Uma questão de escolha

Tenho três posts sobre este mesmo assunto na fila dos rascunhos, um deles inclusive eu até já havia postado, mas acabei tirando do ar até porque achei que estava um tanto quanto mal estruturado e merecia uma bela de uma reforma, para que ficasse bem claro o que eu queria dizer. No entanto, resolvi colocar este post antes dos outros, na esperança de fazer pensar aos realmente bem-intencionados. E de deixar bem claro meu posicionamento, para que não haja sequer espaço para questionamento algum.

Soube que pessoas foram demitidas porque os patrões descobriram que elas eram da Igreja Universal. Como assim??? Em que planeta estamos, mesmo? Soube, também, de pais que foram desprezados e maltratados por seus próprios filhos simplesmente por não aceitarem sair da igreja. Vi e ouvi tanta coisa nas últimas semanas, que os mais afeitos ao raciocínio lógico, como eu, não conseguiriam sequer acreditar.

Estou esperando o momento em que seremos obrigados a colocar, na fachada de nossos comércios, ou mesmo costurar em nossa roupa, o emblema da Universal; assim, todos serão capazes de nos identificar no meio da multidão e evitar contato pessoal ou comercial, caso desejem. Não estou exagerando, meus queridos, tenho a mais absoluta certeza de que se a Rede Globo fosse o governo federal, já estaríamos, inclusive, em guetos.

E não venha com o argumento no qual te fizeram acreditar, que as denúncias e as acusações são apenas sobre os bispos e os pastores, e que os membros da igreja são vítimas, coitadinhos, manipulados, ignorantes, semi-analfabetos, fanáticos, que sofreram lavagem cerebral. Não passa pela cabeça de ninguém sequer a hipótese de que essas acusações sejam manipuladas, direcionadas, torcidas, textos retirados de seus contextos e orquestrados de modo a te fazer pensar o que eles querem que você pense. Esta é a verdadeira lavagem cerebral: tiram imagens e situações de seus contextos e montam as reportagens e argumentos para direcionar a sua interpretação ao que eles querem que você acredite ser a verdade. Desse modo, você verá sempre situações e imagens semelhantes àquela com a mesma interpretação que viu as originalmente mostradas. Assim eles garantem a manutenção dos preconceitos (e pré-conceitos, no sentido estrito do termo) que incutiram em você, mesmo quando você estiver longe da fonte das informações originais.

É por ter noção de todo esse processo que eu realmente não aceito entrar em discussões a respeito disso. A pessoa chega ao cúmulo de repetir, palavra por palavra, os mesmos argumentos preconceituosos que você já ouviu quinhentas vezes. Sim, acredite, eu já ouvi as mesmas frases, ipsis literis, tantas e tantas vezes e de pessoas que não se conheciam. Peraí, sempre que eu tenho uma situação na minha frente, meu primeiro impulso é não acreditar. Yes, eu sou desconfiada de carteirinha. Qualquer nova informação que me for apresentada sempre é recebida com descrédito. Mas o descrédito desprovido de preconceito é neutro, e formulo argumentos contra e a favor de determinada informação, analiso, analiso as provas (e não as suposições), se houver, e só depois de pensar muito bem e de usar o raciocínio lógico (que faço questão de exercitar diariamente), é que tiro minhas conclusões e tomo posição. E com essa posição, vêm argumentos meus, próprios, porque eu tenho verdadeira ojeriza a conversa de papagaio, a menos que venha de um papagaio de verdade.  As pessoas estão cegas, não enxergam o tamanho do preconceito.

E sim, eu poderia colocar aqui o argumento (no qual acredito, é óbvio), de que quem coloca o preconceito é uma força espiritual do mal. Acredito, sim, mas quem alimenta o preconceito e faz com que ele cresça é o ser humano. Em sua ignorância, acaba alimentando um mal que empobrece a sua própria alma. Mas é escolha da pessoa. E se está em suas mãos fazer essa escolha, aproveite a oportunidade. Não precisa acreditar no que diz a Igreja Universal, nem concordar com o que dizem que ela faz (eu mesma não concordo com o que dizem que a Igreja Universal faz, acho um absurdo sem tamanho. Felizmente eu sei que o que dizem que a IURD faz é bem diferente do que ela realmente faz), mas custa não julgar, nem condenar, nem executar o juízo, sem realmente saber? Custa guardar a sua opinião, principalmente quando ela não foi solicitada? Custa deixar que o Deus cujo nome está sendo usado diariamente para respaldar o que é dito dentro da IURD defenda seu próprio nome, caso eles sejam culpados, ou faça crescer ainda mais sua obra, caso eles sejam inocentes? Custa entregar isso para Ele e continuar fazendo o seu dever de cristão (se você for cristão, ou, se não for, de uma pessoa interessada em crescer espiritualmente), que é respeitar e amar a todos? Que é tratar a todos com respeito, sabendo que Deus não faz acepção de pessoas?

E se você não acredita em Deus, não se sinta desobrigado a respeitar, pois isso é dever de todo ser humano civilizado. Custa ser menos emocional, menos inflamado, e escolher não ser instrumento de uma situação negativa? Isso tudo eu digo para os bem-intencionados, é para eles que eu escrevo esse texto, para que se resguardem nesse conflito. Melhor é não se posicionar, não repetir julgamentos pelo que você “acha”, pelo que dizem, pelo que parece, do que abraçar uma causa que nem é sua e correr o risco de estar sendo infinitamente mais injusto do que aquelas pessoas às quais você acusa seriam, caso você estivesse certo. Não tente convencer a quem está na Igreja Universal a sair de lá “porque os pastores são ladrões”, nem tente fazer com que ela se sinta mal por estar indo, sendo grosseiro com ela, pois não irá funcionar, e você pode estar sendo muito mais marionete nas mãos de quem plantou essa forma de pensar em sua mente do que acha que ela é nas mãos dos pastores.

Não pense também que eu sou exceção, que eu sou uma iludida, que não sabe exatamente como são as coisas, e que sou a única ou uma das únicas pessoas com cérebro ali dentro. Existem, sim, pessoas ignorantes, gente que não sabe o que está fazendo, que não entende o que se explica, que age de maneira impulsiva, faz e pensa bobagem em QUALQUER igreja, em qualquer religião e sem religião, também. Isso não é exclusividade de nenhum grupo, e a IURD não está livre dessas pessoas (até porque está aberta o dia inteiro, todos os dias, para todos os tipos de pessoas). Existem pessoas que estão na IURD, e existem pessoas que SÃO a IURD. A IURD não é uma instituição liderada por pastores, a IURD são as pessoas que se reúnem com aquela mesma forma de entender a Palavra de Deus, a mesma maneira de compreender a Bíblia. Entre essas pessoas existem vários níveis de responsabilidade (e isso é assunto para um dos outros dois posts que estou preparando…risos…), mas o mesmo nível de comprometimento.

Estou há dez anos na Igreja Universal e já tive experiências suficientes dentro dela e fora dela para fazer minha escolha com segurança absoluta. Por isso hoje mais do que estar na Igreja Universal, eu sou a Igreja Universal, porque a maneira de entender a Palavra de Deus que aprendi ali foi a única que realmente deu resultado em minha vida.  Só não deu resultado quando eu não vivi o que ouvia ali. E ainda que a instituição Igreja Universal do Reino de Deus não existisse, eu continuaria, com milhares de outras pessoas, a ser a Igreja Universal, que é parte da Igreja do Senhor Jesus nesta terra. É a intimidade que aprendi a desenvolver com Deus ali que me mantém de pé, que me sustenta, que me faz viver e ser quem eu sou, e ter a certeza que me impulsiona. Ali eu conheci a Deus de verdade, até então eu conhecia só de ouvir falar, e mesmo assim, muito superficialmente, apesar de ter passado quase vinte anos da minha vida dentro de uma igreja, decorando versículos.

Então, se alguém que eu prezo se dirigir a mim de forma desrespeitosa ou preconceituosa, sinto muito, mas continuo a ser a Igreja Universal. E eu seria muito burra se estivesse há dez anos lá sem nenhum resultado. Mas não espero que todos entendam isso, apenas que respeitem. Gostaria que respeitassem, mas se não respeitarem,  fazer o quê? No entanto, não é justo que você não possa fazer a sua escolha, por isso este post. Para mim, sinceramente, não mudará nada a escolha que você fará, mas para você com certeza ela fará diferença. Respeitar ou atacar é escolha. Agir de maneira emocional, agressiva e preconceituosa ou ser sensato e preferir não dar opinião é escolha.

Não me espanta, nem me escandaliza essa perseguição, agressividade e preconceito, até porque Jesus já havia avisado que seríamos perseguidos, acusados, etc. etc. Dê uma lida:  “Sereis odiados de todos por causa do meu nome” (Mateus 10:22), “O discípulo não está acima de seu mestre, nem o servo, acima do seu senhor. Basta ao discípulo ser como o seu mestre, e ao servo, como o seu senhor. Se chamaram Belzebu ao dono da casa, quanto mais aos seus domésticos?” (Mateus 10:24, 25)  Aqui Jesus se refere à ocasião em que os religiosos da época o acusaram de expulsar os demônios por Belzebu. E se os indivíduos da Universal (incluindo aqui os pastores e bispos) são realmente sinceros naquilo que acreditam, se eles realmente servem a Deus, te garanto que nenhum deles está incomodado de ser chamado de ladrão, de mentiroso, de enganador, de burro, de “idiota-que-dá-dinheiro-para-aqueles-ladrões”, pois sabem que até Jesus foi chamado de diabo!

E, por fim, “Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada. Pois vim causar divisão entre o homem e seu pai; entre a filha e sua mãe e entre a nora e sua sogra. Assim, os inimigos do homem serão os da sua própria casa” (Mateus 10:34-36) Ele já nos avisou, pois sabia que as idéias que trazia iriam se chocar contra o que as pessoas entendiam, então não seria de se admirar que aqueles que não quisessem entender agissem com agressividade contra aqueles que estavam entendendo. E sabia que era necessário haver esse choque para que as pessoas sensatas pudessem distinguir o que era verdade do que não era. Não tem como haver uma revolução sem um movimento, sem uma ação. E o que Ele fez foi uma revolução nos costumes engessados daquelas pessoas.

A existência do preconceito e da agressividade não me espanta, mesmo, mas cabe a você escolher se quer estar na posição dessas pessoas que agem com preconceito, que agridem, que não demonstram o menor respeito pelos seres humanos que pensam e vivem de modo diferente delas mesmas e continuam repetindo, feito papagaios, aquilo que acham, baseando-se em argumentos sem estrutura alguma, em preconceito e má vontade. A escolha é toda sua.

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