Sobre curiosidade

curiosity

A Cris Cardoso escreveu ontem sobre o mau uso da curiosidade (clique para ler, mas não esqueça de voltar aqui rs). Eu estava escrevendo um comentário lá, mas ficou tão grande que achei melhor transformar em post (aí fica pequeno rsrs). O comentário da Patricia Lages completou bem o post da Cris. Ela escreveu:

A curiosidade deveria ser usada para obter um conhecimento que está oculto, para aprender algo novo todo dia, um outro idioma ou como as coisas funcionam. Mas a curiosidade tem sido mais usada para o mal do que para o bem, infelizmente…”
Isso acontece porque as pessoas fazem as coisas sem pensar. O problema não é a curiosidade, em si. O problema é o tipo de curiosidade que se alimenta. Como a Patricia explicou, a curiosidade bem direcionada é muito útil. Para aprender um idioma, como as coisas funcionam ou descobrir a verdade por trás de uma notícia lida na internet… Sempre fui muito curiosa, por isso fui para o jornalismo. (Apesar de grande parte dos jornalistas brasileiros de hoje não terem espírito investigativo nenhum e se contentarem em copiar e colar notas que recebem, diz a lenda que espírito investigativo é um dos pré-requisitos para ser um bom profissional.)

Segundo o dicionário Michaelis Online, “curiosidade” pode ter esses significados:

1 Qualidade ou característica daquele ou daquilo que é curioso.
2 Desejo forte de ver, conhecer ou desvendar alguma coisa.
3 Desejo de aprender ou adquirir conhecimentos.
4 PEJ Desejo incontrolável de saber fatos particulares da vida dos outros; bisbilhotice, indiscrição.
5 FIG Objeto raro ou original; raridade.
6 Trabalho amadorístico, sem cunho profissional; diletantismo.
7 Informação que revela algo interessante e surpreendente.

Os significados 2 e 3 são necessários quando aplicados em coisas úteis, boas, de boa fama, justas, etc. Mas aí é a curiosidade da pessoa que tem noção e não da sem-noção. Desejo forte de conhecer outro homem que não aquele com quem você vai ficar a vida inteira, por exemplo, é uma idiotice sem tamanho. Desejo de aprender ou adquirir conhecimentos que prejudiquem a fé e coloquem a salvação em risco (como, por exemplo, “misturar vinhos” ou mesmo olhar sites de fofoca) é uma das coisas mais inúteis que alguém pode alimentar. Nessa época de excesso de informação, quem se destaca é aquele que melhor consegue SELECIONAR as informações que consome. Não o que sai consumindo tudo o que vê pela frente.

Vejo gente que confunde indiscrição ou mesmo curiosidade destrutiva com curiosidade positiva. Mas a verdade é que quando a gente usa uma, não usa outra. Se minha atenção está focada em aprender coisas úteis, não vou ter tempo de bisbilhotar a vida alheia. Se minha atenção estiver voltada para desvendar algum mistério sobre quais os melhores sinônimos para usar em uma edição de texto (às vezes é um mistério hahaha), não vou ter tempo de ter interesse em alguma coisa inútil desconhecida.

Entenda uma coisa: você tem uma quantidade LIMITADA de tempo. Cabe a você a decisão de como vai investir esse tempo. Não o desperdice. Faça uma escolha inteligente e aplique seu espírito a algo realmente útil. Aí, sim, sua vida vai andar.

3 comentários sobre “Sobre curiosidade

  1. Patricia Lages disse:

    Que bom que vc compartilhou no Facebook, Van! Eu não tinha lido ainda. Ótimo, como sempre!

  2. Pamela Preteli disse:

    E para aqueles que não sabem usar o seu precioso tempo e no que investir nós temos o Jejum de Daniel que ajuda muito a selecionarmos apenas coisas uteis para nossa vida.

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