Se desligue desse sistema e mude sua vida

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Uma das coisas que este mundo mais perdeu com a revolução digital foi o silêncio. Não necessariamente o silêncio que podemos experimentar com os ouvidos, mas o silêncio interior. Mesmo quando a pessoa está aparentemente em silêncio olhando para o celular, na verdade, está mergulhada no barulho das vozes que falam com ela no whatsapp, no Facebook, no Instagram, ou nas músicas que está ouvindo com earphones, nos jogos e até as vozes que narram, em sua cabeça, a história que ela lê em um ebook.

O barulho pode ser audível, mas também pode ser visual. Qualquer coisa que nos distraia e nos impeça de pensar sozinhos, em silêncio, pode ser considerada barulho.

Algumas pessoas se perguntam o que vão fazer no Jejum de Daniel para preencher o tempo, como se fosse uma espécie de crime ter tempo para ficar sozinho sem fazer aparentemente nada. Estamos acostumados a esse ritmo insano que foi cuidadosamente engendrado para criar um exército de pessoas impacientes, superficiais, ansiosas e com déficit de atenção artificialmente produzido. Nesse estado, a pessoa não consegue pensar com clareza, se tornando facilmente manipulável. E é justamente desse sistema que você precisa se desligar para aproveitar bem o Jejum e buscar o Espírito Santo.

Por isso, eu posso dar uma lista de indicações de livros, filmes e programas para você ver durante o Jejum, mas é importante que não preencha todo o seu tempo com essas coisas. Tire um tempinho para ficar sozinho, só você, Deus e sua Bíblia (eu uso um caderno também, para anotar o que não quero esquecer). Aproveite o silêncio. Pense no que tem ouvido na igreja. Se costuma fazer anotações das reuniões, releia as anotações e se lembre do que ouviu.

Fale com Deus. Converse com Ele o que você conversaria com alguém que pode resolver seus problemas e mudar sua vida. Seja sincero. Não precisa falar crentês, não precisa fazer uma oração empolada, cheia de palavras esquisitas. A oração do Publicano não teve lá grandes enfeites: “Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!”(Lucas 18.13), mas foi super eficiente, pois Jesus diz que ele desceu do Templo justificado. O que fez aquela oração ser ouvida por Deus? Duas coisas essenciais: humildade e sinceridade.

Vale a pena fazer um sacrifício para manter esse tempinho. Eu comecei a acordar uma hora antes para poder ter esses momentos de silêncio, oração e meditação na Palavra de Deus na hora em que todo mundo ainda está dormindo e sei que não serei interrompida por telefone, e-mail ou outros barulhos.

É bem provável que, conforme você desenvolva esse relacionamento diário com Deus, sua meditação na Bíblia complemente o que tem ouvido na igreja. Já aconteceu várias vezes de os temas sobre os quais eu e meu marido tínhamos meditado na Bíblia durante a semana aparecerem na reunião de domingo ou em uma campanha de fé. O Espírito Santo já preparando nosso espírito.

Também já aconteceu o contrário, é claro. Os temas das reuniões (eu anoto tudo) se tornam material para a meditação diária e Deus me faz entender mais ainda do que durante o culto. E se não entender o que estiver lendo na Bíblia, não tem problema, continue a leitura, você acabará entendendo. Pode dizer para Deus que não entendeu e pedir para Ele explicar depois (Ele existe, tá? Pode pedir essas coisas para Ele).

É essencial ir à igreja, mas seu relacionamento com Deus não pode se limitar às poucas horas que você passa na igreja durante a semana. E se você tem o hábito de ficar pensando sozinho, mas só pensa abobrinha, como eu fazia, a dica é: habitue-se a falar com Deus em vez de ficar pensando sozinho. E mantenha sua mente sintonizada na estação do Espírito, em vez de na estação da carne (falei crentês agora, eu sei).

No ônibus, a caminho do trabalho, vá orando (em seu pensamento, obviamente, não ore em voz alta na rua, please). Ore pelas pessoas na rua. No supermercado, a moça do caixa o tratou mal? Entenda uma coisa: às vezes Deus nos permite ver o pior lado de uma pessoa para nos mostrar que aquela pessoa precisa de ajuda — e não para que a critiquemos! Em vez de pensar mal dela, brigar com ela ou falar mal dela para os outros (por favor, não faça isso), sorria, trate bem e, ao sair dali, ore por ela.

Passamos por milhares de pessoas todos os dias. Interagimos com algumas, mas outras nunca mais passarão por nós. Nem sempre temos oportunidade de falar de Jesus para elas, mas alguém terá. Ore para que a pessoa esteja aberta para receber essa ajuda quando alguém puder alcançá-la.

Neste Jejum de Daniel, se você não tem o hábito de fazer essas coisas, comece a desenvolver esse hábito. Falar com Deus e pensar nos outros pelo ponto de vista dEle fará com que você feche uma porção de portas na cara do diabo. Faça isso a partir de hoje e quando você for à igreja novamente, verá a diferença.

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#JejumdeDaniel #Dia3

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Estamos em uma jornada de 21 dias de jejum de informações e entretenimento chamado Jejum de Daniel. Durante esses dias, os posts no blog serão voltados exclusivamente para o crescimento espiritual. Leia este post para entender melhor.

** Para quem não acompanhou ou para quem gostaria de rever os posts das edições anteriores do Jejum de Daniel neste blog, segue o link da categoria: http://lampertop.com.br/?cat=709 .

Sua responsabilidade

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“Os retos fazem o seu caminho desviar-se do mal; o que guarda o seu caminho preserva a sua alma.” Provérbios 16.17

Os retos FAZEM o seu caminho se desviar do mal. Os retos GUARDAM o seu caminho e preservam sua alma. Olha só como nossa vida só depende da nossa atitude. O reto é agente da ação, ele não fica lá torcendo para não se encontrar com o mal, nem deixando a vida levar. Ele FAZ seu caminho se desviar do mal. Como ele faz isso? Sacrifica sua vontade de fazer o que não é certo (ou de não fazer o que é certo), evita coisas que sabe que prejudicam sua fé; não dá conversa para pensamentos negativos nem passa adiante o que não ajuda.

Em toda a Bíblia, uma coisa que fica bem clara é o nível de responsabilidade que temos sobre nossa fé e nosso destino. Tudo está em nossas mãos. Não adianta tentar culpar os outros, a situação, a vida, o passado, Deus, o diabo, não adianta tentar culpar ninguém. A responsabilidade é integralmente nossa.

“Portar-me-ei com inteligência no caminho reto. Quando virás a mim? Andarei em minha casa com um coração sincero. Não porei coisa má diante dos meus olhos. Odeio a obra daqueles que se desviam; não se me pegará a mim.

Salmos 101:2,3

Andar com coração sincero, escolher o que coloca diante dos olhos (e olha que naquele tempo não tinha internet e redes sociais…), manter distância dos que se desviam e odiar tudo o que eles fazem e produzem é guardar seu caminho, não é? É fazer seu caminho se desviar do mal. E assumir a responsabilidade de agir de modo a fazer seu caminho se desviar do mal é se portar com inteligência no caminho reto.

Assumir a responsabilidade pela manutenção da sua fé é se portar com inteligência no caminho reto. Ficar colocando a culpa nos outros e se deixando levar pelas circunstâncias e sentimentos é burrice. Mesmo que não seja lá muito fácil se colocar de volta nos trilhos quando a gente descarrila, essa é nossa obrigação.

Não tem essa de “ah, não tenho forças” ou “ah, não consigo”. Deus já prometeu fazer forte ao cansado e que tudo seria possível ao que cresse, então, é responsabilidade nossa ir atrás disso e buscar. Ele já prometeu que vai fazer a parte dEle e, por isso, corresponde às nossas atitudes. Então, pare de ficar dando desculpa e ouvindo as acusações dos monstrinhos na sua cabeça e faça o que precisa ser feito.

A responsabilidade de fazer o que é certo é daqueles que querem fazer o certo.

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#JejumdeDaniel #Dia2

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Não deixe criar este espaço

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Você já ouviu falar em expansão de tecido? Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, “Expansão de tecido é um procedimento relativamente simples, que permite ao corpo “gerar” pele extra para uso na reconstrução em quase todas as partes do corpo. […]”.

Trocando em miúdos, um balão vazio de silicone é inserido sob a pele e, aos poucos, ao longo de um tempo, o médico vai colocando soro fisiológico. De pouquinho em pouquinho, para aumentar o volume do balão gradualmente. De tanto esticar, a pele vai cedendo e as células do local se multiplicam para acomodar melhor aquele extensor aumentado.

No caso de cirurgia de reconstrução de mama, a ideia é criar um espaço extra para caber o implante. Inicialmente, o extensor é pequeno e não é o implante, mas o objetivo de quem o colocou ali é que, no final do processo, seja possível inserir uma prótese.

Espiritualmente, também existe um processo meio parecido. A diferença é que, enquanto o expansor físico, colocado pelo médico, é uma coisa boa (afinal de contas, serve para corrigir problemas), o expansor espiritual serve apenas para criar problemas. Quem faz o procedimento é um daqueles monstrinhos sugadores de energia que você conhece muito bem (os mesmos que ficam falando que ninguém gosta de você, que nada vai dar certo e que não tem mais jeito). Esse gremlin coloca expansores em nossa cabeça para caber um implante de pensamentos dele.

Esses expansores espirituais geralmente são coisas pequenas, aparentemente insignificantes e até inofensivas. Uma duvidazinha aqui, um probleminha tomador de tempo ali, uma informação sobre a vida de alguém acolá, uma lembrança do passado, um sentimento de culpa, um medinho, uma sensaçãozinha de ser vítima… Existem milhões de pequenas coisinhas que entram, sorrateiramente, sem grandes consequências aparentes, que servem apenas para aumentar o espaço que você dá ao mal.

Ele aproveita um cortezinho, uma ferida aberta, qualquer espacinho, por mais apertado que seja, para inserir o expansor. Se aproveita de um trauma, de um medo, de uma mágoa ou de uma fragilidade qualquer para trabalhar, pouco a pouco, preenchendo lentamente aquele balão com o lixo que ele traz. Se a pessoa não arranca o expansor, mas fica ali, aceitando que ele se encha cada vez mais, inevitavelmente ele será trocado por um implante de pensamento destrutivo. Pensamentos que levam à depressão, ao transtorno de ansiedade, a desistir daquilo que você mais queria e a cometer atitudes que jamais imaginava que pudesse cometer.

As coisas ruins não acontecem da noite para o dia. Elas são inseridas pequenininhas, como uma sementinha, e vão sendo infladas com negatividadezinhas aleatórias. E são essas coisinhas que, sem perceber, a gente deixa passar. São essas coisinhas que você, a partir de hoje, vai começar a barrar na sua vida.

Fique atento a tudo o que vem à sua mente e que você sabe que não lhe faz bem. Malícia, maus olhos, lembranças que trazem tristeza, sentimento de culpa, preocupações, vitimização, enfim, há um pequeno alarme dentro de cada um de nós que nos avisa quando algo nos faz mal, desde que estejamos suficientemente atentos e conscientes do que entra em nossa cabeça. Se não estava com o alarme antinegatividade ligado, ligue agora.

Se perceber algo dentro de você que se encaixa na categoria de “expansor” ou de preenchimento de expansor, arranque, imediatamente. Não colabore com quem quer destruir sua vida. Há um versículo bem objetivo que devemos ter em mente durante o nosso dia:

“Não deis lugar ao diabo.” (Efésios 4.27)

Não podemos nos permitir criar esse espaço. Temos o poder de dizer “NÃO” (assim, em caixa alta) a tudo o que tenta se instalar em nossa mente.

 

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#Jejum de Daniel #Dia 1

* Estamos em uma jornada de 21 dias de jejum de informações e entretenimento chamado Jejum de Daniel. Durante esses dias, os posts no blog serão voltados exclusivamente para o crescimento espiritual. Leia este post para entender melhor.

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Pensamento de futuro catastrófico

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Da série “Identificando a voz do gremlin”— parte 5

Já falei aqui que você deve ter alergia a drama, não é? E não tem nada mais dramático do que a visão que o gremlin dá em relação ao futuro. Sim, porque grande parte dos pensamentos que ele planta em nossa mente diz respeito ao futuro (próximo ou distante) e a coisas sobre as quais não temos o menor controle. Vamos à quinta característica que vai lhe ajudar a identificar um pensamento gremliniano:

Previsão de futuro catastrófico — O gremlin é o Nostradamus da novela mexicana. Segundo ele, o mundo vai acabar todo dia. Qualquer coisinha, por menor que seja, é capaz de destruir o universo. Ele quer convencê-lo de que, se você fizer (ou não fizer) determinada coisa, sua vida acabará para SEMPRE (olha o drama e o termo definitivo aí). Ou então, porque você fez (ou não fez) outra coisa, está tudo arruinado e NUNCA MAIS vai ter outra chance para você.

Mas COMO RAIOS ele consegue prever o futuro? Não consegue! O que ele tenta fazer é convencer você de que aquele futuro sombrio é a verdade. Usa muito drama, é claro (sem drama não há catástrofe). Algumas pessoas se convencem tanto que chegam a fazer o futuro sombrio que o gremlin previu acontecer. Por exemplo: você pensa que algo não vai dar certo e se hipnotiza com essa ideia de tal forma que age de modo contrário ao que deveria agir para fazer dar certo.

Ou então, o gremlin lhe diz: “ninguém gosta de mim, todo mundo me acha esquisito” e você, por acreditar nisso e olhar as pessoas mal, achando que elas não gostam de você, age de modo esquisito com elas, pois não reage ao que realmente está acontecendo e, sim, ao que ocorre dentro da sua cabeça.

Você age de modo esquisito, mantendo distância, e elas apenas reagem aos sinais que você envia. Você, então, interpreta essas reações como confirmação de que NINGUÉM gosta de você. Olha que coisa de doido! É o que a ciência chama de “profecia autorrealizável”, a gente mesmo faz acontecer por acreditar muito nela.

Gremlins fazem festas gremlinianas para comemorar esse tipo de atitude, pois só abre mais espaço para eles, que começam apenas sugerindo pensamentos na cabeça da pessoa e daqui a pouco já estão tomando banho de piscina dentro do cérebro dela. Bora começar a acreditar em coisa que preste?

Não lhe parece muito mais útil usar esse poder que sua cabeça tem para definir as coisas que você quer? Começar a dizer e a pensar coisas boas a respeito de si mesmo, começar a esperar o melhor e a procurar confirmações de que essas coisas boas acontecerão?

Por isso — e lá vou eu bater nessa tecla — é absolutamente necessário que você alimente seus pensamentos com aquilo que é bom, puro, justo, verdadeiro e que o coloca para cima. E se mantenha longe do que lhe faz mal, ainda que seja algo de que goste muito. O sacrifício vale a pena. Afinal de contas, é do seu futuro que estamos falando.

Se o passado foi ruim e o presente não está sendo lá grandes coisas (e vice-versa), pelo menos o seu futuro você pode fazer ser diferente. Para isso, é preciso total atenção às suas atitudes e pensamentos AGORA. Desenvolvendo intolerância a esse padrão negativo agora, você evita viver por ele no futuro. E, vá por mim, seu eu de amanhã irá lhe agradecer.

Parte 1: Tudo eu

Parte 2: Pensamentos gerados por sentimentos.
Parte 3: Adjetivitis negativus aguda

Parte 4: Não generalize

Parte 5: Pensamento de futuro catastrófico

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*Para quem está chegando agora: “gremlin” é como chamo os monstrinhos invisíveis que imagino sentados em nossos ombros sugerindo pensamentos negativos. Eu os imagino com aquela cara dos monstrinhos do filme Gremlins, principalmente para não querer um troço desses no meu ombro. 

Sobre a saída dos canais abertos da TV paga

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Record, Rede TV e SBT criaram a Simba Content para lutar contra a situação desigual que há no mercado televisivo. Na verdade, essa situação não é de hoje, mas é a primeira vez que emissoras se unem para peitar a concorrente que ainda acha que manda no Brasil. A luta dessas empresas é por espaço e por uma concorrência mais justa, mas creio que podemos aproveitar essa luta para engatar a luta dos consumidores de TV e dos brasileiros, em geral, contra a manipulação e o poder irrestrito que a rede Globo ainda exerce neste país. 

Essa questão da TV a cabo está mal explicada por grande parte dos meios de comunicação, que se limitam a copiar e colar o que as empresas dizem. Não explicam, por exemplo, que essa discussão não é de hoje e que o problema principal também não é de hoje. A Globo exerceu controle sobre a Net e a Sky como proprietária e acionista por muitos anos, até que, forçada pela lei e por suas muitas dívidas, buscou novos sócios e começou uma manobra para se retirar do controle da operação dessas empresas, mas sem perder o poder de veto sobre os canais. Sim, apesar de sair do controle operacional da Net e da Sky (porque foi obrigada a isso), ela manteve o poder de vetar canais nas operadoras que controlava. Além, é claro, de ser dona de 61 canais na TV fechada…alguém acha que ela não usa essa influência na negociação com as outras operadoras?

Talvez por isso as empresas de TV a cabo paguem pelo sinal aberto da Globo e não só por seus canais fechados (e o consumidor também, afinal de contas, está tudo no pacote). Mas na hora de pagar pelo sinal digital da Record, Rede TV e SBT, dizem que terão de aumentar a mensalidade… é claro, muito “pobrinhas” são essas empresas de TV a cabo, não é mesmo? Suas mensalidades são tão baratinhas e elas têm tão poucos assinantes que nunca conseguiriam pagar três canais a mais…quanto é mesmo o faturamento delas? E o dono da Net, Claro e Embratel, o bilionário mexicano Carlos Slim, não é um dos homens mais ricos do mundo? Por favor, né? Alguém REALMENTE acredita que essas empresas podem pagar a Globo, mas não podem pagar três emissoras produtoras de conteúdo sem repassar esses valores ao consumidor? Alguém realmente acha que o assinante já não está pagando há muito tempo por esses canais?

Mas esse é o modus operandi delas: ameaçam o consumidor para que ele fique bem quietinho no canto dele, sem questionar, sem reclamar. O problema é que os mais afetados por essa situação não têm força para se defender. Há locais no Brasil em que o sinal aberto é ruim e para assistir a essas emissoras de sinal aberto as pessoas precisam de TV a cabo.

Defendo o direito das pessoas assistirem ao que quiserem, principalmente se está em contrato. É esse direito de escolha que precisa ser assegurado, não importa se você gosta ou não de canais de TV aberta e se assiste a eles ou não. Defender o direito do outro é ter consciência de seu papel como cidadão. País que vive na base do cada um por si não vai para frente e vive escravo de corruptos, estejam eles na política, em corporações multinacionais ou em monopólios de comunicação.

A luta do consumidor é pelo direito de escolher. Na prática, parece claro que a globo ainda tem forte influência nas operadoras de TV a cabo. Também parece haver um esforço para manipular os consumidores ao tirar deles opções e o poder de escolha. Aliás, isso não é novidade. Ameaçadas pelo youtube e por serviços de streaming como Netflix, as operadoras tentaram até limitar a internet dos brasileiros recentemente, lembra? 

Admiro a coragem das emissoras que formam a Simba Content em se unir para enfrentar o monstrengo global que historicamente engolia com jogo sujo e perseguições todos aqueles que ousavam se levantar contra ele. 

O Brasil não é mais o mesmo que Roberto Marinho tinha nas mãos. A Globo há tempos perdeu o controle absoluto que tinha sobre as massas e sobre o mercado, mas, apoiada por multinacionais que se instalam aqui mais preocupadas com seus próprios interesses do que com a qualidade do serviço que se propõem a oferecer, essa emissora continua exercendo um poder que não deveria mais possuir. Poder esse que ainda é capaz de colocar no topo quem ela quiser e destruir o que for, desde que ganhe com isso. Por essa razão, apoio qualquer investida contra essa hegemonia forçada e compro a briga, que também é minha. É de todos nós. Enquanto houver tratamento desigual entre as emissoras, o Brasil viverá refém da rede Globo.

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PS: Boa explicação do Marcelo de Carvalho, da Rede TV sobre o que é a Simba e a situação atual: https://tvuol.uol.com.br/video/16159918/

E o comunicado oficial dele: https://www.youtube.com/watch?v=smGZh21ZNLQ

PS2: É sempre bom lembrar a quem ainda não assistiu: existe um documentário antiguinho, mas muito educativo, chamado Muito além do Cidadão Kane, sobre o poder paralelo exercido pela Globo ( https://www.youtube.com/watch?v=s-8scOe31D0 ). A Globo não é conhecida por jogar limpo com seus concorrentes e sempre preferiu ganhar no tapetão e tirar do público as opções de escolha a brigar de forma justa em igualdade de condições. Para conhecer um pouco mais sobre a história e entender melhor a emissora, recomendo a leitura do livro “O quarto poder”, do jornalista Paulo Henrique Amorim .

UPDATE: As operadoras agora estão trabalhando com desinformação, tentando fazer com que as pessoas acreditem que a culpa é das emissoras e elas não têm nada com isso. Pena que já cancelei a TV a cabo, senão cancelaria de novo, só de raiva. Só para esclarecer: As emissoras podem, sim, cobrar pelo conteúdo digital e isso está sendo discutido desde 2013, olha só (matéria de 2013): “Durante debate no congresso da Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA), em São Paulo, representantes da Band e do SBT afirmaram que o conteúdo digital terá custo maior, que poderá tanto ser assumido pelas emissoras abertas quanto pelos assinantes de TV a cabo, caso o valor seja repassado às operadoras de TV por assinatura, que poderão dividi-lo entre a base de clientes.” (Na verdade, nem seria necessário repassar aos clientes, pois as operadoras de TV a cabo já cobram mensalidades suficientemente altas para cobrir esse custo.) PS do Update: Ignore o título sensacionalista do link (Veja sendo Veja, né?), a matéria não diz que o telespectador teria que pagar, mas dá a entender que ficaria a critério da empresa de TV a cabo repassar ou não e depois diz que o valor seria baixo e não atingiria o consumidor. http://veja.abril.com.br/…/espectador-pode-pagar-por…/ 

Não generalize

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Identificando a voz do gremlin — Parte 4

Outra característica forte de pensamentos gremlinianos é a presença de termos definitivos e generalizações, como: sempre, nunca, ninguém etc. — As coisas na vida real dificilmente podem ser generalizadas ou definitivas. Acho que definitivo, só a morte e, mesmo assim, não é tão definitiva, já que a vida continua depois dela.

Essa, aliás, é uma das características mais comuns e é o que leva muitas pessoas a tomarem decisões definitivas (como o suicídio) na tentativa de solucionar um problema. O pensamento errado as leva a ignorar o fato de que todo problema é temporário. Elas veem tudo como extremo e…dramático. Sim, porque não tem nada mais dramático do que algo definitivo. “Eu NUNCA vou ser feliz.” “Eu NUNCA vou conseguir isso.” “Eu NUNCA vou mudar.” “As pessoas SEMPRE me acham ridícula.”

Encontrei um bom exemplo disso em um dos meus diários antigos, de 1999 (eu tinha 19 anos e o problema não era adolescência, era depressão, que, com altos e baixos, me acompanhou até 2009). Sente o drama:

“Estou exausta, de saco cheio de TUDO e de TODOS, não aguento mais os mesmos problemas, as mesmas conversas, os mesmos dilemas. Eu não aguento mais esse NADA COMPLETO. Será que eu NUNCA me recuperarei? Será que NUNCA reconstruirei? NADA será como antes. Eu NUNCA serei como antes. O que eu esperava que fosse? Sinceramente, eu confesso que não esperava NADA, nem de antes, nem de agora (muito menos).”

Praticamente um texto psicografado por gremlin. Às três horas da manhã, em uma das muitas madrugadas que eu passava em claro pensando abobrinha (conversando com gremlins). Puro sentimento burro. Se houvesse mediação de raciocínio lógico aí, perceberia que nenhuma dessas generalizações era correta.

Por exemplo, se você fosse fazer uma lista de TODAS as coisas e pessoas que existiam na minha vida, eu provavelmente estaria de saco cheio de 10% delas, no máximo. E por razões que diziam mais respeito a mim do que a elas. Mas, sem pensar, eu realmente sentia que era algo que poderia generalizar. Eu sentia como se estivesse cansada de TUDO, mas não estava realmente cansada de TUDO.

E quanto ao “eu confesso que não esperava NADA, nem de antes, nem de agora”, obviamente eu esperava alguma coisa de antes e do momento em que escrevia isso, caso contrário não me sentiria frustrada. Se você espera NADA, não se frustra ao encontrar o que esperava rs. Por fim, eu sentia que nunca seria feliz, sentia um vazio (o “completo nada” que menciono no diário) e de tanto repetir essas palavras definitivas, sentia que era algo impossível de mudar. 

Sim, porque há um segredo nessa repetição de nadas, nuncas, tudos e sempres. A repetição de palavras generalistas e definitivas é uma forma do gremlin nos hipnotizar com a sensação de que nunca conseguiremos nada. Não importa se faz sentido ou não, só o que importa é a sensação que nos traz. É com isso que ele trabalha e é nisso que nos enrola.

Uma coisa que você deve saber a respeito de textos escritos, falados ou pensados: cada palavra importa. Em seus textos, preste atenção a cada palavra. Você realmente está dizendo o que quer dizer? O que está dizendo é realmente verdade? Realmente tem lógica? Será que esse NADA quer dizer NADA, mesmo? Nem uma coisinha? Se eu me perguntasse: “como assim ‘não aguento esse nada completo’? Será que minha vida realmente tem sido um nada completo?” Seria obrigada a admitir que existiam algumas coisas boas, que eu simplesmente desconsiderava.

Aprenda outra coisa: generalizações empobrecem o discurso. Você poderia focar dez coisas específicas, mas generaliza em uma só. Teríamos um texto bem mais rico se eu descrevesse as coisas boas que estavam acontecendo na minha vida, as coisas legais e as possibilidades para resolver aquilo que me incomodava (se eu conseguisse pelo menos descrever quais sentimentos exatos estavam me incomodando) — ou lidar melhor com o que eu não poderia mudar. Mas não havia espaço para isso, somente para reclamações e frases de efeito sem lógica, que só serviam para alimentar sensações e sentimentos.

É claro, eu sei que quanto mais longe estamos de Deus, mais insatisfeitos ficamos com TUDO à nossa volta. Mas o contrário também é verdade. Quanto mais aprendemos a valorizar o que temos, quanto mais focamos naquilo de bom que temos, quanto mais observamos o que é bom e menos foco colocamos no mal, mais conseguimos nos aproximar dEle.

Eu me lembrei de algo que li no Casamento Blindado, capítulo 20. É a ferramenta número 3, que deve ser aplicada no casamento, mas também vale para seu relacionamento consigo mesmo. Já disse que tudo o que se propõe a ajudar no casamento (Casamento Blindado, The Love School, Terapia do Amor etc.) também pode ser aplicado ao nosso relacionamento conosco. Vou colar aqui um trechinho dessa ferramenta, que pode ajudar a quem está nesse processo de reconstrução da mente:

3. Não generalize 

Não importa como você completaria essas frases: “você nunca…” ou “você sempre…”. Ambas causarão problemas. Não use o pincel de uma situação para pintar todo o caráter do seu companheiro. “Você sempre faz o que quer, nunca o que eu quero”, “você nunca me ouve”. Esse tipo de afirmação raramente é verdadeira, e só serve para aborrecer seu companheiro.  Lide com as situações individualmente e resista à tentação de relacionar o problema atual a um problema passado. Cuidado com as palavras nunca, sempre, nada, tudo e toda vez. São palavras absolutas e não deixam opção. Evite-as. […]”

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Parte 1: Tudo eu

Parte 2: Pensamentos gerados por sentimentos.
Parte 3: Adjetivitis negativus aguda

Parte 4: Não generalize

Parte 5: Pensamento de futuro catastrófico

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Tudo é um grande treinamento

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Depois que você fica mais alerta e começa a monitorar sua cabeça para corrigir os erros de pensamento, é natural que o gremlin mude de tática e comece a criar situações diferentes com as quais você não sabe ainda lidar. Veja isso como um bom sinal, finalmente você está dando trabalho para ele! Antes, ele colocava os erros de pensamento em piloto automático e você sempre caía, feito um patinho.

Mas e como lidar com coisas que você ainda não sabe como lidar? Bem, o que você precisa saber é que essas coisas não são lá tão diferentes das coisas com que você sabe lidar. Você está dando trabalho para ele, mas ele não é muito criativo. Trabalha com aquilo que sabe que funciona dentro das reações que você costuma ter.

Veja tudo como um grande treinamento. Como provas de um reality show tipo “O Aprendiz” rs. O que você quer? Qual é o seu objetivo? O meu é me tornar uma pessoa melhor, agradar a Deus. Quero ser alguém com quem Ele possa sempre contar. Então, por exemplo, se estou sendo injustiçada, se as pessoas estão distorcendo as coisas a meu respeito, o que vai contar aqui é como vou reagir a isso.

Já que não podemos mudar as situações, vamos nos concentrar em nossas reações e objetivos. Qual reação vai me ajudar a alcançar meu objetivo? Ficar magoada ou me sentir injustiçada me ajuda a alcançar meu objetivo? Não. Pelo contrário, me afasta dele.

A partir do momento em que consigo identificar qual é a prova da qual estou participando, posso escolher a melhor reação que devo ter (e sacrificar todas as outras reações, mesmo as que tenho vontade de ter, as que seriam meu impulso inicial).

Sim, podemos escolher nossas reações. Ainda que seja difícil no começo, ainda que só comece a se dar conta e a mudar a sua reação depois de um tempo de reação errada, é possível mudar a direção e começar a acertar.

Controlando seus sentimentos e não se deixando guiar pelas sensações agora, você terá a satisfação de fazer o que é certo. Afinal, sentimento por sentimento, a sensação de saber que passou na prova e foi aprovado para a próxima etapa é infinitamente melhor.

 

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Adjetivite negativus aguda

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Identificando a voz do gremlin — Parte 3 

Além de serem centralizados no “eu” e de terem forte componente emocional negativo, outra característica importante de grande parte dos pensamentos prejudiciais é a presença de adjetivos negativos. Exemplo: horrível, terrível, insuportável, incapaz, impossível etc. Faz parte do drama. Ou é o material de construção do drama. Nem todos vêm com adjetivos, mas é muito comum que venham e já vou explicar por quê.

Adjetivite negativus é uma doença gravíssima (que eu acabei de inventar) que gera na pessoa uma compulsão por rotular tudo e todos com um adjetivo negativo desnecessário, deixando tudo pior do que já é.

Não foi simplesmente o atendente da lanchonete que trouxe com bacon o sanduíche que você pediu sem bacon. Foi o atendente burro da lanchonete horrorosa que trouxe com um bacon nojento o sanduíche que você pediu. A essa altura do campeonato, um problema que seria naturalmente ruim, já se tornou um desastre.

As coisas acabam sendo mais pesadas do que deveriam ser e esse é um tijolinho no grande edifício do estado de drama, da depressão, da ansiedade e da sensação generalizada de que nada nunca vai dar certo. E esses são alguns dos muitos estragos que essa doença causa na pessoa. Pensamento negativo gera vida negativa. 

Sem contar quando esses adjetivos negativos vêm relacionados a você mesmo: burro, inútil, idiota, incompetente, incapaz, inferior, etc. Só servem para colocá-lo para baixo e enfraquecer seu espírito. Vai por mim, você não precisa disso.

Vamos ao nosso amigo dicionário: 

Adjetivo: Palavra que modifica um substantivo, expressando uma qualidade, uma característica ou uma quantidade daquilo a que se refere.

Note que o adjetivo não é um elemento neutro. Ele modifica o substantivo. Algo que tinha um significado sem o adjetivo, adquire um novo significado com o adjetivo. Uma menina é apenas uma menina. Mas se você coloca um adjetivo, ele modifica a menina aos seus olhos e aos olhos da gramática: menina bonita é diferente de menina feia, que é diferente de menina burra, que é diferente de menina inteligente, que é diferente de menina ridícula, que é diferente de menina alta, etc. “Um carro” pode ser qualquer carro. Mas um carro azul é específico. E é diferente de um carro verde, que é diferente de um carro vermelho…

Adjetivos são assim, diferenciam as coisas, as pessoas e as situações. Eles podem ser negativos ou positivos, mas não acredito em adjetivos neutros. Carro azul é neutro? Depende do contexto. Se você gosta de azul, ele é melhor que um carro de outra cor. Mas se você não gosta de azul, ele é pior. Talvez a palavra “neutro” pudesse ser um adjetivo neutro. Mas se você pensar bem, quando eu digo que algo é neutro, de alguma forma é um rótulo que faz você enxergar esse algo de uma maneira específica, não?

Enfim, quando coloca um adjetivo, você dá ao adjetivado algo que vai fazer com que ele tenha um peso diferente do que teria sem o adjetivo. Adjetivos, em si, não são necessariamente ruins. Eles nos ajudam a definir melhor o mundo e, por isso, devem ser muito bem escolhidos. O problema não é o adjetivo, em si. O problema são adjetivos negativos utilizados sem critério (e quase compulsivamente) em nossas palavras ou pensamentos.

A adjetivite negativus é transmitida por picada de gremlin. Assim que o monstrinho que vive empoleirado no seu ombro começa a sugerir pensamentos negativos na sua cabeça e você os aceita como verdade, ele inocula um veneno que faz com que tudo comece a ser pintado com as cores que ele escolher.

Alguns pensamentos gremlinianos vêm recheados de adjetivos negativos justamente porque eles precisam modificar sua visão a respeito das situações, pessoas, eventos e de si mesmo. E, para modificar a visão (para o bem ou para o mal), o primeiro passo é modificar as palavras usadas para definir a coisa retratada.

Ao usar palavras negativas para definir algo, você direciona sua interpretação para o lado negativo — por isso é importante cuidar as palavras que saem da sua boca ou para as quais você faz um ninhozinho na sua cabeça. Você pode escolher quais vai manter e quais vai rejeitar.

O direcionamento de interpretação pode ser feito tanto por meio dos adjetivos negativos quanto pela presença de termos definitivos e generalizações. Mas isso é assunto para outro post. :-) .

Parte 1: Tudo eu

Parte 2: Pensamentos gerados por sentimentos.

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*Para quem está chegando agora: “gremlin” é como chamo os monstrinhos invisíveis que imagino sentados em nossos ombros sugerindo pensamentos negativos. Eu os imagino com aquela cara dos monstrinhos do filme Gremlins, principalmente para não querer um troço desses no meu ombro. 

 

Interpretando certo

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Há sempre mais de uma alternativa para interpretarmos as situações que nos acontecem, mas quando estamos viciados no padrão negativo, vamos no piloto automático e temos muita preguiça de pensar em outras possibilidades. Afinal de contas, é mais fácil e mais rápido fazer o que já estamos acostumados a fazer — e nosso cérebro trabalha em modo de economia de energia. Quanto menos esforço, melhor para ele. Então, a tendência natural da natureza humana é sempre buscar o caminho do menor esforço.

E minha teoria é que as emoções ativadas pelo gremlin têm como função induzir o cérebro da pessoa a esse estado de piloto automático. As emoções negativas e as ruminações sobrecarregam tanto o sistema que a pessoa (que nem sabe que tem um gremlin ali — a menos que leia este blog rs) não consegue reagir. A menos que leia este blog! Porque assim que você tem a consciência do que o gremlin está fazendo, tomou a pílula vermelha e não tem mais jeito. Pode — e deve — reagir.

Você quer uma nova vida. Quer uma nova mente. Então, vai quebrar essa tendência natural buscando o caminho do sacrifício. É mais difícil pensar em uma forma melhor ou positiva de interpretar aquela situação? É. Mas você sacrifica a preguiça mental e decide pensar o melhor de você, da situação e da outra pessoa.

Ela o tratou mal e sua vontade é pensar que ela te odeia porque você é irritante (pensando mal dela e de si mesmo) ou porque ela é invejosa, afinal de contas, você não fez nada (pensando mal dela e com pena de si mesmo)? Ou — pior — sua vontade é sair “desabafando” por aí sobre como tal pessoa é grossa e insensível (pensando mal dela, com pena de si mesmo e ainda falando mal dela).

Respire fundo e escolha a terceira interpretação: você não tem como saber o porquê (não tem mesmo! A menos que a pessoa lhe diga — e olhe lá!). Ela pode estar exausta, pode não ter dormido bem, pode estar passando por um problema muito sério com o qual não sabe lidar e acaba descontando nos outros. É melhor sempre partir do pressuposto de que todas as pessoas são boas. Ninguém quer ser ruim, ninguém quer errar. As pessoas erram porque não sabem lidar com as coisas.

Que tal olhar essa pessoa como alguém que está travando suas próprias batalhas e que talvez precise de ajuda? Assim, em vez de focar a sua reação em VOCÊ, dando espaço ao gremlin para ficar falando no quanto você foi desprezado por aquela pessoa, você vai focar nela, dando a ela a mesma compaixão que você gostaria de receber, pedindo a Deus que fortaleça essa pessoa e a ajude a lidar com as dificuldades que tem passado. Afinal de contas, você pode nem saber quais são essas dificuldades, mas Ele sabe. E talvez tenha colocado aquela pessoa no seu caminho para lhe mostrar alguém que precisa de sua ajuda — mesmo que seja em oração silenciosa.

 

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PS: Esse é um antídoto às lentes verdes do gremlin. É uma excelente forma de neutralizá-las e eliminá-las de vez. E uma excelente forma de ocupar seus pensamentos com algo realmente útil.

PS2: Para quem chegou agora: gremlin é como chamo o monstrinho que imagino sentado no ombro da pessoa, sugerindo pensamentos negativos. Sobre as lentes verdes, segue um resumo do post em que expliquei isso: os pensamentos gremlinianos induzem a um estado de drama que cria uma espécie de lente de contato verde (que é a cor do gremlin rs) que faz com que absolutamente tudo o que você vê se torne verde. Essa lente distorce tudo o que chega até você e carrega tudo com um drama que nem sempre existe (na verdade, na maioria das vezes não existe, mas parece muito que existe). É o que faz você se sentir a última das criaturas, incompetente, inútil ou a vítima indefesa de pessoas cruéis. A protagonista da sua novela mexicana pessoal.

Essas sentimentos moldam nossa forma de ver o mundo. Deixamos de ver o cenário real, com dados verificáveis, e criamos uma realidade paralela em que tudo é verde. Essas lentes interpretam o que os outros nos dizem, nos fazendo procurar sempre indícios daquilo que tememos (ou em que acreditamos) de modo a tentar confirmar nossos medos, dúvidas e crenças que o gremlin está tentando desesperadamente plantar em nossa cabeça.

As lentes verdes dadas pelo gremlin tentam encaixar tudo naquele cenário de caos que ele pintou. A partir do momento em que você duvida daquele monte de coisa verde (porque, por favor, né, amigo, como TUDO pode ser verde na vida?) o mundo de terror e drama montado pelo gremlin começa a ruir e você passa a usar sua inteligência para sair dessa armadilha. É o que temos feito nessa série “Renovando a Mente”.

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PS4: Eu REALMENTE ACHO que a pessoa vai ler SEIS parágrafos e um PS sem saber o que é gremlin e vai ficar ok em descobrir isso só no PS2 (e vai ler tudo, mesmo ele sendo praticamente outro post)! O otimismo Vanessístico é inacreditável hahahaha

Pensamentos gerados por sentimentos

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Identificando a voz do gremlin — Parte 2

Já falamos no post anterior sobre os pensamentos gremlinianos serem centrados no “eu”. A segunda característica é a presença de forte componente emocional negativo: medo, raiva, pena de si mesmo, sensação de estar sendo agredido, de não merecer (ou de merecer, mas com muita dor por ter merecido), insegurança…enfim, sempre há um sentimento negativo presente com bastante intensidade — e às vezes mais de um.

É essa emoção que alimenta o pensamento. Às vezes essa emoção é o que gera o pensamento. Por exemplo, você começa a pensar que nunca vai conseguir aprender a dirigir. Se você é uma pessoa que já sabe dirigir ou se você tem certeza de que uma hora vai aprender, o pensamento de nunca conseguir não vai ter espaço. No entanto, se você se sente inferior e inseguro e tem medo de, por isso, nunca conseguir aprender alguma coisa; então, esses sentimentos podem criar o pensamento de “nunca vou aprender a dirigir”.

Alguns até desistem porque não querem encarar a frustração que confirme o que tanto temiam. Dirigir é algo que você não pode fingir saber. Ou aprendeu ou não aprendeu. E lá vai você, que se sente uma fraude, ficar com medo de descobrir que não consegue aprender algo que não possa fingir que sabe.

Esse é um pensamento gerado por três sentimentos: insegurança, sentimento de inferioridade e medo. O pensamento, então, começa a ser alimentado pelo medo e, duvidando da sua capacidade, você não consegue prestar atenção ao que ensinam e faz tudo errado. O gremilin, então, aponta seus erros e o convence de que esses erros confirmam o pensamento de que você é incompetente demais para aprender a dirigir.

Transporte esse modelo para qualquer outra área da sua vida. Teste os principais pensamentos gremlinianos que atormentaram você e veja como sempre há mais sentimentos negativos do que raciocínio lógico. A pessoa parte de uma premissa falsa, baseada em uma emoção, e constrói toda uma cidade em cima dela. O problema é que, se a premissa é falsa, o fundamento é falso e toda a cidade é falsa. 

O gremlin dá uma sugestão que faz surgir um sentimento que gera um pensamento que gera atitudes que confirmam o pensamento. E a pessoa começa a viver uma realidade paralela, uma fantasia em que ela é um ser infeliz de quem ninguém gosta e para o qual tudo dá errado. Você precisa entender que está vivendo uma realidade falsa para começar a usar a lógica contra os pensamentos gremlinianos.

Por isso eu disse que é importante entender que você tem se hipnotizado há anos com esses pensamentos negativos e que, para fins de desintoxicação, o melhor é considerar como mentira TODOS os pensamentos que colocarem você para baixo. Tudo aquilo que vier acompanhado de sentimentos negativos está vindo para mantê-lo escravo dessa realidade negativa falsa que tanto tem tirado a sua paz. Mas felizmente agora o gremlin foi desmascarado e você tem recebido ferramentas para lutar contra ele, tomando as decisões no lugar em que elas devem, de fato, ser tomadas: na cabeça.

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PS: Para ver todos os posts da categoria Renovando a Mente, clique aqui

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*Para quem está chegando agora: “gremlin” é como chamo os monstrinhos invisíveis que imagino sentados em nossos ombros sugerindo pensamentos negativos. Eu os imagino com aquela cara dos monstrinhos do filme Gremlins, principalmente para não querer um troço desses no meu ombro. 

 Se quiser entender melhor a referência, leia esses dois posts do Jejum de Daniel:

Dando crédito à voz do gremlin

O estado de drama e as lentes verdes do gremlin

Tudo eu!

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*Imagem: buraco negro sugando a energia dos outros (Credits: NASA/CXC/M.Weiss)

Identificando a voz do gremlin — Parte 1

Qual é o “estilo literário” do gremlin que se empoleira em nossos ombros para sugerir pensamentos negativos e nos fazer mergulhar em autocomiseração? Vamos falar sobre algumas das características mais comuns dos pensamentos que ele sugere, não apenas para que você possa identifica-los, mas para desenvolver aquela intolerância de que falamos no post anterior. Vamos falar sobre essas características aos poucos, para facilitar o entendimento, mas segue uma listinha básica:

São autocentrados

Há forte componente emocional negativo

Presença de adjetivos negativos

Presença de termos definitivos e generalizações

Previsão de futuro catastrófico

Conclusões surrealistas 

São autocentradosA maioria é centrada no “eu”. “EU sou isso e aquilo” (geralmente alguma coisa negativa), “EU nunca vou conseguir”, “ninguém ME suporta”, “fulano pensa isso e isso de MIM”, “como ele pode fazer isso COMIGO?” etc.

Por mais que você se ache altruísta e doador, começa a se preocupar extremamente com a opinião do outro a SEU respeito, com a SUA performance durante uma conversa ou com o impacto que determinada situação pode ter na SUA vida ou com o que VOCÊ queria que a outra pessoa tivesse feito ou dito. 

É complicado ter que admitir uma coisa tão feia a respeito de nós mesmos, eu sei, mas é necessário. Dar crédito à voz do gremlin faz com que até a mais altruísta das criaturas comece a olhar só para si. Repare nesse tipo de pensamento vitimista e perceba o quanto ele gira em torno do seu umbigo.

É por isso que um bom antídoto à autovitimização é cuidar de outras pessoas. Se bem que eu já vi pessoas usarem o fato de cuidar de outras para se vitimizar. Na verdade, eu mesma já fiz isso, admito. “EU faço isso, isso e aquilo e ninguém ME valoriza”, “só EU faço tudo nessa casa”, “EU não tenho ninguém para ME ajudar”, “EU sou um ombro amigo para todo mundo, mas não tenho nenhum ombro amigo para MIM”.

Nessa, a gente perde a oportunidade de realmente conhecer as outras pessoas e entender como elas pensam para conseguir se colocar no lugar delas e perceber que as coisas não giram em torno do nosso umbigo. E também de desenvolver um olhar mais misericordioso, dando aos outros o que gostaríamos de receber, inclusive a compreensão.

O problema é que, nesse estágio você se torna um buraco negro sugador de energia. Mesmo se todo mundo lhe desse tudo o que você acha que precisa, ainda não seria suficiente. Você continuaria sentindo falta e encontrando motivos para dizer que, em muitas outras coisas, você continua em desvantagem.

É por isso que você tem que morrer. Calma. Não quero matar ninguém. O “você” que tem que morrer é essa natureza humana movida por emoções. É por isso que o gremlin tem tido tanto espaço. Quanto mais alimenta essa natureza emotiva, mais frágil emocionalmente você fica (e mais exposto a ação gremliniana). É um paradoxo, não? Mas quando deixamos de alimentá-la e aprendemos a dizer “não” a nossas próprias vontades para fazer o que é certo, ficamos emocionalmente mais fortes e resistentes, pois estamos desenvolvendo em nós a natureza de Deus. Veja se isso é ou não sacrificar a própria vontade para fazer o que é certo:

“Amai, pois, a vossos inimigos, e fazei bem, e emprestai, sem nada esperardes, e será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo; porque Ele é benigno até para com os ingratos e maus. Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso.”

Lucas 6.35,36

 

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*Para quem está chegando agora: “gremlin” é como chamo os monstrinhos invisíveis que imagino sentados em nossos ombros sugerindo pensamentos negativos. Eu os imagino com aquela cara dos monstrinhos do filme Gremlins, principalmente para não querer um troço desses no meu ombro. 

 Se quiser entender melhor a referência, leia esses dois posts do Jejum de Daniel:

Dando crédito à voz do gremlin

O estado de drama e as lentes verdes do gremlin

Intolerância à negatividade

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Nos próximos posts vamos analisar algumas das principais “características literárias” dos roteiros que o gremlin escreve na cabeça das pessoas. Mas é importante que, além de conseguir identificar a voz do gremlin, ela se torne repugnante para você. Não pode mais ser algo tolerável. Vá se treinando a rejeitá-la como rejeitaria uma comida estragada, apodrecida ou algo que lhe fizesse muito mal.

Seja exagerado nesse início. Não tem problema ir para o extremo oposto, depois será mais fácil encontrar o equilíbrio. Faça de conta que desenvolveu intolerância a negatividade e drama equivalente à intolerância que um celíaco tem ao glúten. Aliás, eu vejo muitas semelhanças entre o que o glúten é para um celíaco e o que a negatividade é para uma mente saudável.

A doença celíaca é uma intolerância violenta ao glúten. Alguns celíacos não podem chegar nem perto do glúten que já passam mal. Qualquer farelinho de pão já é suficiente para desencadear uma crise. Muitos vivem anos passando mal sem saber por que (não sei se reparou, mas nossa dieta está cheia de glúten) e quando, enfim, descobrem, a mudança de dieta é radical, mas é a única maneira de terem uma vida normal.

Mal comparando, a intolerância que você desenvolveu à negatividade e ao drama é altíssima, como celíacos com o glúten. Os sintomas dessa intolerância são fáceis de perceber no dia a dia. Você está intoxicado, exausto, tudo parece difícil e pesado. É difícil acreditar que as coisas irão melhorar. Quanto mais negatividade consome, mais difícil e pesado tudo se torna. Reclamar é quase inevitável. O mundo parece cinza, exige um esforço quase sobrenatural manter o ânimo, o entusiasmo, a esperança.

Agora que começou a nova dieta anti-gremlin, está se desintoxicando. Não é da noite para o dia, mas aos poucos você vai perceber a vida ficando mais leve. Porque as coisas podem ser complicadas e difíceis do lado de fora, mas não precisam ser assim do lado de dentro. Por dentro, pode ser leve. Pode e deve ser leve, afinal de contas, a proposta era justamente trocar um fardo pesado pelo leve, não é mesmo?

 

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*Para quem está chegando agora: “gremlin” é como chamo os monstrinhos invisíveis que imagino sentados em nossos ombros sugerindo pensamentos negativos. Eu os imagino com aquela cara dos monstrinhos do filme Gremlins, principalmente para não querer um troço desses no meu ombro. 

 Se quiser entender melhor a referência, leia esses dois posts do Jejum de Daniel:

Dando crédito à voz do gremlin

O estado de drama e as lentes verdes do gremlin

Como progredir

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 Existem parasitas que dominam a mente do hospedeiro a ponto de fazê-lo arriscar a própria vida (e até morrer) pelos interesses do parasita. O parasita cresce na barriga do gafanhoto, mas só termina seu desenvolvimento na água. Então, ele faz o gafanhoto se atirar na água (e morrer!), para que ele possa sair e continuar seu ciclo.

Outro parasita invade o corpo do caranguejo e faz com que o hospedeiro viva em função dele, a ponto de o caranguejo cuidar dos ovos do parasita! O gremlin tem esse comportamento. Ele manipula sua mente para conseguir o alimento de que precisa.

Mas você tem uma vantagem sobre o gafanhoto e o caranguejo (uma, não, várias rs), você não é uma vítima zumbi indefesa. Tanto que já tem visto progressos ao aplicar o que tem aprendido aqui. Aliás, aprenda outra coisa: se você aplicou o que aprendeu e viu UM progresso que seja, mesmo que pequeno e por pouco tempo, já viu um progresso.

Não considere as vezes que não viu progresso ou mesmo o fato de ter cometido algum erro e ouvido o gremlin — que depois disse para você desistir porque, no raciocínio que ele quer que você tenha, se você errou uma vez, nunca mais vai conseguir. Isso não faz sentido algum (até porque a maioria dos que já conseguiram alguma coisa falhou muitas vezes antes de acertar), mas ele joga o pensamento e você não percebe o erro.

Não considere as vezes que não viu progresso ou mesmo o fato de ter cometido algum erro e ouvido o gremlin — que depois disse para você desistir porque, no raciocínio que ele quer que você tenha, se você errou uma vez, nunca mais vai conseguir. Isso não faz sentido algum, mas ele joga o pensamento e você não percebe o erro.

Repito: se você viu UM progresso, quer dizer que o progresso já está ali. Mesmo que tenha visto MEIO progresso. Leu e ENTENDEU o que está errado. Isso já é um progresso! Se apegue a isso e com certeza verá outros. 

Depois de três anos de violenta seca, sem nenhuma gota de chuva, o profeta Elias estava orando e esperando chuva no alto do monte Carmelo.

“E disse ao seu servo: Sobe agora, e olha para o lado do mar. E subiu, e olhou, e disse: Não há nada. Então disse ele: Volta lá sete vezes. E sucedeu que, à sétima vez, disse: Eis aqui uma pequena nuvem, como a mão de um homem, subindo do mar. Então disse ele: Sobe, e dize a Acabe: Aparelha o teu carro, e desce, para que a chuva não te impeça. E sucedeu que, entretanto, os céus se enegreceram com nuvens e vento, e veio uma grande chuva; e Acabe subiu ao carro, e foi para Jizreel.”
1 Reis 18.42-45

Percebeu? Não tinha vento, não tinha chuva, não tinha nada. Elias não deu a menor bola para o fato de não ver nada. Continuou insistindo, até ver. Quando finalmente o servo percebeu algum progresso, era uma nuvenzinha ridiculamente pequena. Mas era um progresso. Elias não queria saber o tamanho do progresso. O importante é que já tinha uma nuvem. Então, ele agiu como se viesse uma tempestade, a ponto de mandar avisar ao rei para voltar pra casa. Não estava enganando o rei ou mentindo, estava convicto daquilo por que viu o progresso. E, só aí, o céu escureceu, veio vento e uma super chuva. Elias precisou insistir até ver. Não com medo de não ver, mas CONVICTO de que veria. Ele sabia que, cedo ou tarde, o sinal apareceria.

É assim que funciona. Pense nos pequenos progressos como sinais de que vai alcançar o seu objetivo, independentemente do que o gremlin diga ou faça você sentir. Não espere ver para insistir, não é esse o caminho da fé consciente. Insista até ver. Ao colocar o foco no pequeno progresso como sinal de que alcançará sua meta, inevitavelmente você experimentará novos progressos (da mesma forma que ficar se focando nos fracassos traz mais fracasso, se focar no progresso traz mais progresso). Em menos tempo do que imagina, aquela nuvenzinha minúscula se transformará em uma grande tempestade.

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*Para quem está chegando agora: “gremlin” é como chamo os monstrinhos invisíveis que imagino sentados em nossos ombros sugerindo pensamentos negativos. Eu os imagino com aquela cara dos monstrinhos do filme Gremlins, principalmente para não querer um troço desses no meu ombro. 

 Se quiser entender melhor a referência, leia esses dois posts do Jejum de Daniel:

Dando crédito à voz do gremlin

O estado de drama e as lentes verdes do gremlin

O que sai da sua boca

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A dieta anti-gremlin — Parte 4 — O que sai da sua boca

A última parte da dieta anti-gremlin talvez seja a que exige mais esforço. Porque quem se deixa guiar pelo sentimento também tem o péssimo hábito de falar sem pensar. Normalmente, a pessoa não tem a menor noção do que sai de sua boca (ou dos dedos, quando digita rs). Para quem está vivendo sua novela mexicana particular, a linguagem negativa soa natural, pois combina perfeitamente com sua forma de ver o mundo.

A linguagem negativa alimenta a visão negativa que confirma a linguagem negativa que reforça a visão negativa, em um ciclo autodestrutivo de negatividade. Corte uma e a outra perde a força. Então, além dos dois passos anteriores, fique atento também ao que sai da sua boca.

Coloque aquele segurança para cuidar disso, também. Evite palavras negativas, críticas a si mesmo e aos outros (ainda que você pense que é “verdade” ou que está “só comentando”), maldições — por exemplo, dizer: “eu nunca vou conseguir” é se autoamaldiçoar. Dizer “espero que ela se dê mal” é amaldiçoar os outros. “Esse país está perdido” é amaldiçoar o país.

Não é muito fácil identificar porque, como eu disse, se você está habituado a esse linguajar, ele entra em seus ouvidos com naturalidade. Cuidado com as palavras que usa para falar dos outros, de si mesmo e das situações.

“Mas, o que sai da boca, procede do coração, e isso contamina o homem. Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, fornicação, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias.” Mateus 15.18,19

Note como boa parte do que tem envenenado sua vida está relacionado ao que sai da sua boca. Isso é o que contamina o homem. As palavras negativas são fruto de maus pensamentos e podem ser mães da injustiça. Às vezes podem parecer inocentes, mas não são. Você pode achar que não está prejudicando ninguém ao criticar um político ou um bandido depois de ver uma notícia na TV, mas está prejudicando alguém, sim: você mesmo.

Lembre-se de que a ideia toda é parar de alimentar o gremlin até enfraquecê-lo e, para isso, é imprescindível tirar a linguagem negativa do seu vocabulário. Uma boa ideia é seguir o seguinte conselho:

“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem.” Efésios 4.29

Note que “palavra torpe” aqui está sendo usada como oposto a “palavra boa para promover a edificação”. Ou seja, palavra torpe é qualquer palavra destrutiva, não apenas as que nos parecem “feias”. Críticas a si mesmo (já ouviu em algum lugar? rs) são palavras torpes. Falar mal ou usar linguagem maldosa para falar de alguém é palavra torpe. Mentir, obviamente, é palavra torpe.

Além disso, palavras negativas são torpes. Palavra de derrota é palavra torpe (afinal de contas, a última coisa que uma palavra de derrota poderia fazer é ser boa para edificação), espalhar boatos é palavra torpe, falar de coisas negativas do passado é torpe (serve para quê?)… Enfim, pense aí em algumas alternativas que sejam contrárias a “palavra boa para edificação”… Reclamação! Isso, reclamação se encaixa perfeitamente na definição de palavra torpe. Que tal, a partir de hoje, deixar de torpeza?

O mesmo versículo explica o que deve sair da nossa boca: “só a que for boa para promover a edificação”. SOMENTE esse tipo de linguagem útil, construtiva, que ajude, que coloque para cima…pense…seu alvo é chegar a um ponto em que todas as palavras que saem da sua boa sejam construtivas e positivas, inclusive aquelas sobre si mesmo ou sobre situações difíceis. Uau, quem disse que esse negócio de “graça” é fácil, hein? Mas Deus não nos pede nada sem que antes já tenha nos dado capacidade e plenas condições de cumprir. Só precisamos acreditar, obedecer e insistir até conseguir cumprir.

Enfim, você não vai morrer se uma ou outra palavra negativa escapar, o importante é ficar atento. No começo é mais complicado porque você está tão habituado a falar bobagens que as bobagens fluem naturalmente. O importante é ficar atento para identificar o monstrinho e eliminá-lo. Aos poucos sua sensibilidade a palavras negativas vai aumentar e vai ser cada vez mais natural evitá-las.

 

 

PS: Para ler os outros posts sobre a dieta anti-gremlin, clique:

Parte 1: O que você coloca diante dos seus olhos e ouvidos

Parte 2: Você não precisa disso

Parte 3: Coloque um segurança

Coloque um segurança

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A dieta anti-gremlin — Parte 3

Já sabemos que aquele gremlin que se empoleira em nossos ombros para sugerir pensamentos negativos se alimenta dos sentimentos dramáticos que brotam do nosso coração quando ficamos ruminando esses pensamentos.

Enquanto andamos no modo automático, sem cuidado, apenas reagindo emocionalmente, deixando a vida nos levar, ele se fortalece. Mas quando tomamos as rédeas da nossa vida das mãos dele e passamos a nos responsabilizar pelo que colocamos diante de nossos olhos e ouvidos (conforme os posts anteriores), nos fortalecemos e o gremlin se enfraquece. Porém, além disso, também devemos nos responsabilizar pelo que permanece em nossa mente.

Os pensamentos que você alimenta e permite que fiquem passeando pela sua cabeça também são escolha sua. É claro, pensamentos vêm e, como você está habituado a deixar que entrem sem filtro e critério, talvez demore um pouco para perceber que entraram.

Mas imagine que agora tem um segurança na porta pedindo a identidade dos pensamentos. Só entra quem tiver uma marquinha positiva. Caso algum negativo-dramático entre, assim que for detectado deve ser expulso pelo segurança. Alerta total contra esses meliantes. Pensamentos negativos, mágoa, crenças negativas a respeito de si mesmo, dos outros e da vida, em geral, comentários outras pessoas, enfim, tudo o que intoxica a sua mente deve ser colocado para fora.

Algo que me ajudou muito foi descobrir esse versículo:

Não apliques o teu coração a todas as palavras que se disserem, para que não venhas a ouvir o teu servo amaldiçoar-te. Porque o teu coração também já confessou que muitas vezes tu amaldiçoaste a outros.”

Eclesiastes 7.21,22

O que é aplicar o coração? É ficar pensando no que ouviu, guardando dentro de si, levando extremamente a sério todas as bobagens que as pessoas dizem. Uma hora ou outra, você vai ouvir alguém dizendo algo que machuque (ainda mais se estiver em estado de drama) e aí o drama atinge picos quase insuportáveis.

Mas a Bíblia dá um chacoalhão na criatura com complexo de vítima: encare tudo com leveza. As pessoas dizem bobagem, mesmo. Você já disse bobagem muitas vezes. Pode ter falado algo que não queria em um momento de raiva ou de mágoa. Talvez nem se lembre, talvez nem tenha notado. Gostaria que a pessoa se apegasse ao que você disse? Gostaria que julgasse você por isso?

Principalmente se você se arrependeu do que disse ou se não queria ser maldoso no comentário, duvido que iria gostar de ser motivo para a pessoa se ofender e ficar guardando mágoa. Então não faça com os outros o que não gostaria que fizessem a você.

O gremlin é totalmente contrário ao Espírito de Sabedoria (caso contrário, não seria gremlin), então faz de tudo para que você aplique o coração a todas as palavras que dizem. Por isso a importância de interromper a ruminação de uma vez por todas.

Seus pensamentos sobre o pensamento inicial devem ser curtos e ter um único objetivo: lembrar você de que eles estão errados. “Isso é bobagem”, “deve ter outra explicação”, “não estou dentro da cabeça das pessoas para saber o que pensam”. E pronto!

Então, sempre que algo negativo entrar por seus olhos ou seus ouvidos ou mesmo quando um pensamento negativo ou potencialmente prejudicial aparecer em sua cabeça, coloque o segurança para agir. Remova o meliante imediatamente. Ainda que não o tenha percebido quando ele passou pela porta, remova assim que perceber. Não precisa ser muito educado, não, pode arrastá-lo pelos cabelos e atirar porta afora. Sua cabeça não é casa da mãe joana.

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PS: Para ler os posts anteriores, clique:

Parte 1: O que você coloca diante dos seus olhos e ouvidos

Parte 2: Você não precisa disso