A força que não podemos desperdiçar

oyster

Eu fiquei parada em frente ao computador. Escreve. Apaga. Escreve. Apaga. Às vezes acontecem coisas em minha vida que me fazem querer escrever e, outras, me fazem querer calar. Vontade de entrar em uma concha e me esconder. Ficar lá, quietinha, até a tempestade passar. Meu marido diria que a tempestade não existe. O bispo Renato diria: “eu não vejo esse problema”. E eu ficaria olhando para os dois com cara de ponto de interrogação, tentando entender que tipo de óculos feminino foi esse que eu coloquei, que enxerga problemas onde eles não existem.

Não que eu estivesse enxergando um problema, problema, probleeeema de verdade. Na realidade, recebi uma notícia e fiquei antecipando problemas que podem (ou não) acontecer e sofrendo com eles. Veja só, que idiotice. Porque se o conceito da fé é: “certeza de coisas que se esperam” e “convicção de fatos que não se veem”, lá estava eu, usando um conceito bem parecido, mas para esperar uma coisa que me fazia sofrer. Isso não é uma imbecilidade de proporções oceânicas?

Porque se eu tenho essa força dentro de mim, capaz de me fazer criar um cenário tão convincente a ponto de estimular em mim uma reação tão profunda como o sofrimento, por que não usar essa força para criar um cenário igualmente convincente, mas que estimule em mim uma reação profunda de alegria, de certeza da vitória?

Se eu vou antecipar alguma coisa, vou antecipar vitória. Vou antecipar o sucesso daquilo que eu quero. Vou antecipar minha alegria, vou antecipar o alívio que sentirei quando toda a tempestade, deserto, angústia, sofrimento ou problema passar. Vou antecipar o melhor. Essa é uma escolha que só eu posso fazer.

É o que eu digo sempre: geralmente, você tem duas opções a acreditar: vai dar certo ou vai dar errado. Nenhuma das duas coisas aconteceu ainda. Por que você escolheria a pior? Se eu tenho duas opções e só posso escolher uma para crer, vou crer na que me trará melhor resultado. O que vai acontecer depois, não é problema meu. Minha obrigação é crer e agir de acordo com aquilo que eu escolhi crer (e escolher a coisa certa, é claro).

A certeza de que a solução virá é que traz a solução, porque sem essa certeza, nem você consegue procurar a solução, nem ela consegue encontrar você. Mas quando tem essa certeza, você não precisa mais se esconder em uma concha, pois você está no melhor esconderijo que existe: a confiança.  (Leia o Salmo 91)