A inabilidade de ver imagens na mente

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Ao se lembrar daquela sua tia querida, a imagem do rosto dela vem nitidamente à sua memória? Você consegue imaginar uma paisagem bonita de forma clara? É capaz de formar imagens em sua mente? Até uns cinco anos atrás, não fazia ideia de que as pessoas podiam “ver” imagens mentalmente. Achava que todos pensavam como eu, com palavras, sensações e conexões sensoriais e extra-sensoriais (não sei explicar rs). Claro, tenho muita imaginação. Consigo criar histórias na minha cabeça, mas nunca vi imagem nítida nenhuma acordada. É algo muito mais sensorial e cheio de palavrinhas.

Pelo que li, há casos muito mais graves do que o meu, em que pessoas não conseguem ver absolutamente nada. Meus “olhos da mente” veem como alguém que tem uns 10% de visão (ou menos). Meus sonhos são super nítidos e detalhados, mas meus pensamentos não têm imagens e minhas lembranças são escuras, sem detalhes, tudo meio nebuloso e enfumaçado. Como um filme quase apagado de cem anos atrás.

Ok, é meio chato você saber que as pessoas podem fazer filmezinhos nítidos em suas cabeças e você não, mas isso nunca foi uma fonte de frustração para mim. Por isso, foi com espanto que li uma reportagem em que um cidadão “portador de aphantasia” (por que a ciência tem mania de rotular tudo o que é diferente, como se fosse uma doença? Coisa chata) dizia que, quando descobriu que outras pessoas viam imagens, ficou muito abalado, como se estivesse perdendo algo muito importante na vida. Ele se sentiu isolado e sozinho.

Oi? Como assim, cidadão? Seu cérebro funciona de um jeito diferente, não significa que ele esteja quebrado! E por que raios isso é motivo de se sentir isolado e sozinho???? Ok, não quero desprezar o sofrimento de ninguém ou menosprezar os dramas da vida. Mas não faz o menor sentido. Nunca vi uma imagem nítida na minha cabeça e até acho que seria muito desconfortável ver. Sério, quando fecho os olhos, fica tudo escuro. É quase como silêncio. Já era chatíssimo antigamente estar sozinha em um lugar silencioso e ter de conviver com o barulho dentro da minha cabeça (graças a Deus por hoje ser capaz de ter silêncio na minha mente), imagina se ainda tivesse imagem?

Em vez de pensar no que as outras pessoas faziam e ele não podia fazer, se comparando negativamente, esse ceguinho mental poderia tentar descobrir o que ele fazia melhor do que os outros ou desenvolver alguma habilidade diferente. Porque quando uma área de nosso cérebro não funciona direito, geralmente alguma outra área acaba compensando. No meu caso, é a área da linguagem e a capacidade de ser detalhista.

Tudo depende da sua forma de reagir às coisas.  O fato de não saber que eu tinha uma “dificuldade” me fez ignorá-la completamente. Aprendi a desenhar (com predileção por figura humana). Aprendi a fazer esculturas de pessoas. Sou boa com proporções do corpo humano e tenho excelente senso estético. Desenvolvi a habilidade de prestar atenção aos detalhes. Como penso com palavras, meu olhar para texto sempre foi bem apurado. E isso me ajuda no trabalho, editando textos, analisando, lendo, revisando e escrevendo. Consigo imaginar e construir cenas com palavras. O mundo é um conjunto de riscos, espaços, traços, letras e estímulos sensoriais. Meus olhos mentais podem ser meio ceguetas, mas não me sinto isolada e sozinha.

Quando preciso “visualizar” alguma coisa, uso  os demais sentidos, ou escolho não depender deles. Por exemplo, um grande desafio para mim na igreja era quando, durante a oração, o pastor dizia “se imagine agora diante do trono de Deus” e começava a descrever o que ele estava imaginando. Nunca entendi o que tinha que fazer rs.

Não adiantava tentar formar uma imagem na minha cabeça, o máximo que eu conseguia era o contorno escuro de pedaços desconectados e transparentes do tal trono imaginário, que não merecia ser chamado de “trono de Deus”. E me sentia uma grande pecadora ao tentar fazer Deus se sentar naquele negócio malfeito rsrs. Me dê um papel e eu consigo fazer o tal trono. Mas não me peça para vê-lo de olhos fechados.

Depois de um século e meio de tentativas frustradas, mudei de tática. Simplesmente comecei a imaginar que estava, de olhos fechados, diante do trono de Deus. Deus estava ali, na minha frente…eu não precisava ver Seu trono. Não precisava ver nada ao redor. Simplesmente sabia que Ele estava ali. Talvez isso seja óbvio para muitos, mas para mim foi uma revelação, então preciso anotar aqui rs. Provavelmente era essa percepção que o pastor estava tentando levar as pessoas a terem, mas eu estava tão ligada no que eu não conseguia fazer, que não entendi o que poderia fazer.

Ao se focar no que não consegue, você só reforçará que não consegue. No final das contas, o problema do coleguinha aphantástico não é não conseguir pensar com imagens. O problema dele é ficar se comparando com os outros, focando naquilo que ele não consegue fazer e achando que está no prejuízo, enquanto poderia perceber o que ele sabe fazer, valorizar o que tem e prestar atenção no que é bom e positivo.

Se você ficar se comparando com os outros, vai encontrar uma porção de coisas em que as outras pessoas são melhores do que você. Várias coisas em que os outros têm facilidade e você não tem. E, provavelmente, não vai enxergar o que você tem de bom e em que pode aprimorar.

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O que deve sair da sua boca?

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“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem”. (Efésios 4.29)

A vida inteira vi essa mensagem ser usada para dizer que não devemos falar palavrões. No entanto, meditando nessa Palavra, percebi que ela vai muito além disso.

Segundo nosso amigo dicionário, “torpe” é “ 1 Desonesto, impudico. 2 Indecoroso, infame, vergonhoso. 3 Indecente, obsceno. 4 Ignóbil, sórdido. 5 Asqueroso, nojento, repugnante. 6 Maculado, manchado, sujo”

Falar mal de alguém é uma palavra torpe. Criticar a si mesmo pode ser considerado palavra torpe, também. Mentir é palavra torpe. Comentários maldosos são palavras torpes. Maldizer alguém (ainda que a um bandido) é palavra torpe. Palavras negativas são torpes. Palavra de derrota é palavra torpe. Julgamentos sobre a vida alheia são palavras torpes. Ser mordaz é palavra torpe. Espalhar boatos é palavra torpe. E mais uma infinidade de outros exemplos…

Então, o que deve sair da nossa boca? UNICAMENTE a palavra que for boa para a edificação (ou seja, útil, construtiva, que ajude alguém), conforme a necessidade (não saia por aí falando coisas desnecessárias ou que a pessoa com quem você está falando não tenha a necessidade de ouvir). O objetivo da comunicação é “transmitir graça aos que ouvem”. Graça é benevolência, favor.

Em tempos de internet e redes sociais, as palavras não saem só de nossa boca. Na hora de fazer um comentário (ou de responder a um comentário) nas redes sociais, é bom lembrar de pensar antes de escrever, para que não saia de seus dedos nenhuma palavra torpe. Algumas coisas que passam pela nossa cabeça não merecem ser publicadas.

Todas as coisas que passam pela nossa cabeça precisam ser avaliadas para que, então, possamos decidir se merecem ser expostas ou se é melhor serem descartadas. Aprenda a jogar fora os pensamentos torpes e eles nunca se transformarão em palavras. Conforme for rejeitando esses pensamentos, eles deixarão de ser presença constante em sua mente. E ela ficará limpa.

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Ps: Thaynara comentou que vai estender o Jejum de Daniel até receber o Espírito Santo. Amiga, você tomou a melhor decisão que poderia tomar. Vá nessa fé, pois está escrito que aquele que busca, encontra.

Ao enfrentar as dificuldades, entenda isso

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Estava assistindo ao capítulo de hoje da novela Os Dez Mandamentos e pensando em como deve ter sido angustiante a expectativa da libertação ser frustrada tantas vezes. Ao mesmo tempo, a resistência do Faraó, apesar de compreensível (o orgulho é cruel), é sem sentido, ao considerarmos a realidade: quem pode impedir Deus de fazer o que Ele disse que vai fazer? Não tem como!

Esse foi o assunto entre Moisés e Arão, e eu estava participando do papo enquanto eles falavam rs. A resistência pode vir com toda a força do outro lado, quer seja por meio de alguma pessoa, de uma organização, de um mal ou do inferno inteiro. Pode se levantar qualquer monstrengo fazendo careta, meu amigo, se Deus disse que vai fazer alguma coisa, absolutamente nada nesse universo ou em qualquer outro pode atrapalhar.

Não dá para acreditar nos chiliques do Faraó. Não dá para acreditar nas ameaças, nas perseguições, nos pensamentos negativos que surgem. Não dá para acreditar em nada que tente dizer que Deus não vai conseguir. Quando algo assim aparecer, a única reação possível é pensar: “como assim?”. Porque não faz sentido e, se não faz sentido, não vale gastar energia nenhuma com isso.

Deus prometeu. Ele disse que faria. Logo, como disse Arão na novela, quanto mais Faraó demorasse, pior seria para ele. É assim que eu enxergo as dificuldades que aparecem. Quanto mais elas resistirem, pior para elas. O problema não é meu, é delas. Depois da sétima praga, vem a oitava. E depois da oitava, vem a nona. E depois da nona, vem a décima. E se Faraó continuasse com frescura, viria a décima primeira, até não existir mais Egito.

Se enfrentarmos as dificuldades com essa força interior, absolutamente nada poderá nos abater. Se a dificuldade se agiganta, pior para ela. Quem vai se dar mal é ela, porque permaneceremos firmes na confiança de que venceremos. Não importa quantas expectativas, angústias e frustrações tenhamos de atropelar com nossa certeza inabalável e maluca. Temos convicção daquilo que esperamos. Essa é a fé que deixa Deus agir.

 

Para fazer parte do Reino de Deus

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Há quem procure se encaixar no sistema da igreja, se adaptando aos padrões que reconhece. É o natural do ser humano, infelizmente, tentar se adaptar ao sistema, para se sentir parte de algo maior. Isso acontece quando se busca essa conformidade na força do braço. No entanto, o caminho mais difícil, o caminho do verdadeiro sacrifício é abrir mão dessa tendência de se adaptar ao sistema. Não fomos chamados a nos encaixar. Fomos chamados a fazer parte do Reino de Deus e não de um sistema religioso.

Há processos sistematizados para que as engrenagens girem e as coisas funcionem, mas o sistema é um meio e não um fim. Não é o sistema que dirige a coisa toda, é o Espírito. E, às vezes, o Espírito leva você a um lugar nada a ver, a uma função mais nada a ver ainda. Ele não escolhe os acomodados nas caixinhas, nem quem não quer sair do quentinho da zona de conforto. Esses ficam na beira do caminho.

Todo o Reino de Deus foi formado a partir de pessoas que não se encaixavam no sistema. Os mais legítimos outsiders. Abraão. Moisés. Josué e Calebe. Gideão. Jefté. Ester. Neemias. Davi. Jesus. Paulo. Madalena. Amós. Eliseu. João Batista.  E, para citar um nome da atualidade que eu conheço bem, Bispo Macedo.  Me diz o nome de um Herói da Fé com trajetória linear! Que seguiu uma fórmula. Que conseguiu fazer parte do Reino na força do braço. Do Reino a gente só faz parte pela fé.

E, estando o Reino, não há espaço para ficar preocupado com o que os outros vão pensar de você. Ou em agradar a pessoa x ou y. Se eu agradar a Deus, vou agradar a quem é de Deus. Se, no processo, tiver que desagradar aos outros, paciência. Por incompatibilidade de espíritos, provavelmente eu não vou agradar a todos, mesmo. Sou uma ferramenta. Minha obrigação é me manter afiada, atualizada e com a mente aberta. E com coragem para agir sempre que for necessário, ainda que contra o status quo. Ainda que sob protestos. Ainda que com sacrifício.

Sacrifício é renúncia. Renúncia da própria vontade. Já parou para pensar no que é isso? Renúncia da vontade de ficar preocupado com a opinião alheia. Renúncia da vontade de ficar chateado por ter sido ofendido. Renúncia da vontade de interpretar mal uma situação. Renúncia da vontade de ficar remoendo alguma coisa que aconteceu. Renúncia da vontade de ficar se culpando por alguma coisa. Renúncia da vontade de sentir pena de si mesmo. Toda a renúncia de alguma vontade, pensamento ou sentimento deve ser seguida por algo que reafirme seu objetivo.

Eu renuncio à vontade de ficar preocupada com a opinião alheia porque é a opinião de Deus que me interessa. Renuncio à vontade de ficar chateada por ter sido ofendida quando oro pela pessoa que me ofendeu e penso bem dela. Renuncio à vontade de interpretar mal alguma situação quando me esforço para olhar com bons olhos e interpretar de forma positiva. Renuncio à vontade de ficar remoendo algo que aconteceu quando entrego o passado a Deus e deixo lá com Ele.

Renuncio à vontade de ficar me culpando quando peço perdão a Deus e creio no perdão que recebi. Renuncio à vontade de sentir pena de mim mesma quando assumo minhas responsabilidades, deixo de culpar os outros e descubro o que posso fazer para melhorar. O caminho do sacrifício não é arredondadinho, ele é cheio de arestas e a gente corta a própria carne todos os dias, bem feliz, quando mantém os olhos no objetivo. Porque o Alvo a que você busca vale qualquer renúncia que precisar fazer.

 

Não compre as ideias da maioria

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Você procura coisas boas nas notícias, mas não tem coisas boas nas notícias. Coisas boas não vendem. Coisas boas não dão ibope. Coisas boas não geram acessos e compartilhamentos.

E você acredita que aquelas notícias que vê são realmente coisas que você precisava saber. Na verdade, são recortes que alguém escolheu por ter a obrigação de publicar um número x de notícias diariamente. Geralmente copiadas de agências de notícias ou de releases publicitários enviados por assessorias de imprensa. Muito do que você lê como “notícia” é pura propaganda. Isso sem contar as notícias distorcidas para o lado que interessa àquele que manipula suas opiniões sem você saber (que, de certa forma, também é propaganda). E nunca é um lado bom.

De repente, você está do lado da maioria. Se indignando com as mesmas coisas que levam a esmagadora maioria a se indignar. Com ódio das mesmas pessoas que a maioria odeia. Com pena das mesmas pessoas por quem a maioria se compadece. Alguém elegeu as vítimas e os bandidos. E você comprou os rótulos.

Não compre as ideias que você nem sabe de onde vem. Desconfie quando seu discurso começar a parecer com o da maioria. Se apenas uma minoria discorda de você, alguma coisa está errada. Desconfie quando a indignação for maior do que o bom senso. Alguém está manipulando suas emoções, elas são alvos fáceis. Elas dirigem suas escolhas, definem seus votos, modelam suas frases, decidem sua vida. Elas mudam de acordo com as cores que veem. Não permita que tenham todo esse poder.

Não vamos perder o que conquistamos nesses 21 dias. Uma das coisas mais úteis que você pode aprender é a selecionar as informações que consome. Depois de um período de jejum de informações seculares você descobre que não precisa ficar colado 24 horas às suas redes sociais, muito menos conversando o tempo inteiro em grupos do whatsapp. Começa a ver as notícias com outros olhos. Estar “por dentro” dos assuntos mais comentados já não tem mais tanto valor e você descobre que existe uma fatia enorme de tempo na sua vida que pode ser aproveitada com coisas mais produtivas.

Vamos consumir informação secular, sim, mas com moderação. E com o botãozinho do senso crítico ligado.  Assim, conseguiremos nos manter fora do circuito das marionetes e de seus titereiros* e faremos parte da minoria que pensa com a própria cabeça e não se acomoda a opiniões prontas, pré-digeridas e superficiais.

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*Para quem gosta de aprender palavras novas e não conhecia essa, “titereiro” é o carinha que manipula as marionetes. :)

PS: Aposentei os telejornais há tempos. Boicoto a rede globo e revista veja não entra na minha casa nem de graça. Vejo notícias na internet e, mesmo assim, escolho com bastante cuidado o que vou ver.  E meu contato com notícias é analítico, envolve um esforço de pesquisa, de apuração, de coleta de dados e seleção de informações. Não saio engolindo tudo o que oferecem por aí, não!

PS2: Vou continuar com os posts diários no blog. \o/ \o/ \o/ Não sumam!

O deserto em mim

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Não nasci deserto. Era uma terra até bastante florida, tinha um laguinho e alguns patinhos. Muitos bichinhos fofinhos e tudo assim, no diminutivo, porque eu era criança. Depois, com o passar dos anos, o laguinho secou. Não secou de uma hora para outra. O nível da água foi diminuindo, diminuindo, até que deixei de ser criança e não notei que não havia mais laguinho. Todos os bichinhos morreram. As cores foram ficando todas iguais, todas de um só tom. Ocre. Depois, cinza. Um deserto cinza.

Eu não era uma pessoa ruim. Era até boa. Pensava nos outros, sofria pelos outros e por mim. Entre o temperamento forte, a vontade de ajudar e a vontade de dormir para sempre. Havia uma dor lá no fundo, que causava textos ridículos e poemas patéticos. Eu era a pior versão de mim. A mais pobre. Toda a inteligência que diziam que eu tinha, foi soterrada por minhas emoções descontroladas. Elas é que me controlavam e decidiam o que eu deveria fazer e o que eu deveria ser. Para elas, eu não merecia nada, eu não deveria conseguir coisa alguma. O que eu não sabia é que elas estavam sendo usadas.

O deserto me calou. Não era mais eu. Era uma sombra. E a sombra me arrastou durante anos. Achava que só eu sentia aquilo. Meu umbigo era o mundo. E, no meio de todo esse nada, eu queria acreditar que tinha Deus. A guerra dentro da minha cabeça era infinita. Pensamentos se chocavam, uns contra os outros, e flutuavam, desacordados.

Eu costumava dizer que tinha um rádio ligado na minha cabeça 24 horas por dia, que só conseguia desligar com ritalina. Foi a primeira vez que ouvi o silêncio. Porém, com o passar do tempo, o remédio já não fazia o mesmo efeito. Precisei trocar por um mais forte. E, em alguns anos, percebi que, mesmo tomando vários medicamentos, o deserto só aumentava. A ansiedade. A dependência química que demorei a identificar, afinal de contas, eu só tomava drogas com a devida prescrição médica.

Eu queria uma nova vida. Uma nova chance. E ela se apresentou para mim quando eu clamei. A oração que mudou minha vida foi: “Deus, me tira dessa”. Mas tinha tanta coisa nessas quatro palavras, tanta coisa que eu não conseguia dizer, mas que Ele ouviu. E, então, uma pequena luz se acendeu no deserto escuro. Ela apontava o caminho. E eu segui.

Aos poucos, as cores foram voltando. A vida. As plantinhas. O laguinho que eu enchia a cada quarta, a cada domingo. Até que, um dia, em uma vigília simples com meia dúzia de gatos pingados, orando de madrugada por pessoas da favela, que nada tinham a nos oferecer, eu me tornei uma Fonte. Não senti nada. Nem um arrepio, nem um tremilique, nem um choque elétrico. Nada. Apenas naquele dia tive plena consciência de quem eu era, diante de Deus. E de que eu não tinha a menor condição de assumir a responsabilidade por aquelas pessoas. O que eu tinha para dar? Nada. Só um golinho de água do meu laguinho. Daquele lago que eu precisava encher novamente durante a semana. Aquele lago que mal dava para mim. 

Eu precisava de mais. Não me sentia digna. E sabia que não daria conta. Não sozinha. A única oração que fiz por mim naquele dia, foi pelos outros. Eu sabia que eu não era nada. Sentia que não tinha o direito. Mas sabia (e disse isso a Ele), pela Palavra dEle, que Ele havia prometido dar o Seu Espírito a quem pedisse. Então, com base nessa Palavra, eu estava pedindo. Não por ter alguma condição humana ou por algo que eu tivesse feito. Apenas queria. Precisava. Necessitava dessa Fonte. Tinha diante de mim uma multidão sedenta, faminta, necessitada de muito mais do que comida e bebida. Pessoas que tinham fome de algo que eu não tinha para dar. Então, pedi. E tive certeza, porque tinha a Palavra como garantia, de que havia recebido.

Mas eu nem tinha noção do que havia recebido. Sério. Eu não pensei conscientemente em “batismo com o Espírito Santo”. Não pensei na ideia religiosa da coisa, esse termo não passou pela minha cabeça. Eu só queria ter a Fonte para saciar aquelas pessoas. E quando recebi a Fonte, dentro de mim ela começou a jorrar, como uma coisa linda. Fui para casa dormir e, quando acordei, percebi que estava diferente. Aquela angústia que eu carregava, aquele buraco negro que tinha dentro de mim não estava mais lá.

E eu procurei. Tentei simular uma ansiedade (para testar rs), mas eu estava em paz. Uma paz que nunca senti. Uma alegria tão estável, tão tranquila… Havia um rio. De repente, onde um dia foi deserto, agora tinha água à vontade. E as cores ficaram mais vibrantes. As árvores começaram a crescer e dar frutos muito doces. E minha vida se transformou em algo que eu jamais imaginei ser possível. 

Eu, que antes era sombra, me tornei luz. E, como a sombra que nunca conheceu luz, eu acendi com toda a força. Não aceito apagar. Não aceito meia-luz. A intensidade é da urgência. O tempo é curto. A vida que eu tenho é um presente. Eu a recebi para levar a outras pessoas a notícia de que é possível. 

O jardim que sou hoje é muito mais do que sonhei quando tinha aquele jardinzinho com patinhos diminutivos na infância. Eu morri. E nasci de novo no Paraíso. Do lado de fora, há guerras, barulhos, ameaças e perseguições, mas dentro de mim, paz. Se antes o rádio estava ligado 24 horas, hoje eu medito no silêncio para dormir. Sem remédio para acordar. Sem remédio para dormir.

Eu ganhei, sem merecer, aquilo que Ele também quer lhe dar.

Lembre-se disso na sua próxima oração.

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#JejumdeDaniel  #Dia21

* Chegamos ao fim de uma jornada de 21 dias de jejum de informações e entretenimento chamado Jejum de Daniel. Durante esses dias, os posts no blog foram voltados exclusivamente para o crescimento espiritual.

 

Religioso-Zumbi

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“Então disse Jesus aos Seus discípulos: Se alguém quiser vir após Mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-Me; porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de Mim, achá-la-á.”
Mateus 16:24,25

Eu não sei se é porque eu tenho vivido e respirado isso, mas para mim é inacreditável que ainda exista gente que tem a cara de pau de se dizer de Deus e, ao mesmo tempo, pregar contra sacrifício. Só pode ter uma rolha espiritual gigante bloqueando o fluxo sanguíneo no cérebro desses cidadãos.

E posso dizer isso com conhecimento de causa, já que demorei muito para entender isso, porque eu era uma anta, espiritualmente falando (com o perdão da ofensa às pobres antas), mas a coisa toda é muito, muito simples. Quem nasce para Deus, está morto para o mundo. Morreu. Como pode estar morto e vivo ao mesmo tempo?  Ou se está morto, ou está vivo (a menos que alguém queira ser um zumbi). Se está vivo para Deus, morreu para o mundo, logo, sacrifica sua vida, abre mão de suas vontades para obedecer à vontade de Deus. Se não sacrifica, está vivo para o mundo. Logo, não morreu.

Não tem jeito, depois que a gente opta por seguir a Deus, é sacrifício, sacrifício, sacrifício, todos os dias, até o fim. Quem diz o contrário, ou não O conhece, ou não O segue, ou mente para si mesmo. Ou todas as alternativas anteriores. Quem se diz de Deus e critica o sacrifício, está apoiando “A volta dos mortos-vivos”. A igreja zumbi.

Sacrificar é seguir a verdadeira Profecia, que é a Palavra de Deus. Aí o religioso-zumbi não quer seguir a Profecia e tenta torcer a Palavra para que ela se adapte ao que ele acha que deveria ser (inclusive procurando falsas profecias da boca de “profetisas” por aí). E depois reclama que as coisas não andam. Ou diz que é provação e coloca tudo na conta de Deus. “É a vontade do Senhor”. “Os caminhos de Deus são insondáveis!”. Por essas e outras é que a Bíblia se refere a Ele como “Deus que sente indignação todos os dias” (Salmos 7.11). Não deve ser fácil ver uma porção de zumbis usando Seu Nome em vão.

Se você percebe que tem sido um zumbi, meio morto, meio vivo, ainda há salvação, se quiser. Segue a Promessa a que você pode se agarrar hoje mesmo, para ter VIDA:

“E sabereis que Eu sou o Senhor, quando Eu abrir os vossos sepulcros, e vos fizer subir das vossas sepulturas, ó povo Meu. E porei em vós o Meu Espírito, e vivereis, e vos porei na vossa terra; e sabereis que Eu, o SENHOR, disse isto, e o fiz, diz o SENHOR.”
Ezequiel 37:13,14

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#JejumdeDaniel  #Dia20

 Amanhã tem novo post aqui.

** Estamos em uma jornada de 21 dias de jejum de informações e entretenimento chamado Jejum de Daniel. Durante esses dias, os posts no blog serão diários e voltados exclusivamente para o crescimento espiritual. Leia o post do dia 19 para entender melhor.

Uma escolha bem simples

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No final das contas, a coisa é muito mais simples do que parece. Leia com atenção o texto abaixo. Você nem precisa ter o Espírito Santo para compreendê-lo, pois é totalmente autoexplicativo:

“Porque este mandamento, que hoje te ordeno, não te é encoberto, e tampouco está longe de ti. Não está nos céus, para dizeres: quem subirá por nós aos céus, que no-lo traga, e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos? Nem tampouco está além do mar, para dizeres: quem passará por nós além do mar, para que no-lo traga, e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos? Porque esta palavra está mui perto de ti, na tua boca, e no teu coração, para a cumprires. (Nota da Vanessa: ou seja, não é difícil, nem exige esforço sobrenatural. Tudo o que Deus pede é perfeitamente praticável, pare de dar desculpas.)

Vês aqui, hoje te tenho proposto a vida e o bem, e a morte e o mal; porquanto te ordeno hoje que ames ao SENHOR teu Deus, que andes nos Seus caminhos, e que guardes os Seus mandamentos, e os Seus estatutos, e os Seus juízos, para que vivas, e te multipliques, e o SENHOR teu Deus te abençoe na terra a qual entras a possuir. (Nota da Vanessa: ou seja, obedeça e você terá tudo o que você quer. Você está tendo escolha — e, ainda que essa escolha exija esforço de quem quiser se manter nela, é uma bem fácil de fazer: a vida e o bem ou a morte e o mal. Qual você prefere?)

Porém, se o teu coração se desviar, e não quiseres dar ouvidos, e fores seduzido para te inclinares a outros deuses, e os servires, então eu vos declaro hoje que, certamente, perecereis; não prolongareis os dias na terra a que vais, passando o Jordão, para que, entrando nela, a possuas. (Nota da Vanessa: ou seja, se não quiser ouvir e fizer bobagem, problema é seu. Você vai se dar mal porque escolheu errado, Eu não tenho nada com isso, porque avisei.)

 Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, amando ao SENHOR teu Deus, dando ouvidos à Sua voz e achegando-te a Ele; pois Ele é a tua vida, e o prolongamento dos teus dias; para que fiques na terra que o SENHOR jurou a teus pais, a Abraão, a Isaque, e a Jacó, que lhes havia de dar.”

Nota da Vanessa: Gente, que coisa linda. Eu acho muito lindo isso, como Deus se dá ao trabalho de descrever claramente como se faz para escolher a vida e a bênção: dê ouvidos à voz de Deus, se aproxime dEle, tenha consciência de que ELE é a sua vida, porque você depende só dEle, e de mais ninguém. Não depende da sua força. Não depende dos seus estudos. Não depende das pessoas ao seu redor. Só nEle está a vida e o prolongamento dos nossos dias. Para que nós permaneçamos no lugar em que Deus quer que estejamos. Dentro da vontade dEle.

(Deuteronômio 30.11-20)

Para completar, a pergunta da leitora Jarlenys e minha resposta:

“Como faço ter entendimento na Palavra de Deus sem depender dos bispos, pastores? Não quero mais ter muitas informações acerca de Jesus. E muito menos ser levada pela cabeça dos outros.
Quero ter encontro real com Deus apesar de eu não ter levado a sério esse Jejum.”
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Jarlenys, a coisa é muito mais simples do que parece. Leve a sério as propostas de Deus. Entre no Jejum com todas as suas forças a partir de hoje, não importando se ele acaba no domingo.

A única forma de ter entendimento da Palavra de Deus sem depender dos outros é recebendo o Espírito Santo. Só por meio de um relacionamento direto com Ele é que você conseguirá ser espiritualmente independente. É claro, isso não exclui a necessidade de frequentar a igreja, pelo contrário, quando você tem o Espírito Santo, Ele fala muito forte com você dentro da igreja e se torna o seu lugar preferido em toda a Terra. Mas é diferente de DEPENDER de pastor para entender as coisas.

A única maneira de ter um encontro real com Deus é levar a sério e buscá-Lo como se sua vida dependesse disso. Porque, na verdade, amiga, ela depende disso.

#JejumdeDaniel  #Dia19

 Amanhã tem novo post aqui.

** Até domingo estamos em uma jornada de 21 dias de jejum de informações e entretenimento chamado Jejum de Daniel. Durante esses dias, os posts no blog serão diários e voltados exclusivamente para o crescimento espiritual. Leia o post do dia 19 para entender melhor.

Amigo de Deus

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As pessoas fazem de tudo para serem fotografadas ao lado de famosos. Se esforçam para serem vistas como amigas de fulano e beltrano. Imagine um homem muito poderoso citando o seu nome em um discurso, se referindo a você como amigo. Muitos ficariam envaidecidos. No entanto, isso não tem valor algum. Uma pessoa como você, feita do mesmo material que você, tão mortal quanto você…

Quando nos deparamos com o versículo 8 do capítulo 41 de Isaías, salta aos nossos olhos algo que muita gente desconhece: a possibilidade de um outro nível de relacionamento:

“Mas tu, ó, Israel, servo Meu, tu, Jacó, a quem elegi, descendente de Abraão, Meu amigo” (Isaías 41:8)

Veja só, Deus está chamando Abraão de amigo! Lembro de ter lido esse versículo e pensado: “Eu quero isso!” Quero que Deus me considere amiga dEle, que Ele tenha prazer de estar comigo, de conversar, de conviver comigo, como amigos fazem”.

Então, comecei a perseguir isso. Busquei na Bíblia entender como Deus é, afinal de contas, só posso ser amigo de alguém que eu conheço bem. E amigos têm afinidades. Entendendo como Ele pensa, eu conseguiria desenvolver pontos em comum. Eu não ando com quem não tem nada a ver comigo. Não conseguiria conviver por muito tempo com alguém que discorda das minhas opiniões o tempo todo. Meus amigos são aqueles que têm interesses semelhantes, opiniões semelhantes, com quem eu posso trocar ideias e passar momentos agradáveis.

Então procurei entender, lendo a Bíblia, quais são as opiniões de Deus, como é a personalidade dEle e o que Ele espera de mim. Tudo o que eu lia e tudo o que eu ouvia na igreja a respeito, colocava em prática. Eu queria ser a pessoa que Ele queria que eu fosse para desenvolvermos essa amizade, até porque o interesse nesse relacionamento é todo meu…Ele é Deus, por que precisaria de amizade comigo? Sou eu que tenho que me encaixar nos padrões dEle.

Encontrei uma diretriz muito clara para aqueles que, como eu, querem ser amigos de Deus:

“Vós sois meus amigos, se fazeis o que Eu vos mando.” (João 15:14)

Então descobri que, se por um lado, eu estava no caminho certo, por outro, era muito mais simples do que eu imaginava. É a obediência que nos leva a essa amizade com Deus. Simples não significa fácil, tive de sacrificar. E muito. Até hoje, o tempo todo. Mas aprendi a amar o sacrifício, a renúncia. Aprendi que só posso agradar a Deus se viver pela fé. E me recusando a retroceder.

#JejumdeDaniel  #Dia18

 

 Amanhã tem novo post aqui.

** Estamos em uma jornada de 21 dias de jejum de informações e entretenimento chamado Jejum de Daniel. Durante esses dias, os posts no blog serão diários e voltados exclusivamente para o crescimento espiritual. Leia o post do dia 19 para entender melhor.

Quem dá o que não tem?

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“Tenho muita sede de conhecer Jesus, mas ainda não estou liberta. Faz um ano e pouco que estou no caminho da fé mais tenho dificuldade para minha libertação completa não porque vivo no pecado, pois já larguei tudo, mas é porque não sei o que acontece comigo. No passado visitei a umbanda e comi comida oferecida e sinto dor na minha barriga e no meu pé e isso me agonia muito. Entrei no grupo de EVG da igreja e gosto muito de ajudar as pessoas, mas eu não tenho o espírito de Deus e quero muito isso, por favor me ajude… Tenho vergonha de passar mal pois conheço algumas pessoas da igreja e não quero envergonhar o nome de Jesus pois agora estou no grupo
Aguardo sua ajuda. “

Amiga Mare

Amiga, você está colocando o carro na frente dos bois. Não a culpo, porque sei que muitas pessoas fazem isso na igreja e algumas até acham que assim é o certo (e, pior, ensinam para as outras). Quando evangelizamos, estamos levando a outras pessoas o que recebemos. Para isso, precisamos, primeiro, receber. Se você ainda está em processo de libertação, é nisso que precisa se focar. Você precisa primeiro salvar sua alma para, depois, pensar em salvar a outros. Quem pode dar o que não tem?

Se eu fosse você, sairia do grupo agora mesmo e iria buscar minha libertação e meu encontro com Deus, como se fosse meu último dia de vida. Colocaria toda a força nisso, pois, neste momento, você está dividida. Pensa bem, não faz o menor sentido, por exemplo, ter vergonha de passar mal para manter as aparências.

Vai ficar com um demônio dentro de você para que os outros não pensem mal do grupo ou de você? Vai correr o risco de perder sua salvação por causa dos outros? Está arriscando a vida eterna por medo do que os outros vão pensar. Isso faz sentido? Não faz sentido. Isso não vale a pena, nem para ajudar outras pessoas. Se você realmente não quer envergonhar o nome de Jesus, obedeça ao que Ele falou e se livre desse mal de uma vez por todas. Ainda que você tenha que sacrificar sua própria vergonha e manifestar para se libertar.

“Pois, que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?”
Marcos 8:36

Sei que talvez essa orientação possa ser estranha para algumas pessoas, que creem que pelo muito fazer serão salvas. Deus não está interessado em que você faça coisas dentro da igreja. O interesse de Deus é que você se torne filho dEle. Uma vez sendo filho, tendo o Espírito dEle dentro de si, você terá o que passar para os outros e poderá, aí sim, fazer o que Ele quiser que você faça, seguindo a direção dEle.

Como você pode apresentar aos outros Alguém que você não conhece? Primeiro, se entregue totalmente a Deus, busque se libertar (e se tiver que manifestar, que manifeste. Quem vai ser envergonhado com sua libertação é o diabo, e não o Senhor Jesus), conhecer a Deus, se batizar nas águas e no Espírito Santo. Foco TOTAL nisso, sem se importar com o que os outros vão dizer, porque é a SUA salvação que está em jogo. É a SUA alma que está em risco. Depois de salva, você terá a vida inteira para evangelizar. Por enquanto, quem precisa ser evangelizada é você. Procure desenvolver estrutura espiritual, para que, vestida com a armadura de Deus, que é o Espírito Santo, você possa ocupar a linha de frente na batalha pelas almas.

Certamente, ter você nesse exército é a segunda coisa que Ele mais quer. A primeira é salvar a sua alma. E recebemos de Deus na medida da nossa entrega. Você tem sede de conhecê-Lo, então não deixe nada nem ninguém se colocar entre você e Ele (nem você mesma). Entregue-se 100% e todo esse processo se dará muito mais rápido do que você imagina.

#JejumdeDaniel  #Dia17

 

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Quem é o Espírito Santo?

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Fui membro de uma igreja evangélica adepta do movimento do “cai cai” (fanerose) em que o “Espírito Santo” é visto como uma energia mucho loca que derruba as pessoas no chão e faz elas tremerem como se estivessem manifestadas com um espírito maligno. O resultado era visível na vida das pessoas…muito exercício de maus olhos, igreja-clube, carnalidades e julgamentos. E esse espírito esquisito pairando sobre a coisa toda.

Como estamos em período de Jejum de Daniel, é bom que você saiba o que está buscando e tenha muito cuidado com o conteúdo que se apresenta como “espiritual”. Esse espírito que derruba pessoas e que faz com que elas fiquem gritando e se sacudindo descontroladamente não é o Espírito Santo. Sempre que afirmo isso, aparece alguém para me alertar que posso estar blasfemando contra o Espírito Santo ao dizer que aquilo é um espírito enganador. Eu asseguro: não estou. Por que tenho certeza disso? Porque essa imitação grosseira é tão grosseira que, depois de conhecer o verdadeiro Espírito Santo, não tem como duvidar da identidade do enganador.

As pessoas chegam ao cúmulo de dizer que minha experiência foi diferente da experiência do Benny Hinn porque “o Espírito Santo se manifesta como ele quiser”, como se houvesse um Espírito Santo personalizado, customizado, para cada tipo de pessoa. Isso é espírito de confusão, meus amigos. E Deus não é Deus de confusão. “Sentir” alguma coisa ou ter uma experiência sobrenatural não significa que essa experiência foi conduzida por Deus, ainda que tenha sido induzida por alguém que fale em nome dEle. Você precisa conhecer a Deus para reconhecê-Lo. Não podemos acreditar em qualquer espírito que se diga de Deus. Blinde sua fé, não se alimente da palavra de quem defende esse espírito confuso.

O Espírito Santo é UMA pessoa. Ele é Deus. Tem a personalidade de Deus. O caráter de Deus. Ele não se descaracteriza a ponto de se parecer com um demônio. Isso nunca aconteceu e nunca acontecerá. Se você ler a Bíblia de Gênesis a Apocalipse, verá nitidamente um Deus que valoriza a razão, a ordem, a inteligência, a fidelidade, liberdade e responsabilidade. Nunca um Deus de caos e bagunça, que derruba pessoas e lhes tira a autonomia, leva a transes, descontrole ou choques elétricos.

O problema é que as pessoas enveredam nessas mitologias criadas pela religião e se esquecem de que só há uma forma real e concreta de se conhecer verdadeiramente a Deus: por meio da Sua Palavra, sem tirá-la do contexto. Jesus é apresentado, no início do Evangelho de João, como “A Palavra que se fez carne”. Ele é o único mediador possível entre Deus e os homens porque a Palavra de Deus é o próprio Deus. Por meio do Espírito da Palavra, que é o Espírito Santo, você tem a oportunidade de conhecê-Lo não como uma energia descerebrada que faz as pessoas terem sensações, mas como Quem Ele realmente é.

O trabalho do Espírito Santo, descrito por Jesus, é um trabalho totalmente racional:

“Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em Meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.”
João 14:26

“E, quando Ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo. Do pecado, porque não creem em Mim; da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais; e do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado.

Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, Ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de Si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. Ele Me glorificará, porque há de receber do que é Meu, e vo-lo há de anunciar.”

João 16:7-14

Convencer o mundo, guiar em toda a verdade anunciando a Palavra de Deus, anunciar o que recebeu, ensinar e fazer lembrar das palavras…todas essas atividades exigem o uso da razão, e não do sentimento. Deus não é esquizofrênico. Deus não tem transtorno de personalidade múltipla. Ele é o que é. Tanto é assim que Ele se apresenta a Moisés, quando ele pergunta o Seu nome: “Eu sou o que sou”. Ele é o mesmo Deus de toda a Bíblia. Nunca mudou e nunca mudará. É por isso que vale a pena conhecê-Lo. Porque Ele não muda, podemos confiar em Sua Palavra e viver por ela.

“Quem de Mim se alimenta, por Mim viverá.” João 6.57

 

 

PS:  Os comentários indignadíssimos (que no meu blog eu deleto, porque podem causar confusão) são feitos nas resenhas dos livros que não são o que parecem. Essa série eu escrevi para que as pessoas aprendessem a ter cuidado com o que leem, pois nem tudo é o que parece na literatura evangélica. O que eu cito no post é o Bom dia, Espírito Santo, do Benny Hinn.

#JejumdeDaniel  #Dia16

 

 

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Clame ainda mais

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Vou colocar um trecho bíblico aqui, mas, antes, faço um alerta: se você já conhece essa história, esqueça que a conhece. Esqueça do que já ouviu a respeito dela, ainda que seja a mesma coisa que eu vou dizer. Faça um exercício: leia devagar, como se não a conhecesse, como se não soubesse nada sobre ela, tentando entendê-la como se fosse a primeira vez, como quem não sabe, como quem quer aprender. É uma forma de evitar que ela caia na gaveta da religiosidade, aquela que separa a Palavra do seu Espírito, como uma máquina que separa o arroz da palha e lhe dá a palha para comer. Zera tudo aí. Zerou? Então vamos continuar:

“E depois, foram para Jericó. E, saindo Ele de Jericó com Seus discípulos e uma grande multidão, Bartimeu, o cego, filho de Timeu, estava assentado junto do caminho, mendigando. E, ouvindo que era Jesus de Nazaré, começou a clamar, e a dizer: Jesus, filho de Davi, tem misericórdia de mim. E muitos o repreendiam, para que se calasse; mas ele clamava cada vez mais: Filho de Davi! tem misericórdia de mim.

E Jesus, parando, disse que o chamassem; e chamaram o cego, dizendo-lhe: Tem bom ânimo; levanta-te, que Ele te chama. E ele, lançando de si a sua capa, levantou-se, e foi ter com Jesus. E Jesus, falando, disse-lhe: Que queres que te faça? E o cego lhe disse: Mestre, que eu tenha vista.
E Jesus lhe disse: Vai, a tua fé te salvou. E logo viu, e seguiu a Jesus pelo caminho.”
Marcos 10:46-52

É óbvio que Jesus havia ouvido aquele homem chamar, Jesus não era surdo! Mas Ele não voltou para atendê-lo, esperou para ver sua perseverança.

Perceba qual foi a reação do cego ao ouvir as palavras que tentavam desanimá-lo e as vozes que o mandavam se calar e desistir. Ele clamava cada vez mais! Ele não apenas perseverou e foi “teimoso” contra aquelas vozes negativas, ele começou a buscar com mais força. Essa é uma dica preciosa: quanto mais pensamentos contrários e sensações conflitantes vierem tentando parar você, mais força você deve colocar na sua busca. Mantenha o foco, persevere e intensifique sua busca.

Note também que o cego não ficou ofendido por ser aparentemente ignorado por Jesus. Ele clamava por misericórdia, mas não por pena. Ele não se fez de coitado, aquele não foi um apelo emocional, foi um apelo de fé. A fé não se cala diante de vozes contrárias. A emoção se calaria e sofreria. A fé ergue ainda mais a voz.

O cego não estava nem aí para quem o mandava ficar quieto. Ele sabia do que precisava. Jesus, então, parou, mas não voltou correndo para encontrá-lo. Não ficou com peninha do cego. Ficou parado e mandou que o cego fosse até Ele.

O homem, por sua vez, não ficou magoadinho com Jesus por não ter dado a ele tratamento especial. Pelo contrário levantou, largou sua capa e correu até Jesus. Ele não ficou dizendo: “puxa, coitadinho de mim, Jesus não vê minha situação? Por que Ele não vem até aqui?”. Ele viu que a oportunidade estava ali, não olhou para as dificuldades, e tinha tanta certeza de que sua vida mudaria, que lançou de si a capa, que era tudo o que ele tinha, onde ele recolhia as moedas que recebia. Aquela capa era necessária para sua sobrevivência na rua mas ele sabia que não precisaria mais dela.

Jesus já tinha ouvido o cego. Com certeza queria atendê-lo. Mas não queria ir correndo até um homem que estava acostumado a comover as pessoas pelo sentimento e que recebia esmola, muitas vezes, por pena. O poder de Deus não é esmola. O Espírito Santo não é prêmio de consolação. A perseverança, a luta contra os pensamentos contrários, o fogo dessa batalha purifica a nossa fé e nos prepara para o encontro com o Senhor Jesus. Ele está esperando, pronto para nos dar aquilo de que mais precisamos. Quando as vozes contrárias perceberem que quanto mais repreenderem você, mais você clamará, elas vão se enfraquecer. E, então, você irá encontrá-Lo.

Quando chegou até Jesus, o Senhor perguntou o que ele queria! Como assim? Não era óbvio? O cara era cego e estava mendigando. Se estivesse na emoção, teria aí mais um motivo para se sentir magoadinho. “Pôxa, Jesus não está vendo o que eu preciso? Não está prestando atenção em mim?” Mas ele estava na fé. Não estava interpretando as atitudes de Jesus negativamente. A fé tem bons olhos.

Jesus queria que ele dissesse, que manifestasse sua fé. Ele pediu para voltar a enxergar, Jesus o curou e o ex-cego passou a segui-Lo. Não voltou para sua vida antiga, mudou totalmente o curso de sua vida. Não era mais cego. Não era mais mendigo. Era um servo do Rei.

#JejumdeDaniel  #Dia15

 

 

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Agarre a corda!

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Nasci em uma igreja protestante tradicional, passei por uma neopentecostal do cai cai, depois voltei para a primeira igreja e, finalmente, em dezembro de 1999 fui para a Universal. Mas demorou DEZ anos para minha ficha cair. Só em junho de 2009 é que percebi que eu era apenas uma religiosa e não tinha conhecido a Deus, de verdade. Toda a peninha que eu sentia de mim mesma se transformou em profunda raiva contra aquele espírito religioso que me enganou por tantos anos. E decidi jogar TUDO fora e começar do zero. Por isso, quando vejo comentários como o da Ana Carolina, a revolta contra esse mal cresce e dá vontade de sacudir a pessoa (com amor, tá?), como eu tenho vontade de sacudir a velha Vanessa quando leio algo que escrevi antes de 2009. Era sempre esse discurso de “não consigo”, de “está difícil” e essas coisas que me irritam muito hoje porque sei que são a voz do ladrão.

O pensamento em círculo faz com que a pessoa que está dentro do poço não veja a corda para sair. Ela se foca nas coisas que não fez, que não conseguiu, que não deram certo e nas frustrações, então, não faz nada de útil com o “hoje” e, com isso, gera mais frustrações. O problema do pensamento em círculo é que ele nos aprisiona. Quem olha para o próprio umbigo não olha para cima.

O comentário não era para mim, era para o Bispo, mas não consegui não responder. E resolvi postar aqui também porque pode ser que ajude alguém que está no Jejum de Daniel com conflitos semelhantes. Não sei se a Ana Carolina vai voltar lá para ler, mas se eu puder chacoalhar alguém hoje, terei cumprido minha missão rs. Sabe qual é minha maior revolta? É que se o diabo está atacando tanto assim a mente dela, é porque ele sabe que, se ela realmente nascer de Deus e receber o Espírito Santo, fará um estrago no inferno. Se não fosse alguém potencialmente perigoso para o mal, ele não se esforçaria tanto para neutralizá-la.

Segue o comentário e minha resposta:

“Bispo eu já não suporto mais viver como vivo! São 13 anos que vou à igreja, praticamente nasci nela, que peguei firme mesmo e resolvi me entregar fazem 2 anos! Logo no começo me enganei achando que tinha o Espirito de Deus e estava convencida na igreja e não convertida! Todos os meus frutos eram maus, ao chegar o ponto de minha mãe que tbm é da igreja dizer que depois que comecei a ficar mais na igreja e aparentemente envolvida com as coisas de Deus, eu estava bem pior do que antes! Ah bispo isso me matou por muito tempo, até que resolvi realmente ter um encontro com Deus! Mas eu não tenho força, não tenho ânimo para as coisas de Deus, eu O desejo, mas não consigo tirar de mim toda essa frustração.

Eu sou aquela velha criatura que faz, faz mas nada nunca acontece na minha vida, sou um rio seco, parado no tempo! Ouço tantas pessoas dizerem dessa Água insaciável, e eu nunca VIVI nada parecido, e parece que nunca vou viver! Pra mim a minha vida é essa, parece-me que não sou uma escolhida de Deus, por isso tamanha luta. Comecei o jejum firme e forte, mais isso foi só os 3 primeiros dias! Agora já nem oro mais, pois nada acontece pra mim. Bispo me ajuda, eu estou abaixo do poço, e já não tenho mais saída a não ser aceitar a minha condição!

Ana Carolina

Ana, quando o Bispo Macedo diz que os sedentos são escolhidos a dedo pelo Espírito Santo, ele não está dizendo que algumas pessoas são escolhidas e, para as demais, não tem mais chance. O que ele quer dizer é que Deus viu alguma coisa naquelas pessoas e, por isso, as escolheu. Somos nós que nos fazemos escolhidos. Quer saber realmente como resolver essa situação? Pare de se focar no que você não consegue, nas suas frustrações, no passado e comece a se focar naquilo que você quer.

Se você quer essa Água, então você já está sedenta. PARE de dar ouvidos à voz que diz “nada acontece para mim”, “eu não sou escolhida por Deus”, “nunca vou viver isso”, “não tenho mais saída a não ser aceitar a minha condição”. Isso é a voz do diabo! É o maldito espírito enganador que não quer perder você. Não se engane, esses pensamentos não são seus, são plantados na sua mente para tentar parar você. Não espere sentir ânimo para as coisas de Deus. Vá até Ele e diga tudo isso que você escreveu aqui nesse comentário.

Passei pelo que você passou, até obreira fui sem ter nascido de Deus. Sabe quando eu tive um encontro com Deus? Quando decidi que iria me esquecer de tudo o que eu achava que sabia e de toda a minha vivência dentro da igreja até então (meu raciocínio era: se até agora eu não O encontrei, é porque não entendi nada direito! Então, não valeu de nada o que eu achava que sabia). Pedi a Ele que me ensinasse do zero, eu ia me esforçar para manter a mente limpa como alguém que está chegando na igreja hoje. Ia à igreja sem condições físicas para tal, sem sentir vontade, sem ânimo algum, mas acordava às cinco da manhã para pegar a primeira reunião, no frio do inverno de Porto Alegre, de ônibus, porque nosso carro resolveu quebrar justo nessa época. Ia para ouvir o que Ele tinha para me ensinar. Isso já era sede, ainda que eu não soubesse. Mesmo não sentindo vontade de ir, a minha atitude mostrava a minha decisão. Escolhi esquecer todo o passado e ignorava qualquer sensação que viesse contrária ao que eu havia decidido.

Eu queria nascer de Deus, como você quer. E lutei contra meus pensamentos e contra meus sentimentos. Me fiz de doida, mesmo. E decidi que não iria desistir enquanto não mudasse. Aí não tem jeito, quando você DECIDE e se mantém firme (parecia teimosia, mas era perseverança. Contra o diabo a gente pode teimar rs), é impossível não chamar atenção de Deus. Ele é quem seleciona. Ele é quem escolhe. Como em um processo seletivo, quem se dedica mais é escolhido. O Reino dos Céus é tomado por violência. Somos escolhidos não pelo que fazemos do lado de fora, mas pelo que mostramos para Ele do lado de dentro. Não uma perfeição ou extrema santidade, mas humildade, sinceridade e desejo de estar com Ele.

Não se deixe enganar pelo mal, pegue toda essa energia que você mostrou nesse comentário e que você tem usado para destruir sua confiança, lembrando do passado e alimentando a frustração e a negatividade e a use para agarrar a corda que está aí no poço com você. Sacrifique esse passado aí e a vontade de ficar remoendo o que aconteceu e se achando a última das criaturas. Não deixe mais o diabo enganar você. Aceitar a miséria espiritual NÃO É ALTERNATIVA. Dê um chutão no diabo, agarre a corda e use todas as suas forças para ser 100% honesta com Deus, sair do poço e se tornar uma fonte de Água Viva.

#JejumdeDaniel  #Dia14

 

 

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O que Morri para Viver nos ensina

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O livro “Morri para viver” (Editora Planeta) conta a história da Andressa Urach, fora da ordem cronológica, dando pinceladas por toda a vida da moça, explicando quem ela foi e por que ela se tornou aquela pessoa. O que ela conta que viveu é a realidade de muitas meninas. Ela resolveu se transformar em femme fatale para encobrir sua insegurança e seu desconforto com o próprio corpo.

A mãe separou do pai e Andressa foi criada em uma família desestruturada. Foi abusada pelo avô de criação e cresceu revoltada e traumatizada. As brigas com a mãe eram constantes, pela imaturidade das duas. Como diz a Bíblia, um abismo chama outro abismo. Em pouco tempo, a menina se envolveu com drogas, com más companhias e depois se afundou nas festas e na prostituição.

Me chamou atenção a forma como ela entrou na prostituição. Não foi de uma hora para outra, mas de uma forma muito gradual, para que ela tivesse a ilusão de que teria algum controle da situação.  É assim que o diabo faz, ele manipula aos poucos, fazendo a pessoa achar que está tendo liberdade, enquanto, na verdade, está sendo induzida e escravizada.

Andressa se tornou escrava. Escrava do mundo, escrava de suas vontades, escrava de seu temperamento, escrava de suas escolhas erradas. Fez dezenas de intervenções estéticas, mudou seu rosto e seu corpo para se tornar um produto melhor. Ela se transformou em um produto. Em um objeto. Todo aquele seu desespero para aparecer era uma estratégia para se manter exposta na vitrine da mídia, como um produto de consumo no mercado da prostituição. A exposição aumentava seu valor de mercado.

Algumas pessoas têm desprezo por mulheres que vendem seu corpo. Eu tenho profunda compaixão. Não consigo acreditar que alguém se sinta feliz ao se posicionar no mundo como um pedaço de carne, como um objeto para ser usado, saindo com desconhecidos, se expondo a perigos absurdos. Principalmente porque ninguém vê essas mulheres como seres humanos com dignidade, ninguém as respeita (nem elas mesmas). Elas são usadas e desprezadas como lixo. São compradas e vendidas. A admiração que recebem também é ilusão. No fundo, ninguém as quer. Podem até querer seus corpos, mas não a elas, de verdade. E, para manter a atenção e o dinheiro, elas aumentam a apelação. E quanto mais apelam, mais são desprezadas e desvalorizadas.

Talvez por isso muitos tenham visto a conversão de Andressa como um escândalo. Na cabeça dessas pessoas, mulheres como a Andressa existem para serem usadas, ridicularizadas e descartadas. Elas são lixo. E, então, Deus mostra que não enxerga essas mulheres como a maioria as enxerga. Deus mostra que elas não são lixo, elas são preciosas. Ele as tira do meio da lama e as transforma em princesas, em filhas do Rei.

Esse é o caráter de Deus. Ele não usa ninguém. Ele as respeita e as reintegra quando clamam por Ele. Ele as quer, de verdade, por quem são, sem se importar com o que já foram.

O livro da Andressa Urach escancarou a realidade do “mundo dos famosos”, do jornalismo de celebridades e de grande parte da indústria do entretenimento: há uma grande vitrine. O jornalismo faz cafetinagem sem saber (sem saber? Será?) e muitas meninas estão sendo atraídas pelos holofotes sem saber que estão caminhando para o matadouro. “Morri para viver” escancara essa realidade e desmascara a estratégia usada para roubar e destruir a vida e a inocência de muitas meninas que se espelham nas Andressas Urachs da vida.

Além de ser um exemplo de superação e um testemunho do poder de Deus, ainda serviu para jogar uma bomba no negócio lucrativo do mal, que arrastava muitas meninas para a destruição. Pelo menos agora está bem claro no que elas estão se metendo. E, para nós, dá um panorama impressionante do que se passa dentro de uma mulher que se permite entrar nesse mundo.

Escrevi, quando comprei o livro: “Por toda a minha vida eu estive dentro de alguma igreja evangélica e nunca fiz as coisas que ela fez, mas o vazio que ela sentia eu também sentia. As motivações interiores que a levaram a alguns erros me levaram a outros, ainda que nossas experiências tenham sido tão diferentes. E se não cometi os erros que ela cometeu, cometi outros e, diante de Deus, não há diferença. Ele acolhe quem quer abandonar o erro e se tornar um filho dEle, independentemente de seu passado. E, se Ele vê assim, como poderíamos ver diferente?”

Ainda que os erros dela sejam diferentes dos erros que eu cometi, todo mundo tem um pouquinho de Andressa Urach dentro de si, que é a natureza humana. Todo mundo nasce com ela e é ela que nos predispõe aos erros que cometemos. Se não cometemos os que a Andressa cometeu, cometemos outros. E não há pecado menor que o outro. “Morri para viver” mostra quem Andressa foi e quem ela se tornou, mas, muito além disso, mostra quem Deus é e quem nós somos.

#JejumdeDaniel  #Dia13

 

PS: E esse livro é leitura para Jejum de Daniel? Eu acredito que sim. Justamente por tudo o que escrevi aí em cima. Apesar do que a mídia sensacionalista divulgou por aí, o livro não é vulgar e o foco dele não é o que Andressa fez, mas o que Deus fez por ela. E eu li tentando entender o pensamento de Deus em relação a ela. Como Ele a via antes. O quanto Ele esperou pela oportunidade de alcançá-la. E o quanto não há diferença entre quem está perdido sem Ele, não importa o que fizeram ou deixaram de fazer.

PS2: Escrevi um recadinho a quem se diz cristão e desconfia da conversão da Andressa. Clique aqui para ler.

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Quando vem a vontade de desistir

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Em uma tradução mais precisa, na versão Corrigida Fiel:

“Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em Ti, porque ele confia em Ti.” (Isaías 26.3)

A única forma de conservar sua mente em paz é mantê-la firme em Deus. Confiar é isso, manter a mente firme. A mente firme em Deus resiste aos chiliques das nossas emoções e vontades que ficam gritando que está difícil, que não vai dar certo, que não tem jeito, e todas essas coisas “lindas” que deveríamos remover do nosso vocabulário.

A paz que Ele promete aqui é a paz interior. É a paz de quem viu o cumprimento da promessa. Mas só alcança o cumprimento da promessa aquele que permanece firme. Que não desiste e não se permite desanimar.

Entenda: a vontade de desistir até pode aparecer, mas o fato de uma vontade aparecer não significa que você deva ceder a ela. Quando eu era mais nova, desistia com muita facilidade. As dificuldades apareciam, eu me sentia fraca, me sentia desanimada e começava a achar que não iria conseguir. Então, porque vivia pelo que sentia, desistia, para me livrar daquela sensação incômoda de frustração.

Mas o alívio era temporário. O remorso por ter desistido batia à minha porta quando via o tempo passando. Depois de entender esse versículo, percebi que, se eu queria um alívio real, teria de aguentar toda a sensação de desânimo e as acusações que vinham na minha cabeça tentando me fazer desistir. Comecei a não acreditar naquelas acusações e nas sensações e a me manter firme. A mente firme na Palavra de Deus ignora tudo o que o corpo sente e tudo o que o coração diz.

Eu me recuso a desistir. Pode ser difícil, pode ser torturante esperar, pode exigir um esforço descomunal, eu vou até o fim. Posso até dar um passo para trás para dar dois para frente depois. Mas não posso parar. Aplicar isso vai mudar sua vida: se recuse a desistir. Não ceda à sua vontade de desanimar. Se faça de doido e se mantenha firme naquilo que você crê.

Se está fazendo o Jejum de Daniel para receber o Espírito Santo, saiba do seguinte: vão vir todos os tipos de pensamentos negativos e de confusão na sua cabeça. Todos os tipos de acusações e de dúvidas. Mantenha seu foco e ouça apenas a voz de Deus. Não desista. Saiba que esses pensamentos são falsificados. Tudo fake. Desconsidere e mantenha firme em sua mente a promessa desse versículo.

E continua:

“Confiai no SENHOR perpetuamente; porque o SENHOR DEUS é uma rocha eterna” (Isaías 26.4)

Não há mais nada realmente sólido neste mundo. Nada que mereça nossa confiança. Principalmente nossas emoções, sensações e sentimentos. Nosso coração é uma gelatina. Se confiarmos em nossos sentimentos, ou seja, se mantivermos nossa mente firme em nossa vontade de sair correndo (por exemplo), nunca teremos estabilidade e nunca alcançaremos nada. Mas, se mantivermos nossa mente firme na Palavra de Deus, estaremos firmes na rocha eterna. Nada nos abalará.

E entenda uma coisa a respeito das promessas de Deus: Elas não falham. Ele nunca mente. Se você colocar em prática o que aprendeu aqui, é impossível não alcançar o que tem buscado.

#JejumdeDaniel  #Dia12

 

 

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