Gatos não têm noção

Depois as pessoas acham que estou exagerando quando digo isso. Lembra o que escrevi no outro post?

“Pense em gatos como se você pensasse em crianças de dois anos, porque eles são tão sem-noção quanto. Cientificamente comprovado, amigos, o córtex pré-frontal, parte do cérebro que dá noção de perigo, de prioridade e de consequência, nos gatos é ínfima. Ocupa 25% do cérebro humano, 7% do cérebro do cachorro e míseros 3% do cérebro do gato.

Problemas no córtex pré-frontal em humanos são a causa de TDAH, o Transtorno de déficit de atenção com hiperatividade.  Eles são extremamente inteligentes (na verdade, todos os animais são inteligentes, o problema deles é que são 100% emocionais e instintivos, a inteligência não é lá muito utilizada), mas completamente desatentos e sem noção de consequência.

Por isso seja responsável com seu gato, como seria com uma criança humana de dois anos de idade.”

Sabe aquela história do “senso de equilíbrio felino”? Pois é, eles se equilibram bem, mas o probleminha da falta de atenção e falta de noção é maior do que o equilíbrio. Esse vídeo é engraçadinho, mas imagina isso acontecendo em uma janela ou sacada? Por isso é absolutamente necessário instalar redes de proteção em janelas e sacadas, se você tem gatos em casa.

Isso faz parte da posse responsável. É importante castrar e telar as janelas, não importa se você mora em apartamento ou casa. É um sacrifício necessário, para que você continue a aproveitar momentos agradáveis com seu amiguinho felino por muitos e muitos e muuuitos anos.

Se o vídeo acima não abrir, clique aqui.

Por que ler?

Ia colocar mais uma resenha, mas não adianta lhe dizer o que você deve ou não ler, se não explicar as vantagens desse hábito. Você tem muito mais a ganhar se o seu entretenimento for leitura em vez de televisão ou redes sociais, sabe por quê? Copio o que já escrevi aqui:

A leitura é uma espécie de “musculação” para o cérebro.  Seus neurônios fazem mais conexões, sua memória é estimulada, seu vocabulário se amplia e você desenvolve sua inteligência, mantendo o cérebro ativo e prevenindo doenças neurodegenerativas, como o Mal de Alzheimer. Além disso, temos uma ligação especial com a leitura: somos filhos do maior Escritor do universo, que escreveu o maior Best-seller de todos os tempos e tem grande interesse em nos ver desenvolvendo nossa inteligência. Ele é o maior incentivador da prática da leitura…

A leitura cria novas conexões neurais e reforça as que já existem, estimula seu raciocínio e desenvolve seu senso crítico, que é justamente o que Deus quer! “Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor”( Isaías 1:18).  Arrazoar significa apresentar razões, mas em inglês essa passagem está mais clara. O  que foi traduzido como “arrazoemos”, na verdade é “vamos raciocinar juntos”. Veja que máximo! Deus nos fazendo um convite a raciocinar!

É como se você precisasse trabalhar carregando sacos pesadíssimos. Se estiver habituado a fazer musculação, levantando pesos todos os dias, estará muito mais apto a fazer uso de seus músculos no trabalho. O cérebro não é um músculo, mas age como se fosse. Quando exercitado, trabalha melhor. Se exercitar sua inteligência diariamente, você estará mais habilitado a utilizá-la. Para ter uma ideia de como isso é forte, recebi testemunhos de pessoas que começaram a ler livros por causa desta coluna e que hoje têm mais facilidade até de ler (e entender) a Bíblia!

Apesar das últimas resenhas terem sido de livros cristãos (e talvez a maioria até seja), aviso: é importante ler de tudo*, desde que não vá contra a nossa fé. E eu te garanto que você encontra mais coisas que vão contra a nossa fé na estante de religião (evangélicos, inclusive) e filosofia do que em qualquer outra estante da livraria. Então, que ninguém se escandalize por eu ter falado mal de clássicos evangélicos como Bom dia, Espírito Santo, e bem de um romance narrado por um zumbi.  O que mais tenho aprendido com essas resenhas (sim, porque eu também aprendo com elas) é que o conteúdo é infinitamente mais importante do que a aparência.

Temos na IURD o que eu considero os livros de melhor conteúdo cristão (leitura leve, explicativa, clara e prática), extremamente completos. Temos o jornal impresso de maior tiragem do Brasil, a Folha Universal. Também temos blogs com um super conteúdo, textos que podem abrir seus olhos e sua mente. No entanto, vejo muita gente que só olha as figuras, lê o primeiro parágrafo e comenta sem ter lido até o final, ou sem ter lido com atenção. As pessoas no mundo fazem isso, mas nós temos de ser diferentes! Temos de ser um povo que pensa, que não tem preguiça, que tem autocontrole.

Conto com vocês para esse trabalho de ajudar outras pessoas a ler. Você vai doar umA Mulher V? Um Casamento Blindado? Um Nada a Perder? Ótimo, mas você tem de lê-los também. Quer fazer um comentário longo em um blog? Então leia todo o post. Como quer ser lido sem ler? Como quer que leiam o que você mesmo não leu? Como quer dar o que não está disposto a receber? Como quer receber o que não está disposto a dar?

* É importante ler de tudo – ficção, biografia, romances, livros técnicos, livros seculares em geral – mas tenha critérios, por favor, lembra desse texto aqui?

Vanessa Lampert

Para ler as resenhas arquivadas, Clique aqui. E para ler as recentes, clique aqui.

PS1: Se o seu problema é preguiça (ou falta de paciência) de ler, veja  o artigo: Como vencer a preguiça de ler.

PS2: Falando da Folha Universal, quando eu estava na faculdade, tivemos aula com um escritor e jornalista experiente, que odiava a IURD, e quando ele disse qual era o jornal de maior tiragem do Brasil, um colega meu disse: “Ah, mas se é da Universal, deve ser uma porcaria!”. Visivelmente contrariado, ele disse: “O pior é que não…tem muito mais qualidade do que a maioria dos grandes jornais de circulação diária que temos hoje”. :-DTudo o que fizermos tem de ser o melhor!

Originalmente publicado no blog Cristiane Cardoso. Para ver a postagem original, clique aqui.

É possível não assistir à Globo?

Escrevi um texto que foi publicado no Blog do Bispo no final da semana passada (há quem diga que só assinei…mas quem me conhece percebe claramente que foi escrito por mim e reflete o que eu penso. Até porque, sorry, eu jamais assinaria algo que não escrevi). E como a minissérie Rei Davi começa hoje na Record (às 21h10), nada mais natural do que comentar a respeito. :-)

É absurdo que eu realmente tenha que explicar isso, mas explico: não estou defendendo a programação secular da Record (antes que o povo do “A Fazenda é do diabo” se manifeste), estou defendendo a fé no Deus Vivo e incentivando a emissora a investir em produções Bíblicas. Mas nunca, jamais, em tempo algum apoiarei a ideia de que a Record se transforme em uma emissora religiosa. Quero, sim, que tenha programação de qualidade e bom gosto, mas que a emissora continue a ser comercial. Deus nos livre de a Record virar uma emissora evangélica! Sou totalmente contra enfiar os crentes em um gueto, como muitos religiosos querem fazer.

é totalmente possível não assistir à Rede Globo! Eu quase não vejo TV, é muito raro, minha informação vem da Internet, porque aqui eu filtro o que quero ver e consigo comparar várias fontes. Se minha TV pegasse a Record News, eu assistiria, mas não pega. O que vejo na TV é o Love School, na Record sábado ao meio-dia e às vezes vemos o Hoje em Dia e o Domingo Espetacular. Mas como aperitivo, porque minha fonte principal de informação é o R7. E Rei Davi vou assistir, sim, com certeza!
A Globo não entra na minha casa porque meu tempo é precioso demais para eu me assentar na roda dos escarnecedores (no primeiro capítulo de Salmos o próprio Davi fala sobre isso). Eles nos odeiam, odeiam a Obra de Deus, como é que vou gostar deles? Não falo das pessoas, porque nossos inimigos não são as pessoas, mas a instituição é a materialização de tudo o que é nocivo na sociedade, e materializa também o pensamento de nossos inimigos espirituais. É possível dizer “não” a qualquer coisa que lhe prejudique ou que você não queira que faça parte da sua vida.
E sabe o que é interessante? Quando você faz isso, deixa de assistir à Globo, deixa de ler Veja, deixa de ler Folha de São Paulo e Estadão, e outros veículos de mídia semelhantes e começa a pensar por conta própria, percebe o quanto a maioria das pessoas pensa igual. É impressionante! Os assuntos são os mesmos, as opiniões, também. É como se tivessem engolido um gravador.

Bem, em um dos mais de seiscentos comentários nesse post do blog do Bispo, uma moça comenta que não vai assistir à novela “Salve Jorge”, mas que acha hipocrisia alguém dizer que não assiste à Globo, pois ela não consegue deixar de assistir. No entanto, a esmagadora maioria dos outros leitores afirma que não assiste. Eu já boicoto a Globo há muitos anos, bem antes e não por causa da novela. É totalmente possível não assistir à Rede Globo, é só querer! Minha informação vem da Internet, porque aqui eu filtro o que quero ver e consigo comparar várias fontes (a principal é o R7).

A Globo não entra na minha casa porque meu tempo é precioso demais para eu me assentar na roda dos escarnecedores (no primeiro capítulo de Salmos o próprio Davi fala sobre isso). Eles nos odeiam, como é que vou gostar deles? Não falo das pessoas, porque nossos inimigos não são as pessoas, mas a instituição é a materialização de tudo o que é nocivo na sociedade. Inclusive a falta de compromisso com a verdade. É possível dizer “não” a qualquer coisa que lhe prejudique ou que você não queira que faça parte da sua vida.

E sabe o que é interessante? Quando você faz isso, deixa de assistir à Globo, deixa de ler Veja, deixa de ler Folha de São Paulo e Estadão, e outros veículos de mídia semelhantes e começa a pensar por conta própria, percebe o quanto a maioria das pessoas tem um pensamento padronizado, pasteurizado. É impressionante! Os assuntos são os mesmos, as opiniões, também. É como se tivessem engolido um gravador.

Eu me desliguei da Matrix (lembra desse filme?) quando deixei de acompanhar o que o Paulo Henrique Amorim chama de PIG (Partido da Imprensa Golpista). Aí descobri que as opiniões que eu formava por conta própria iam contra a da maioria que ainda acompanha. Virei um ET. E estou muito feliz por isso! :-)

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Livros que não são o que parecem – Oração A Chave do Avivamento

O livro “Oração: a chave do avivamento” (Prayer that brings revival), de Paul Yonggi Cho, é um clássico pentecostal. Recebi um alerta do Bp. Marcelo Pires, sobre o autor dizer, na introdução, que o “avivamento” (muitas aspas aí) ocorrido em Pensacola, na Flórida, foi resultado de suas orações. Acontece que esse “avivamento” foi um marco da fanerose, o popular “cair no poder”.

Olhei a introdução em português e não encontrei nada a respeito. No entanto, ao ler o mesmo livro em inglês, fiquei surpresa ao constatar que a editora brasileira retirou nada mais, nada menos do que SEIS páginas da introdução original! Será que acham que adianta tirar o mofo de cima do alimento embolorado? Se você pensa assim, aviso: fungos liberam toxinas. Mesmo que os retire e não os veja mais, há, digamos assim, “raízes invisíveis” que contaminam todo o alimento. Uma vez que a coisa começa a mofar, a única saída segura para a sua saúde é jogar tudo fora.

Yonggi Cho parece muito “espiritual” e diz algumas coisas que são verdade, misturadas com muita toxina, capaz de imobilizar sua fé. Começo com alguns trechinhos da introdução em inglês traduzida (página 10 à página 17):

Em 1991, depois de uma temporada de intensa oração e jejum, uma visão profética começou a se desenrolar diante de meus olhos.(…). Na direção do Espírito Santo, eu estendi um mapa da América e permiti que o Espírito guiasse minha mão até a área onde esse avivamento despontaria. Meu dedo parou em Pensacola, uma cidade da Flórida nada associada a fervor espiritual.

Me parece aquela prática de comunicação com espíritos, chamada de “Tabuleiro Ouija”, em que a pessoa utiliza uma superfície plana com letras ou outros símbolos e deixa que seu dedo, copo ou qualquer outro objeto seja guiado pela entidade espiritual, para enviar mensagens.

Naquela noite em 1991, eu acreditei ter ouvido a voz do Senhor, alta e clara: “Eu vou enviar o avivamento para a cidade costeira de Pensacola, e ele se espalhará como fogo até que toda a América tenha sido consumida”.

“Ele se espalhará como fogo até que toda a América tenha sido consumida” me parece uma espécie de ameaça, não parece?…rs…

Após isso, ele conta que quando o Pastor Kilpatrick soube da “profecia”, e em vez de procurar saber se aquilo realmente vinha de Deus, começou, em suas orações, a pedir que aquele “avivamento” viesse logo. A mãe desse pastor adoeceu, e quando ela morreu, ele estava “fisicamente e emocionalmente esgotado”. Acredito que esse ambiente de fragilidade emocional do pastor responsável tenha sido importante para a ação desse espírito enganador.

Kilpatrick sentiu a sensação de vento no santuário. Uma pessoa após a outra caiu no chão assim que Hill orou por elas. Outros choravam, alguns sacudiam violentamente. Hill fez uma oração simples para Kilpatrick já que ele estava no palco. “Mais, Senhor”, disse ele, e o pastor caiu no chão, onde ficou por quase quatro horas.

Isso foi em junho de 95. Tenha em mente que em janeiro de 94 havia acontecido o que chamam de “bênção de Toronto”, outro marco do movimento do “cai-cai”. Sabendo disso, o povo de Pensacola recebeu a Fanerose de braços abertos, sem questionar.

“Quando eu bati no chão, me senti como se eu pesasse dez mil libras,” Kilpatrick disse à revista Charisma. “Eu sabia que algo sobrenatural estava acontecendo. Deus foi nos visitar.”

O fato de algo sobrenatural estar acontecendo não significa que seja Deus, ainda mais quando você sente como se pesasse quatro toneladas e meia! Isso não está certo e não é bíblico. Quem caiu na Bíblia, ou caiu porque desmaiou – ou quase desmaiou – de medo ou de susto (Daniel descreve como “desfaleceu a minha formosura”), ou caiu endemoniado, mesmo.

Sempre que alguém tenta usar um versículo fora de contexto como base bíblica para o cai-cai, eu me lembro de Ezequiel. Ele teve uma visão espiritual assustadora, até que se deparou com o trono do próprio Deus e Sua glória. Apavorado, caiu com o rosto em terra. Os entusiastas da fanerose terminam aí. Acham que ele caiu por não suportar a glória de Deus. O que acaba com todas as dúvidas em relação a um provável apoio ao cai cai como manifestação do Espírito de Deus são os dois versículos seguintes. Com Ezequiel estatelado diante dele, qual foi  reação de Deus?  (Ezequiel 2:1,2)

Esta voz me disse: Filho do homem, põe-te em pé, e falarei contigo. Então, entrou em mim o Espírito, quando falava comigo, e me pôs em pé, e ouvi o que me falava.

Amigos, não está bem claro? Quando recebeu o Espírito Santo, Ezequiel ficou de pé. E Deus ainda colocou a condição: “põe-te em pé, e falarei contigo”. O espírito manifestado em Pensacola com certeza não é Aquele que falou com Ezequiel.

Bem, daí para diante, a igreja de Pensacola inchou, e Cho cita esse fato como se fosse prova de que era de Deus. Número de pessoas na igreja não significa aumento de pessoas salvas. O ser humano é doido por um showzinho, e é isso que a manifestação emocional/demoníaca (uma coisa leva à outra, não duvide) traz.

O autor ainda tenta me convencer a ser educadinha com o diabo:

Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo, e disputava a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda. Estes, porém, quanto a tudo o que não entendem, difamam; e, quanto a tudo o que compreendem por instinto natural, como brutos sem razão, até nessas cousas se corrompem. “(Jd 1: 8.10.).

Yonggi Cho diz:

Os versos citados revelam um fato muito significativo sobre nosso adversário, o diabo. Satanás é um príncipe com um poder considerável. E Judas diz também que ele não pode ser tratado levianamente, como alguns crentes costumam fazer. Embora seu poder sobre a propriedade divina tenha sido destruído, ele ainda é um oponente muito perigoso.

Judas não está dizendo que temos que respeitar o diabo! Está falando de um grupo de pessoas dissimuladas dentro da igreja (o autor tirou os versículos do contexto!). “O Senhor te repreenda” é exatamente o que fazemos quando usamos o nome de Jesus. Nossa atitude diante do diabo não deve ser: “oh, ele é um oponente muito perigoso, não podemos tratá-lo levianamente, vamos expulsá-lo com cuidado, para que não se ofenda”.  Davi, diante de Golias, que representava ali o próprio satanás, disse: “Quem é esse incircunciso filisteu, para afrontar o Exército do Deus vivo?” Essa é a reação do nascido de Deus diante do diabo. Se você está com Deus, qualquer ataque contra você é feito contra o próprio Deus!

Fora isso tudo, o livro tem vários outros problemas. Vários. Eu não terminaria hoje se copiasse um por um. Mas vou falar de um deles. Cho substitui tudo (obediência, fé, confiança, amor, novo nascimento) por uma oração religiosa. Não me entenda mal, oração e jejum são necessários, mas o autor os explica de forma ritualística e religiosa, como se houvesse um código secreto para se chegar até Deus.

Esse era um dos grandes problemas que eu tinha nas outras igrejas. Você aprende a “receita” da “oração eficaz” e procura indícios emocionais que lhe “provem” que recebeu alguma resposta. Não ensinam a usar a fé. Não fazem a menor ideia do que ela significa. Sem convicção e certeza, a oração é ineficaz, são palavras vazias. A oração pode ser um aparelho para se comunicar com Deus, mas a fé é a linha telefônica. Se o pastor não ensinar o povo a usar sua fé, não adianta ensiná-los a orar, pois será como ter um iPhone sem ter uma linha habilitada. No caso de Cho, um iPhone quebrado.

A pessoa não deve seguir um manual religioso ao orar, basta conversar com Deus, com suas palavras, com sua simplicidade, mesmo que não seja muito eloquente. A Bíblia diz que Moisés falava com Deus como quem fala com um amigo. A pessoa é capaz de passar horas me contando seu problema, explicando com detalhes seu sofrimento, mas quando eu lhe digo para falar com Deus, ela não sabe como fazer. Ué, mas não acabou de contar toda a sua vida para mim? E nem adianta me dizer que é porque não vê Deus, pois hoje em dia as pessoas têm a maior facilidade em desabafar pela internet com quem nunca viram na vida. Pense que é como se você tivesse um Msn na cabeça e Deus estivesse online 24 horas. Você não falaria com Ele o tempo todo? Não é muito mais simples do que a religião faz parecer?

A forma desse livro explicar a oração afasta as pessoas de Deus. Mesmo que o autor diga que você também pode fazer o que ele faz, deixa toda a experiência tão mística, emocional e distante, que parece totalmente impossível ter uma comunhão decente com Deus! Ele diz que antes de cada reunião, leva horas de oração religiosa…

Antes de subir ao púlpito para pregar, tenho que passar pelo menos duas horas em oração. Quando vou pregar no Japão (…) tenho que passar pelo menos de três a cinco horas em oração. Como sempre prego em japonês, sinto com muita nitidez a grande oposição espiritual (…) Portanto, tenho que passar todo este tempo em oração, para conseguir impedir a ação das forças espirituais do mal, e preparar meu coração para o ministério da Palavra. Com uma comunhão tão intensa, não disponho de tempo para dedicar à convivência com outros crentes, como certamente gostaria de fazê-lo.

Me diz se esse parágrafo não te faz achar que esse tipo de “comunhão intensa” é apenas para Super Crentes? Me pergunto se Paul Yonggi Cho sobreviveria se tivesse de fazer reuniões de libertação com milhares de pessoas, programas de televisão, evangelização em presídios e ainda atender pessoas com diversos tipos de problemas depois de cada reunião em uma igreja aberta de domingo a domingo, de manhã até à noite,  e que é atacada, odiada, alvo de todos os tipos de trabalhos espirituais do mal absolutamente o tempo inteiro.

Para dizer a verdade, esse foi um dos piores livros que já resenhei até agora, pois sem aquele pedaço da introdução, pode passar como um alimento espiritual positivo, já que fala muitas coisas certas, o cara parece super espiritual, enaltece seu ministério de todas as formas possíveis  e se “Bom dia, Espírito Santo” enganou muita gente boa, creio que Yonggi Cho tem um potencial destrutivo bem maior.

Vanessa Lampert

Para ler as resenhas arquivadas, Clique aqui. E para ler as recentes, clique aqui.

PS: Fiz um texto explicando detalhadamente essa passagem de Judas, sobre Miguel e o diabo, caso alguém ainda tenha dúvida. Clique aqui para ler.

PS2: Repito o que disse em outra resenha: Antes que alguém me venha com “reter o que é bom”, se o livro é inspirado por espírito enganador, como reter o que é bom? Vamos aprender a não retirar os versículos de seu contexto. Paulo diz: “Não desprezeis as profecias; julgai todas as coisas, retende o que é bom; abstende-vos de toda forma de mal” (I Tessalonicenses 5:20-22)

Update: Nem todos os livros que não são da IURD são “do mal”. Esta série fala de não se deixar levar pelas aparências. Quanto ao fato de eu apoiar quem limita sua leitura espiritual aos livros da IURD, escrevi a respeito aqui. Clique para ler.

Originalmente publicado no blog Cristiane Cardoso. Clique aqui para ver a postagem original.

Horário de verão!

Não esqueçam, hoje o tempo vai passar mais rápido. De 0h à 1h, o dia simplesmente não existirá…pulem para 1h direto. É o HORÁRIO DE VERÃO (sim, estou gritando…hahaha), finalmente!
Sei que tem gente que não gosta, mas eu gosto muito! O dia fica claro por mais tempo! :-) Gente feliz gosta de LUZ…rsrsrs…

moonclock

Não esqueçam, hoje o tempo vai passar mais rápido. De 0h à 1h, o dia simplesmente não existirá…pulem para 1h direto. É o HORÁRIO DE VERÃO (sim, estou gritando…hahaha), finalmente!

Sei que tem gente que não gosta, mas eu gosto muito! O dia fica claro por mais tempo! :-) Gente feliz gosta de LUZ…rsrsrs…

Se você não gosta porque está escuro quando sai cedo, pense que quando começa a ficar realmente escuro, já está no fim do horário de verão. Já que você não pode mudar a coisa toda, procure ver o lado positivo…quando você sai do trabalho, o dia ainda existe! A coisa mais triste é trabalhar o dia todo e sair do escritório quando já está escuro…

Em Porto Alegre o sol só se punha às 21h no horário de verão…hahaha…aqui em São Paulo é quase isso. Céus, isso é fantástico! Mais tempo de iluminação natural para tirar fotos, maior impressão de que você está aproveitando o dia, e no final de semana, então…perfeito!

A única coisa ruim do horário de verão é quando você começa a se acostumar com ele, ele acaba…rsrsrs…então, aproveitemos!

Dicas para donos de gatos

porta

Uma dúvida que muitos donos de gatos, que querem fazer as coisas direitinho têm é: O que um gato precisa para ficar em casa?

Castração, redes de proteção instaladas nas janelas…procure por “redes de proteção” no Google, seguido do nome de sua cidade, ou procure nas páginas amarelas da boa e velha lista telefônica…rs… Você vai precisar tirar a medida das suas janelas para fazer um orçamento. Tele todas as janelas, é um sacrifício necessário para garantir a segurança do seu gatinho sem noção.

A maioria das empresas parcela o pagamento. É um investimento necessário. Castração e redes de proteção saem, juntos, muito mais barato do que tratamento veterinário para recuperar um gato atropelado ou que caiu da janela do apartamento, vai por mim. Sem contar que muitas vezes os gatos acidentados ficam com sequelas sérias.

Não pense que por você morar em casa, em uma rua tranquila, em uma cidade tranquila, pode dispensar as redes de proteção. Isso não é inteligente.  Se acontecer algo com seu gato por ele estar na rua ou por ter acesso à rua, ou por morar em apartamento sem telas nas janelas, você é responsável. Se você ainda não leu, por favor leia com extrema atenção o seguinte texto deste blog: Sobre gatos (clique para ler).

Fora isso, algo importante é o enriquecimento ambiental.  Gatos não exigem grande coisa, não, mas você não pode esperar que ele fique quietinho dentro de uma casa extremamente sem graça. E você tem um gato, algumas concessões são necessárias. Por exemplo, você tem de ter uma caixa de areia na área de serviço, correto? Não vai deixar seu gato sair para fazer cocô na casa do vizinho e depois reclamar que o desalmado colocou veneno. Assim, você é cúmplice, pior do que o vizinho.

Você tem um gato, gatos precisam arranhar coisas, se você não tiver algo arranhável, não reclame de ele escolher seu sofá. Se for comprar um arranhador (ou fazer um), escolha um modelo mais pesado e alto o suficiente para um gato adulto arranhá-lo em pé (ou quase).

Mas alguns gatos ignoram solenemente o arranhador que seus donos compram…rs… Conheço gente que colocou um toco de árvore dentro de casa e o gato achou mais legal do que o arranhador…rs…  Eu tive um gato que não deu bola para o poste que compramos (mas também, o poste era ridiculamente pequeno, coberto por carpete…eu também ignoraria), mas adorava picotar caixas de ovo (aquelas de papelão).

Ah, caixas de papelão fazem a alegria de quase todos os gatos (existem exceções…no mundo dos gatos, ser exceção é a regra). Eu fiz uma pirâmide com rolos de papelão, sabe, aqueles que sustentam os rolos de toalhas de papel? Pois é, colei com um pouquinho de cola branca comum. Meus gatos gostam de caçar ratinhos de brinquedo que eu coloco lá dentro. Mas nas primeiras semanas, ignoraram solenemente.

Tome cuidado com os brinquedos que fizer. Pedaços pequenos podem ser engolidos, tintas podem dar intoxicação…pense em gatos como se você pensasse em crianças de dois anos, porque eles são tão sem-noção quanto. Ainda vou escrever sobre isso. Cientificamente comprovado, amigos, o córtex pré-frontal, parte do cérebro que dá noção de perigo, de prioridade e de consequência, nos gatos é ínfima. Ocupa 25% do cérebro humano, 7% do cérebro do cachorro e míseros 3% do cérebro do gato.

Problemas no córtex pré-frontal em humanos são a causa de TDAH, o Transtorno de déficit de atenção com hiperatividade.  Eles são extremamente inteligentes (na verdade, todos os animais são inteligentes, o problema deles é que são 100% emocionais e instintivos, a inteligência não é lá muito utilizada), mas completamente desatentos e sem noção de consequência.

Por isso seja responsável com seu gato, como seria com uma criança humana de dois anos de idade. Não deixe sacolas plásticas ao alcance deles, pois mesmo um gato que nunca se interessou por elas pode comê-las (eu perdi um por causa disso). Cuidado com fio dental, linhas de costura…enfim, acho que você entendeu.

Sobre brinquedinhos, você tem de testar. Isso varia de gato para gato. Alguns gatos gostam de bolinhas, outros não se importam com elas. Tive um que gostava daquelas bolinhas de borracha que pulam alto, sabe? Que a gente compra em maquininhas usando uma moeda de um Real. Sei lá, testa, compra e joga para ele. Mas não faça ela pular, que ele pode se assustar. Jogue para que ela role para o outro lado da sala.

O Tiggy só gosta de ratinho branco. E é um tipo específico de ratinho, não é qualquer um…rsrsrs…e esse ratinho está em falta no mercado, então tenho procurado substitutos, mas é difícil ele aceitar. Já a Ricota brinca com qualquer coisa, mas prefere bolinhas de pano. :-) E tem a brincadeira de “perseguindo o fiozinho”.

Eu tenho uma cordinha da espessura de um barbante, mas bem durinha, que tirei de um elástico de cabelo. Ela não é elástico, ficava enrolada no elástico. Vou encontrar um inteiro, comprar e tirar uma foto para mostrar, pois não encontrei no Google. Enfim, seguro em uma ponta da cordinha e corro pela casa, com o Tiggy correndo atrás…rs…ou passo a cordinha na frente dele, para ele pegar. Mas tem que deixar pegar de vez em quando, ou a brincadeira perde a graça.

Essa do fiozinho praticamente todos os gatos gostam, por isso tem de esconder os que eles podem comer quando você não estiver por perto. Eles se empolgam com a brincadeira e engolem os barbantes, fiozinhos, etc. Esse que eu uso não preciso esconder, pois é uma cordinha mais rija e bem longa, não dá para cortar com dentinhos (especialidade da Ricota), nem engolir.

Ah, e cuidado com papéis importantes. A maioria dos gatos gosta de picar papel, então não reclame se chegar em casa e sua conta de luz estiver em pedaços. Quem mandou deixar atirada em qualquer lugar? Seu gato está apenas sendo gato. :-)

Dê acesso à sua casa. Ok, você não é obrigado a deixar o gato dormir contigo na cama, então feche a porta do seu quarto, mas dê a ele um lugar para dormir. Pessoas acostumadas com cachorro, uma novidade: gato não é cachorro! Não adianta fazer (ou comprar) uma caminha bonitinha, deixar na sala e achar que seu gato vai dormir apenas nela. É da natureza do felino dormir em lugares diferentes, e ele sempre vai preferir lugares mais altos, pois se sente mais seguro.

A propósito: gatos sobem nas coisas. Não adianta tentar “ensinar” seu gato a não subir no sofá. Você não quer que ele suba, porque “ele enche o sofá de pelos”? Então limpe seu sofá com mais frequência. :-) Use e abuse de seu aspirador de pó e tire os pelos do tecido do sofá utilizando uma luva de borracha, tira tudo! A luva de borracha (a de látex também funciona) é uma das grandes invenções da humanidade.

E acima de tudo: aprenda a conhecer a personalidade de seu gatinho. Gatos, assim como as pessoas, têm uma personalidade. Cada indivíduo é único e muito especial.

Abra o coração e feche a geladeira

“Abra o coração e feche a geladeira” (“Made to Crave”, Editora Thomas Nelson), de Lysa TerKeurst, é uma abordagem cristã ao tema “fazer as pazes com a balança”, mas o assunto principal é o relacionamento com Deus e o domínio próprio. Lembro que por muito tempo eu queria me convencer de que tinha Deus, mas escorregava sempre na falta do bendito domínio próprio. Como a Bíblia deixa muito claro que ele é uma das características do Fruto do Espírito, tive que engolir meu orgulho e assumir que precisava nascer de novo.

Achei bacana esse assunto em um livro cristão. Porque o pensamento religioso corrente é quase o de que somos almas penadas vagando por aí sem corpo! Acho engraçado como as pessoas têm coragem de dizer que cuidar da alimentação não é um assunto espiritual, mas assim que o excesso de peso causa doenças, correm para Deus pedindo cura. Ué, antes não era espiritual, agora é? Será que não dá para levar isso a sério desde o começo?

Lysa teve problemas com o excesso de peso. Chegou aos 90kg e continuava comendo de maneira emocional e dando justificativas estapafúrdias para seus maus hábitos. Ela faz pensar sobre suas escolhas e consequências.

Se eu fosse honesta comigo mesma, minha questão seria simples e clara: falta de domínio próprio. Poderia disfarçar e justificar esse problema durante o dia todo, mas a verdade era que eu não tinha um problema de peso; eu tinha um problema espiritual; eu dependia da comida para me consolar mais do que dependia de Deus. E simplesmente era preguiçosa demais para encontrar tempo para fazer exercícios.

Violento, não? Mas real. Quantas vezes já dissemos que Deus era o primeiro em nossa vida, mas colocamos outras coisas na frente dele, sem perceber? Se você depende de alguma coisa mais do que de Deus, se algo externo ou interno (como um comportamento ou impulso) te controla, te domina, alguma coisa está terrivelmente errada.

Achei muito legal o que ela fala a respeito do desejo. Ela explica que o ser humano foi criado para desejar, mas que esse desejo só pode ser satisfeito por Deus. Ansiamos Deus, mas antes de descobrirmos isso, tentamos preencher nossas lacunas com comida, compras, relacionamentos, entretenimento, trabalho, sexo e qualquer coisa que nos traga algum vislumbre de prazer momentâneo. Mas aquele desejo profundo nunca é suprido…é o que muitos denominam de “vazio”.

Quando eu era mais nova, tentava preencher esse vazio com compras (de qualquer tipo, até na farmácia, o negócio era comprar o que meus olhos desejassem e que pudesse ser parcelado em dez vezes no cartão!) e, antes de me casar, com paixões platônicas. Eu não namorava ninguém e era contra “ficar”, mas criava histórias na minha cabeça e me alimentava delas (tenho vergonha dos meus diários daquela época, nem te conto!). Mas nunca era suficiente, porque o vazio é um buraco negro, meus amigos, suga tudo para dentro de si, a única coisa que acaba com ele é a presença de Deus.

Por não conseguir poder controlar muito da sua vida, Amy sentiu que não conseguiria mais restringir as suas escolhas alimentares. A comida foi o entorpecente que ela escolheu.

Isso é profundo. Existem pessoas usando comida como entorpecente. E morrendo de culpa depois.

A autoestima de Lysa foi comprometida por ter sido abandonada pelo pai e abusada pelo avô. Ela mostra que mesmo as feridas mais profundas podem ser curadas através de um relacionamento com Deus.

Por anos a fio olhei para as flores das pessoas e secretamente as desejei para o meu prazer. Entretanto, o vislumbre desse homem cavando fundo da terra com suas mãos me trouxe uma nova revelação. Ele tinha um jardim porque havia investido tempo e energia para fazê-lo. Seu desejo não foi transformado em um jardim. Sua esperança não foi transformada em um jardim. Ele não se levantou um dia e encontrou um jardim com flores desabrochando de forma miraculosa na terra.

Não dá para você olhar aquela bonitona magra e definida e sentir inveja! Se você não está disposta a pagar o preço que ela paga para ter aquele corpo, você não quer aquele corpo. Se não estiver disposta a pagar o preço de investir tempo e energia para fazer um jardim, você não quer um jardim.

Recomendo o livro, com toda certeza. Apesar do tema denso, a leitura é leve e divertida, embora comece em um ritmo lento. Só não gostei do resumo no final de cada capítulo, com perguntas para ver se o leitor entendeu. Sempre me irrito com isso, e se alguém não se irrita, por favor, me explique como esse tipo de coisa te ajuda que eu realmente tenho curiosidade em saber.

É diferente de ter uma tarefa no final do capítulo. Tarefa é legal, incentiva a colocar em prática, mas esses resumos com perguntinhas, ainda mais depois de capítulos tão curtos, me parecem cansativos.

Outro problema foi a tradução/revisão (como não tive acesso ao original em inglês, não sei dizer se foi uma ou outra, ou as duas). Alguns trechos precisam urgentemente ver um revisor, como o feioso abaixo:

É como descascar as camadas de uma cebola. Apenas quando você pensa que tirou um pedaço dela, você percebe que existem muitas camadas ainda.

Um recado às editoras: respeitem os leitores. Vale a pena investir em boa revisão, principalmente em obras traduzidas. No caso de “Abra o coração e feche a geladeira” os erros não foram suficientes para que eu tenha vontade de jogar o livro pela janela, mas podem atrapalhar a compreensão de um leitor mais desatento, que provavelmente terá de ler mais de uma vez para entender alguns trechos.

No geral, acho que o maior mérito do livro é tirar as coisas da esfera emocional e trazer para a esfera racional. E fazer isso com leveza e humor. Jamais me esquecerei, por exemplo, de que:

As batatinhas fritas não me amam

:-)

Lysa é radical porque o problema dela com comida era bem sério. Não acho que devamos nos privar de todo e qualquer chocolate, por exemplo. Cada um deve saber os seus limites, suas fraquezas e fazer as coisas com sabedoria. Melhor se privar e ficar bem do que fazer concessões e ver todo o seu esforço ir por água abaixo. Afinal de contas,

Nenhuma comida jamais terá o sabor mais doce do que o da vitória.

Vanessa Lampert

Para ler as resenhas arquivadas, Clique aqui. E para ler as recentes, clique aqui.

PS: Não desisti da série “Livros que não são o que parecem”, viu? Sábado teremos mais um, aguardem. E estou anotando todas as sugestões de livros que vocês dão, estão todos em minha interminável lista. :-D

PS2: A Tamires de POA, e a Jéssica de BH me lembraram (nos comentários deste post) a respeito das Dicas Radicais, do Blog da Nanda Bezerra! Quem não está acompanhando, vale a pena! Clique aqui para acessar as dicas da Nanda! Obrigada, meninas!

Originalmente publicado no blog Cristiane Cardoso. Clique aqui para ver a postagem original.

Ideias para biblioteca particular

Eu estava pensando em fazer um escritório com prateleiras, algum espaço para guardar os livros, preciso urgentemente de um espaço maior para eles. Então me deparo com essas fotos…eu queeeroooo!!! Aí pensei em fazer uma lista com ideias para fazer uma biblioteca em casa…se existe “Home Office”, então pensemos em uma “Home Library”, para combinar. :-)

A que eu mais gostei foi essa, pois é totalmente executável! Me parece mais real, cabe nos quartos pequenos que têm nas casas de gente normal…rs… Esse eu realmente pretendo copiar:

cantinho

Este outro é praticamente um “closet” de livros…rs… De onde tirei esse, tem várias outras imagens. Vou colocar algumas aqui de qualquer maneira, porque vai que excluam o site e eu fique aqui com um link vazio, não é mesmo? Mas se quiser ver o site, clique aqui.

home-library-designs-5-500x368

Mais uma interessante:

biblioteca2

Olha essa, que linda! Tirei desse blog.

glass

beautiful

Você notou nas fotos acima, que tem uma criatura disfarçada de almofada em cima do pufe? 😀

Essa próxima é bem prática, porque tem uma lareira no meio, e se faltar lenha, você pode pegar um livro bem ruim, como esse , esse ou esse e jogar na lareira, para alimentar o fogo.

1003

Esse abaixo é para aquelas pessoas que gostam de ler no banheiro :-)

biblioteca particular

A próxima é bem conceitual. Claro que não vou encontrar uma poltrona dessas para vender…rs…mas seria interessante. Mega desconfortável, mas bem interessante. 😀

poltrona

Céus! Eu amei esse site aqui, com várias fotos de ideias práticas para espaços minúsculos! Se eu fosse solteira, adotaria várias dessas ideias com cama aérea! 😀   Dele eu tirei essa ideia, de construir uma estante gigante para colocar…embaixo da cama! No meu caso, não funcionaria, sei lá, ficaria complicado de limpar, tirar os pelos de gato que invariavelmente migram para baixo da cama…rs…mas pode ser ideia para alguém:

Small-Bedroom-Interior-Designs-3

Para concluir…a próxima eu achei legal, mas não parece casa de um ser humano de verdade. Pensa bem, parece que alguém mora aqui?

Modern-bookcase-furniture-in-home-library

Então…meu sonho sempre foi ter uma biblioteca doméstica…rs…nada contra as prateleiras que guardavam tão delicadamente meus livros em Porto Alegre, na verdade elas eram até bem legais! Acabei de lembrar delas…hahahaha…é uma solução bacana, desde que você saiba distribuí-las pela parede…quando encontrar uma foto delas, coloco aqui, prometo. Achei só essa de um pedacinho minúsculo, com os falecidos cactos Huguinho, Zezinho e Luizinho. Não dá para ver nada…hahaha…

prateleira2008

E tem esse vídeo da inspeção felina, com algumas prateleiras a menos, antes de colocarmos os livros (o vídeo não tem ação nenhuma, já aviso. É só para você ver a posição das prateleiras):

http://www.youtube.com/watch?v=GfjTwa9Filw

Estantes são legais, mas pensando bem, se instalarmos as prateleiras em número suficiente para acomodar todos os meus livros, eu terei uma mini-biblioteca, automaticamente. Quem sabe vendo esses exemplos, o marido se anime? :-)

Os ideais

Meu texto sobre as eleições foi publicado no blog do Bispo Macedo. Fiquei feliz, pois mais pessoas poderiam se identificar com ele, o que de fato aconteceu. Estranhamente, em um primeiro momento não houve o chilique público, talvez pelo post ser assinado. Depois, começaram os comentários. Um me pergunta: “Quanto o Edir Macedo está lhe pagando?”

Não, eu não  vou te convencer de que o Bispo Macedo não é como você pensa que ele é, nem que ele realmente acredita e vive tudo o que ele prega (apesar de eu poder te garantir isso. Ele realmente acredita e vive o que prega).  Não vou te convencer de que a mídia manipula a opinião pública sobre a IURD há 20 anos.  Não vou te convencer de que eu acredito em tudo o que escrevo. Não vou te convencer de que eu sempre defendi aquilo em que acredito. Se você não me conhece, nada do que eu disser terá algum peso, não é mesmo? Não me importa. Não é disso que eu quero falar.

O que achei estranho nessa história toda é que a sociedade está predisposta a dois pensamentos que, em minha opinião, são igualmente tristes:

1 – Se a pessoa escreve com convicção alguma coisa com a qual o leitor não concorde, já se imagina que ela foi paga para isso. Trocou sua opinião por dinheiro.

2 – Se ela não recebeu dinheiro em troca, ela é idiota. Ingênua, ignorante.

Afinal de contas,  é errado o que vende suas convicções, mas se é idiota o que defende suas convicções de graça, o certo é o quê? Não ter convicções? Ou não defender aquilo em que acredita?

As pessoas vivem tão mergulhadas em tantas dúvidas, medos, receios e desconfianças, que é impossível ter uma convicção verdadeira. As convicções verdadeiras são fruto de raciocínio e de certeza, e só assim tornam-se suficientemente fortes para serem defendidas com segurança.  Quem não tem segurança dentro de si, vai buscá-la do lado de fora.

Esse é o trabalho que a indústria do entretenimento e a mídia têm feito em conjunto há muitos anos. Ao mesmo tempo em que trabalham para tirar de seu público as certezas pessoais e enchê-lo de dúvidas e desconfiança, lhe oferecem as certezas pré-fabricadas de que ele precisa.  Não é de se espantar que as pessoas digam as mesmas coisas, ajam da mesma forma, repitam as mesmas frases, as mesmas acusações, como uma manada, como um exército de autômatos que nos acusa de ser um exército de autômatos.

Vivem interessados no que vai acontecer na novela, cantando as músicas que a TV lhes diz para cantar, usando as roupas que a novela lhes diz para usar, repetindo os bordões dos personagens, emprestando a linha de raciocínio retirada dos telejornais, dos jornais impressos, da Veja, absorvendo a lógica da mídia como se fosse a verdade absoluta que lhes sirva de base para toda e qualquer argumentação. E nós é que somos os manipulados.

As pessoas (muitas pessoas de boa índole, inclusive), acreditando que estão impedindo uma catástrofe, permitirão uma catástrofe ainda maior* (aliás, isso é bíblico).

Os seres humanos são idealistas por natureza. Se estiverem preenchidos de cinismo e rejeitarem os ideais verdadeiros, abraçarão qualquer ideal que lhes for apresentado. Aí quem lhes apresentou esse ideal terá material humano para fazer o que quiser. Então você vê uma multidão revanchista, com ideais negativos (que, no entanto, têm uma justificativa positiva, e por isso atraem até muita gente boa) e discursos raivosos contra aqueles que defendem positivamente suas causas, de uma maneira racional e equilibrada.

Por isso prefiro me manter com alienígena neste mundo. Desconectada da Matrix, querendo desconectar outras pessoas (afinal, para isso fomos chamados…faz parte do cristianismo oferecer essa libertação aos que nem sabem que estão cativos. Há uma ordem expressa na Bíblia.), mas sabendo que não posso obrigar ninguém a raciocinar. Tomar a pílula vermelha é escolha de cada um. Em um primeiro momento, é mais confortável não tomar e seguir a corrente. O problema é aonde essa corrente irá levar.

*Em muito menor escala, foi o que aconteceu nessas eleições municipais. Eleitores sedentos por um ideal verdadeiro, abraçaram o ideal da mídia “vou votar no Serra/Haddad só para impedir a vitória do Russomano”, acreditando sinceramente que estavam atrapalhando uma espécie de golpe de estado religioso.

PS: Ainda sobre eleições, esse excelente texto do João da Paz (clique para ler) mostra o estilo de jornalismo da Folha de São Paulo, durante as eleições municipais. Claro que não foi apenas a Folha, quem viu a entrevista de Russomano à César Tralli, na Globo, percebeu que seguia a mesma linha. Não era interesse da velha mídia que Russomano tomasse o lugar do candidato do PSDB no segundo turno, e conseguiram manipular toda a máquina nesse sentido. Se o Serra ganhar, darei os parabéns ao PT.

Linda cidade

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Quem disse que São Paulo não é uma cidade bonita? Se ao olhar para São Paulo você só consegue ver cinza, poluição, engarrafamento e concreto, olhe com os meus olhos.

Quando cheguei aqui, o que mais me impressionou foi o espaço. As ruas largas (claro que não todas, existem muitas bem estreitinhas, inclusive eu moro em uma delas…rs…), o espaço aberto…em vários lugares, é possível ver o horizonte.

Existem muitas árvores, muitos pássaros e céu azul! Nem sempre, é claro. Quero dizer, as árvores e os pássaros não saem daqui, mas o céu às vezes tem outras cores…lilás, ocre, rosa e – muito raramente daqui onde vejo – cinza. Mas na maioria das vezes, é realmente azul. Nem todo mundo olha para cima, nem todos observam as diferentes tonalidades das árvores e o quanto todos os detalhes são bonitos.

Se você olhar apenas para o que é feio, escuro e cinza, tudo para você será sempre feio, escuro e cinza – tudo. Treine seu olhar para ver o que é bonito e colorido.

Minha memória sobre árvores é engraçada. Eu tento me lembrar das árvores do meu passado e elas são todas em um tom de verde escuro, quase musgo, opaco, sem graça. Todas as árvores do meu passado são iguais. Tudo era muito sem graça, não importa em qual lugar eu estivesse, mesmo os que hoje sei que são os mais bonitos.

Campo Grande, Rio de Janeiro, Porto Alegre, a Serra Gaúcha e até mesmo São Paulo, o Ibirapuera, onde estive há uma década e não me lembro. Tudo era sem graça, porque dentro de mim tudo também era sem graça. Eu costumava dizer que não gostava de paisagem, porque era tudo igual. A monotonia estava em mim, mas eu achava que estava do lado de fora.

Só quando descobri que a gente escolhe qual ângulo enxergar é que me dei conta de quantos ângulos existem no mundo. Não existe só o preto e o branco. Tudo na verdade é extremamente colorido.

Mesmo em um dia de chuva, mesmo em uma noite fria, mesmo em uma manhã solitária ou em uma tarde cheia de trabalho, a vida pode ser uma coisinha alegre, colorida e saltitante, como um bichinho alienígena feito de gelatina (ok, sei que não foi uma analogia muito comovente…rs…)

Vou começar a levar minha câmera comigo quando sair de casa, para mostrar alguns ângulos desta cidade linda, como eu e meu marido a vemos. As coisas diferentes e engraçadas (como criaturas extremamente bem-humoradas, vemos muitas coisas engraçadas por aqui), as coisas bonitas…mesmo quando a câmera não conseguir fazer jus à beleza que eu enxergo (o que é bem frequente, já que minha câmera atual é bem rabugenta – razão pela qual eu tiro poucas fotos), tentarei descrever a realidade para vocês.

Escrevendo seu futuro

Graciele, eu concordo 100% contigo. A obra de Deus precisa de pessoas que se comuniquem bem. Não que Deus só use quem se comunica bem, mas podemos ser muito mais usadas se soubermos escrever direitinho, comunicando bem nossas ideias.
Sem contar que hoje em dia são poucas as pessoas (dentro da obra ou fora dela) que dominam a língua escrita. Porque nossa sociedade está voltada para as emoções e o entretenimento, e não para a inteligência. Então quem dominar essa arte, se destaca até no trabalho!
A leitura -e isso eu sempre falo, porque é cientificamente comprovado – é o melhor exercício que podemos fazer por nosso cérebro. E escrever é a melhor forma de organizar nossas ideias.
Não é à toa que Deus é o maior Escritor do universo! Escreveu um livro enorme e disse que todo aquele que quiser conhecê-lo deve ler o que Ele escreveu!
Acho que isso já deveria fazer com que a gente acordasse para a importância de ler e escrever, de lutar contra a preguiça mental e a terrível zona de conforto, que atrasa a nossa vida.
Já escrevi sobre como vencer a preguiça de ler e também como resolver aquele problema de “não ter tempo para ler”. Resumo em uma palavra: sacrifício.
Quem colocar isso em prática verá grandes resultados. A cabeça começa a funcionar melhor, as ideias se encaixam com mais clareza, a inteligência se fortalece e com certeza conseguimos crescer espiritualmente, se direcionarmos bem nosso desenvolvimento.
Super apoiado este assunto no blog! :-)
Beijos!

Eu não sei para onde essas facilidades tecnológicas levarão a humanidade. O que mais me preocupa é que a linguagem parece estar involuindo. Eu entendo que a língua é viva e que novas palavras surgem a cada momento, não sou purista daquelas que têm chiliques a cada neologismo, a cada estrangeirismo, a cada quase dialeto que surge nas ruas. Não tenho problema com essas coisas, meu problema é com a visível preguiça mental.

Você vê crianças inteligentes de doze anos, que sabem mexer no computador melhor do que seus pais, que estão na escola, às vezes tirando excelentes notas (não sei como!) escrevendo como semianalfabetos, não apenas na questão gramática/ortográfica, mas também na questão do raciocínio lógico. Elas simplesmente não sabem se expressar! Mas aí você pensa: “tudo bem, são crianças. Não é porque eu sabia me expressar aos 12 anos que todo mundo é obrigado a saber. Quando crescer, aprenderão” e vê que entre os jovens adultos, a maioria tem o mesmo problema. Nem gosto de olhar os comentários de sites de notícias, por exemplo, que dá uma certa tristeza.

Na verdade, hoje em dia me incomodo menos com erros de ortografia do que com erros de lógica. É fácil decorar regras da língua portuguesa, o que exige um pouco mais de esforço é saber encadear os pensamentos e entender exatamente o que está dizendo. Para isso você não precisa ter graduação alguma, nem precisa ter concluído o ensino fundamental. Antigamente pessoas com a quarta série primária sabiam se expressar por escrito (e oralmente) muito melhor do que muito doutor que eu conheço hoje em dia.

A questão toda é não se deixar levar pela correria dos dias atuais, que nos deixam com a sensação de que se não nos movermos por impulso, não conseguiremos acompanhar o desenrolar dos dias. É extremamente importante cultivar o hábito de ler e de escrever. Não é problema não saber se expressar, o problema é não querer aprender, não se esforçar para mudar essa situação.

Hoje em dia são poucas as pessoas que dominam a língua escrita. Nossa sociedade está voltada para as emoções e o entretenimento, e não para a inteligência. Então quem dominar essa arte, se destacará até no trabalho!

A leitura – e isso eu sempre falo, porque é cientificamente comprovado – é o melhor exercício que podemos fazer por nosso cérebro. E escrever é a melhor forma de organizar nossas ideias. Não é à toa que Deus é o maior Escritor do universo! Escreveu um livro enorme e disse que todo aquele que quiser conhecê-lo deve ler o que Ele escreveu! Acho que isso já deveria fazer com que a gente acordasse para a importância de ler e escrever, de lutar contra a preguiça mental e a terrível zona de conforto, que atrasa a nossa vida.

Já escrevi sobre como vencer a preguiça de ler e também como resolver aquele problema de “não ter tempo para ler”. Resumo em uma palavra: sacrifício. Quem colocar isso em prática verá grandes resultados. A cabeça começa a funcionar melhor, as ideias se encaixam com mais clareza, a inteligência se fortalece e com certeza conseguimos crescer emocionalmente, intelectualmente e espiritualmente, se direcionarmos bem nosso desenvolvimento.

Vale a pena aplicar esforço para melhorar nesse aspecto. Vale a pena fazer um sacrifício para sair da zona de conforto e pensar com sua própria cabeça (por falar nisso, desligue a televisão, por favor). Se o resto do mundo continuar nesse ritmo de imbecilização, no caminho de volta à época das cavernas, pelo menos você estará na contramão do atraso, fazendo a diferença.

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Última palavra sobre as eleições

Quando vejo o tom da campanha de Haddad às vésperas da eleição, percebo que fiz a opção certa quando decidi que ele não teria meu voto. Como todo mundo sabe, tenho simpatia pelo PT, participei das últimas campanhas presidenciais, mas a minha militância nunca foi cega.
Pelo contrário, o que eu sempre achei bacana foi o espaço para o livre pensamento dentro do Partido dos Trabalhadores. Até nos blogs, em sua maioria, os textos sempre foram coerentes e lógicos, muito mais inteligentes do que os raivosos da oposição.
A campanha municipal em São Paulo começou assim. Como Haddad não me pareceu uma boa escolha do partido, fiquei feliz quando soube que Russomano seria candidato pelo PRB, partido que vi nascer. O maior problema veio quando Haddad ameaçava terminar em terceiro lugar. Perdeu o tom.
Aquilo que eu esperava do Serra (e que o PSDB também está fazendo, principalmente através da mídia), veio da campanha de Haddad.  Ligaram a metralhadora giratória. Agora começaram a usar depoimento de ex-obreira, atacar a IURD com os mesmíssimos argumentos da velha mídia.
Estou na IURD há quase treze anos e refuto veementemente qualquer acusação de manipulação e de que sejamos impedidos de pensar. Muito pelo contrário! Não conheço outro lugar que incentive tanto a pensar com a própria cabeça! Conheço a Igreja Universal, sei como funciona e posso garantir que todo mundo tem livre escolha e eu penso muito bem, obrigada.
Claro que temos interesses em comum, entre eles o de não ter um governo comprometido com a velha mídia que tanto nos odeia. Somos unidos e militamos pelos nossos ideais, raciocinamos e entendemos bem o que estamos fazendo. Sabemos que Russomano não é da IURD e não tem compromisso nenhum conosco, mas acreditamos que ele é a melhor opção para São Paulo e temos esse direito.
Política é um assunto de todos os cidadãos, estejam eles vinculados ou não a uma igreja. Porque fazemos parte de uma igreja temos de ser excluídos da sociedade? O fato de um candidato ser de um partido que tem membros de uma determinada igreja, não significa que aquela igreja irá participar do mandato! Se a igreja de vocês faria isso, me desculpe, a minha não faz. Como qualquer grupo, temos interesses em comum, mas nenhum deles é o de dominar o mundo, impor o cristianismo goela abaixo ou qualquer asneira que se diga por aí.
Eu garanto que conheço mais a IURD do que a tal ex-obreira. Garanto que entendo mais de como ela funciona do que qualquer crítico de sofá. Mas não estou aqui para defender a IURD ou dizer o óbvio: que Russomano é tão fantoche do Bispo Macedo quanto Dilma era um poste (e todos nós vimos que Dilma jamais foi um poste). O que preciso dizer, e que está entalado na minha garganta é: é correto usar as armas do inimigo para vencer?
Nós ajudamos a reeleger o Lula (inclusive o vice-presidente José Alencar se filiou ao PRB em 2005), ajudamos a eleger a Dilma e o PRB faz parte da base aliada do governo federal. Esse papel do denuncismo irresponsável não se encaixa no PT.
Esperava coerência. Porque quando o Serra e o PIG (Partido da Imprensa Golpista) faziam isso contra a Dilma, o Lula e o PT, pegando “ex isso” e “ex aquilo” para dar depoimento, acreditando em qualquer coisa que lhes diziam, espalhando hoax a torto e a direito a gente dizia que era errado, que não se podia acusar sem provas, e falava do horror que é trabalhar uma campanha eleitoral baseada no medo. Lembro que os olhos de todos estavam bem abertos a isso naquele tempo. Por que agora se fecharam?
Esperava esse tipo de baixaria do Serra, jamais do PT! Usar o medo e o preconceito que o povo tem contra a IURD (medo e preconceito esses gerados e alimentados pelo PIG há vinte anos)para tentar barrar a candidatura de Russomano é ridículo! Dar trela para “ex” qualquer coisa é estilo de jornalismo de Veja. Sério mesmo, estou decepcionada.
Quando o PRB apoiou a eleição da Dilma alguém disse que ela era fantoche do Bispo Macedo? A não ser a imprensa, que a acusou de fantoche de todo mundo. Quando o Bispo escreveu em seu blog contra as mentiras que jogavam contra Dilma e a oposição acusou o governo de favorecer a IURD, todos do PT sabiam que não era verdade. Quando José Alencar foi para o PRB (do qual foi presidente de honra) ninguém disse que o Bispo Macedo seria vice-presidente e Alencar era um fantoche. Por que agora o raciocínio não pode ser o mesmo? Por que aceitar a agenda do PIG?
Falem das propostas, mostrem o seu candidato, convençam os eleitores sem vender a alma por desespero. Não é possível que não saibam que estão trabalhando com a estratégia do medo, pois foram vítimas disso, têm sido vítimas disso há algumas eleições.
Só falta agora a Regina Duarte na campanha do Haddad dizendo que tem medo do Russomano.
Tinha que registrar minha indignação e minha decepção com quem compra mentiras e faz o jogo do denuncismo irresponsável, apelando para o tapetão. Eu me recuso a julgar o partido inteiro pela irresponsabilidade de um candidato. E continuarei apoiando o PT quando ele for injustiçado, e quando tiver candidatos melhores. Espero que não destruam o respeito que ainda tenho pelo PT e por sua militância aderindo ao modus operandi de José Serra no segundo turno.

Quando vejo o tom da campanha de Haddad às vésperas da eleição, percebo que fiz a opção certa quando decidi que ele não teria meu voto. Como todo mundo sabe, tenho simpatia pelo PT, participei das últimas campanhas presidenciais, mas a minha militância nunca foi cega.

Pelo contrário, o que eu sempre achei bacana foi o espaço para o livre pensamento dentro do Partido dos Trabalhadores. Até nos blogs, em sua maioria, os textos sempre foram coerentes e lógicos, muito mais inteligentes do que os raivosos da oposição.

A campanha municipal em São Paulo começou assim. Como Haddad não me pareceu uma boa escolha do partido, fiquei feliz quando soube que Russomano seria candidato pelo PRB, partido que vi nascer. O maior problema veio quando Haddad ameaçava terminar em terceiro lugar. Perdeu o tom.

Aquilo que eu esperava do Serra (e que o PSDB também está fazendo, principalmente através da mídia), veio da campanha de Haddad.  Ligaram a metralhadora giratória. Agora começaram a usar depoimento de ex-obreira, atacar a IURD com os mesmíssimos argumentos da velha mídia.

Estou na IURD há quase treze anos e refuto veementemente qualquer acusação de manipulação e de que sejamos impedidos de pensar. Muito pelo contrário! Não conheço outro lugar que incentive tanto a pensar com a própria cabeça! Conheço a Igreja Universal, sei como funciona e posso garantir que todo mundo tem livre escolha e eu penso muito bem, obrigada.

Claro que temos interesses em comum, entre eles o de não ter um governo comprometido com a velha mídia que tanto nos odeia. Somos unidos e militamos pelos nossos ideais, raciocinamos e entendemos bem o que estamos fazendo. Sabemos que Russomano não é da IURD e não tem compromisso nenhum conosco, mas acreditamos que ele é a melhor opção para São Paulo e temos esse direito.

Política é um assunto de todos os cidadãos, estejam eles vinculados ou não a uma igreja. Porque fazemos parte de uma igreja temos de ser excluídos da sociedade? O fato de um candidato ser de um partido que tem membros de uma determinada igreja, não significa que aquela igreja irá participar do mandato! Se a igreja de vocês faria isso, me desculpe, a minha não faz. Como qualquer grupo, temos interesses em comum, mas nenhum deles é o de dominar o mundo, impor o cristianismo goela abaixo ou qualquer asneira que se diga por aí.

Eu garanto que conheço mais a IURD do que a tal ex-obreira. Garanto que entendo mais de como ela funciona do que qualquer crítico de sofá. Mas não estou aqui para defender a IURD ou dizer o óbvio: que Russomano é tão “fantoche do Bispo Macedo” quanto Dilma era um poste (e todos nós vimos que Dilma jamais foi um poste). O que preciso dizer, e que está entalado na minha garganta é: é correto usar as armas do inimigo para vencer?

Nós ajudamos a reeleger o Lula (inclusive o vice-presidente José Alencar filiou-se ao PRB em 2005), ajudamos a eleger a Dilma e o PRB faz parte da base aliada do governo federal. Esse papel do denuncismo irresponsável não se encaixa no PT.

Esperava coerência. Porque quando o Serra e o PIG (Partido da Imprensa Golpista) faziam isso contra a Dilma, o Lula e o PT, pegando “ex isso” e “ex aquilo” para dar depoimento, acreditando em qualquer coisa que lhes diziam, espalhando hoax a torto e a direito a gente dizia que era errado, que não se podia acusar sem provas, e falava do horror que é trabalhar uma campanha eleitoral baseada no medo. Lembro que os olhos de todos estavam bem abertos a isso naquele tempo. Por que agora se fecharam?

Esperava esse tipo de baixaria do Serra, jamais do PT! Usar o medo e o preconceito que o povo tem contra a IURD e o Bispo Macedo (medo e preconceito esses gerados e alimentados pelo PIG há vinte anos)para tentar barrar a candidatura de Russomano é ridículo! Dar trela para “ex” qualquer coisa é estilo de jornalismo de Veja. Sério mesmo, estou decepcionada.

Quando o PRB apoiou a eleição da Dilma alguém disse que ela era fantoche do Bispo Macedo? A não ser a imprensa, que a acusou de fantoche de todo mundo. Quando o Bispo escreveu em seu blog contra as mentiras que jogavam contra Dilma e a oposição acusou o governo de favorecer a IURD, todos do PT sabiam que não era verdade. Quando José Alencar foi para o PRB (do qual foi presidente de honra) ninguém disse que o Bispo Macedo seria vice-presidente e Alencar era um fantoche. Por que agora o raciocínio não pode ser o mesmo? Por que aceitar a agenda do PIG?

Falem das propostas, mostrem o seu candidato, convençam os eleitores sem vender a alma por desespero. Não é possível que não saibam que estão trabalhando com a estratégia do medo, pois foram vítimas disso, têm sido vítimas disso há algumas eleições.

Só falta agora a Regina Duarte na campanha do Haddad dizendo que tem medo do Russomano.

Tinha que registrar minha indignação e minha decepção com quem compra mentiras e faz o jogo do denuncismo irresponsável, apelando para o tapetão. Eu me recuso a julgar o partido inteiro pela irresponsabilidade de um candidato. E continuarei apoiando o PT quando ele for injustiçado, e quando tiver candidatos melhores. Espero que não destruam o respeito que ainda tenho pelo PT e por sua militância aderindo ao modus operandi de José Serra no segundo turno.

PS: Temos uma causa: a causa do evangelho. Se alguém começa a nos atacar, eu entendo que vai nos atrapalhar quando chegar ao poder e jamais terá meu apoio. Ninguém está buscando ajuda de governo, até porque isso não nos interessa. Ter rabo preso com governo não ajuda a causa. O que procuramos é um governo que não nos atrapalhe enquanto fazemos nosso trabalho. E qual é o nosso trabalho? Ajudar pessoas, transformar vidas. Esse vídeo é um resumo (bem resumido) do que fazemos: clique para assistir. Isso é o que você nunca vai ver na Globo.

Cristianismo puro e simples

Depois de tantas resenhas de livros ruins, eis que lhes trago um oásis no deserto. :-) A recomendação pública deste livro foi feita pelo Bispo Renato, neste post (clique para ler), e me convenceu rapidinho. “Cristianismo puro e simples” (Mere Christianity), da Editora WMF Martins Fontes, é leitura obrigatória para todos aqueles que se dizem cristãos ou se interessam pelo cristianismo.

Eu considero C.S Lewis um gênio da literatura. E não sou a única, é um consenso. Além de excelente escritor, ele era muito inteligente e tinha um raciocínio lógico fantástico. Foi ateu por muitos anos, e se converteu a uma fé bastante racional e segura. Ele era ateu de verdade, não ateu de modinha, como vemos hoje em dia.

Quer saber se o cara é ateu de verdade? Se ele odeia Deus, gasta seu tempo esculhambando Deus e os crentes, é raivoso e gosta de se mostrar superior, ele não é verdadeiramente ateu, só tem um problema pessoal com a ideia de Deus e quer fazer birra para chocá-Lo. Veja bem, eu não acredito em Coelhinho da Páscoa. Por que raios gastaria meu tempo falando mal do coelhinho da páscoa, rindo de quem acredita no coelhinho da páscoa, fazendo palestras para convencer as pessoas a não acreditarem no coelhinho da páscoa? Não seria ridículo?  O verdadeiro ateu não odeia algo que ele acha que não existe! Ele simplesmente não acredita. Mas tem boa vontade, está aberto, e quando conhece a Deus, deixa de ser ateu!

Este livro foi baseado em uma série de programas de rádio que ele fez durante a Segunda Guerra, explicando o cristianismo em termos simples. Sim, a explicação é simples, a linguagem é fácil e coloquial. No entanto, é impressionante observar que o que era simples, acessível e escrito para o cidadão comum naquela época, hoje talvez não seja compreendido com tanta facilidade por qualquer pessoa. Digo isso porque ele exige que seu cérebro acompanhe o raciocínio. Exige que a criatura raciocine, coisa que as pessoas hoje em dia não estão acostumadas a fazer. A sociedade deu uma emburrecida considerável nas últimas décadas. Cada vez mais nós, que preferimos pensar a viver pela emoção, nos sentimos alienígenas nesta sociedade. Mas você, que lê esta coluna, é uma pessoa que não tem preguiça de pensar e quer exercitar seus neurônios, não é verdade? Então vai gostar desse livro.

Ele consegue explicar com clareza os fundamentos da nossa fé. É a mesma fé, o mesmo Espírito! Eis uma raridade: encontrar um livro cristão verdadeiramente cristão. Até o entendimento dele sobre a trindade é o mesmo que eu tive há alguns anos, ao ler um livro de…física! …rs… (vou reler para fazer uma resenha aqui também…hahaha…me aguardem)

Sabe aquelas perguntinhas cretinas que te fazem de vez em quando, de “como é que Deus pode ser três e um ao mesmo tempo?” Então…essas e outras explicações estão lá, para quem quiser pensar.

Acho que esse trecho é o melhor resumo que já vi alguém fazer sobre o cristianismo:

O cristianismo concorda com o dualismo em que o universo está em guerra, mas discorda que seja uma guerra entre forças independentes. Considera-a antes uma guerra civil, uma rebelião, e afirma que vivemos na parte do universo ocupada pelos rebeldes.

Um território ocupado pelo inimigo — assim é este mundo. O cristianismo é a história de como o rei por direito desembarcou disfarçado em sua terra e nos chama a tomar parte numa grande campanha de sabotagem. Quando você vai à igreja, na verdade vai receber os códigos secretos mandados pelos nossos amigos: não é por outro motivo que o inimigo fica tão ansioso para nos impedir de frequentá-la.

Não é exatamente isso, amigos? Céus, é exatamente assim que a coisa toda funciona! Tem forma mais clara de condensar toda a extensa explicação sobre guerra espiritual? C.S Lewis trabalha muito com analogias, que é a melhor forma – na minha opinião – de explicar coisas aparentemente complexas e fazê-las acessíveis a qualquer pessoa. Faz parte da argumentação lógica. Isso faz com que a leitura desse livro seja tão prazerosa. Você vai se divertir, além de aprender muito.

Agora veja isso:

Quanto mais tiramos do caminho aquilo que agora chamamos de “nós mesmos” e deixamos que Ele tome conta de nós, tanto mais nos tornamos aquilo que realmente somos. (…) De nada vale procurar “ser eu mesmo” sem Ele. Quanto mais resisto a Ele e tento viver sozinho, tanto mais me deixo dominar por minha hereditariedade, minha criação, meus desejos naturais e o meio em que vivo. Na verdade, aquilo que chamo com tanto orgulho de “eu mesmo” é simplesmente o ponto de encontro de miríades de cadeias de acontecimentos que não foram iniciadas por mim e não poderão ser encerradas por mim. Os desejos que chamo de “meus” são meramente os desejos vomitados pelo meu organismo físico, incutidos em mim pelo pensamento de outros homens ou mesmo sugeridos a mim pelos demônios.

Eu li isso, boquiaberta, pensando em quantas vezes dei essa mesma explicação a tantas pessoas, explicando o porquê apenas a entrega incondicional do seu “eu” a Jesus faz com que você descubra quem você realmente é. Eu só me tornei eu mesma, só descobri quem eu era, depois que morri para mim mesma, depois que morri para este mundo, sacrifiquei minha vida para viver a vida dEle. Aí, sim, me libertei de todas essas influências e descobri o caminho para me transformar, dia após dia, na pessoa que Ele quer que eu seja. Que é quem realmente sou. Esse processo não tem fim, pois é um processo de aperfeiçoamento, mas somente quando se nasce de novo é que a coisa começa a ficar realmente divertida. A propósito, ele explica o novo nascimento, a substituição, todo o processo desde Adão e Eva…

O início do livro parecia um livro de filosofia, mas depois vai se abrindo para uma literatura de qualidade, com todos os seus elementos. Se eu colocasse aqui todos os trechos que achei fortes neste livro, ganharia o prêmio de maior resenha do mundo. Mas salvei diversos deles e vou fazer bilhões de posts sobre isso em meu blog…rs…com trechos do livro, não tem jeito, é daquelas coisas que você lê e quer compartilhar com todo o universo.

Mas Vanessa, esse livro não tem problema algum? Tem. Tem alguns. São ínfimos em relação ao todo, mas tenho que citar os mais importantes. Primeiro, quando ele diz:

A teologia é como um mapa. (…) No passado, quando havia menos instrução formal e menos discussões, talvez fosse possível passar com algumas poucas idéias simples sobre Deus. Hoje não é mais assim. Todo mundo lê, todo mundo presta atenção a discussões. Consequentemente, se você não der atenção à Teologia, isso não significa que não terá ideia alguma sobre Deus. Significa que terá, isto sim, uma porção de ideias erradas — ideias más, confusas, obsoletas.

Acredito que na época em que esse livro foi escrito (início da década de quarenta) isso fosse verdade. No entanto, hoje em dia a teologia é que tem levado muita gente sincera à morte espiritual, com uma porção de ideias erradas, más, confusas e obsoletas. Mas nada do que ele explica precisaria de qualquer estudo teológico tradicional, está tudo bem claro na Bíblia. E se alguém acha que a Bíblia é uma leitura muito complexa e que precisa de uma interpretação especial feita por grandes estudiosos, me desculpe, isso não é verdade.

Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos, e as revelaste aos pequeninos. (Mateus 11:25)

Basta ter o Espírito Santo, pois a promessa feita a respeito é que:

Quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade. (João 16:13)

O segundo problema do livro possivelmente é ligado ao primeiro. É a primeira e única vez que eu noto uma interferência das tradições religiosas do autor neste livro (já havia notado o mesmo problema em outro livro dele):

Por mais que você sofra nessa vida terrena, por mais que passe por purificações inconcebíveis depois da morte (…)

Purificações depois da morte, amiguinho? Segundo a Bíblia, morreu, morreu. Não tem essa de purificação depois da morte. Isso é ideia católica, que provavelmente a igreja Anglicana arrastou consigo. Desconsiderem.

O terceiro problema é:

Quando as tribulações chegam – doenças, problemas de dinheiro, novos tipos de tentação —, ele se decepciona. Aos olhos dele, essas coisas foram necessárias antes, para despertá-lo e fazê-lo arrepender-se; mas, e agora: por quê? Porque Deus o está obrigando a progredir ou subir a um novo nível (…)

Mais influência da religião. Doença não é tribulação, miséria não é tribulação. Tribulação é o que a gente passa por causa do evangelho, as perseguições, as dificuldades. Pode acontecer de Deus usar uma situação colocada pelo mal para que você “suba a outro nível”? Pode, mas não foi algo provocado por Ele, o que Ele fez foi usar o limão para fazer uma limonada. Se foi isso o que C.S Lewis quis dizer, concordo com ele. Mas se era a velha ideia religiosa de que doença é provação de Deus para que você progrida, isso já matou a fé de muitos crentes por aí. E matou os próprios crentes, também.

Mas como eu disse, esses são probleminhas minúsculos dentro de um livro excepcional. Apenas comento porque julgo necessário. Quando ele pensava dentro da Palavra de Deus, pensava com bastante clareza e lucidez. Mas infelizmente naquele tempo não existia o que temos hoje.

Abaixo, um trecho muito legal sobre amor (eu disse que não colocaria mais trechos, mas não resisti…rs…

Em primeiro lugar, quanto ao significado da palavra. “Caridade” hoje significa simplesmente o que antes se chamava “esmola” — ou seja, o que damos para os pobres. Originalmente, seu significado era muito mais amplo. (Você vai entender por que ela ganhou essa acepção moderna: se uma pessoa é “caridosa”, dar esmolas aos pobres é uma das coisas mais óbvias que ela faz, e, assim, as pessoas passaram a dar a esse ato o nome da própria virtude. A mesma coisa aconteceu com a poesia, cuja expressão mais óbvia é a rima. Ora, para a maioria
das pessoas, hoje, a “rima” é a própria poesia.) A caridade significa “amor no sentido cristão”. Mas o amor no sentido cristão não é uma emoção. Não é um estado do sentimento, mas da vontade: aquele estado da vontade que temos naturalmente com a nossa pessoa, mas devemos aprender a ter com as outras pessoas. No capítulo sobre o perdão, observei que o amor que temos por nós mesmos não implica simpatia por nós mesmos. Significa que queremos nosso próprio bem.
(…)

Veja se isso não é a fé que temos vivido!  A fé inteligente e sacrificial:

As únicas coisas que podemos conservar são as que entregamos a Deus. As que guardamos para nós são as que perderemos com certeza.

Vanessa Lampert

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PS: Eu acho o estilo dele muito parecido com o estilo do Bispo Renato. Como diz meu marido, são textos que dão “cócegas no cérebro”…rs…

PS2: Esse é para quem me perguntou se não existem livros cristãos bons de escritores de fora da IURD. Eis uma raridade…rs…

PS3: Outro problema desse livro é a editora. Alguém me explica por que raios escolheram essa capa sem graça para os livros do C.S Lewis (exceto as crônicas de Nárnia, essas ficaram caprichadinhas)? Todas são iguais, só muda o tom do fundo! Parece que a intenção é que ele não seja vendido, nem sequer visto!

PS4: A série de “livros que não são o que parecem” não acabou, não! Tenho vários na fila! E cada vez chegando mais…hahahaha…

Originalmente publicado no blog Cristiane Cardoso. Clique aqui para ver a postagem original.