Sobre gatos

Alguns esclarecimentos a quem insiste em dizer que quer fazer o melhor por seus gatos:

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Por que insistir em conscientizar os proprietários de gatos sobre a importância de mantê-los sem acesso à rua em vez de brigar com os malvados que atropelam, envenenam, torturam… a culpa dessas atrocidades não é de quem as comete? Simples, pois é muito mais fácil e eficiente fazer com que quem REALMENTE GOSTA de gatos se conscientize sobre a importância de castrá-los e não dar acesso à rua do que fazer com que psicopatas deixem de ser psicopatas.

Se com leis rígidas contra o assassinato de seres humanos ainda tem um monte de gente matando por aí, imagina em relação aos gatos, animais de que a maioria das pessoas não gosta e tem preconceito e a quem não há lei eficiente que proteja?

Não, gatos que vivem dentro de casa não estão sofrendo e infelizes. E não, gatos que têm acesso à rua não estão livres e felizes. Como eu sei disso? Porque meu conceito de felicidade e infelicidade felina não está apoiado em meus valores humanos (isso seria um contra senso, não? “Eu sou feliz transando, logo, meu gato é feliz transando também”), mas em como os gatos demonstram felicidade ou infelicidade.

Porém, algumas coisas são universais: nenhum ser espancado é feliz. Nenhum ser envenenado é feliz. Nenhum ser torturado é feliz. Nenhum ser com ferimentos infeccionados é feliz. É só ter noção de causa e conseqüência. Um gato não castrado vai fazer pelo menos quatro gatinhos abandonados em cada gata que encontrar pelo caminho, em suas “andanças”. O que acontecerá com esses gatinhos? O que acontece com filhote de gato na rua? Os poucos que sobreviverem farão mais gatos abandonados, e a responsabilidade é do gato que originou tudo isso ou do dono que não o castrou? E a gata na sua casa que tem uma cria que você distribui entre os amigos?

E os filhotes desses filhotes? O que seus amigos farão com eles? E os que fizerem filhotes pelas ruas? Isso não é responsabilidade nossa?

A realidade sobre a castração

Gatos são animais com uma grande profusão hormonal. Bem maior do que a nossa, aliás. Hormônios sexuais que os obrigam a reproduzir a espécie, para que não desapareça. Porém, há uma superpopulação de gatos sofrendo nas ruas e se reproduzindo descontroladamente (todo mundo sabe disso, não é?) logo, não há necessidade de mais reprodução da espécie.

Mas eles não gostam de “transar”? A atividade sexual dos gatos é regulada única e exclusivamente pela atividade hormonal, não tem o apelo emocional que tem nos humanos, por exemplo, nem é sequer prazeroso. Mas como a gente sabe disso? O pênis do gato possui pequenos espinhos, que servem para sangrar a vagina da fêmea, pois o espermatozóide do gato só sobrevive em meio sanguíneo. A dor e o sangramento estimulam a ovulação na fêmea.

O gato tem primeiro que brigar com outros gatos pela fêmea. Após muita briga, gritaria, arranhões, machucados e mordidas, ele vai até a fêmea que o aceita por causa do cio, induzido pelos hormônios. Ele morde a fêmea pela nuca, para imobilizá-la e introduz o pênis espinhoso. Ela grita de dor, não de prazer. E ele a segura para que ela não se mova, e possa, assim, perpetuar a espécie. Quando a solta, ele ainda apanha dela.

Todo esse estresse é dirigido pelos hormônios que não têm a menor consciência de que a espécie sofre com a superpopulação. O gato chega em casa (quando tem casa) todo machucado das brigas e possivelmente não está nada feliz com essa situação, mas não pode evitar.

Quanto aos riscos…eles são animais, têm instintos, não se defendem sozinhos?

Doenças muito comuns em gatos, para as quais não há tratamento eficaz, nem vacina, como Peritonite Infecciosa Felina (PIF), Aids Felina (FIV) e Leucemia Felina (FELV) são transmitidas nas brigas, através de mordidas e do contato sexual. São muito contagiosas entre os gatos, embora não passem para os seres humanos. Como gatos não castrados – ou mesmo castrados – sem acesso à rua poderiam se defender de brigas de gatos infectados?

Além disso, gatos na rua estão sujeitos a atropelamentos (eles não sabem atravessar a rua, não entendem nossas regras de trânsito), envenenamentos, ataques de cachorros (aí sim, até podem correr para se defender, mas o último que eu soube que fez isso escapou de três cachorros que o perseguiam e na fuga colidiu violentamente com um carro que passava na rua e quebrou o pescoço. O motorista nem teve tempo de desviar) e espancamentos por pessoas ruins (de criaturas tão maiores, maldosas e mais fortes não há como se defender).

A castração e a criação indoor evitam que a vida do gato seja abreviada por motivos tão estúpidos. O que pode ser evitado não deve ser considerado acidente, nem visto com naturalidade quando acontece. Se o gato está sob sua responsabilidade, é seu dever protegê-lo do mundo criado pela nossa espécie e para a nossa espécie, tão hostil aos animais domésticos que não têm culpa de terem sido tirados de seu habitat há milhares de anos, perdido grande parte de seus instintos sem a menor possibilidade de desenvolver ferramentas para se proteger em meio aos humanos.

Com tanta castração, gatos não serão extintos?

Gato castrado não se despersonaliza, ele só deixa de ser guiado exclusivamente pelos hormônios. Assim, ele pode viver tranqüilamente sua vida de gato, sem a neurose da perpetuação da espécie a qualquer custo (já que a espécie está mais do que perpetuada).

Mas se todo mundo castrar, eles não serão extintos? Quem se faz essa pergunta não parou para pensar ou nunca procurou sair às ruas à procura de gatos abandonados para alimentar. Eles saem bem tarde da noite, e voltam a se esconder assim que amanhece. Para começar, existem gatos em todos os lugares, se reproduzindo descontroladamente. Alguns nunca sequer serão pegos, pois são extremamente ariscos e morrerão doentes ou sob as rodas de algum carro, não sem antes se reproduzir muito.

Existem gatos nos bairros mais pobres, nas favelas mais distantes, onde as pessoas nem sequer ouviram falar de controle de natalidade e as próprias mulheres têm dezenas de filhos, que acabam não tendo condições de estudo, nem de um futuro. Essas pessoas criam gatos soltos e que se reproduzem descontroladamente, pois essa é sua própria realidade, vai demorar um bocado para que tenham acesso a informação e castração.

Existem pessoas ignorantes – e elas sempre existirão – cujos gatos continuarão a morrer atropelados, doentes, envenenados, assassinados e sem castrar, se reproduzindo descontroladamente.

Existe uma superpopulação absurda de gatos abandonados, que só cresce, cresce e cresce. A possibilidade de extinção diante dessa realidade, parece piada. E é.

E a liberdade? Gatos não são animais livres?

Mais um conceito que enxergamos baseados em nossos valores. O homem gostaria de viver solto, fazendo o que quisesse, andando de lá para cá sem medo e sem noção, transando com todo mundo sem responsabilidade, fazendo filhos que não precisaria assumir, apenas para provar virilidade. As mulheres gostariam de ter milhares e milhares de filhos para provar a maternidade, sem precisar criá-los ou se preocupar com seu futuro, ser desejadas por dezenas de machos, que se matariam por causa delas. É uma visão, de certa forma, romântica, e bem longe da realidade.

A liberdade dos gatos na rua, da forma como imaginamos, não existe. Já falei da relação sexual, que não é nada bonita, nem prazerosa, e nunca poderia ser chamada de “namoro”.

A estrutura social dos gatos urbanos é um tanto quanto agressiva. Existe um macho dominante (macho alfa) que, aliás, dificilmente vai ser o seu gato domiciliado (antes que algum homem ache legal a idéia do seu gato ser o macho dominante do pedaço). Eles têm uma sociedade dividida em classes (siiim!!), cada um tem seu território e briga por ele.

Existem caminhos que pertencem apenas ao dono do território (e ninguém pode passar ali), outros caminhos são comunitários e também existem regras de tráfego bem definidas. Se um desavisado cortar o caminho do dono do território, pode até ser expulso, sem conseguir voltar.

Gatos que brigam na rua, guiados por hormônios, podem até se matar em uma disputa violenta, cegar ou machucar profundamente. É um mundo violento, com regras estruturadas.

Mas se é tão ruim, por que eles saem? Seus gatos não vão ficar pensando “Ah, lá fora o fulaninho pode me bater, o cachorro já correu atrás de mim, então acho que eu não vou sair”. Eles são curiosos e não têm noção. Embora até consigam se virar bem dentro da estrutura que eles próprios criaram, não conseguem lidar direito com a estrutura dos humanos: carros, motos, gente ruim, veneno, etc. Ao primeiro sinal de perigo, correrão para o lugar em que eles realmente são livres: suas casas (seu território). O gato que citei, que estava fugindo dos três cachorros, foi atropelado enquanto corria, desesperado e atento apenas aos predadores, em direção à casa onde morava com seu “dono”. Estava querendo voltar para a segurança de seu território, onde sabia que ninguém o machucaria.

Dentro de casa

Gatos só são mesmo livres dentro de casa, pois ali é o território deles, onde eles se sentem seguros. Mas são curiosos e sempre irão querer passar pelas portas ou janelas que estiverem abertas para eles. Feche a porta de um cômodo qualquer da sua casa e imediatamente aquele será o lugar mais legal do mundo, no qual seu gato irá querer entrar a qualquer custo, até esquecer da idéia.

Gatos que vivem dentro de casa, com as janelas teladas não ficam miando desesperadamente para sair, sinto desiludir quem se apoiava nesse argumento. Mesmo o que eu adotei adulto e morava na rua, miou por apenas uma semana, pois tinha o hábito de sair (e hábito não é necessidade). Quando viu que eu não cederia, resolveu explorar o ambiente interno e começou a brincar, a se adaptar à nova casa.

Hoje ninguém tenta sair, ninguém fica miando desesperadamente, mas também não tenho sequer um gato apático em casa. Agora mesmo, acabaram de brincar de lutinha, o Tiggy está caçando seu ratinho de brinquedo e o Gatão perseguindo uma bolinha. A Ricota está bebendo água. Eles são bem livres dentro de casa, escolhem seus lugares preferidos, seus brinquedos preferidos, brincam bastante, comem bem e depois dormem junto da gente (ou no sofá da sala, quando está muito calor).

Assistem à janela como assistimos à TV, curiosos com a movimentação de vizinhos, cachorros e pássaros. Eles são pequenos, até mesmo um apartamento de um quarto, como aquele em que eu morava no Rio, é um mundo para eles, pois ao contrário dos cachorros, eles sobem nos móveis, entram embaixo das coisas, o espaço não é apenas horizontal, tem várias possibilidades.

Meus gatos não são exceção, todo mundo que tem gato castrado sem acesso à rua sabe que eles vivem muito melhor do que os que tivemos em casa pelo método “antigo”. Quero ver alguém me dizer, por exemplo, que os gatos da Renata são infelizes porque não saem na rua:

http://www.youtube.com/watch?v=CbTdv9kj8eg

http://www.youtube.com/watch?v=1AlT8F9DoBg

E isso não é egoísmo. Garanto que seria muuuito mais cômodo ter meu gatinho para brincar e apertar, mas não ter o trabalho de levar ao veterinário, me responsabilizar por ele o tempo todo e ainda ter a tranqüilidade de dizer que ele “sumiu” ou que foi morto e culpar o vizinho, depois arrumar outro gato, sem peso algum na consciência.

O cara que odeia animais e envenena o gato que aparece sempre em sua casa está certo? Não. Alguma coisa justifica o que ele fez? Não. Mas ele não é obrigado a aceitar um bicho que ele não gosta em seu quintal. Não é mesmo. Isso não o faz menos assassino, não o faz menos monstro, não o faz menos malvado, nem menos psicopata, nem menos imbecil, covarde, fraco e babaca. Isso não faz com que ele esteja certo ao maltratar, mas mostra que ele não é o único responsável por esse acontecimento, pois ele não foi na casa da menina para matar a gata dela, ele teve seu espaço invadido por uma criatura que ele não sabe respeitar.

É exatamente a mesma coisa de dizer que um pai é co-responsável pela morte de sua filha de dois anos, que ele deixou sair às onze da noite até a casa de um vizinho que já era suspeito de assassinar crianças, inclusive o irmão mais velho da menina. Não dá para dizer “é a vida”, nós temos responsabilidades e devemos assumí-las.

Uma criança não conhece a estrutura da nossa sociedade e os perigos da rua, é pequena, sem maldade e fraca demais para conseguir se defender de adultos, maldades e acidentes. Um gato adulto tem como se defender em sua sociedade felina, mas essa sociedade é estruturada dentro da nossa sociedade e das nossas ruas, para as quais ele também é pequeno, fraco e sem maldade, incapaz de se defender sozinho e supor os perigos que não são naturais, foram criados pelo homem.

Meu gato é louco para entrar dentro do forno. Se eu abro a porta, tenho que cuidar para que ele não se jogue lá dentro. Mas ele não tem instintos que deveriam protegê-lo dessa vontade? Pois é, avise isso para ele. Não é porque ele tem curiosidade de entrar no forno que eu vou achar que ele precisa entrar lá, que ele gosta e vai sofrer se eu não deixar. Se eu deixar e um dia ele entrar no forno ligado e se queimar, não posso dizer que foi culpa dele ou que “pelo menos ele morreu feliz, fazendo o que queria”. Seria um tanto quanto irresponsável de minha parte, não?

Dizer que eles são livres nas ruas, que essa é a “natureza” do gato e que eles têm que “namorar” e são infelizes dentro de casa é argumento de quem não tinha até agora informação suficiente sobre a realidade da sociedade deles, da natureza deles e da vida de gatos castrados e sem acesso à rua.

Gostaria que ninguém comentasse absolutamente nada antes de ler (e ter certeza de que entendeu, nem que precise ler mais de uma vez) tudo o que escrevi. Sei que é muita coisa, mas também sei que ninguém está interessado a exercitar preguiça mental e que todos têm interesse em informações, não apenas em manter suas opiniões arraigadas e “ganhar a discussão”. Eu não quero ganhar nada, meu interesse é ver menos gatos nas ruas, e esse é o único caminho.

Vanessa Lampert


Assunto sem fim

Já escrevi um ensaio sobre isso. Quem quiser ler, por favor, fique à vontade:

http://vanessalampert.blogspot.com/,

Nesse artigo também estão listadas as fontes que usei para pesquisa e também para saber o que eu repeti neste post que acabo de escrever aqui.

PS: Resolvi escrever esse texto porque cansei de repetir sempre as mesmas coisas e ouvir sempre os mesmos argumentos que já foram mais do que refutados pela prática. É consenso entre as entidades sérias de proteção animal de que a castração e criação indoor (sem acesso à rua) é a melhor forma de cuidar de gatos e ao mesmo tempo proteger a espécie. Acredito que quem gosta de gato não gosta apenas do seu gato, mas de todos, e se preocupa com a espécie inteira.

Idéias pré-concebidas e mais do que ultrapassadas, mitos como o que prega que a castração deixa o animal letárgico, que a castração deixa o animal infeliz, que gato precisa “dar voltinhas”, que gato se apega à casa e não ao dono, que mulher grávida pode pegar toxoplasmose acariciando qualquer gato (argh, por favor, se você não tem o hábito de comer fezes de gato infectado pelo toxoplasma expostas no ambiente por 48 horas, ou comer a carne crua de gatos infectados pelo toxoplasma – e poucos gatos são infectados – não se preocupe com uma possível transmissão de toxoplasmose pelos gatos. Muito mais importante é cuidar da higiene dos vegetais que você consome e do cozimento da carne que você costuma comer. Toxoplasmose se pega por via oral, dessas maneiras), que gato é traiçoeiro, etc. etc. etc. são coisas que só prejudicam aos pobres animais, que nada têm com a ignorância humana. E além de prejudicar os gatos, me deixam muito, mas muito revoltada e chateada por ver o quanto minha espécie ainda está atrasada.

E de uma vez por todas: é muito fácil não dar acesso à rua a um gato castrado (e de preferência, castre as fêmeas antes do primeiro cio, com quatro ou no máximo cinco meses. Não, não há risco maior que os benefícios nesse caso. E os machos, com cinco ou seis meses. Embora possa ser feita a castração precoce, mas aí o procedimento é diferente), basta instalar redes de proteção em todas as janelas (inclusive nos vitrôs).

A quem mora em apartamento, redes de proteção são obrigatórias, mas se você mora em casa e quer que seus gatos tenham acesso ao quintal, pode telar os muros e o portão, de maneira a não deixar nenhum lugar pelo qual ele possa escapar. Algumas idéias de tela nesse site:

http://mopibichos.sites.uol.com.br/modelosdetela.htm

Esse post é muito bacana e cheio de fotos de gatinhos fofos e ideias para telar tudo, até árvore!

http://gatinhosdetodaparte.blogspot.com/2007/05/importancia-das-redes-de-protecao.html

PS2: Eu estou gripada e quando não estou me sentindo fisicamente bem, minha paciência fica um pouco mais prejudicada do que o normal, então resolvi publicar aqui esse post, para facilitar a divulgação dessas informações. Inclusive da próxima vez em que precisar explicar tudo isso vai ficar muuuuito mais tranquilo: é só colar o link. Coisas que só ter seu próprio blog faz por você. :-)

UPDATE: Ficou bem clara a explicação sobre toxoplasmose no post, mas deixo também esses dois outros posts a respeito do assunto. Se você está grávida, não precisa abandonar seus gatos, nem ter medo. Há muitos médicos mal informados que acabam expondo seus pacientes a riscos por conta de sua ignorância. Tenho dois posts com informações importantes, clique para ler: Ignorância mata mais do que Toxoplasmose e Pombos são ratos de asas?

PS: O template novo não mostra os comentários já feitos nesta página, nem o formulário de comentários :-( enquanto descubro como resolver isso, vai o link para um post cópia desta página. Passarei os comentários para lá.

Clique aqui para ir para o post e comentar.

197 Comments on Sobre gatos

  1. Sílvia Emília
    20/02/2016 at x (3 meses ago)

    Vanessa, tenho apenas uma dúvida a respeito da castração. Quando há feriados, vou para o interior com meu bichano, para a casa de meus pais, que tem um vasto quintal. Ocorre que outros gatos sempre aparecem e meu gatinho acaba brigando. Já tentei fazer com que ele fique apenas dentro de casa, mas é praticamente impossível com todo aquele espaço externo. Nem durmo direito com medo dessas visitas noturnas. E quando acontecem, interfiro, tento espantar, mas é tenso. Agendei a castração para essa semana, pois ele acaba de completar 7 meses.
    Depois disso, ao surgirem outros gatos numa dessas visitas ao interior, meu gatinho saberá se defender? Fico tão preocupada!

    Responder
    • Vanessa Lampert
      22/02/2016 at x (3 meses ago)

      A castração não influencia na capacidade dele se defender. O problema é que, castrado ou não, expor seu gato a brigas com outros gatos pode trazer sérios riscos para ele, como se infectar com doenças que não têm cura, como FIV e FELV. Não vale a pena, viu? Você pode deixá-lo na sua casa com bastante água e ração se essas viagens forem curtas (é o ideal, pois não o tira do ambiente) ou mesmo deixá-lo dentro de casa se o levar para viajar. É só mantê-lo em um local com portas e janelas fechadas, se a casa deles não tiver tela (caso não consiga durante o dia, pelo menos o faça durante a noite). E aguentar os miados. Mas eu deixaria o gato em casa em vez de levá-lo em viagens curtas.

      Beijos.

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  2. Regina
    11/02/2016 at x (4 meses ago)

    Gostaeia de saber qto tempo demora para o gato macho se acalmar depois de castrado, tenho 2 fêmeas persas castradas e recolhi um machinho que abandonaram aqui, deve ter mais ou menos 5 meses e foi castrado à 2 semanas. Uma das fêmeas tem muito medo dele, pq ele é terrível e pula nela, como faço para acostumarem? Obgda. :)

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  3. Marília Porfírio Gualberto
    17/05/2015 at x (1 ano ago)

    Oi leitoras e Vanessa,

    Tenho quatro gatos, três fêmeas (Pipoca, Pandora e Cherry) e um macho (Caramelo), todos encontrados na rua. Eu passo a maior parte do dia fora, e muitas vezes eles fazem uma certa baguncinha em casa, minha casa apesar de ser pequena tem 4 cômodos e eles tem acesso a todos eles. Eles não vão na rua, nem no pátio (moro de aluguel, no patio funciona uma oficina e o dono não gosta dos gatos na oficina). Meus maiores problemas ultimamente tem sido a quantidade de pelo solto na casa; poltronas arranhadas; imãs na geladeira não fica nenhum, a Pandora tira todos; gatos subindo na pia ena mesa da cozinha; de uns tempos pra cá duas fêmeas (Pipoca, que veio primeiro, e Cherry, que veio por último) começaram a se estranhar, já reparei que as brigas acontecem perto da hora de comer ou quando uma delas se aproxima de mim e do nada a outra bate nela… Tapas na cabeça e as vezes elas se pegam.
    Fico pouco tempo em casa durante a semana e como moro sozinha, FDS tenho que fazer os serviços da casa, mas tenho tentado escovar elas pela menos uma vez por semana pra diminuir a queda de pêlos; eu encapei as pernas da minha mesa com corda para que eles pudessem arranhar, mas continuam querendo as poltronas; Qnd eles sobem em um lugar que não gosto, arranjam onde não pode ou até mesmo arrancam os imãs da geladeira, eles levam uma borrifada de água, mas nem sempre isso funciona, e sobre a briga das duas eu não sei o que fazer.
    Qual conselho vcs podem me dar, estou corrigindo da maneira certa?
    Nunca criei gatos.

    Ah, o louco do Caramelo tem o estranho comportamento de deitar na caixa de areia, acho que pra chamar atenção. Ele fica lá, como se não tivesse nenhuma preocupação na vida. Não dorme… Mas “descansa”.

    Responder
  4. Sandra
    12/05/2015 at x (1 ano ago)

    Vanessa, cheguei aqui, procurando informação de como deixar meu Nikinho em casa, pois ele é castrado, mas desde bb ele mia para ir para a rua, as vezes ele mia tanto que me irrita e eu solto ele. Também ao ler foi como recebesse uma paulada, pois achava que eles deveriam sim ir a rua as vezes e ainda dizia “é da natureza deles” (meu esposo so falta me botar pra fora por isso), ele também acha que eles (tenho 3, dois ainda bbs) devem ficar em casa, e eu achava maldade deixar eles presos.
    Desculpa o texto comprimido, mas obrigada pelo jato de agua gelada, agora aprendi. Vou me segurar quando ele chorar.
    Mas uma coisinha, mesmo castrado ele vive querendo ir pra rua, e se vacilo ele foge, já furou a tela 2 vezes, estou buscando uma forma de acalma-lo. Se tiver alguma dica fico muitíssimo grata.

    Responder
  5. jessica
    08/05/2015 at x (1 ano ago)

    Oi Vanessa…peguei uma gatinha de rua linda, filhote; porém meu marido não gostava de gatos…no segundo dia ele já se simpatizava com ela…mas agora ele não quer q fiquemos com ela pq diz que vai ficar mto pelo pela casa e ela vai ficar subindo em cima das coisas e destruindo a casa qdo ficar maior. Vc acha q com o tempo ele vai desencanar com essas questões? ?

    Responder
    • Vanessa Lampert
      11/05/2015 at x (1 ano ago)

      Jessica, fique com ela, mande castrar e não se preocupe. Com o tempo seu marido vai desencanar, sim, porque conforme ela for crescendo, vai ficando menos agitada. Ela faz muita bagunça porque é filhote. É como criança. E se ele simpatizou com ela, há esperança rs. Acredito que ele esteja pensando assim porque ainda não conhece gatos e ela deve ser uma filhote bagunceira. Mas quando ficar maior, ela não vai destruir as coisas. Pelo contrário, quanto mais adulta ficar, mais tempo passará dormindo :D.

      Eles são terríveis quando filhotes, mas quando crescem, mesmo os mais terríveis ficam mais calminhos (embora brinquem mesmo depois de adultos, já não são mais destrutivos, principalmente quando convivem com pessoas desde filhotes). Gatos castrados e adultos são os melhores bichinhos para se ter em casa. Tele suas janelas, mantenha água e ração à vontade e caixa de areia sempre limpinha e você terá uma gatinha feliz e um marido feliz, também. Com o tempo ele vai se acostumar com ela e até gostar. E, conhecendo gatos, acho que é até provável que ela acabe gostando tanto dele que ele não poderá resistir. Gatos têm uma quedinha por quem não vai com a cara deles rsrs.

      Beijos!

      Responder
    • Mayra
      23/05/2015 at x (1 ano ago)

      Jessica, lendo teu post me identifiquei! Desde criança tive caes e achava eles os melhores amigos do homem! Ha uns 3 anos eu e minha irma moravamos sozinhas num apto e ela quis muito ter um animal de estimaçao porem no predio não era permitido cães e acabou adotando um casal de gatos. Segundo o que ela leu, é bom para os animais ter um semelhante para nao se sentir tão só. Porém eu tinha aquela crença de gatos eram falsos e quase briguei com minha irma…chegava a pensar “Ou eu ou os gatos”. Mas de fato esses bichinhos foram me conquistando. Foram castrados e realmente eram bem espuletas, mas agora passam boa parte do dia dormindo. A femea chega a ser chata de tão grude, onde andamos pela casa ela vai atras. Não deixe de ficar com essa gatinha e dar muito amor! Ela vai retribuir com certeza!

      Responder

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