O descanso…

Fiquei de contar como foram meus dois dias de descanso. Bem, talvez as pessoas normais não considerem descanso, mas eu estou descansando…rs. Descansar não é dormir o dia inteiro (embora eu tenha dormido algumas horas ontem depois do almoço, até ser acordada com os gritos quando acabou a prorrogação – sim, porque aqui na zona norte é impossível não saber dos jogos do Brasil, ainda que a gente não assista – mas não conta, já que eu tinha acordado antes das cinco da manhã para ir ao laboratório com meu esposo, para fazer exame de sangue), o mais importante, pelo menos no meu caso, é descansar a cabeça. Todo o meu descanso este final de semana foi mental. :-) Sem cobranças da minha cabeça, sabendo que minha única obrigação sábado e domingo seria “descansar”.

Não posso esperar que eu passe um dia inteiro sem ler nada ou sem escrever nada, mas tentei não mexer com trabalho, para tentar fazer como se fosse um final de semana de gente normal.  Hoje fui à igreja bem cedo, li com calma vários blogs quando voltei e ainda consegui adiantar algumas mensagens que eu teria de escrever durante a semana, o que vai me deixar mais tranquila para trabalhar.

Você nunca vai me ver defendendo feriados e longos períodos de férias, mas tenho que admitir que desacelerar pelo menos um dia é importante, desde que você também use esse tempo para colocar sua cabeça no lugar, avaliar o que tem passado por ela e o que você deve mudar para se cansar menos durante a semana, senão é meio inútil. Eu, por exemplo, percebi que tenho que me livrar de um péssimo hábito (identifiquei um robozinho drenador de energia): às vezes escrevo um e-mail e não envio imediatamente; salvo como rascunho. Deixo para ler novamente depois, com um olhar mais fresco e ver se precisa de alguma edição. Isso é um hábito mais ou menos recente, mas não é nada legal, porque, na correria da vida humana na terra, com frequência eu esqueço de fazer a tal edição e o e-mail não sai dos rascunhos (mais recentemente ainda, comecei a fazer isso com comentários em blogs. Salvo no word para enviar depois e acabo não enviando). Neste fim de semana, percebi que isso é uma espécie de dúvida. Como escrevo, mas não envio e deixo o troço pendente, vou acumulando dúvida dentro de mim e me treinando a hesitar. É um treinamento para fortalecer a insegurança. Nada esperto. Não é de se espantar que eu esteja me cansando mais do que o normal. A fé é travada pela hesitação.

Então, eu decidi uma coisa para esta semana, que comecei a aplicar desde sábado. Vou enviar qualquer e-mail que eu escrever. Se eu cheguei a escrever, ele deve sair dos meus rascunhos. Caso contrário, é melhor nem escrever. É uma atitude pequena, mas as raposinhas é que destroem toda a vinha, não é mesmo? Da mesma maneira que uma atitude negativa aparentemente insignificante pode destruir, uma atitude positiva aparentemente insignificante pode trazer grandes transformações. Estou à caça de toda duvidazinha que aparecer pela minha frente, para eliminar tudo aquilo que possa boicotar minha fé. :-)