Reflexões dramáticas de fim de ano

Hoje já é dia 23 de dezembro, há exatamente 7 anos eu saía de Campo Grande – MS (minha terra natal) para vir a Porto Alegre, construir minha vida com o Davison. Naquele dia o final do ano tinha cara de começo, mas hoje o final do ano tem cara de final, mesmo.

O ano acabar tem uma coisa meio cataclismática, uma onda meio apocalíptica para mim. Parece que o mundo está acabando, que a vida está acabando, que se eu não fizer tudo agora, até este final de semana, não será possível fazer nunca mais. Todo ano é assim, eu não desacelero. E depois janeiro chega, eu tomo fôlego de sobrevivente e percebo que o mundo não acabou, que a vida continua, que o novo ano que se inicia não tirou nenhum pedaço na entrada.

Tem toda aquela crisezinha básica de estar me aproximando (assim, no gerúndio…meus gerúndios são sempre propositais) do próximo aniversário, que inexoravelmente traz consigo um ano a mais para somar aos muitos (sempre muitos) que já tenho. E não, não dá para recusar o presente, o ano a mais é imediatamente absorvido em todo dia 23 de janeiro, como quando a gente coloca uma conta em débito automático. Chegou a data, já era.

Mas isso é assunto para outro post dramático, esse é de fim de ano. Acho esquisita essa coisa de parar a vida na última semana, justamente agora que estou empolgada para trabalhar compulsivamente. Não é paranóia workaholic, eu gosto de trabalhar, preciso ganhar dinheiro e, no meu caso, só ganho dinheiro se trabalhar. Não gosto de feriados, menos ainda de feriados prolongados, e é o que mais tem no primeiro semestre, por isso a impressão de que o ano voa: ele só começa no segundo semestre!

Subitamente eu sou retirada de meu universo paralelo e transportada a esse estranho universo onde depois de amanhã já é natal e no sábado que vem termina o ano. Tudo isso em plena TPM e no meio de um super hiper mega lançamento imobiliário do primeiro condomínio de casas prontas (prontas daqui a 36 meses, mas isso quer dizer que não é condomínio de terrenos) de Atlântida, pelo qual me apaixonei perdidamente e que quero vender para todo mundo, e também quero comprar, o Rossi Atlântida. Todo mundo interessadíssimo, querendo reservar, querendo  informações, preços, prazos, condições…não tive tempo nenhum de me preparar psicologicamente para essa pausa de final de ano. E enquanto todo mundo estiver aproveitando as férias de dezembro/janeiro, continuarei trabalhando no mesmo ritmo (vida de corretor…).

Pelo menos esses dias de natal e ano novo são boas desculpas para entrar em contato com aquelas pessoas queridas com quem a correria do dia-a-dia não me permite conversar, e também de dar uma atenção à família. E de ser obrigada a parar, o que não é ruim, mas também nem é tão necessário, considerando que o trabalho não me estressa e que parei tempo demais na minha vida. Senso de urgência impulsiona a pessoa. Quero voltar ao meu ritmo normal, e isso significa acelerar, mas minha resolução de ano-novo é me tornar uma pessoa ainda mais organizada, ou o mundo irá pelos ares.

Estou na contramão de todo o resto da humanidade, neste momento. Será que isso é perigoso?

PS: Davison está dividindo o blog comigo. A ideia era ele postar quando eu não pudesse postar, ou intercalarmos os posts, mas o hiato tem sido maior do que planejávamos.

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