O verdadeiro Espírito do Natal

Cura

A diferença entre o celebrar o nascimento de Jesus e comemorar o Natal

Davison Lampert

Belas decorações, uma ceia farta e distribuições de presentes entre familiares e amigos. Quem não pensa nessas coisas quando se fala em Natal? Em grande parte do mundo, essa é a visão que existe sobre o dia em que, por tradição, celebram o nascimento de Jesus. Na teoria, seria o aniversário dEle, mas isso só é lembrado na hora de montar o presépio, quando sentem pena do recém-nascido na manjedoura.

Ao observar a correria das pessoas nas semanas que antecedem a essa data, se espremendo em lojas superlotadas, comprometidas em garantir os presentes e os itens da ceia de Natal para suas famílias, vemos que o foco é a festa. Para a maior parte delas, o Natal não passa de uma grande festança que, combinada com o réveillon, define o final de um ano e o início de outro. Um marco no calendário, repleto de exigências e tarefas a serem cumpridas.

Mas…qual é mesmo o papel do suposto aniversariante nessa história? Ou melhor, há um papel para Ele nisso tudo?

Em um mundo onde existem pessoas que acham que Joana d’Arc era a mulher de Noé e que as epístolas eram as esposas dos apóstolos, é fácil entender por que algo que deveria ser compreendido espiritualmente é observado de um ponto de vista meramente comercial e consumista. A visão de um velhinho de barba branca vestido de vermelho que distribui presentes pelo mundo guiando um trenó puxado por renas mágicas voadoras é, com certeza, muito mais fascinante para as crianças do que celebrar o nascimento de alguém que viveu há 2.000 anos – e decididamente muito mais lucrativo para o comércio.

Para disfarçar a ausência de sentido da festa, falam de um “espírito do Natal”, um ideal de paz, caridade e amor, que deveria unir os seres humanos nessa data (avise isso aos que, bêbados, brigam durante a ceia). Mas o que não compreendem (ou se recusam a compreender) é que não há verdadeira paz, caridade e amor quando tais coisas não provêm de Deus. Ao retirarem Jesus de suas comemorações, reduzem o significado de Sua vinda ao mundo a emoções passageiras que não fazem diferença na vida de ninguém.

O significado esquecido do nascimento de Cristo

Em nenhuma parte dos evangelhos está registrado que Jesus comemorou seu aniversário. Na verdade, durante os três anos de Seu ministério na Terra, dia e noite Ele anunciou a Palavra de Deus ao mundo e buscou pessoas que celebrassem o Seu sacrifício e ressureição, pois através deles é que a humanidade foi resgatada. A única celebração que Ele instituiu não foi de Seu nascimento, mas de Sua morte. A Santa Ceia.

Como Jesus comemoraria Seu aniversário hoje em dia? Certamente fazendo o que sempre fez, indo ao encontro dos necessitados, daqueles que estão dispostos a recebê-Lo. Ele passaria Seus aniversários nos presídios, nos hospitais, com os sem-teto e com todos os marginalizados e desprezados pela sociedade.  Não para fazer caridade, mas para levar a eles a Palavra viva, revolucionária, capaz de transformar a situação em que vivem. Trazer saúde, paz, a vida abundante que Ele tem para dar, e que não cabe no saco vermelho do “papai noel”.

Jesus comemoraria Seus aniversários fazendo a vontade de Seu Pai, mas o faria todos os dias, e não somente em uma determinada época do ano. E é isso que Ele espera daqueles que se consideram Seus servos, quando diz: “Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” (João 13.15).

Não são necessárias festas, decorações, presentes e grandes ceias para comemorar o nascimento de Cristo. É preciso somente obediência para atender a este mandamento: “que vos ameis uns aos outros, como eu vos amei” (João 15.12). Quando leva o Evangelho ao oprimido, quando liberta os que estavam aprisionados pelo sofrimento, tal como Jesus fez, então você está verdadeiramente comemorando, não apenas o Seu nascimento, mas a Sua vida.

Não espere encontrar uma árvore de natal ou luzinhas piscantes anunciando “Feliz Natal” em uma Universal. No entanto, nesta quarta-feira, dia 25 de dezembro, aqueles que realmente se interessam pelo Espírito de Jesus terão a oportunidade de se aproximar dEle. Às 18 horas, na Universal mais perto de casa, todos poderão trazer a família e convidar alguém que precise conhecer o Senhor Jesus. Não aquele bebê indefeso na manjedoura (que só nasceu lá porque os hotéis estavam lotados), mas o Rei dos Reis, que transforma vidas. Você está convidado a fazer parte dessa festa diferente. Vamos celebrar nosso Senhor Jesus e compartilhar o presente que recebemos dEle. Não deixe que o aniversariante fique do lado de fora novamente.

“Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo.” (Apocalipse 3.20)

 

 

*Artigo originalmente publicado na Folha Universal desta semana.

PS: Algo bem útil quando a gente coloca o genérico “na Universal mais perto de você”: Clique aqui  e veja os endereços da Universal em todo o país.

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