Quando você é realmente livre

Quando você é realmente livre

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Muitas pessoas só conseguem as coisas na base da ameaça. Se você não fizer isso, eu vou fazer aquilo. Vou lhe tirar tal coisa. Você vai ver só. Enquanto seu coração estiver nas coisas que você tem e nas pessoas que o cercam, enquanto sua segurança estiver no dinheiro, no seu trabalho e no seu relacionamento amoroso, você será escravo. O mal sempre terá com o que tentar barganhar.

Mas se você sacrifica tudo e entrega absolutamente toda a sua vida, o que você é, o que foi, o que gostaria de ser, o  que tem, o que gostaria de ter, absolutamente tudo, não sobra nada para chantagear. Como diz a música do Marcelo Crivella: “Como matar quem já morreu? E o que tirar de quem na vida tudo entregou?”

As coisas que eu tenho não são minhas, eu as administro. Eu não dependo de dinheiro para sobreviver, eu dependo de Deus tanto para sobreviver quanto para prosperar. Meu casamento não é o relacionamento que dá sentido à minha vida. Meu relacionamento com Deus é o que dá sentido à minha vida e ao meu casamento. Meu trabalho não depende dos meus líderes, ele depende do meu relacionamento com Deus e da minha dedicação em fazer o melhor. Assim, quem quiser ameaçar meu casamento, minha vida, meu sustento ou meu trabalho, terá de passar por Deus primeiro. Esse é o segredo para você se ver livre das ameaças e ter paz, ainda que em meio à guerra. Você faz o que é certo, vive pela sua fé e tem a segurança de que as coisas na sua vida não acontecem mais por mero acaso.

Enquanto vive do seu jeito, dependendo de tudo e de todos (ou da força do seu próprio braço) você está vulnerável. Mas a partir do momento em que decide viver do jeito de Deus e depender apenas dEle e da parceria que vocês têm, você se torna livre e blindado. O mundo pode estar ameaçando cair em cima da sua cabeça, mas você tem paz e cabeça fria para transformar qualquer situação ruim em algo extraordinário, pois não está mais sozinho, nem depende de nenhum mortal.  Quando você é realmente livre?  Quando não está mais preso a nada. :-)

 

 

PS: Já que citei a música “Pregador do Evangelho”, do Marcelo Crivella, segue o áudio dela…gosto muito dessa letra:

 

O vestido da Festa dos Tabernáculos

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Como minha amiga Helena perguntou no Facebook, resolvi escrever aqui a respeito desse look aí de cima, que montei para a Festa dos Tabernáculos. A festa comemora a libertação do povo hebreu após 400 anos de escravidão no Egito. O povo viveu em condições desumanas e o Faraó se negava a dar-lhes liberdade. Mas Deus libertou aquela multidão de maneira extraordinária, mostrando que não importa a força do inimigo ou o tamanho da dificuldade. Ninguém e nada é mais forte do que Ele. E, por isso, vale a pena fazer um pacto, uma aliança com Deus e ser considerado povo de propriedade exclusiva dEle.

Como a proposta era algo mais simples, de pessoas recém-libertas da escravidão do Egito, que atravessaram o mar vermelho caminhando e foram acampar no deserto, li no blog da Cristiane (texto da Bianca Russo) que seria interessante procurar por tecidos rústicos. Ela lembrou que o povo saiu do Egito levando despojos dos egípcios: muitas e muitas joias. Assim, mantive em mente que usaria um tecido rústico e muitos acessórios (para os meus padrões atuais de “muitos”, tá?). Então minha escolha foi: um vestido longo branco (comum, de viscose com elastano) por baixo (pode ser qualquer vestido longo) que eu comprei para a virada do ano de 2011. Reparei que no post em que a Bianca falava sobre tecidos para o vestido, ela disse “você encontra facilmente esse tecido em lojas de cortinas e estofados”. Aí, pensei: se posso comprar um tecido em lojas de cortinas, vou procurar um lugar mais perto da minha casa…e decidi que compraria uma cortina. É, não comprei o tecido, comprei a cortina, mesmo…rs Muito mais fácil de achar.

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O elástico dourado em ação (aliás, para fazer isso não precisa ser elástico. Deve ser até melhor se não for).

Comprei uma folha de 1,40 x 2,80. Até pensei em comprar uns três metros de Jacquard, mas era muuuuito pesado e achei que me daria dor nas costas (sério). Então, comprei essa aí, que era uma das mais baratas. É 100% poliéster, mas tem uma carinha de juta. Então, cortei aquela parte com ilhoses, de pendurar no varão (e nisso perdi alguns bons centímetros…), depois cortei novamente, desta vez ao meio no comprimento, transformando em duas tiras de tecido de 70 cm de largura. O troço começou a desfiar loucamente, mas eu usei aquela técnica que a gente faz quando a meia calça desfia: passei base incolor (de unhas) nas bordas, para conter o desespero desfiatório do tecido. Agora, a montagem do look: uma tira de tecido de cada lado, sobre os ombros.

Marca bem onde fica o ombro, amarra um barbante (no meu caso, eu tinha uma bobina de elástico revestido de coisinhas pinicantes douradas – foto aqui) para marcar e depois enrola bem para o troço ficar no lugar (não sei o tamanho do elástico que usei, arriscaria dizer que foi uns 50 cm de cada lado). Essa bobina comprei em uma loja de armarinhos (lojas que vendem coisas para costureiras). Na verdade, eu não ia colocar essas coisas douradas, mas meu marido, o sr. Honesto Lampert, me disse que eu estava parecendo uma mendiga do deserto, e eu fui me enchendo de penduricalhos até que ele dissesse que eu estava linda rs.

Na mesma loja de armarinhos, comprei o cordão que usei como cinto, para fazer com que aquelas duas tiras compridas de tecido se tornassem uma coisa parecida com um vestido. O cordão era, na verdade, uma cordinha trançada de verde e dourado, vem com 10 metros e eu não cortei, fui só me enrolando nela, até que dei um nó no final e escondi as pontinhas. Como a parte marrom não ficou a coisa mais comprida do universo, como eu engordei e meu vestido branco também está mais curto e como eu não queria que minhas canelinhas magrelinhas aparecessem, coloquei uma saia longa cinza (que já usei tantas vezes que já anda sozinha…vou colocar uma foto aqui para provar). A saia, além de alongar o look até o pé, ainda serviria para me dar mais voluminho na parte de baixo, porque é plissada. Eu sou um ser que engorda primeiro a parte superior, então preciso equilibrar o volume inferior.

IMG_6470   Por fim, peguei as joias das Egípcias…rs. Não comprei nada novo, usei o que já tinha. Uma pulseira e um anel que eram da minha mãe, mais outra pulseira, anéis e brincos em que paguei baratinho ano passado. Usei também um anel relógio com uma pedra roxa (porque, como não pode entrar com celular no Templo e se eu aparecesse com relógio de pulso seria uma viajante do futuro no meio do Egito antigo, eu me lembrei desse anelzinho muito útil que comprei acho que em 2012) e, para arrematar, a testeira da festa do Purim do ano passado (sem o pingente de gota), enrolada com uma correntinha fina e um pingente de pedra. Aqui você vê como era a testeira original…purim

 

 

A propósito, minha roupa da Festa dos Tabernáculos era exatamente igual à que eu usei no Purim, a única diferença era o tecido e a maquiagem, basicamente. E um colar diferente, além de um pedaço de tecido que costurei em um dos ombros. O tecido eu comprei (3 metros) em uma loja no Brás e era vermelho escuro (meio vinho) com bordados dourados. O Purim é no império Persa e todo mundo é meio Rainha Ester, então dá para exagerar no brilho. A ideia da festa é comemorar o livramento que Deus deu ao povo dEle, quando os judeus escaparam do extermínio por um decreto do rei Assuero após a intervenção da rainha Ester. Por sua fé, o inimigo foi desmascarado e houve vitória no dia em que deveria haver destruição.

Voltando à Festa dos Tabernáculos deste ano, claro que cada uma foi como quis…rs. Algumas seguiram essa ideia, outras foram com brilhos, outras preferiram não ir caracterizadas. O importante da festa era o espírito. A palestra foi fantástica, a dança foi muito legal, também. A roupa era só um detalhe. Mas achei importante explicar o que fiz, até para mostrar que não precisa ser um bicho de 7 cabeças. Você pode usar o que tem em casa, comprar uma coisinha ou outra e ter criatividade. Não deve ser algo estressante, mas parte de sua preparação interior, para mergulhar no clima e se integrar ao contexto espiritual. Confesso que não entendia isso ano passado e acabei me estressando com essa questão. Até que parei para pensar e entendi que a ideia não era colocar um fardo sobre os nossos ombros, mas nos colocar no mesmo espírito da festa.

Aprendemos muito, crescemos muito e eu ainda tenho a festa dentro de mim. Se a do ano passado me ajudou absurdamente (ainda vou escrever sobre isso), a desse ano fez um verdadeiro milagre dentro da minha cabeça. Sério, algo que eu estava querendo há muito tempo, que mexeu profundamente com minha autoaceitação e arrematou tudo o que Deus estava me fazendo entender nas últimas intensas e importantes semanas. Vou escrever com mais detalhes em outro post, quem sabe ajudo mais alguém? :-)

 

PS: Algumas fotos do Purim, que aconteceu em março deste ano. Poucas alterações, basicamente o colar, a pedrinha da testeira, a maquiagem, a cordinha (que era o mesmo modelo, mas branca e dourada, em vez de verde e dourada), a pulseira e o tecido (ok, tipo…praticamente tudo…kkkk…mas o que quero dizer é que o conceito da coisa toda – duas faixas de tecido sobre um vestido, preso com cordinha – é o mesmo).purim2 Abaixo, eu e Thais Toledo, que me ajudou a escolher o tecido no Brás. Ao lado, eu e o celular do Império Persa…rs.

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PS2: A foto da saia cinza, que aparece abaixo do vestido branco na imagem que abre este post: diaM  

   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Absurdo! Globo tenta golpe no Rio com manipulação tosca

Absurdo! Globo tenta golpe no Rio com manipulação tosca

E por que eu abomino esse grupo de comunicação

Deveria ser crime. Na verdade, deve ser crime. Esse tipo de manipulação tosca é fruto de duas coisas:

1 – A sensação de impunidade que uma emissora irresponsável desenvolve depois de anos distorcendo fatos e publicando como se fosse notícia (sensação essa partilhada pela revista Veja).

2 – A convicção de que o povo é idiota. Anos e anos subestimando a inteligência dos telespectadores e vendo o público comprar todos os argumentos distorcidos que ela vomita, fazem com que a Globo (e a Veja, já que são irmãs) tenha certeza de que fala com anencéfalos.

Assim, esse tipo de aberração acontece:

https://www.youtube.com/watch?v=j2D3K1dJC6w&feature=youtu.be

 

Conheço essa ficha. Como o vídeo esclarece, é ficha de membro. Eu já preenchi uma e nem existia PRB na época. Realmente, são muitas perguntas, como qualquer ficha de cadastro de qualquer lugar. Mas o cidadão que está assistindo à Globo, acreditando que está vendo um jornal sério, sabe disso? Não, ele não sabe! Ele está sendo levado a crer em uma mentira, está sendo manipulado por uma matéria tosca, sem ter a menor noção disso.

Ao ver que a possibilidade da vitória de Crivella é real, a Globo tenta apelar para o tapetão e forjar razões para inelegibilidade. Você realmente acredita que se tivesse uma grande quantidade de material de campanha apreendida em uma Universal a Rede Globo não faria questão de filmar? Imagina, todos os santinhos, adesivos e sei lá mais o que é material de campanha, com a cara do candidato que a emissora odeia, espalhados sobre uma mesa, como quando a Polícia apreende armas? Mas, sem o material irregular (porque, claro, ele não existe), só resta à globo tentar falsificar um “escândalo” eleitoral às vésperas da votação, na esperança de fazer alguém desistir de votar em um candidato que correria o risco de “inelegibilidade”. Factoide é isso. A imprensa inventa qualquer coisa negativa a respeito de alguma pessoa. Não é necessário ter provas, pois o jornalismo tupiniquim tem se habituado a trabalhar com “indícios”, ainda que criados a partir da interpretação equivocada de alguém. Assim, uma ficha de membro se transforma em material irregular de campanha, um saco estufado de pedidos de oração se transforma em saco de dinheiro, uma nota de um dólar sendo mostrada para a câmera se transforma em uma nota de cem dólares e a palavra de um bandido tem muito mais valor do que a palavra de alguém que é inocente – ou deveria ser, enquanto não se prova o contrário.

Essa é a mídia que apodrece diante dos nossos olhos. Apoiou a ditadura, esteve sempre ao lado dos piores e despreza qualquer melhora na sociedade, sempre buscando seus próprios interesses e pintando o pior quadro possível de instituições e pessoas que atrapalhem seus planos de poder. Pintando o pior quadro possível até do Brasil, mesmo quando as coisas estão muito melhores do que quando os amados da ditadura governavam. A Globo, Veja & companhia prestam um desserviço à sociedade brasileira, tentando boicotar aqueles que estão do lado dos menos favorecidos. Porque elas não estão. Os menos favorecidos só são contados para dar retorno financeiro a essas empresas com a venda dos produtos que anunciam. Os menos favorecidos também são contados como massa de manobra, mas, no fundo, são desprezados.

Temos visto a Globo (e a Veja…nunca me esquecerei de mencioná-la) falar mal da Universal há mais de vinte anos e do governo atual há doze. A repetição de factoides e reportagens maldosas e manipuladas acaba moldando na mente das pessoas a lente por meio da qual elas enxergam essas instituições e as pessoas que fazem parte delas. O preconceito é instilado na população como um veneno que corrói lentamente. Felizmente, o antídoto está na informação, cada vez mais divulgada pela internet, que nos deu a voz que não tínhamos antes. Até pouquíssimo tempo, essa mídia apodrecida era quem nos dizia o que era verdade e o que não era. E a verdade dela se tornava a verdade do povo, mesmo quando era mentira. Como saberíamos daquilo que ela queria esconder? Como nos faríamos ouvir se estivéssemos do “lado errado” do jogo? Como eu poderia dizer que, como membro da Universal, eu nunca sofri lavagem cerebral? Como eu poderia dizer que nossos cultos não são só um imenso momento da oferta? Como eu poderia dizer que realmente acredito que os repórteres do UOL dormem o culto inteiro e só acordam na hora da oferta? Como poderíamos dar nossa versão da história quando ela é oposta à versão da Globo e da Veja? Hoje, para o horror da velha mídia, temos voz e ela é ouvida.

E estamos formando um público que tem senso crítico, que não engole mais qualquer porcaria que a mídia jurássica tenta criar. O público de hoje vê uma capa da Veja com um factoide eleitoreiro e isso vira piada. O público de hoje vê esse vídeo que eu reproduzi aqui e percebe que tem mais furos que uma peneira. Foi apreendido material de campanha? Cadê o material de campanha? Justo pouco antes da eleição? E o que essa ficha tem a ver com material de campanha? Não parece uma ficha cadastral? E esse papel com o site do Crivella prova o quê? Como a Globo teve acesso exclusivo antes do Ministério Público? Que conversa é essa? Quem a Globo apoia?

Por isso, eu não voto e nunca votarei em candidato apoiado pela Globo e por essa mídia estragada. Na verdade, é meu primeiro critério de escolha de candidato (na verdade, é meu primeiro critério para análise de qualquer coisa. A Globo/Veja noticiou? Vou pesquisar e ouvir o outro lado, porque deve ser mentira). Sei que ela só apoia quem promete fortalecê-la e não é interesse do país dar força a quem não tem compromisso com a verdade e ainda alardeia ter. Não tem. E eu gostaria que ela fosse honesta quanto a isso. O problema é que se ela fosse honesta, deixaria de ser a Globo.

Sobre tráfico de órgãos. (E agora querem a presidência da república…)

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A história do Paulo Pavesi já é bem conhecida. Seu filho Paulinho, de 10 anos, teve seus órgãos retirados ainda com vida em Minas Gerais, para tráfico de órgãos. O pai do garoto, apesar do sofrimento que passou, continua até hoje na luta para denunciar as atrocidades que acontecem sem que a população saiba. O mais assustador é que isso não foi feito em um porão por um açougueiro. Foi feito por médico, em um hospital, com conivência do governo de Minas, do PSDB. O que esse pai passou eu não desejo para ninguém. Hoje, ele vive sob proteção internacional. Essa história absurda infelizmente é verdadeira. Paulo mantém a página https://www.facebook.com/traficodeorgaosnobrasil e  o blog http://ppavesi.blogspot.com.br/.

Na página do Facebook, ele tem feito diversas denúncias contra Aécio e seus “homens de confiança”, envolvidos em atos abomináveis. Essas denúncias não são eleitoreiras, não são denúncias sem provas como os áudios da Globo ou as reportagens da Veja. Não foram feitas por bandidos. Aécio teria que ter muita cara-de-pau para chamar de “leviano” quem as levantasse, pois existem provas. Outras, precisam de investigação, mas por que não foram investigadas ainda? E por que a mídia é tímida para divulgar esse tipo de coisa, de interesse da população? Vale se informar a respeito do que esse pessoal fez em Minas Gerais, para meditar a sobre o caráter do grupo que a velha mídia apresenta como alternativa de “mudança” para o país nessas eleições.

Há indícios de que Carlos Mosconi, político mineiro de confiança de Aécio, esteja cotado para a vaga de Ministro da Saúde em um hipotético governo tucano. Aécio o manteve no governo de Minas Gerais, em cargos de confiança, mesmo depois de estourado o escândalo. Aliás, quer saber exatamente do que se trata? Leia esse artigo até o final: http://www.viomundo.com.br/denuncias/leandro-fortes-tucano-carlos-mosconi-um-feliciano-piorado-na-assembleia-mineira.html Eu me pergunto por que isso não se transformou em um escândalo de proporções estratosféricas na mídia. Por que será? Não é grave o suficiente?

 

 

PS: Leia também esse outro artigo de Leandro Fortes sobre o assunto:

http://www.cartacapital.com.br/politica/a-dor-de-paulo-pavesi

PS2: Leia também o post de ontem PSDB teria quebrado o Brasil na crise, para entender a diferença entre os dois modelos de governo que essa eleição nos propõe.

Meu desafio a Pezão

Meu desafio a Pezão

Ao ser questionado, em sua página do Facebook, sobre o fato de estar misturando política e religião, criticando a Universal, Pezão, que disputa o governo do Rio de Janeiro com Marcelo Crivella, responde que está apenas alertando os eleitores a respeito do parentesco entre Marcelo Crivella e Edir Macedo (como se Crivella algum dia já tivesse escondido isso) e sobre a Universal estar “por trás de sua candidatura” (o fato de Crivella ter uma trajetória política é sumariamente ignorado). E faz uma acusação ridícula:

“Muitas vezes, essa organização beneficia apenas seus fiéis em projetos públicos e sociais.”

Ooooopa, peralá!!! Perceba o nível da argumentação. “Muitas vezes”…quais vezes? “Em projetos públicos e sociais” Em quais projetos públicos e sociais? Eu NUNCA vi a Universal beneficiar apenas seus fiéis em projeto público e social algum. Pelo contrário, os projetos públicos e sociais da Universal são voltados para a população necessitada. A maioria dessa população nunca sequer entrou em uma Universal antes de ser ajudada. Repito: sou membro da Universal desde dezembro de 1999 e NUNCA vi a igreja beneficiar apenas os seus fiéis em projetos públicos e sociais.

O trabalho com moradores de rua é feito apenas com moradores de rua que são membros da Universal? Rs. É bom avisar que não demora muito para que um morador de rua que se torna membro da Universal deixe de ser morador de rua. Logo, se fosse voltado apenas aos membros o “Anjos da Madrugada” rapidamente não teria a quem dar roupas, alimentos e atendimento. Os inúmeros projetos sociais da Universal são feitos prioritariamente para quem não é da igreja. Embora possam beneficiar também os membros, nós (os membros) não somos o público-alvo por razões óbvias. Trabalho com moradores de rua, alfabetização de adultos, apoio a mulheres vítimas de violência doméstica, apoio a adolescentes grávidas, apoio a quem quer sair dos vícios (esses são alguns exemplos)…imagina-se que um membro não precise mais desse tipo de trabalho, mas se precisar, obviamente, também será atendido. Agora, eu desafio o sr. Pezão a dizer nominalmente QUAL projeto social público da Universal beneficia somente seus membros. Desafio, mesmo. Quero o nome do projeto social público da Universal que não beneficia pessoas de fora da igreja. Porque em 14 anos de igreja, tendo morado em Campo Grande – MS, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo, nunca vi um único projeto público social da Universal que beneficiasse apenas seus membros.

Nem mesmo as reuniões e palestras são feitas pensando apenas em seus membros! Qualquer pessoa pode ir a uma Universal e ser ajudada, ainda que nunca tenha entrado lá e nunca mais volte. E ele sabe muito bem disso, apenas joga esse tipo de argumento vazio na tentativa tosca de dar a entender que Crivella vai governar apenas para membros da Universal. Como se algo na trajetória política de Crivella desse margem a crer nisso. Recentemente, entrou em vigor uma lei que determina que motoboys têm direito a 30% de adicional de periculosidade. Sancionado pela presidente Dilma, o projeto é de autoria de Marcelo Crivella. Por acaso o projeto diz que o adicional de 30% é apenas para motoboys da Universal? Tenha dó, né? Esse tipo de argumento subestima a inteligência do povo do Rio de Janeiro e escancara a tentativa de manipulação e o preconceito de Pezão. E, claro, sua tentativa desesperada de desviar a atenção da população do estado, para que não se lembrem de que há pouquíssimo tempo estavam gritando “Fora, Cabral!” com direito a hashtag bombando no Twitter #ForaCabral, e um movimento que ficou conhecido como “Ocupa Cabral”. Sérgio Cabral, ex-governador, que renunciou recentemente, sendo substituído por quem? Luiz Fernando Pezão. Elegê-lo é basicamente manter aquilo que a população do Rio não queria que se perpetuasse. Isso sim é importante. Isso é o que ele não quer discutir:

Meu desafio, na verdade, nem é apenas que ele dê o nome do tal projeto público social da Universal que só beneficie os membros da igreja, porque isso eu sei que ele não vai conseguir, pois não existe. Eu proponho um desafio igualmente difícil para ele: Que tal começar a usar a pauta certa, em uma disputa ética e honesta, candidato? Que tal respeitar a inteligência do povo do Rio de Janeiro?

 

 

 

Minha livraria preferida em São Paulo

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Eu entendo toda a discussão em torno das Megastores e do que elas fizeram com as pequenas livrarias e tal. O problema é que, gostemos ou não, as Megastores oferecem ao leitor algo que ele AMA absurdamente: a oportunidade de sentar em um lugarzinho confortável, abrir um livro e LER, sem compromisso. Deve ser um bom negócio para as livrarias. Eu, particularmente, sempre compro alguma coisa que não havia planejado comprar, simplesmente por ter lido e gostado. E olha que eu detesto gastar e não é nada fácil me fazer comprar alguma coisa que eu já não estivesse planejando há meses.

As Megastores nos vendem o ambiente. E, nesse quesito, a Livraria Cultura do Bourbon Shopping, aqui em São Paulo, é campeã. Eu já sou propensa a gostar mais do ambiente da Cultura, porque a iluminação é confortável e a decoração é aconchegante (e vice-versa). A Saraiva, com suas cadeiras desajeitadas e iluminação ruim parece que está me mandando embora: “lê logo esse negócio aí e passa no caixa!” A FNAC está mais interessada em me vender algum eletrônico e também não gosta muito que eu fique folheando seus livros. A Livraria da Vila do Shopping Cidade Jardim era minha preferida antes da reforma. Lugar tranquilo e sofazinhos super agradáveis. Depois da reforma, encolheu, e não tive mais coragem de ir. As outras unidades ainda não conseguiram me ganhar, mas tentam ser simpáticas.

comidas2A Livraria Cultura conta com uma ajuda de peso para se tornar minha favorita: o “V Café”. Eu já fui tantas vezes lá com meu marido nesses quase 4 anos que tenho memória afetiva. E nada é mais forte do que memória afetiva. Pego vários livros potencialmente interessantes, empilho na mesa do V-Café enquanto o Davison vai buscar frapê, empada de palmito, pão de queijo, esfiha de ricota, suco de melancia, torta de limão e o que mais tiver de bom por lá. Eu não posso comer nada disso (exceto o suco de melancia), mas desligo minhas proibições em nome da memória afetiva.

Leio, pego meu caderno, faço anotações, busco ideias para o trabalho, faço pesquisas, descubro autores, analiso editoras, faço um saudável mix trabalho-lazer. Às vezes levo o computador ou aproveito para exercitar a escrita analógica. Davison também pega seus livros favoritos, com foco na seção infanto-juvenil, onde ele faz a mesma pesquisa na área de ilustração. Meu foco atualmente tem sido na seção de negócios, administração, motivacional, além, é claro, da seção de comunicação. Mas se tem uma coisa que eu gosto de fazer é passear por estantes que não têm absolutamente nada a ver comigo ou com o que eu esteja fazendo. Às vezes aparece algo interessante.

Durante o tempo que estou lá, tento não derrubar nada de comer nos livros. E como eu sei que se derramar frapê em um livro ruim, vou ter que comprar o livro, procuro ser ainda mais cuidadosa quando não me interesso. Sinceramente, acho que todo esse acolhimento é justamente para criar memória afetiva nos consumidores. Com aquela sensação de estar na sala da casa da sua tia, comendo chá com bolinhos enquanto ela deixa você ler os livros que quiser, pode ter certeza de que a probabilidade de comprar alguma coisa ali é sempre grande. Ainda que você não compre em uma visita, inevitavelmente comprará na outra. Vínculos são muito mais importantes do que uma decisão impulsiva de compra.

A Livraria Cultura é minha amiga. Eu sei que não é, mas eu sinto como se fosse. E esse é o foco de todo o esforço no relacionamento com o cliente. Tenho consciência de que ela só quer meu dinheiro…rs…mas as outras também querem, então fico com quem me oferece a melhor experiência enquanto lá estou. Infelizmente, não é um passeio tão frequente quanto gostaríamos, mas é tão frequente quanto podemos fazer.

O Bourbon é assunto para um próximo post. Shopping originalmente gaúcho, ele é uma espécie de portal para Porto Alegre. Lembre-se de que eu sou gaúcha por adoção e morei por seis anos a poucos passos do Bourbon da Assis Brasil, em Porto Alegre. Só por isso, as memórias afetivas que criamos lá são ainda mais afetivas.

 

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PS: Não tenho patrocínio da livraria (antes que alguém me pergunte). A razão desse post é que eu coloquei no Instagram as fotos da minha visita mais recente à Livraria Cultura (tipo essa selfie ao lado… torta e desfocada porque minha mão treeeeeeeeeme muito) e me dei conta de que nunca tinha falado dela por aqui. Achei que seria legal falar um pouco do que eu gosto de fazer, assim vocês também participam. 😀

 

 

 

 

 

 

 

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PSDB teria quebrado o Brasil na crise

PSDB teria quebrado o Brasil na crise

Como Aécio já escolheu seu ministro da fazenda, Armínio Fraga, e o PSDB vem trabalhando com um revisionismo histórico para confundir o raciocínio e exacerbar as emoções dos eleitores, gostaria de dar minha contribuição para clarear as coisas. Entendo que ao ver uma porção de coisas erradas que Aécio fez em seu governo (erradas mesmo, com provas, não daquele tipo que a Veja inventa) e ao ver o tipo de pessoa que ele é, muitos têm a tendência de apenas apontar os erros dele. E fica um pingue-pongue em que o eleitor, que não esteve muito atento (ou que nem era nascido) aos últimos trinta anos, não sabe muito bem em quem acreditar. Pois bem. Estamos diante de duas propostas completamente diferentes. Dois modelos de governo, duas formas diferentes de pensar. E é importante que você saiba quais são. O vídeo abaixo ilustra bem a diferença de pensamento entre PSDB e PT naquilo que mais importa nesse período de instabilidade econômica mundial. É importante que você esteja consciente disso:

http://www.youtube.com/watch?v=Ig9pE6qwzxw

 

Lula foi ridicularizado pela oposição e pela mídia por estar “na contramão do resto do mundo”. E, na contramão do resto do mundo, o  Brasil sobreviveu à crise, foi um dos primeiros a sair dela e muito mais fortalecido, como Lula já havia previsto. Na contramão do resto do mundo, servimos de exemplo para aqueles que compartilhavam da política retrógrada cultivadora de recessão conseguirem uma injeção de otimismo para, também eles, mudarem a forma de reação à crise e sair, como o Brasil saiu, de cabeça erguida. Aliás, bom conselho a ser seguido em qualquer área da vida: às vezes, fazer completamente o contrário do que se acredita ser “a única forma possível” é a melhor escolha. Quando você tem certeza do que está fazendo, pode vir qualquer “especialista” dizer o que for, a imprensa inteira pode se levantar contra, tentando tocar o terror, mas você se mantém firme, porque sabe que, no final, o resultado irá surpreender. Essa visão é algo com que me identifico.

Veja o histórico pronunciamento do Presidente Lula, no natal de 2008, explicando à nação o que era a crise e qual seria o papel decisivo da população para que o país conseguisse sair vitorioso:

http://www.youtube.com/watch?v=QNXOQNwbkc0

Mesmo com esse exemplo prático de que era possível sobreviver a uma crise mundial, o PSDB não mudou sua forma de pensar. Continua falando em recessão, continua agindo assim e continua acreditando que a melhor forma de governar o país é fazer o que eles sempre fizeram: viver na dependência do FMI e das especulações do mercado, vender estatais para empresas estrangeiras, trabalhar com arrocho salarial, recessão e endividamento. Foi o que Aécio fez em Minas. Foi o que FHC fez no Brasil. Nas mãos do PSDB, o Brasil quebrou três vezes. Teria quebrado a quarta, pois o pensamento deles era de que se o mundo inteiro está quebrando, é inevitável quebrar também. O PT tinha outra visão, e acreditava que o resto do mundo estar quebrando não queria dizer nada para o Brasil, se agíssemos de forma diferente. Estava certo.

Em meio a tantos factoides, notícias manipuladas, distorcidas ou mesmo mentirosas, em meio à disseminação premeditada do discurso maldoso para desconstruir a imagem da Dilma e do governo atual, é realmente difícil manter a sobriedade e analisar com a cabeça para escolher o que queremos para os próximos 4 anos. O primeiro ponto a se analisar para ver se o seu olhar está sendo corretamente direcionado ou não é bem simples: a quem a Veja quer eleger? Quem a Globo apóia? Infelizmente, é a mídia, e não a política, o que o Brasil tem de mais corrupto. É justamente para não ampliar seus poderes que eu costumo analisar os apoios da mídia para, a partir daí, construir o caminho para definir minhas futuras decisões. Duvido de absolutamente tudo o que ela mostra. Essa dúvida é positiva. Porque o que a imprensa corrupta mostra é para nos colocar dúvida. Se duvido dela, estou duvidando da dúvida. É o primeiro passo para encontrar a verdade.

Depois das informações desses vídeos (das quais eu me lembro, pois vivi esse tempo), eu me pergunto: para que vou tirar o PT do governo e colocar novamente o PSDB?  E se você diz: “ah, eu vou votar em branco/nulo porque não quero nem PT nem PSDB”, voto nulo ou branco não é protesto, é lavar as mãos. É ter em suas mãos a chance de evitar algo bem ruim, que afetará a sua vida, sua família, seu país, e entregar sua espada ao inimigo. Sei que não é fácil enxergar direito no meio do bombardeio de sombras que essa entidade que controla a mídia tem feito tanto nos jornais quanto nas redes sociais, mas é necessário fazer o esforço.

Não estou dizendo que o PT é perfeito ou que o governo e o país não têm o que melhorar. O que estou dizendo é que entre um projeto que já quebrou o Brasil e outro, que conseguiu melhorar as condições de vida da população, nós temos que saber nos posicionar. Não podemos perder o que conquistamos. E optar pela forma de pensar do PSDB é perder o que conquistamos. Se nas próximas eleições alguém surgir com uma proposta de mudança efetiva, que não represente um retrocesso, terei o maior prazer em analisar, mas, infelizmente, não é esse o caso do Aécio. Se a Dilma está incomodando tanto a Globo, a Veja, a Band, o Estadão e a Folha a ponto de eles fazerem campanha contrária tão escancaradamente, é só mais um motivo para que eu vote nela.

 

PS: Não achei que seria necessário declarar meu voto nessas eleições. Quem me conhece sabe que entre as opções que nos apresentaram, eu votaria na Dilma. Jamais me absteria de votar, pois quem cala é sempre conivente com o pior. Posso até errar, mas jamais por me omitir. Porém, como a fumaça de revisionismo histórico lançada pela mídia tem ampliado, achei necessário refazer esse post (eu já havia publicado o pronunciamento do Lula em 2010, mas naquela época era recente, o povo lembrava). Não acredito cegamente no governo, nem acho que o que temos já é suficiente. Precisamos avançar mais. Mas não se avança com passos para trás. Por isso, prefiro um projeto que prioriza o crescimento e a democracia. E que não agrada a Globo.

PS2: Filhote dessa mesma forma de manipulação, o embate no Rio de Janeiro entre Pezão e Marcelo Crivella é um exemplo do que se tenta fazer com a opinião pública. Na falta de argumentos que desqualifiquem Crivella, e na tentativa de desviar a atenção dos eleitores, para que não pensem na sua proximidade com Sérgio Cabral, Pezão tenta incendiar as emoções da população com ataques à Universal e ao Bispo Macedo, na esperança de conseguir tirar votos de Crivella, ressuscitando o preconceito criado pela velha mídia e que, depois de 20 anos de ataques incessantes, ainda dorme no coração de muitas pessoas. O problema é que, ao requentar notícias velhas que não vinham sendo alimentadas pela mídia, Pezão perde credibilidade e aumenta a possibilidade dos eleitores enxergarem a armação. Já na esfera federal, as acusações têm sido alimentadas diariamente, há anos. Assim, é mais fácil o eleitor embarcar na manipulação. Mas prefiro pensar que o eleitor que está vacinado contra uma, não vai cair na outra.