Deixe o alicate de lado

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Ontem estava assistindo à Palavra Amiga ao meio-dia pela rádio e o Bispo ficou um tempão falando da importância de, se possível, parar tudo o que estava fazendo para prestar atenção ao que ele estava falando. Eu estava em casa, já tinha almoçado e estava aproveitando para arrancar pedacinhos do meu dedo com um alicate (o termo mais bonitinho para isso é “fazer as unhas”) enquanto ouvia. No começo, continuei no trabalho com o alicate porque pensei que não faria tanta diferença assim, afinal de contas, era um esforço mecânico que exigia muito pouco da minha mente ou do meu foco. Então (acho que ele me viu via rádio rs) ele disse que era importante parar o que estivesse fazendo, mesmo que fosse uma coisa pequena.

Oi, eu.

Pois é, parei o que estava fazendo. Coloquei o alicate de lado e fiquei exclusivamente ouvindo o rádio. E preciso dizer que fez uma diferença brutal na compreensão do assunto. Porque quando o foco é 100%, a conexão também é 100%. Você se desliga do resto e se conecta a quem está falando, ao que está fazendo ou ao que está acontecendo.

Isso serve também para quando você está na igreja. Não que a gente faça altas atividades paralelas durante a reunião, mas é muito comum a mente “escapar” para um problema que você precisa resolver mais tarde, para o trabalho, o filho, a vizinha, o papagaio… Muitos alicates. Ou o pastor fala alguma coisa e você já faz a conexão com outra e sua mente viaja… Ou o pastor pede para abrir a Bíblia, ele termina a leitura e começa a explicação e a pequena criaturinha humana continua lendo os versículos seguintes, como se não tivesse Bíblia em casa (a propósito, caso você não saiba, vai um alerta: o pastor terminou a leitura, feche a Bíblia e volte a olhar para ele, imediatamente).

É uma dica preciosa, que irá potencializar tudo o que você fizer, inclusive a busca pelo Espírito Santo: esteja presente no lugar em que você estiver. Vou repetir: esteja presente onde você estiver. Isso é deixar o alicate de lado. Force sua mente a estar onde seu corpo está. Isso é totalmente possível. O primeiro passo é aprender a renunciar, a sacrificar. Eu posso dizer não para o alicate e aplicar meu espírito integralmente a ouvir a mensagem no rádio. Eu posso dizer não para minhas preocupações e aplicar meu espírito integralmente à oração. Tudo é uma questão de saber o que merece o primeiro lugar naquele momento.

“Então Me invocareis, passareis a orar a Mim e Eu vos ouvirei. Buscar-Me-eis e Me achareis quando Me buscardes de todo o vosso coração. Serei achado de vós, diz o SENHOR, e farei mudar a vossa sorte; congregar-vos-ei de todas as nações e de todos os lugares para onde vos lancei, diz o SENHOR, e tornarei a trazer-vos ao lugar donde vos mandei para o exílio.” Jeremias 29.13,14

Só O acharemos quando buscarmos a Ele de todo o nosso coração. E o que significa isso? Com toda a nossa força, com toda a nossa atenção, sem alicatezinho. O seu alicate pode ser uma preocupação, uma ansiedade, um medo, uma dúvida… Hoje, quando for buscar a Deus, coloque seu alicate de lado, conscientemente, e foque toda a sua atenção nEle. A Palavra dEle promete que Ele vai ouvir e se deixará achar.

#JejumdeDaniel  #Dia11

 

 

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** Estamos em uma jornada de 21 dias de jejum de informações e entretenimento chamado Jejum de Daniel. Durante esses dias, os posts no blog serão diários e voltados exclusivamente para o crescimento espiritual. Leia o post do dia 19 para entender melhor.

Como faço se não tenho sede?

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Esses dias, vi no blog do Bispo um comentário de alguém pedindo para que ele ensinasse a ter sede. A pessoa sabia que precisava ter sede para buscar o Espírito Santo, mas não sabia como provocá-la.

Acredito que muitos confundam “sede” com “vontade”. Se você for esperar ter “vontade” de buscar o Espírito Santo, estará se baseando em emoção, e não em fé. A fé não depende do que se vê, ouve ou sente. A fé é estritamente racional. Você sabe do que precisa, então busca na intensidade de que precisa – e não de que sente.

Como ensinar alguém a ter sede? A questão a respeito da sede é que todo mundo tem, mas nem todos percebem que têm. E, quem não percebe a sede, pode ter problemas sérios por consequência da desidratação crônica. Até mesmo a morte. Eu sei o que é desidratação crônica, pois já sofri com isso por bastante tempo, justamente por não sentir sede de água. Podia passar o dia inteiro sem tomar nem um copo d’água e sequer perceber. Mas meu corpo percebia. As dores de cabeça, o cansaço, fraqueza muscular e arritmias por conta do desequilíbrio eletrolítico. A água é essencial para o organismo e sua ausência causa um monte de piripaques em todos os sistemas do nosso corpo.

Resolvi essa questão tendo água sempre por perto. Eu não posso esperar sentir sede para beber água (minha mãe já dizia isso…que quando sentimos sede, é porque nosso corpo já está sofrendo). É necessário desenvolver o hábito de pegar a água e beber. Simples, assim. Aos poucos, o corpo vai se readaptando e, aí sim, você começa a sentir sede quando não toma.

Espiritualmente, é a mesma coisa. As pessoas estão morrendo de desidratação crônica por falta do Espírito de Deus, sem saber. Elas percebem as consequências da falta da Água da Vida: relacionamentos destruídos, falta de controle emocional, depressão, ansiedade, descontrole financeiro, absolutamente todas as áreas da vida são afetadas, mas a pessoa não entende a raiz do problema. Às vezes até pensa que tem Deus, porque frequenta uma religião ou porque acha que Deus é legal, mas não percebe o quanto ainda está distante. Quem sabe até tenha um título em sua igreja, um uniforme de obreira, uma gravata de pastor. O que importa é o que tem dentro de você, e não fora.

Cedo ou tarde, a pessoa percebe que tem sede. Infelizmente, isso acontece quando alguma consequência já foi sentida e os problemas começam a se acumular. Se a criatura é daquelas que precisa esperar sentir alguma coisa para ir até Deus, talvez acabe tendo que sentir problemas para se dar conta de que precisa dEle. O ideal é buscar pela Água antes de sentir a sede, sabendo que ela já está aí, dentro de você. Porque a Água é algo de que você precisa para viver.

Sem a Água da Vida, sem o Espírito Santo, você desidrata por dentro; sua vida desidrata sem que você perceba e o resultado é a morte eterna. Saber que está caminhando para a destruição total da sua vida talvez seja razão suficiente para você ir buscar Água correndo. Mesmo que não sinta sede, saiba que a sede está dentro de você, consumindo seu corpo, sua alma e seu espírito, sem que você se dê conta. Consegue perceber a urgência? E agora? O que você vai fazer a respeito?

#JejumdeDaniel  #Dia10

 

 

 

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Uma coisa que precisamos entender

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“Desta maneira, deu o SENHOR a Israel toda a terra que jurara dar a seus pais; e a possuíram e habitaram nela. O SENHOR lhes deu repouso em redor, segundo tudo quanto jurara a seus pais; nenhum de todos os seus inimigos resistiu diante deles; a todos eles o SENHOR lhes entregou nas mãos. Nenhuma promessa falhou de todas as boas palavras que o SENHOR falara à casa de Israel; tudo se cumpriu.” (Josué 21.43-45)

Entenda uma coisa sobre Deus: Ele não falha. Tudo o que Ele prometeu ao Seu povo, Ele cumpriu. Claro que não receberam nada de mão beijada, tiveram que lutar – e muito. Foram anos de deserto para aprenderem a confiar em Deus e, depois, anos de batalhas para conquistarem o que Deus já havia prometido. Mas sabiam que, não importava o tamanho da guerra que teriam de enfrentar, a vitória já estava garantida, desde que mantivessem a obediência e a confiança.

A promessa para Israel era de que nenhum dos inimigos lhes resistiria e que o Senhor lhes entregaria um por um. A promessa para nós é a mesma. Os nossos inimigos hoje não são as pessoas, e, sim, os problemas e o mal que os causa. Mas sabemos que nenhum deles resistirá a nós, pois eles já nos foram entregues pelo próprio Deus.

Se permanecermos firmes nessa confiança, veremos o cumprimento da promessa. Porém, se nos desesperarmos e dermos chiliquinho, meteremos os pés pelas mãos e estragaremos tudo. Portanto, a confiança não é opcional, ela é absolutamente necessária.

Nenhuma promessa de Deus falha. Tudo se cumpre. Quem falha somos nós. Por isso, é necessário se manter firme buscando o Espírito Santo, para termos dentro de nós a força para perseverar até o fim das batalhas, sem ceder às pressões do exército inimigo, sem embarcar nas simulações que ele cria, sem acreditar nas palavras, nos sentimentos, nas sensações e nas interpretações negativas. Ouvindo sempre a voz certa. Sabendo que ela não pode falhar.

#JejumdeDaniel  #Dia9

 

 

PS: Estou acompanhando os comentários de vocês. E, atendendo aos pedidos (e algumas ameaças rs), vou continuar postando diariamente no blog mesmo depois do Jejum de Daniel. 😛

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A voz do pastor X A voz do ladrão

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“Em verdade, em verdade vos digo: o que não entra pela porta no aprisco das ovelhas, mas sobe por outra parte, esse é ladrão e salteador. Aquele, porém, que entra pela porta, esse é o pastor das ovelhas. Para este o porteiro abre, as ovelhas ouvem a sua voz, ele chama pelo nome as suas próprias ovelhas e as conduz para fora. Depois de fazer sair todas as que lhe pertencem, vai adiante delas, e elas o seguem, porque lhe reconhecem a voz; mas de modo nenhum seguirão o estranho; antes, fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos.” (João 10.1-5)

É importante saber reconhecer a voz de Deus para conseguir segui-La. Porque o ladrão, que é o diabo, sempre vai tentar se fazer ouvir. Cabe à ovelha não dar ouvidos a ele. No entanto, o que mais vemos hoje são ovelhas que se perdem por ouvir o ladrão. Todas as vezes em que você ouve a dúvida, o medo e qualquer outro pensamento ou sugestão que vá contra o que a Palavra de Deus promete, você está ouvindo a voz do ladrão.

A voz do ladrão pode passar despercebida, porque muitas vezes ela soa como se fosse nossa própria voz, falando na primeira pessoa do singular. Mas não é difícil diferenciá-la da voz do Pastor.

A voz do ladrão diz: “É impossível”;  A voz do Pastor diz: “Tudo é possível”

A voz do ladrão diz: “Nunca vai dar certo”;  A voz do Pastor diz: “Vai dar tudo certo”

A voz do ladrão diz: “Minha vida acabou”;  A voz do Pastor diz: “Eu te dou uma nova vida”

A voz do ladrão diz: “Deus nunca vai me perdoar”;  A voz do Pastor diz: “Dos teus pecados não Me lembro”

A voz do ladrão diz: “Deus não me ouve”;  A voz do Pastor diz: “Clama a Mim e te responderei”

A voz do ladrão é a que lhe diz que você não vai receber o Espírito Santo. A voz do ladrão gosta de frases do tipo: “é muito difícil”, “não vai dar certo”. A voz do ladrão traz dúvida, ansiedade, medo e desânimo.

Não é difícil reconhecer a voz do Pastor. Ele diz que veio para nos dar vida. A voz de Deus nos ergue, nos enche de força e de vida. E mesmo quando nos exorta, nos conforta. Nos traz a chance de arrependimento e a certeza do perdão. Quem nos acusa e nos lembra dos nossos erros é o ladrão. Quem nos dá flashbacks de desgraças ou nos faz ficar lembrando do passado é o ladrão.  Não ouça a voz do ladrão!

Depois de ter o entendimento dessa palavra, eu sempre questiono o que vem à minha mente. Sempre que um pensamento me deixa insegura, me faz ficar triste, desanimada ou com medo, eu me pergunto: “estou ouvindo o ladrão ou o Pastor?”. Muitas vezes já me peguei conversando com Deus: “Senhor, não vou ouvir o ladrão. Eu sou tua ovelha e ouço apenas a Tua voz. O Senhor já disse que está comigo, então não importa o que eu sinta, não importa a impressão que a situação me dê. Eu vou confiar no meu Pastor”.

A partir de hoje, sempre que vier um pensamento esquisito na sua cabeça, fique ligado! Se quiser ser ovelha do rebanho certo, não ouça a voz do ladrão.

#JejumdeDaniel  #Dia8

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Talvez você seja satanista e não saiba

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Sempre pensei que, para ser satanista, a pessoa precisava participar de um ritual ocultista à meia-noite, em um local mal iluminado por velas, sacrificar um bode preto, cortar sua própria carne ou alguma dessas coisas que habitam o imaginário popular. No entanto, é muito mais fácil do que as pessoas pensam. Na verdade, talvez você seja satanista sem saber, mesmo estando dentro de uma igreja.

Um dos líderes desse movimento afirmou:

“Somos autocentrados, nosso “eu” é a pessoa mais importante do nosso universo subjetivo. Não adoramos o diabo ou alguma entidade sobrenatural. Adoramos a nós mesmos. No satanismo cada indivíduo é seu próprio deus.”

Essas pessoas acham que não adoram o diabo como um ser existente, elas apenas seguem uma ideia, uma filosofia. Mas não é preciso se curvar diante de uma imagem do diabo para adorá-lo. Para fazer um pacto com o diabo, basta seguir sua palavra. A palavra de satanás glorifica os desejos humanos, os prazeres inconsequentes, a centralidade do homem, a desconfiança e o “fazer o que se tem vontade”.

O ponto central da doutrina satanista é que o indivíduo, suas vontades e seu prazer são o que há de mais importante para cada um. A vingança, o ódio aos inimigos, a dissimulação e amar apenas àqueles que merecem são comportamentos incentivados. Cada indivíduo pode fazer o que quiser em nome da “liberdade”. O que vale é o aqui e o agora.

Esse é o espírito que tem se entranhado em tudo neste mundo: nos filmes, nos livros, nas músicas e nas religiões, até mesmo nas igrejas evangélicas. “O importante é se divertir”, “siga o seu coração”, “ouça seu coração”, “faça o que quiser”, “não se arrependa de nada”, “dê o troco”, são algumas ideias satanistas que nossa cultura tenta nos impor goela abaixo. A impressão é que se você não vive de acordo com essa forma de pensar, você é bobo, está perdendo tempo enquanto todo mundo está tendo toda a diversão.

Se você diz que serve a Deus, mas não quer sacrificar sua vontade, seus desejos egoístas, ou se fica se preocupando com o que os outros acham de você (olha seu “eu” no centro do universo), magoa-se facilmente, guarda rancor, é vingativo, desobedece a Deus, quer andar de acordo com seus achismos, você está, na verdade, servindo a satanás. Desculpe dizer assim, na lata, mas não dá para usar meias-palavras. Ou você segue a Deus, ou ao espírito deste mundo. E quem você acha que é o espírito deste mundo podre e distorcido?

A única forma de não fazer um pacto com o diabo é viver na contramão de todo mundo. Não é fácil. Sob esse aspecto, nossa sociedade é satanista. O mundo respira a influência satânica. Para nos mantermos limpos, não basta limpar o exterior fugindo dos “pecados óbvios”. O próprio Senhor Jesus deixou isso bem claro quando disse que se você olhasse para uma mulher com intenção impura, era o mesmo que adultério. E simplesmente odiar seu irmão era o mesmo que assassinato. O que Ele quis dizer é que o que realmente vale para Deus é o que dá origem às suas atitudes e pensamentos. As coisas que só você e Ele conhecem, mais ninguém. O que realmente vale é aquilo que ninguém mais vê. É quem você é quando ninguém está olhando.

Assim como para fazer um pacto com satanás basta fazer a vontade dele e seguir suas palavras, para fazer um pacto com Deus basta fazer a vontade dEle e seguir suas Palavras. E o que Ele orienta não vale apenas para dentro da igreja, mas sim para seu ambiente de trabalho, seu casamento, seu relacionamento com os outros, suas decisões no âmbito corporativo e em todos os lugares. Ou você é de Deus ou é do diabo. Não tem meio termo.

#JejumdeDaniel  #Dia7

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Acenda a luz

O objetivo do religioso é ser visto pelos outros, glorificado pelos homens. O religioso tem a visão tão terrena, tão carnal que sequer considera que Deus realmente existe e que é a Ele que devemos agradar. Na teoria, ele sabe disso. Porém, na prática, só consegue ver as pessoas. Ele espera louvor dos outros, faz suas orações para aparecer, julga, condena, fala mal dos outros e tem maus olhos. Acha que para ser santo basta parecer santo. Busca as coisas deste mundo e se esquece do que realmente importa.

No entanto, o Senhor Jesus abre a porta estreita e nos mostra que, por mais que pareça difícil, vale a pena encarar esse caminho de parceria com Ele e enxergar a vida e o mundo com esses olhos espirituais. A mudança que Ele pede de nós é total e de dentro para fora, para que sejamos luz para este mundo. No Sermão da Montanha (Mateus 5, 6 e 7 — pega lá sua Bíblia), ao mesmo tempo em que Ele diz que não devemos ser como os fariseus, que faziam de tudo para serem vistos pelos homens, também nos diz que somos a luz do mundo e que nossa luz deveria brilhar para que os homens vissem nossas boas obras.

 Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus. (Mateus 5.16)

 E, no capítulo seguinte:

Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte, não tereis galardão junto de vosso Pai celeste. Quando, pois, deres esmola, não toques trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. (…)E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos dos homens. (…) Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram o rosto com o fim de parecer aos homens que jejuam.” (Leia Mateus 6.1-18)

Parece contraditório, mas não é. Os fariseus tinham como objetivo serem vistos pelos homens, para serem glorificados. O objetivo interior e íntimo deles era que os outros os achassem o máximo. Porém, o filho de Deus faz as coisas com o objetivo de que as coisas que faz sejam vistas, para que as pessoas glorifiquem a Deus. “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.” É nossa luz que brilha. São nossas obras que são vistas. Mas é Deus que é glorificado, porque é nEle que está nosso foco.

 Em alguns casos, a diferença é clara: o jejum feito com cara de sofrimento versus o jejum feito de modo que apenas Deus saiba. Em outros casos, para quem olha de fora, o resultado parece o mesmo: a pessoa faz coisas legais e é vista por todos. Todos admiram o que ela fez. A diferença, porém, está dentro da pessoa. Só Deus sabe. É entre ela e Deus. O ponto chave está nas palavras: “com o fim de” e “para que”. O que realmente importa é: com qual finalidade você faz as coisas que faz? Para que você tem agido dessa maneira?

Não adianta se esconder para não ser visto, com medo de ser mal interpretado. Não adianta a pessoa querer simular uma humildade que não possui (ou mostrar a que possui). Se eu tentar agir de modo a parecer que sou de Deus só para que os outros achem que sou de Deus, estou fazendo exatamente o contrário do que Ele mandou fazer. Conheci uma mulher que não se sentava nos primeiros bancos porque achava que os outros iam achar que ela era um fariseu que amava os primeiros lugares da sinagoga e queria aparecer…

Ela não percebia que só o fato de ela sentar mais para o fundo para que os outros a vissem e pensassem alguma coisa já era espiritualmente terrível. Antes sentasse no primeiro banco com o fim de ficar mais perto do Altar e prestar mais atenção à Palavra de Deus. Se a sua motivação for correta, errado está quem pensar mal de você, quer você esteja sentado mais para o fundo, quer esteja sentado mais para a frente. Problema dessa pessoa com o seu Senhor. Eles que se entendam. Sua obrigação é fazer o que é certo, entre você e Deus.

E ainda há quem não queira se destacar naquilo que faz para não parecer orgulhoso e arrogante. E acaba sendo omisso em seu propósito de vida neste mundo. Muitas vezes, temos de sacrificar nossa vontade de ficar dentro de uma concha.

Temos obrigação de brilhar nossa luz para que vejam nossas boas obras, caso contrário, Deus não será glorificado. E como Jesus fala disso logo depois de ter falado sobre sermos perseguidos (leia os capítulos 5, 6 e 7 de Mateus para captar o contexto), entendo que ele está dizendo: “ok, você vai ser perseguido, isso é natural, fique feliz por isso, pois significa que está fazendo a coisa certa. E não tente se esconder, porque se não aparecer, ninguém vai ver Deus. Se você é a luz do mundo, não faz o menor sentido se esconder”.

Quando você nasce de Deus, aprende a ser essa luz. Todo o Sermão da Montanha é um grande manual de como acender a luz.  Apenas Deus está apto a dizer se você está fazendo o que é certo ou não diante de dEle. E se Ele deixa claro que o que você está fazendo é certo, siga em frente, não importa o que digam, pensem ou façam. Ele vai justificar você, Ele vai honrar sua fé.

Porque a essência do Sermão da Montanha é essa: o que realmente importa é o que Deus pensa, é o que Deus acha, é como Deus vê. Foque sua fé nisso, mantenha seus olhos no nível espiritual. O resto é areia. Não vale nada, não sustenta nada. Não queira se encaixar no sistema religioso ou no padrão dos outros. Firme sua vida na Rocha e, aconteça o que acontecer, você estará seguro.

#JejumdeDaniel  #Dia6

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Em caso de despressurização…

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No avião sempre alertam que, em caso de emergência, devemos colocar primeiro a nossa máscara de oxigênio para, só então, ajudar os outros a colocarem as deles. A razão para isso é meio óbvia: se você morrer sufocado, não vai conseguir ajudar ninguém a respirar.

Infelizmente, vemos pessoas fazendo isso todos os dias. Você se preocupa tanto com os outros, mas tem se descuidado da sua própria vida. Ou se preocupa tanto com uma porção de problemas circunstanciais (e todos os problemas são circunstanciais) e se esquece de colocar a máscara de oxigênio. Como vai poder resolver alguma coisa se não conseguir respirar?

Esse é um discurso esquisito, porque a gente está acostumado em pensar em doar, em pensar nos outros, em voltar os olhos para o lado de fora. Eu demorei muitos anos para entender que ninguém dá o que não tem.

Como você pode querer ajudar os outros se não tem nem para você? É por isso que, mesmo que você esteja dentro de uma igreja há séculos, mesmo que seja obreiro, pastor ou esposa de pastor, não pode deixar de buscar para si o fortalecimento pela Palavra de Deus e o Espírito Santo. A sua tarefa é ajudar os outros, mas, para isso, precisa estar bem.

E se você ainda não tem o Espírito Santo, pior ainda! Hoje em dia, sendo bem sincera, não consigo entender como fazia qualquer coisa sem o Espírito Santo. Que loucura tentar ajudar alguém sem tê-Lo. Que loucura passar tantos anos perdendo tempo com outras coisas em vez de buscar o Único que poderia me dar força, proteção, estabilidade emocional e salvação eterna. O Espírito de Deus é descrito como o Fôlego de Vida. Ele é nosso oxigênio. Como ajudar alguém se não se consegue respirar?

“Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível. Assim corro também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar. Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado.” (1 Coríntios 9.25-27)

Pregar o Evangelho não nos qualifica para a salvação. E, para não ser desqualificado nessa competição contra nós mesmos, o esforço é racional e consciente, como um atleta que se prepara e sacrifica o que for preciso pela medalha. Nossa recompensa é muito maior do que um pedacinho de metal. Corremos com meta, lutamos com objetivo, entendendo muito bem o que estamos fazendo e por que estamos fazendo. Entendendo por que buscamos e que, se buscarmos, conseguiremos alcançar. Não tem jeito. Assim como um atleta bem preparado cedo ou tarde alcançará o título a que ele tanto almeja, nós, também, se buscarmos, alcançaremos a nossa salvação.

#JejumdeDaniel  #Dia5

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O refúgio

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“Ouve, ó Deus, a minha súplica; atende à minha oração. Desde os confins da terra clamo por Ti, no abatimento do meu coração. Leva-me para a rocha que é alta demais para mim; pois Tu me tens sido refúgio e torre forte contra o inimigo. Assista eu no teu tabernáculo, para sempre; no esconderijo das Tuas asas, eu me abrigo.” (Salmos 61.1-4)

Em várias passagens a Bíblia se refere a Deus como refúgio, abrigo, torre forte, fortaleza, esconderijo… Em tempos de angústia e ansiedade, em que as pessoas estão se sentindo perdidas e desorientadas, é um bálsamo saber que existe um Esconderijo no qual podemos nos abrigar.

E, ao contrário dos esconderijos deste mundo, em que as pessoas ficam encolhidas e acuadas (portanto, mais perdidas), o Esconderijo do Altíssimo serve como Fortaleza. De lá, podemos, em segurança, contra-atacar. Estamos protegidos. Ele nos defende. Isso não nos fragiliza, mas nos fortalece ainda mais.

O único lugar de abrigo, de refúgio, de refrigério e de proteção é debaixo das asas de Deus. E como acessar esse lugar de proteção? Por meio da oração sincera de um coração quebrantado, aberto a Deus. Dia desses uma moça me perguntou como poderia fazer para encontrar a Deus, se ela não acreditava nEle. Engraçado. Ela queria encontrar Deus, mas foi convencida (por sei lá que influência invisível em sua mente) de que não acreditava nEle. Ora, se você quer encontrar Deus, já é um passo para desconfiar de qualquer pensamento que o leve a crer que você não acredita ou que não tem vontade de buscar. Você quer, está pensando nisso, tem interesse nisso…logo, você acredita mais do que acha que acredita. E sua vontade de buscar é maior do que você imagina.

Minha resposta para ela foi: fale isso para ele. Diga: “Deus, eu quero muito Te conhecer, ter uma experiência Contigo, ter essa Vida dentro de mim, preencher meu vazio. Quero muito Te encontrar, mas não acredito no senhor. Preciso dessa mudança na minha vida, mas não faço ideia de como conseguir e peço que me ajude”. Sério, você pode orar assim. Você pode falar com Deus com suas palavras, de uma forma bastante sincera. As pessoas subestimam o poder de uma oração sincera, mas é esse tipo de oração que Ele ouve.

Para ter acesso ao abrigo que a Palavra promete que encontraremos nEle, a chave é a sinceridade. Ele sabe o que você pensa. Ele sabe o que você está sentindo. Não adianta tentar fazer uma oração mais bonitinha para impressionar. Não tem como esconder nada dEle ou enganá-Lo. Ele vê exatamente quem somos. Então é melhor tocar a real, rasgar a alma e ser o mais honesto possível. E, ali mesmo, Ele responderá.

#JejumdeDaniel  #Dia4

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Quem disse que basta ir à igreja?

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“Quando vindes para comparecer perante Mim, quem vos requereu o só pisardes os Meus átrios?” (Isaías 1.12)

Quem disse para você que basta ir à igreja? Quem disse para você que basta levantar a mão para aceitar Jesus e está tudo ok? Quem disse para você que ter uma religião vai aproximá-lo de Deus? Estou aqui para tocar a real: nada disso adianta.

Não adianta só ir à igreja. Não adianta saber os detalhes do funcionamento da instituição. Não adianta saber cantar as músicas de cor. Não adianta entender os rituais. Não adianta conhecer as palavras mais usadas pelo pastor na oração. Não adianta ter um uniforme. Não adianta ter um título. Não adianta saber quem é a esposa de quem, nem conhecer os nomes das pessoas. Não adianta saber a história da instituição ou de quem faz parte dela. Não adianta nem conhecer a Bíblia. Não adianta conhecer toda a forma, mas não ter o conteúdo.

O ser humano tem uma tendência horrorosa a criar fórmulas e moldes para organizar seu próprio mundo. Criar ferramentas para manejar é um impulso muito mais primitivo do que mudar o seu interior. Isso acontece porque o cérebro humano tem um modo de economia de energia que o faz buscar sempre o caminho mais fácil. Em poucas palavras, ele entra em modo automático para poupar combustível. Quando isso é feito em relação às coisas de Deus, está pronta a receita para o desastre.

Por que desastre? Porque você passa anos dentro de uma igreja achando que está sendo cristão, faz suas ofertas, participa dos “rituais”, entende o funcionamento da igreja enquanto instituição, sabe como se comportar do modo esperado pelas demais pessoas que estão ali e, um dia, acorda para a realidade: sua vida continua a mesma porcaria. Ou você se surpreende ao descobrir que está com depressão, com ansiedade, com um vazio, com qualquer coisa que não estava preparado para ter. E, quando sua vida vira de cabeça para baixo, você se desilude com a igreja (e, muitas vezes, com Deus) porque acha que já sabe tudo e que aquilo simplesmente não funcionou para você.

No entanto, o que você não sabe é que não sabe de nada. Infelizmente,reunir as pessoas e organizar a igreja em formato de instituição é um mal necessário. Porém, é importante ter em mente que os formatos e processos não são sinônimo de relacionamento com Deus e nem mesmo de Obra de Deus. Jesus não veio para fazer uma religião. A intenção de Deus nunca foi instituir religião. 

“Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para Mim abominação, e também as Festas da Lua Nova, os sábados e a convocação das congregações; não posso suportar iniquidade associada ao ajuntamento solene.” Isaías 1.13

Entenda: Deus havia instituído todas essas coisas. Ele mesmo definiu quais ofertas o povo deveria levar e como deveria levar. Ele definiu as festas, Ele instituiu o sábado, Ele explicou como todas essas coisas deveriam ser feitas. Mas também explicou o porquê de cada uma dessas coisas. E o porquê é muito mais importante do que o como. Se eu jejuo, preciso entender qual é a do jejum. Se eu dou oferta, preciso entender o que significa a oferta. Não é a prática que importa, é o que levou Deus a instituir aquela prática. O contexto. O sentido. Por isso Ele diz para não trazerem ofertas vãs. Por isso Ele diz que o incenso havia se tornado abominação. Por que Ele descarta todas as coisas que Ele mesmo mandou fazer? A resposta está no final do versículo: “Não posso suportar iniquidade associada ao ajuntamento solene”.

Deus não suporta iniquidade. Deus suporta menos ainda quando essa iniquidade está associada ao ajuntamento solene. Deus não suporta hipocrisia. Por essa razão, os discursos mais duros de Jesus não foram direcionados a prostitutas, a ladrões, a pecadores em geral, mas diretamente aos religiosos hipócritas. Analise a Bíblia do início ao fim e verá que a bronca de Deus é com aqueles que se dizem dEle, mas suas intenções e pensamentos estão voltadas para outro lado…

“Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos Meus olhos; cessai de fazer o mal. Aprendei a fazer o bem; atendei à justiça, repreendei ao opressor; defendei o direito do órfão, pleiteai a causa das viúvas.” Isaías 1.16,17

Mude de atitude. Ele não manda tirar a maldade dos atos de diante dos olhos dos outros, mas, sim, de diante dos olhos dEle. E de onde é isso? Do seu coração. A maldade que está nos olhos. A maldade que está na mente. A intenção errada. A murmuração. A dúvida em relação ao que Ele prometeu.

Aprenda a fazer o bem. Seja justo. Não se cale diante de coisas erradas. Não feche os olhos para aqueles que não podem se defender, que não têm ninguém por eles. O apelo de Deus aqui é a uma vida ética e íntegra, a um coração puro e justo, e não a um coração religioso. O apelo de Deus aqui é por um coração sincero diante dEle. Limpe o seu interior e seu exterior também estará limpo.Seja sincero diante de Deus. Seja claro quanto a suas intenções. Seja sincero diante de si mesmo.

Continuando o assunto (e é importante que você leia na sequência e entenda que tudo faz parte do mesmo assunto), Ele diz:

“Vinde, pois, e arrazoemos, diz o SENHOR; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã. Se quiserdes e Me ouvirdes, comereis o melhor desta terra. Mas, se recusardes e fordes rebeldes, sereis devorados à espada; porque a boca do SENHOR o disse.” (Isaías 1.18,19)

Condição e consequência. Como em toda a Bíblia, também, do começo ao fim. É sempre “se…então…” Se plantar isso, colherá aquilo. Por isso, ele começa o versículo 18 com um convite ao raciocínio. Diz, basicamente: “olha só, pense comigo: ainda que você esteja todo esculhambado, se você quiser e fizer o que estou dizendo, vai conseguir se limpar e alcançará o melhor. Se não quiser, vai se estatelar e o problema é seu” (interpretação Vanessística livre rs). Bem simples, como as coisas de fato são. Se você quer o melhor, ele está à sua disposição. Apenas faça o que Deus pede. Apenas seja quem Ele pede que você seja. E se não sabe como, seja sincero e peça a Ele para mostrar a você.

Pode ter certeza de que Ele é o principal interessado em tirar você da religião e trazê-lo para a Luz.

#JejumdeDaniel  #Dia3

PS: Amanhã tem novo post aqui.

PS2: Estamos em uma jornada de 21 dias de jejum de informações e entretenimento chamado Jejum de Daniel. Durante esses dias, os posts no blog serão diários e voltados exclusivamente para o crescimento espiritual. Leia o post do dia 19 para entender melhor.

Globo usando a mesma estratégia de sempre

 

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Eu era adolescente quando as primeiras matérias criticando a Universal começaram a aparecer na grande mídia, na época da compra da Record. Ninguém da minha família estava na Universal, ainda éramos membros de outra denominação, mas minha mãe me ensinou a questionar o que eu assistia na TV. Desde cedo, ela me incentivava a pensar por conta própria e a ter senso crítico. Eu me lembro do que me perguntei quando vi o nome do Bispo Macedo ser achincalhado pela primeira vez: “Quem está falando mal dele?” A resposta: “Globo e Veja” apontou diretamente para a questão da compra da Rede Record e da ameaça à hegemonia. A Globo sempre foi tendenciosa e isso já era claro para mim aos 12 anos de idade. Por essa razão, eu nunca estive entre os críticos da Universal, mesmo nos meus anos de batista.

Naquela época, o público era muito crédulo e qualquer abobrinha mal apurada e mal preparada servia como combustível para alimentar o preconceito. A mídia não precisava de muito esforço. Assim, inúmeras “reportagens” malfeitas caíram direto na boca do povo. Poucos perceberam que o motivo era a compra da Rede Record. Poucos entenderam (e alguns não entendem até hoje) por que estavam com tanta raiva daquela igreja e daquele pastor.

Aí, você corta para 2015, na semana em que a Rede Globo teve uma derrota histórica no horário nobre, a Record liderando com a excelente novela Os Dez Mandamentos, a Globo prepara uma reportagem mega forçada atacando a Universal… Sem ter o que falar contra a igreja, descobre um cidadão acusado de estelionato (uma loja virtual que enganava os clientes) que frequentava uma igreja Universal e fez doações à instituição. A reportagem, então, força a barra tentando deixar no leitor uma impressão negativa da Universal por causa do mau caráter de um indivíduo que a frequenta. Oi? Imagina alguém acusar a Apae por ter recebido doações de um estelionatário!

Sinceramente, é querer subestimar a inteligência do público. É o cúmulo do desespero. E foi tão óbvio que rendeu um artigo no Terra de um jornalista esperto que matou a charada de cara: “Globo cutuca a Igreja Universal; o alvo seria a Record?” – ele pergunta. Seria e sempre foi. Mas, finalmente, estão começando a enxergar isso. Eu tive uma professora na faculdade de jornalismo (que trabalhou na filial da Globo no MS) que dizia que sempre que a prefeitura estava devendo alguma coisa para a emissora, surgiam pautas de denúncias de buracos nas ruas. Desde então, fiquei cética com todas as pautas de denúncia. Depois, assisti ao documentário “Muito além do cidadão Kane”, que mostra claramente o caráter manipulatório da Rede Globo. Conforme pesquisava a respeito, percebia que a coisa era ainda pior do que parecia.

Cá está Moisés novamente ameaçando a hegemonia do Faraó. Não só pelo dinheiro que a emissora desesperada perde em anúncios ao tropeçar para o segundo lugar em pleno horário nobre (o horário mais caro da TV), mas também pelo público que deixa de ser manipulado, que deixa de ser escravo das opiniões prontas e enlatadas. E o fato de a estratégia de atacar a Universal para atingir a Record ser claramente percebida pelo público é prova disso.

Começa a perder a graça forçar a barra para colocar a opinião pública contra a Universal na tentativa de usar o preconceito das pessoas para diminuir a audiência da Record, mas depois de mais de vinte anos usando essa estratégia, não é de se espantar que ela se repita. O que a Globo não percebeu ainda é o que Faraó também demorou para perceber: que perdeu… e não tem mais volta.

PS: O blog Renato Cardoso começou hoje uma série que considero de utilidade pública.  “Como as notícias funcionam” (clique aqui para ler a primeira parte). Vale a pena acompanhar.

Quem sou eu?

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Mesmo quando a ordem vem claramente do próprio Deus, se não usarmos nossa fé para atropelar a insegurança, simplesmente não vamos adiante. Se formos em frente apenas quando nos sentirmos seguros de nossa capacidade, nunca faremos nada além do que nossas forças humanas nos permitem. Que tipo de fé é essa que você só usa quando se sente confortável? Isso não é fé. A fé nos tira da zona de conforto. A fé exige fechar os olhos para as impossibilidades e ir em frente, apoiados na Palavra que nos foi dada.

Quando Deus aparece pela primeira vez a Moisés e dá a ele a missão de falar com o Faraó para libertar seu povo, Moisés pergunta:

“Quem sou eu para falar a Faraó?” Êxodo 3.11,12

“Quem sou eu?” – É a pergunta que já nos fizemos muitas vezes. Quem sou eu para aceitar esse desafio? Quem sou eu para assumir essa responsabilidade? Quem sou eu para falar com essa pessoa? Quem sou eu para fazer essa tarefa?

Quem sou eu?

A resposta de Deus para Moisés, para mim e para você é:

“Eu serei contigo.”

Olha que extraordinário. Deus não responde quem Moisés é. Em outras palavras, não importa quem você é. Não importa o que você já fez ou quais são suas credenciais diante do mundo. Não é essa a pergunta que deve fazer. Não é esse o foco. Se você fosse alguma coisa diante do mundo, ainda assim não seria ninguém. Então, não importa quem é você. O que importa é Quem vai com você.

No início, Moisés não entendeu. Mas, um tempo depois, já conhecendo melhor a Deus, se recusou a ir para a Terra Prometida sem Ele:

“Então Lhe disse: Se Tu mesmo não fores conosco, não nos faças subir daqui. Como, pois, se saberá agora que tenho achado graça aos Teus olhos, eu e o Teu povo? Acaso não é por andares Tu conosco, de modo a sermos separados, eu e o Teu povo, de todos os povos que há sobre a face da terra? Então disse o Senhor a Moisés: Farei também isto, que tens dito; porquanto achaste graça aos Meus olhos, e te conheço pelo nome.” Êxodo 33.14-17

Ele já sabia que, se fosse sem Deus, estaria sozinho; mas, se estivesse com Deus, poderia vencer qualquer desafio. Essa é a única garantia que precisamos ter. A única garantia que Deus deu a Moisés quando apareceu a ele na sarça ardente.

Da próxima vez que estiver diante de um desafio ou de algo que parece ser demais para você e se sentir tentado a perguntar “quem sou eu para fazer isso?” Lembre-se da resposta de Deus: “Eu serei contigo”.

E aceite o desafio. Quando Deus lhe propõe algo, o melhor a fazer é obedecer e confiar.

Se você está com Ele, alguma preocupação faz sentido?

#JejumdeDaniel  #Dia2

PS: Amanhã tem novo post aqui.

PS2: Estamos em uma jornada de 21 dias de jejum de informações e entretenimento chamado Jejum de Daniel. Durante esses dias, os posts no blog serão diários e voltados exclusivamente para o crescimento espiritual. Leia o post do dia 19 para entender melhor.

Ajustando o foco

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Sei que para o primeiro dia do Jejum de Daniel talvez eu devesse escolher um tema mais motivacional, mais simpatiquinho, que mostrasse o quanto é importante ficar firme nesse desafio e que tudo vai dar certo no final. Sim, tudo vai dar certo no final, se você fizer as escolhas certas. Porém, para aprender a fazer as escolhas certas, é importante calibrar um pouco a sua visão.

Estamos vindo de uma corrida ensandecida em direção a lugar nenhum, com a cabeça cheia de inutilidades e preocupações com coisas que, inevitavelmente, vão passar. Nos desconectamos deste mundo hoje. Queremos ouvir o que Deus tem a nos dizer. Queremos que Ele esteja no controle da nossa vida, pois já percebemos que não dá para dirigir esse barco sozinhos.

“Uma voz diz: clama; e alguém pergunta: Que hei de clamar? Toda a carne é erva, e toda a sua glória, como a flor da erva; seca-se a erva, e caem as flores, soprando nelas o hálito do SENHOR. Na verdade, o povo é erva; seca-se a erva, e cai a sua flor, mas a Palavra de nosso Deus permanece eternamente.” (Isaías 40.6-8)

Tudo passa. E tudo passa muito rápido. Não importa quanto tempo uma pessoa viva, os anos passam depressa demais. A sabedoria desse texto bíblico coloca as coisas em perspectiva: Toda a carne é erva. Toda a glória deste mundo, como um matinho qualquer, seca e cai. Acaba. Já viu uma plantinha? Sua flor, que lhe dá beleza e que enche nossos olhos, é frágil. Ela tem um tempo pré-determinado. Se não cede ao vento e à chuva, cede ao tempo. Perde suas cores, perde sua flexibilidade e cai. Assim é absolutamente tudo o que achamos que é “concreto” neste mundo. 

Por isso, não dá para depender de nada deste mundo. Não dá para depender de ninguém, também. A única coisa realmente concreta, que realmente merece nossa confiança e dependência é a Palavra de nosso Deus. Só Ela permanece eternamente. Só a Ela devemos dar crédito. O que Ele disser, vale mais do que aquilo que sentimos, vemos ou ouvimos de outras fontes. Vale mais do que nossas sensações ou conhecimento. Se Ele diz que você não deve ter medo, não tenha medo. Se Ele diz que você é forte, você é forte. Se Ele diz que você deve mudar de direção, mude de direção. A Palavra dEle é a única coisa que permanece. É a única coisa sólida, imutável e verdadeira.

Diante dessa realidade, você percebe quanto tempo perde com abobrinhas e bugigangas. O tempo passa depressa demais e a única coisa eterna que temos, segundo a Palavra, é o que está dentro de nós. A única maneira de alimentar o que é eterno é com aquilo que é eterno. Por isso o salmista diz que a Palavra de Deus é lâmpada para os pés e luz para os caminhos (em Salmos 119.105). São esses princípios éticos e espirituais a única forma possível de mostrar o que é certo e errado e orientar nossos passos. É a única maneira de colocar Vida eterna dentro da erva. E isso não tem NADA a ver com religião (a diferença vai ficar bem clara para quem acompanhar as postagens dos próximos 21 dias).

A sabedoria deste mundo é a glória de toda a carne, é perecível e efêmera como a flor da erva. Mas a Sabedoria que adquirimos ao meditar no que é Eterno é a única capaz de nos transformar para melhor — profunda e eternamente.

#JejumdeDaniel  #Dia1

PS: Amanhã tem novo post aqui.

PS2: Estamos em uma jornada de 21 dias de jejum de informações e entretenimento chamado Jejum de Daniel. Durante esses dias, os posts no blog serão diários e voltados exclusivamente para o crescimento espiritual. Leia o post de ontem para entender melhor.

Desconectando da Matrix por 21 dias

 

12003192_910597612355866_4466383405753389469_nPelo menos duas vezes por ano, fazemos um jejum de informações e entretenimento. É nadar contra a corrente deste mundo em que entretenimento e informações são endeusados e entronizados. Pense bem, tudo gira em torno dessas coisas. Você precisa ficar conectado. Precisa saber o que estão falando nas redes sociais. Você já as trata com intimidade: Face, Insta, Whats, como se fossem amigos de infância. E elas exigem sua atenção imediata, como crianças mimadas. As notificações pulam no celular, interrompendo seus afazeres a cada minuto. O noticiário na TV é sagrado. A revista semanal, também. Você precisa saber o que está acontecendo no mundo, não pode ser um desinformado, um alienado. A notícia causa uma reação emocional. Você fica com raiva. Você se emociona. A TV lhe dá a opinião que você precisa ter, sem que você sequer perceba. Não é necessário pensar muito. Não é necessário analisar ou interpretar as informações. Elas já vêm mastigadas. Tudo parece óbvio.

A busca por sensações é a tônica do momento. É isso o que as pessoas têm alimentado. E depois não sabem por que vivem em uma montanha-russa emocional. Uma vida de altos e baixos, sem estabilidade. Com o fluxo de informações e estímulos sensoriais e emocionais, nosso cérebro se reprograma para lidar com o maior número de dados com a maior superficialidade possível. Não dá para aprofundar o pensamento quando há muito para se catalogar. O resultado é uma era de pessoas com preguiça mental crônica. Sabem operar aparelhos eletrônicos com maestria, mas, mentalmente, estão dependentes dos outros, querem tudo mastigado e não têm paciência para colocar seus cérebros para funcionar.

O pensamento fragmentado é um dos piores monstros do nosso tempo. Ele gera zumbis que, por fora, parecem vivos e saudáveis. Pessoas emocionalmente estimuladas, irritadiças, prestes a explodir. Massa de manobra exposta a imagens de violência, notícias interpretadas de acordo com o interesse de quem quer o poder. Se expõe o que é de interesse expor, se esconde o que é de interesse esconder.

A falta de pensamento aprofundado atinge as redações de jornais e os cursos de jornalismo, gerando formadores de opinião que são, eles mesmos, massa de manobra. Essas são as engrenagens em que nos embaralhamos quando entramos no ritmo alucinado das interações virtuais e dos meios de comunicação. A solução é puxar a tomada.

Se desconectar, hoje em dia, é revolucionário. Se você tem medo de ficar desatualizado, alienado ou desinformado, entenda: a informação que você consome é ração para gado. É a maneira de se manipular a população para que todo mundo pense igual e para que todos tenham opiniões semelhantes. Alienados ficam aqueles que se alimentam da informação desse mundo. Quando você se desconecta por um tempo, aprende a retomar o controle do que consome. Isso é ouro. Você reorganiza sua forma de pensar. Desenvolve seu raciocínio e, certamente, não voltará da mesma forma.

Nosso cérebro é uma máquina fantástica, com infinitas possibilidades. A ciência ainda o entende muito pouco. Mas o fato é que fomos feitos para pensar. Fomos projetados para fazer uso intensivo de nossa capacidade mental. A quem interessa que deixemos de utilizá-la? A quem interessa que nos tornemos zumbis, hipnotizados pela cultura do entretenimento fácil e da informação mastigada?

As festas, o entretenimento, as redes sociais, as notícias, os joguinhos e o que mais este mundo puder nos oferecer nos distrai o suficiente para preencher temporariamente o vazio. Tanto é que muitos se sentem angustiados quando ficam longe dessas distrações. Elas são como uma droga que anestesia temporariamente e dá a ilusão de preenchimento. Até a próxima dose. O problema é que, enquanto você se engana, nada é efetivamente preenchido. O vazio vai continuar lá até você decidir preenchê-lo de verdade. O Jejum de Daniel não se trata de, simplesmente, suspender essas distrações e ficar com um grande vácuo gelado. O que realmente vai fazer esse jejum ser eficaz em sua vida é uma palavra: substituição. Substituir a ração-lixo por nutrição para o seu espírito.

Aprender a dizer não para as vontades do seu neandertal interior e alimentar aquilo que lhe faz mais humano. Diminuir o alimento da parte mais primitiva e irracional do nosso cérebro e passar a alimentar a parte que nos faz potenciais administradores deste planeta nos leva de volta ao estado em que deveríamos estar. Sem distrações. Sem informações inúteis. Com condições de fazer as escolhas certas. Exige um sacrifício, claro, como qualquer esforço consciente. Mas vale tanto a pena que abraço o desafio todas as vezes em que me é oferecido.

Por isso, do dia 20 de setembro ao dia 10 de outubro, abraçarei o desafio do Jejum de Daniel. Além de me afastar das redes sociais, notícias e entretenimento, irei ocupar meu tempo com aquilo que alimenta o meu espírito. Se você também quiser aproveitar essa oportunidade, está convidado. Nesse período, a partir de amanhã de manhã, usarei este blog para compartilhar tudo o que aprender. Publicarei pela manhã reflexões bíblicas, dicas de leitura e artigos espirituais para ajudá-los a tirar o melhor proveito possível desses 21 dias. Vamos aprender, juntos, diretamente da Fonte.

Espero vocês amanhã. :)

PS: Usarei a internet somente para o que for absolutamente necessário para o trabalho e estudo e também para conteúdos que alimentem meu espírito. Renato Cardoso anunciou hoje que trará conteúdo diário para o Jejum de Daniel, então já está em minha restrita programação para esses 21 dias.

PS2: É por causa do que aprendi com o Jejum de Daniel que meu celular não me domina e minhas notificações são quase todas desabilitadas. Por causa do que aprendi desde o primeiro Jejum de Daniel retomei o controle do meu córtex pré-frontal (área do cérebro responsável pela atenção e pelo foco) sem nenhuma medicação (coisa que tentei, durante anos, com medicamentos controlados). Não sei o que seria de mim nos dias atuais, com essa profusão louca de informações, se eu não tivesse o domínio próprio que conquistei desde que comecei a praticar esse “retiro mental“.

 

O céu não está caindo

O céu não está caindo

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Fora da internet, chamar alguém de “lixo”, desejar o mal e agredir uma autoridade ou um desconhecido parece coisa de gente de nível baixo, pobre de espírito ou maluca. Na internet, é comum qualquer assunto virar alvo de comentários agressivos. As pessoas são estimuladas a embotar a inteligência e, quando a emoção vem, não conseguem se controlar e explodem, feito barris de pólvora.

Um desenho de 1943, Chicken Little, conta a história de uma raposa que queria atacar um galinheiro. Escolheu o pintinho mais descerebrado e o convenceu de que o céu estava caindo. Ele espalhou o pânico pelo lugar: “o céu está caindo! O céu está caindo!”.

Um galo sábio mostrou que aquilo não fazia sentido. Irritada, a raposa usou boatos e palavras de dúvida para descredibilizá-lo. Assim, as aves deixaram de ouvir a razão.

Não demorou para que todos acreditassem que o céu estava caindo e, movidos pela emoção, seguissem o pintinho descerebrado para uma caverna, sob a orientação oculta da raposa, sem saber que estavam indo ao encontro do inimigo.

Hoje, recebemos muitas informações superficiais da grande mídia. Como na estratégia da raposa, as emoções são meio de manipulação. Pessoas pouco habituadas a pensar e muito hábeis em reagir emocionalmente a qualquer gatilho tendem a julgar mal. Assim, se transformam em armas descerebradas a serviço do pior tipo de inimigo (o que não é visível).

Aaron Kreiser, professor na Yeshiva University, disse: “As pessoas culpadas do ‘ódio infundado’ nunca se arrependem porque não reconhecem seu pecado. Continuam justificando seu ódio pessoal e oferecendo explicações dos motivos pelos quais seus adversários o merecem”. Imagine o resultado espiritual de não reconhecer um erro.

Há quem ache que mansidão e autocontrole nos fazem bobos ou fracos, mas é o contrário. Forte é o que tem domínio de si e consegue manter o sangue frio para, inclusive, se recusar a tomar partido se não tiver dados suficientes para um posicionamento justo.

Sabe ouvir, se coloca no lugar do outro, respeita as pessoas e as opiniões contrárias e, nas poucas vezes em que precisa discutir, usa argumentos sólidos e racionais, para ajudar o outro a entender (caso haja abertura), jamais vocabulário destrutivo. Esse é o forte. Esse é o que muda o mundo, o que faz a diferença.

O céu não está caindo, mas o mundo está prestes a mudar. Podemos escolher seguir a manada, nos tornando presas fáceis de quem montar o melhor circo, ou manter nosso senso crítico, nossa inteligência e nossa dignidade.

* Artigo originalmente publicado na coluna Ponto de Vista, na edição 1223 do jornal Folha Universal.

PS: O vídeo que eu descrevo no post é esse aqui: