Time goes by…


Acabei indo dormir muito tarde ontem (trabalhando compulsivamente), tipo muuuuito tarde mesmo e acordei hoje meio esgualepada. Aí o fenômeno Postergheist atacou de novo e eu realmente não consegui fazer muita coisa. Ainda tentando me recuperar da letargia, resolvi fazer umas escavações arqueológicas em meus arquivos de fotos para ver o que aconteceu mais ou menos neste período dos cinco últimos anos. Compartilharei com minha amada meia dúzia de leitores:

Em 2005:

20051

Eu morava no Rio de Janeiro. O Davison estava fazendo um curso de um ano e a Petrobras nos pagou um flat para morarmos decentemente durante esse período. Minha mãe foi nos visitar neste mês e minha sogra e minha cunhada, no mês seguinte.

2005piraque

No Piraquê, em Abril, vista para a Lagoa e para o corcovado…também era esta a vista do nosso apartamento. Neste dia fomos ao Piraquê com minha mãe a convite de meu irmão, que ainda estava na marinha.

filhotes2005

Ganhamos a Ricota no final de março e o Tiggy veio alguns dias depois, já em abril. Ela foi presente da Claudia Letti, porque eu estava histérica por não ter nenhum gatinho (gente viciada é coisa séria…). A Ricota era ainda mais minúscula do que hoje e ainda não falava a minha língua. A mãe dela foi recolhida da rua grávida, os filhotes nasceram em uma gaveta (até hoje ela é louca por gavetas) e foram divulgados no Multiply. A Claudia achou que a gatinha era a minha cara (pois já vinha com delineador…risos…) e me fez uma baita surpresa, com direito a lacinho no pescoço e tudo o mais. O Tiggy foi escolhido pelo Davison, que se apaixonou por ele quando ele foi divulgado como “Emergência Felina” no blog da Cora. Ele foi resgatado no estacionamento do Hospital Souza Aguiar com uma pata quebrada e a pele do queixo totalmente descolada. A história dele está aqui. Quando apareceu no blog da Cora, ele estava com o queixinho costurado e a patinha enfaixada. Primeiro apadrinhamos, depois ele decidiu adotar. Chegou em casa já sem os pontos e a faixa, logo se adaptou com a Ricota, dormiam juntos e brincavam o dia inteiro, ele a ensinou a fazer bagunça, como um irmão mais velho. Super carinhoso e inteligente, ele tinha o pelinho durinho, parecia um porco-espinho, além disso era narigudo e orelhudo, mas sempre chamou muito mais atenção do que ela, pelo seu jeito extrovertido, simpático e sociável.

lampertop2005

A época do Rio foi maravilhosa, eu me realizei indo a lançamentos de livros com a Paula e o Paulo Polzonoff, que eram nossos novos amigos de infância, vizinhos e companheiros de compras no Zona Sul.

Abril foi o mês do lançamento da coleção do Pif Paf e o Davison realizou seu sonho de ver o Millôr pessoalmente (embora ele ainda não esteja satisfeito, quer arranjar um jeito de perseguir o Millôr e conversar com ele) e eu pude mostrar meu umbigo de bolinha para o Ziraldo e agradecer a ele por ter escrito o Rolim e me feito aceitar meu umbigo redondinho ainda durante a infância. Sim, eu fiz isso. A Paula e o Paulo não acreditaram que eu faria, duvidaram da minha capacidade de pagar mico…quem mandou? Reparem que eles não aparecem na foto, mantiveram distância e se alguém perguntou a eles quem éramos, garanto que eles responderam: “Não sabemos, eles nos seguiram até aqui”.

Repare na foto abaixo o inconfundível cabelo de Ferreira Goulart. E tem algum Caruso lá atrás.

ziraldo2005

Conseguimos autógrafo (êêêêê) do Millôr, do Claudius e do Ziraldo. Só não pegamos o do Jaguar porque ele estava bêbado demais e não é lá muito prudente se aproximar de um Jaguar bêbado. Mas foi divertido.

pifpaf2005

2006

Em abril de 2006 eu estava viajando de ônibus (assim, no gerúndio) de Porto Alegre para Campo Grande…quase 2.000 km, pouco mais de 24 horas de viagem…hoje em dia não faço mais isso, vou de avião ou nem vou. Mas viagens para Campo Grande se repetiriam diversas vezes nos dois anos seguintes.

onibus2006

2007

Minha mãe veio nos visitar, e aproveitou para conhecer o Fabricio (Carpinejar) durante o lançamento de “Meu Filho, Minha Filha”.  Durante todo o ano anterior eles se desencontraram e esse encontro já estava parecendo uma lenda…risos… Fabrício é um amigo muito querido e um grande encorajador de meu trabalho literário (que eu vou retomar ainda este ano). E nessa época ele ainda tinha cabelo. Na foto o pai do Fabricio, Carlos Nejar (que é um fofo, eu queria adotá-lo, tivemos uma aula com ele em 2006 e eu não queria mais sair da sala), Fabrício autografando o livro e mamãe.

carpinejar2007

Embarcamos no ônibus de turismo para conhecer Porto Alegre do alto…risos…

tour2007

Há exatos dois anos tirei essa sessão de fotos dos meus gatinhos esmagadinhos no meu colo:

Já havíamos completado nossa coleção de tigradinhos em fevereiro de 2006, com o Gatão, que também atende por Rocky, e que um ano depois de resgatado da nossa rua, magrelo, cheio de machucados infeccionados, abandonado e com erlichiose, já estava redondo:

gataozinho2007

Tiggy:

vantiggy2007

Ricota:

vanricota2007

2008

Em abril de 2008 eu estava novamente em Campo Grande, aqui mamãe, vovó e eu:

2008

Ao voltar para casa, tive uma surpresa: o Davison havia comprado um monte de coisas, e finalmente decorado a nossa sala!! (UAU, nossa sala já tem UM ANO!!!) Inclusive trocou a TV, o som, comprou uma tapeçaria que bilha no escuro (juro!) e colocou persianas nas janelas.

Na foto pode-se ver a Samu, nossa filha samambaia, que está sobrevivendo bravamente à nossa parcial incapacidade de cuidar de um vegetal.

sala12008

prateleira2008

Esses são nossos filhos Huguinho, Zezinho e Luizinho. Hoje eles estão enormes e mal cabem nesse pote. Será que dá para transplantar cactos?

cactos2008

Também nessa época compramos a máquina fotográfica nova e tiramos milhões de fotos dos gatinhos. Abaixo, meu gatinhozinho tão pequenininho…

colo2008

2009:

É isso o que eu estou fazendo agora…quer dizer, essa é uma das peças, porque as outras ainda não posso mostrar. Tive de parar quando viajei para Campo Grande no início do ano e agora estou nos últimos ajustes do rosto. Já fiz as modificações que estavam anotadas na montagem abaixo e tenho uma porção de considerações a fazer em um próximo post sobre como é muito mais difícil reproduzir seu próprio rosto do que o de outra pessoa. Lutar contra nossa auto-imagem distorcida não é fácil, não. A foto que usei na montagem é do meu aniversário, dia 23 de janeiro deste ano.

ajustes2

Na verdade hoje, hoje mesmo, é assim que estou, com essa cara inchada de sono (o Davison acabou de tirar essa foto):

sono1

Mas pelo menos o corretivo disfarçou os círculos super escuros que surgiram sombreando meus olhos. Já tinha tentado esconder em outras ocasiões em que ele apareceu, mas não deu certo porque eu usava a mesma quantidade de quando era jovenzinha…hahahahaha…chegando aos trinta, menina, não economize corretivo, não. E eu passo depois da base, pois assim não corro o risco de exagerar, pois algumas coisas a base cobre direitinho. Ah, o corretivo é avon! Eu comprei o corretivo da Beyond Color no Ebay…hahahahaha…só eu mesmo, importando Avon! Comprei também a base mousse dessa linha, que é per-fei-ta! Minha cor é Almond. Mas comprei aqui a base mousse da Maybelline (Dream matte mousse) para testar e também gostei, só que a consistência não é a mesma, a da Avon é mais firme e acho que cobre melhor. Mas na preguiça de pedir pelo Ebay (e também com o dólar a mais de dois Reais não rola comprar nada no Ebay…pelo menos não enquanto eu não voltar a vender as peças do Lampert Art Studio por lá), é uma boa solução. Só que ela é tão fininha que basta encostar o dedo para liberar o produto. Ambas duram muuuuito. E para quem tem a pele oleosa, são uma maravilha. A da Maybelline é um pouquinho mais escura do que a Almond, mas ficou legal na minha pele, também. Achei que deu um arzinho de saúde. A cor é a Light 4, Nude.

Quatro meses de abril consecutivos de minha vida, mal resumidos em um post. Voltarei ao trabalho agora, porque daqui a pouco tem discipulado na igreja e não posso perder. Mas sempre que puder, deixarei algo aqui, até porque tenho 395 mil posts semi-escritos nos rascunhos do WordPress, como pacotes de bolacha abertos e com metade do conteúdo, apenas. Meio cheios ou meio vazios, de acordo com o estado de espírito do observador.

Posted by Vanessa Lampert

Um comentário sobre “Time goes by…

  1. i-Pixel disse:

    Ohhh!
    Que “gostosos” esses gatinhos!
    Muito legal esse especial “túnel do tempo”. =D

  2. A-ha! E, de repente, rapidinho, fiquei por dentro dos cino úlimos aos da sua vida, Vanessa!
    Adorei o post, mas fiquei magoada ao saber que você morou no Rio e NUNCA VEIO AQUI EM CASA!!
    Também é importante dizer que estou aqui me mordendo toda, louca pra ver a tapeçaria que brilha no escuro.
    :o))

  3. mauricéia disse:

    eu que tenho olheiras crônicas tb, descobri um corretivo amarelo da contém 1g, ele serve pra ser usado antes do corretivo normal, dê uma olhada, é mto bom mesmo, as minhas somem quase como mágica, por cima dele uso um outro pó tipo base da shiseido, nº35, só posso dizer que é mágica!

  4. Um belo passeio pelos últimos anos. Comigo também aconteceu tanta coisa…
    De vez em quando é bom olhar para trás, ajuda a não perdermos o chão. Agora ando às voltas com mil projetos, fazendo muita pesquisa, correndo atrás dos meus sonhos. É a vida.

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