O amor do noivado

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“Vai, e clama aos ouvidos de Jerusalém, dizendo: assim diz o Senhor: Lembro-Me de ti, da afeição da tua mocidade, e do amor do teu noivado, quando Me seguias no deserto, numa terra em que não se semeava.” Jeremias 2.2

A afeição da mocidade aqui tem a ver com a fidelidade e lealdade que Deus encontrou em Seu povo assim que fez uma aliança com eles quando os tirou do Egito. Você deve se lembrar. Como quando Deus tirou você daquele buraco em que você se encontrava.

Ele se lembra da lealdade do início. O amor do noivado está explicado no próprio versículo: segui-Lo, mesmo no deserto. O deserto é uma terra em que não se semeia, isto é, um lugar em que temos que depender de Deus integralmente. Isso é amar. Depender dEle, segui-Lo, manter-se fiel.

Essa noiva seguia o Noivo pelo deserto porque confiava nEle. Sabia que, com Ele, nada lhe faltaria. Confiança, fidelidade e lealdade corriam dos dois lados. O pacto feito entre o Noivo e a noiva é sério e puro. Há responsabilidade de ambas as partes. Ele cuida dela; ela confia nEle.

Isso independe do que está acontecendo em nossa vida. Independe de haver recurso ou não no deserto. Independe do que estamos sentindo e mesmo do que se passa dentro da nossa cabeça. Nós confiamos e sabemos que Ele é digno de nossa confiança.

Queremos Sua companhia muito mais do que queremos respostas ou resolução de problemas. Queremos experimentar do Maná muito mais do que queremos plantar em uma terra fértil. A hora da terra fértil vai chegar. Enquanto estamos no deserto, queremos segui-Lo. Essa é a afeição da mocidade. Esse é o amor do noivado.

Então, a pessoa sai do deserto e se acomoda. Está em uma situação em que seria até mais fácil segui-Lo, mas começa a se ocupar com o trabalho de plantar e colher, como se tudo dependesse da força do seu braço. Na verdade, isso muitas vezes acontece mesmo antes de sair do deserto…depois de um tempo, a pessoa se envolve demais nos cuidados do dia a dia, ocupa seu tempo e sua cabeça com outras coisas e se esquece de Deus. Ela se esquece da aliança que fez com Ele. Mas Ele nunca se esquece.

Para Deus, uma aliança é coisa séria. E Ele leva a sério, até o fim. Ele permanece fiel, pois não pode negar a Si mesmo. Por isso, Ele não desiste de nós. E a razão de Ele dizer que Se lembra do amor do seu noivado e da lealdade do início é para que você também se lembre e retome aquelas atitudes, ainda que, no começo, o sentimento não acompanhe.

Nossas decisões e pensamentos geram atitudes e nossas atitudes geram sentimentos. Para o bem ou para o mal. A disposição que você apresenta ao buscar a Deus em oração é muito mais importante do que as palavras que usa. Se chegar até Ele como a noiva que segue seu noivo até o Altar, com certeza O encontrará lá.

 

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PS: Se você nunca foi essa noiva, aproveite a oportunidade para se tornar, fazendo uma aliança com Ele. E se já foi, volte a segui-Lo, mesmo no deserto.

PS2: Na frase “afeição da tua mocidade”, desse versículo de Jeremias, a palavra original, chesed, em algumas versões traduzida por “afeição”, em outras por “piedade”, “misericórdia”, ou “devoção”, tem muito mais a ver com a lealdade que deve haver entre as duas pessoas que fizeram um pacto do que meramente com algum sentimento.

Mate os monstrengos

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Os pensamentos negativos vêm para todo mundo. Mas por que algumas pessoas parecem receber toneladas deles diariamente e vivem ansiosas e sobrecarregadas enquanto outras recebem um ou outro e vivem tranquilas e leves?

A resposta está no que cada uma faz com os pensamentos que recebe. Enquanto uma se entrega aos pensamentos, ruminando, aceitando, se entregando aos medos e dúvidas mesmo depois de perceber que eles estão lhe fazendo mal e colocando para baixo, a outra se recusa a aceitar, os amarra em um tijolo e rejeita, jogando longe. E fica fazendo isso, amarrando, rejeitando e se recusando a acreditar neles ou a falar sobre eles, substituindo esses pensamentos por um pensamento de Deus, até que eles se enfraqueçam e sumam.

Porque se você ficar cedendo aos seus medos e alimentando pensamentos que sabe que fazem mal, eles terão filhotes e mais filhotes. E é por isso que crescem e se tornam monstrengos pesados nas suas costas e na sua cabeça.

E é por isso também que não vale a pena perder tempo tentando dirimir dúvida pontual por dúvida pontual quando você percebe que, ao resolver uma dúvida, outra nasce no lugar.

O problema aí não é a dúvida, em si, mas o que está gerando aquela dúvida. E entregar-se aos pensamentos sugadores de energia é o que mais coloca em movimento o gerador de dúvidas.

O primeiro pensamento contra o qual temos que lutar é o que nos diz que não temos em nós essa força e capacidade de resistência. Temos, sim. Todos temos.

Para conseguir vencer isso de uma vez por todas, é importante saber que todos os nossos recursos naturais e sobrenaturais que podem ser usados contra as dúvidas não vão impedi-las de aparecer. A solução é fortalecer o músculo do chute na dúvida. Esse músculo se chama Fé.

Quando não o exercitamos, ele fica flácido e nós ficamos fracos. Às vezes essa fraqueza espiritual acaba se refletindo no físico, também. Porque traz ansiedade e a ansiedade aumenta o cortisol, bagunça seus neurotransmissores e o resultado é fadiga, desânimo e até depressão (sem contar problemas de memória e concentração).

Se você está acostumado a viver com sua fé flácida, recebendo passivamente as dúvidas, comece a exercitar esse músculo agora mesmo. No começo dói, pois negar a nossa vontade de acreditar naquele pensamento, de ruminar aquele sentimento, de ficar se lembrando das coisas negativas ou tentando adivinhar o que fulano está pensando a nosso respeito causa dor.

É sacrifício.

Mas como todo sacrifício focado em um objetivo maior, vale a pena.