E a diversão, onde fica?

amigo.

Como o mundo está mergulhado em futebol, verde-e-amarelo, êÊÊÊêêêêêÊêê, vai Brasil, etc. etc. Chorando com novelas, ficando bravo com os noticiários (depois as pessoas não sabem por que vivem estressadas, ansiosas e depressivas, né?) e vivendo nessa vibe emotiva ao extremo, parece que aqueles que decidiram se desconectar dessas coisas e colocar na cabeça apenas coisas que promovam crescimento espiritual são uns chatos.

E pode ser que a dificuldade que as pessoas vejam em algo assim nem seja tanto de ficar sem as informações, mas sim de ficar o tempo todo sério e compenetrado, em pose de “crescimento espiritual”. Acho que é bom avisar para essas pessoas que para ser sério e estar concentrado em alguma coisa não é necessário viver de cara fechada, com aparência de quem está carregando um peso gigantesco nas costas ou mesmo de quem já foi para o céu e esqueceram de içar o corpo.

A vida tem que ser leve. Na verdade, tudo pode estar desabando ao redor, você pode ter um milhão de responsabilidades a cumprir, mas fazer tudo com leveza é fundamental. Manter o senso de humor, manter a disposição de criança para ver alegria nas situações, nas palavras, na vida, em geral. Não deixar de alimentar o lado lúdico, criativo, tão necessário à imaginação. O mundo do lado de fora pode estar pesado e complicado, mas do lado de dentro tudo tem que ser leve.

Todas as vezes em que tentei abafar esse meu lado lúdico/criativo, me dei mal. Não que você precise ficar rindo e brincando o tempo inteiro, eu não estou falando necessariamente de algo que se veja de fora, estou falando de uma disposição que está dentro da cabeça da gente. Você pode até estar longe de qualquer entretenimento; a diversão está dentro de você. Está no seu olhar, na sua mente. Aquele desprendimento que o faz perder o medo de deixar os outros verem a sua simplicidade, até porque as melhores coisas da vida são as mais simples. Sem a preocupação de parecer o que não é, a vida fica muito mais divertida.