A lição do furacão Patricia

 

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Ontem convocamos uma corrente de oração pelo povo do México por causa da ameaça do pior furacão da História. O Patricia, que começou como uma tempestade tropical e, em menos de 24 horas, escalou ao posto de furacão grau 5, perdeu força no início da madrugada (hora em que começamos a orar) e foi novamente rebaixado ao posto de tempestade tropical, do qual nunca deveria ter saído.

Claro que a primeira coisa que eu pensei quando soube disso foi: “não tem como ser coincidência”. E não tem como, mesmo. Ontem eu disse que a oração é um recurso muito poderoso — e subutilizado. Se você soubesse o poder que tem nas mãos, por meio da sua fé, sua vida seria bem diferente.

Quantas vezes você não viu isso? Um problema que começou pequeno de repente se torna um monstro potencialmente destruidor. Nesse momento, a pessoa tem duas alternativas:

1 – Reação emocional. — Se desespera, se entrega à ansiedade, à depressão, tem um troço qualquer. Toma atitudes impensadas. Sai de casa. Se descontrola. Pega um empréstimo com o agiota. Culpa Deus. Se mata. Mata a família.

2 – Reação da fé. — Entrega a situação a Deus, pede uma direção a Ele e confia. Mantém a certeza de que há uma saída e que Deus vai agir. Consegue manter a cabeça fria para tomar decisões com o raciocínio ligado. Assume as responsabilidades e, sabendo que Deus está no comando, se recusa a desistir e se recusa a embarcar no desespero.

A primeira alternativa é a que traz destruição e faz com que um problema temporário (e não há UM problema que passemos neste mundo que não seja temporário) se transforme em uma catástrofe sem retorno.

A segunda alternativa é a que transforma um furacão em tempestade e transforma a tempestade em calmaria. Essa é a que permite que a gente saia mais forte de situações horrorosas — e com uma história de superação para contar.

Pode até parecer difícil optar pela segunda alternativa em um momento de decisão, mas, na verdade, não é. Quando você entende que é a única forma de conseguir um resultado decente, você sacrifica o que for preciso (inclusive o seu medo e seu impulso de se descontrolar e dar piti) para fazer a escolha certa.

Isso me lembra de outra tempestade:

“E levantou-se grande temporal de vento, e subiam as ondas por cima do barco, de maneira que já se enchia. [Nota da Vanessa: ou seja, um problemão ficando cada vez pior] E ele estava na popa, dormindo sobre uma almofada, e despertaram-No, dizendo-Lhe: Mestre, não se te dá que pereçamos? [NdV: discípulos dando chiliquinho “o Senhor não está vendo que vamos morrer?” Não raciocinaram, né? Se Ele os chamou para uma missão que ainda não tinham terminado de cumprir, como morreriam? Ele estava ali no barco, como assim estavam perecendo? Mas quem olha para as circunstâncias só vê as circunstâncias…]

E Ele, despertando, repreendeu o vento, e disse ao mar: Cala-te, aquieta-te.  [NdV: Ele falou com o mar. Ele repreendeu o vento. Como disse J.Edington no livro “50 tons para o sucesso”, tudo tem ouvidos para a fé] E o vento se aquietou, e houve grande bonança.
E disse-lhes: Por que sois tão tímidos? Ainda não tendes fé? [NdV: Aqui Ele explica…vocês estavam se desesperando à toa, por timidez. Tenham coragem e coloquem sua fé em prática para saírem das encrencas]

E sentiram um grande temor, e diziam uns aos outros: Mas quem é este, que até o vento e o mar Lhe obedecem?” [NdV: amiguinhos não entenderam nada. Se soubessem quem Ele era, não teriam tido medo, para começar. E saberiam que, por meio da fé, nada é impossível. O vento e o mar obedeceriam a eles também, se tivessem usado a fé. Esse foi o puxão de orelha que Jesus deu e que vale para todas as vezes em que nos deixamos levar pelo medo.]

Marcos 4:37-41

PS: Me perdoem pelo título com eco. Sério, isso me incomoda horrores. Vou escrever sobre isso, para que vocês se incomodem junto comigo rs. 😛