Sítio arqueológico particular

Não bastasse o meu quarto, o quarto ao lado, o estúdio, a cozinha, o guarda-roupa, a área de serviço e a minha bolsa, descobri que tenho de tirar um tempo para organizar o meu laptop. Estava procurando uma determinada foto, me achando o cúmulo da organização, por ter separado as fotos em pastas datadas, quando me deparo com várias fotos repetidas. Muitas fotos inúteis, daquelas que a gente tira da própria cara quando mora sozinha. Eu tenho bilhões daquelas auto-fotos espalhadas por minhas pastas.

Como sofro de um grave problema psiquiátrico chamado de “lixofobia”, tenho verdadeiro horror a jogar qualquer coisa catalogável fora. Tenho de separar um tempo para me certificar de que aquela foto é realmente desnecessária, compará-la com suas irmãs gêmeas e decidir qual delas merece continuar neste mundo, representando as outras, e quais deverão ser transportadas para o buraco negro pós-lixeira, de onde é impossível retornar. No entanto, encontrei várias coisas interessantes, algumas que eu nem me lembrava de ter salvo, outras que tenho a mais absoluta certeza de jamais ter visto antes, devem ter surgido por geração espontânea.

Após seguir um caminho bem curtinho  (desktop>pessoais>vanessa>my pictures>outros>catum), encontrei a seguinte tirinha honesta do Dahmer, através da qual enfim tive a confirmação de que estava entre “os mais espertos” da turma:

dahmer

Eis a parte boa de anos e anos de desorganização: um banco de dados gigantesco, interessante e totalmente involuntário ao alcance de seu mouse. Diversão offline garantida. Se eu tiver de checar um por um dos meus arquivos, devo demorar meses nessa faxina.

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