30.455, de 20 de agosto, o famigerado jornal estampa propositalmente em sua capa a seguinte chamada: “Russomano é o Davi que perderá para dois Golias – O desafio de Russomano (PRB) de chegar ao segundo turno em São Paulo é o de Davi contra Golias. Davi, do partido divino, venceu. Contra PT e PSDB, na realidade de uma democracia em maturação, Deus não vai resolver.” (Outro post a respeito, de Assis Araújo, mostra o texto da Folha de São Paulo na íntegra, com a chamada de capa! Clique aqui para ler.)
Primeira consideração: Agora o PT é um gigante, para a Folha de São Paulo? Agora admite que é um partido forte? Quando convém à Folha ela enxerga o Partido dos Trabalhadores? O medo da Folha reflete o medo da velha mídia em geral: Russomano está à frente de Serra. Haddad ainda está longe o suficiente, mas pelo visto os tucanos prefeririam lutar contra o PT do que enfrentar Davi, afinal de contas, já são anos e anos forjando denúncias e provas contra o partido de Haddad, inventar algo contra Russomano e o PRB agora daria muito trabalho e não convenceria tão bem. Os interesses eleitoreiros ficariam óbvios (não que deixem de fazer por causa disso).
Mesmo que Russomano esteja na liderança e não tenha o alto índice de rejeição que Serra tão arduamente lutou para conquistar, a Folha sentencia: “Russomano é o Davi que perderá para dois Golias” Baseando-se em quê a Folha faz essa afirmação? Em sua profunda vontade, é claro. E no esforço que fará para que isso se concretize, ao tentar – como sempre fez – manipular as informações e a mente de seus leitores.
A velha mídia ignora que o povo Brasileiro não come mais em sua mão. As pessoas têm aberto os olhos para as mentiras e manipulações da mídia tendenciosa. E esse processo não vai parar, não tem como parar. A velha mídia se debate como o náufrago prestes a se afogar. Só isso explica a declaração do editorial absurdo da Folha. “Deus não vai resolver” é um convite explícito à revolta de todos aqueles que não apenas acreditam em Deus, mas têm grande respeito por Ele e lutam Suas causas. A Folha desperta, assim, o “Exército do Deus Vivo”, por quem Davi se revoltava.
Isso me fez lembrar uma outra passagem bíblica, em que Senaqueribe, rei da Assíria manda uma carta de afronta para o Rei Ezequias, dizendo que o Deus de Israel não era capaz de livrá-lo de suas mãos. Ezequias, então, leva a carta até a Casa de Deus, a estende perante o Senhor e ora, revoltado com aquela afronta feita a Deus (2Reis 19:14-19).  Preciso dizer de quem foi a vitória?  A mesma revolta manifestou Davi diante de Golias, “Quem é, pois, esse incircunciso filisteu, para afrontar o exército do Deus vivo?” (I Samuel 17:26)
Carlos Oliveira traz a carta de afronta da Folha de São Paulo, estendendo como fez Ezequias, com a mesma indignação. Eis que milhares de anos depois de Golias, a Folha de São Paulo vem afrontar não apenas o exército do Deus vivo, mas o próprio Deus, dizendo que Ele não é capaz de livrar a cidade de São Paulo das mãos dos tucanos. Pensando assim, comparando o PSDB com Golias, a Folha assume que o partido é realmente tão ruim e pernicioso quanto eu acredito que seja. E o PT não merece a comparação com o gigante derrotado, a que faz jus o histórico do candidato José Serra e de seu partido.
Sim, Celso Russomano é Davi. O PRB é Davi. Pequeno, desprezado, mas valente e corajoso. Davi não apenas venceu Golias, como também foi o rei mais amado de Israel. Popularidade que os tucanos há muito tempo não se esforçam para ver.
Deus foi duro com Senaqueribe: “Por causa do teu furor contra mim e porque a tua arrogância subiu até aos meus ouvidos, eis que porei o meu anzol no teu nariz e o meu freio na tua boca e te farei voltar pelo caminho por onde vieste” (2 Reis 19:28)
Depois dessa, sinceramente, se eu não fosse votar em Celso Russomano, se ainda estivesse em dúvida, não teria mais dúvida nenhuma. Obrigada, Folha de São Paulo, por nos mostrar tão claramente quem é quem.

afrontaNa Folha Universal desta semana, na coluna “Ponto de Vista”, Carlos Oliveira fala sobre o bico de Tucano da Folha de São Paulo (clique aqui para ler). Gostei muito do texto e despertou em mim uma revolta, mais especificamente o seguinte parágrafo: “Em sua edição de número 30.455, de 20 de agosto, o famigerado jornal estampa propositalmente em sua capa a seguinte chamada: “Russomano é o Davi que perderá para dois Golias – O desafio de Russomano (PRB) de chegar ao segundo turno em São Paulo é o de Davi contra Golias. Davi, do partido divino, venceu. Contra PT e PSDB, na realidade de uma democracia em maturação, Deus não vai resolver.” (Outro post a respeito, de Assis Araújo, mostra o texto da Folha de São Paulo na íntegra, com a chamada de capa! Clique aqui para ler.)

Primeira consideração: Agora o PT é um gigante, para a Folha de São Paulo? Agora admite que é um partido forte? Quando convém à Folha ela enxerga o Partido dos Trabalhadores? O medo da Folha reflete o medo da velha mídia em geral: Russomano está à frente de Serra. Haddad ainda está longe o suficiente, mas pelo visto os tucanos prefeririam lutar contra o PT do que enfrentar Davi, afinal de contas, já são anos e anos forjando denúncias e provas contra o partido de Haddad, inventar algo contra Russomano e o PRB agora daria muito trabalho e não convenceria tão bem. Os interesses eleitoreiros ficariam óbvios (não que deixem de fazer por causa disso).

Mesmo que Russomano esteja na liderança e não tenha o alto índice de rejeição que Serra tão arduamente lutou para conquistar, a Folha sentencia: “Russomano é o Davi que perderá para dois Golias” Baseando-se em quê a Folha faz essa afirmação? Em sua profunda vontade, é claro. E no esforço que fará para que isso se concretize, ao tentar – como sempre fez – manipular as informações e a mente de seus leitores.

A velha mídia ignora que o povo Brasileiro não come mais em sua mão. As pessoas têm aberto os olhos para as mentiras e manipulações da mídia tendenciosa. E esse processo não vai parar, não tem como parar. A velha mídia se debate como o náufrago prestes a se afogar. Só isso explica a declaração do editorial absurdo da Folha. “Deus não vai resolver” é um convite explícito à revolta de todos aqueles que não apenas acreditam em Deus, mas têm grande respeito por Ele e lutam Suas causas. A Folha desperta, assim, o “Exército do Deus Vivo”, por quem Davi se revoltava.

Isso me fez lembrar uma outra passagem bíblica, em que Senaqueribe, rei da Assíria manda uma carta de afronta para o Rei Ezequias, dizendo que o Deus de Israel não era capaz de livrá-lo de suas mãos. Ezequias, então, leva a carta até a Casa de Deus, a estende perante o Senhor e ora, revoltado com aquela afronta feita a Deus (2Reis 19:14-19).  Preciso dizer de quem foi a vitória?  A mesma revolta manifestou Davi diante de Golias, “Quem é, pois, esse incircunciso filisteu, para afrontar o exército do Deus vivo?” (I Samuel 17:26)

Carlos Oliveira traz a carta de afronta da Folha de São Paulo, estendendo como fez Ezequias, com a mesma indignação. Eis que milhares de anos depois de Golias, a Folha de São Paulo vem afrontar não apenas o exército do Deus vivo, mas o próprio Deus, dizendo que Ele não é capaz de livrar a cidade de São Paulo das mãos dos tucanos. Pensando assim, comparando o PSDB com Golias, a Folha assume que o partido é realmente tão ruim e pernicioso quanto eu acredito que seja. E o PT não merece a comparação com o gigante derrotado, a que faz jus o histórico do candidato José Serra e de seu partido.

Sim, Celso Russomano é Davi. O PRB é Davi. Pequeno, desprezado, mas valente e corajoso. Davi não apenas venceu Golias, como também foi o rei mais amado de Israel. Popularidade que os tucanos há muito tempo não se esforçam para ver.

Deus foi duro com Senaqueribe: “Por causa do teu furor contra mim e porque a tua arrogância subiu até aos meus ouvidos, eis que porei o meu anzol no teu nariz e o meu freio na tua boca e te farei voltar pelo caminho por onde vieste” (2 Reis 19:28)

Depois dessa, sinceramente, se eu não fosse votar em Celso Russomano, se ainda estivesse em dúvida, não teria mais dúvida nenhuma. Obrigada, Folha de São Paulo, por nos mostrar tão claramente quem é quem.