Casamento Blindado

Sumi. Tive bons motivos para isso, mas nada justifica uma longa ausência, se eu conseguisse me organizar um pouco melhor, com certeza estaria presente em vários lugares ao mesmo tempo. Mas ainda chego lá, se depender do esforço que tenho feito, em breve serei capaz disso. :-)

Um dos motivos foi o trabalho. Além do livro que estou escrevendo e que pretendo publicar (vocês saberão mais a respeito assim que ele estiver mais encorpadinho), tive a oportunidade de ajudar tanto na preparação dos originais quanto nas últimas revisões do Casamento Blindado. Quando acredito em alguma causa, ela se torna parte de mim. Foi assim com este livro.

Primeiro porque a cada capítulo que o Renato escrevia, eu me impressionava. Não só pela linguagem leve e fluida, mas pelo conteúdo. (Quem acompanha o blog dele, sabe que ele escreve muito bem. Da Cristiane eu nem preciso falar, já que quem acompanha esta coluna conhece bem os livros dela e seu jeito cativante de escrever, como se conversasse conosco tomando uma xícara de chá.) Lembram do texto “Alimentação Literária”? Pois é, “Casamento Blindado” é superalimento, mega nutritivo, uma Quinoa Real literária. O livro traz informações preciosíssimas, que me ajudaram não apenas a blindar meu casamento, mas a melhorar quem eu sou por dentro. O impacto foi positivo até em meu relacionamento com as outras pessoas.

Participamos do curso Casamento Blindado em novembro. Por isso, posso dizer: no livro, Renato e Cris não escondem o jogo, não escondem nada, toda a direção está lá, de forma clara e simples, para ser raciocinada e praticada. Mesmo que você já tenha feito o curso, vale a pena investir no livro. Compre, leia e depois me diga se eu não estava certa.

O livro “Casamento Blindado” vai na contramão de tudo o que o mundo prega, mas traz ensinamentos práticos, que realmente funcionam. De que adianta ficar agarrado aos seus velhos paradigmas que nunca o levaram a lugar nenhum? Ou que o levaram a um lugar de desgosto, tristeza e sofrimento? Tenho certeza de que se meus pais, meus avós e meus tios tivessem tido acesso ao “Casamento Blindado”, a história da minha família seria outra. Acredito que muitos deles ainda estariam vivos, tamanho o impacto de um casamento destruído na vida de uma pessoa.

Este livro vale não só por sua qualidade literária, mas pelas informações que ele traz, muito mais preciosas do que ouro. Entrou para a minha seleta lista de “tesouros literários”, daqueles que você pode (e deve) comprar para distribuir entre familiares e amigos (quem for inteligente, vai aproveitar cada parágrafo!), mas deve manter o seu, para reler e consultar sempre que necessário.

E digo mais: não é só para casados, não! É para homens e mulheres, casados, solteiros, viúvos, divorciados, pessoas com problemas, pessoas que querem evitar problemas, ou pessoas que querem ajudar pessoas com problemas. Não é apenas para os casados, pois as informações do livro são abrangentes, ajudam em todas as áreas: nos relacionamentos em geral, a ter uma vida equilibrada. Um verdadeiro manual em direção a se tornar uma pessoa melhor. Estou falando, o livro é completo!

Acompanhei o esforço e o amor que Renato e Cristiane colocaram na confecção desta obra, e tenho certeza de que toda essa dedicação em levar até os leitores informação preciosa, com o único intuito de ajudá-los a ter um casamento sólido e protegido, será honrada através da transformação de vidas e de milhões de depoimentos espontâneos que receberemos daqueles que colocarem em prática o que lerem nas 272 páginas (eu sei de cor quantas têm…rs…nem precisei olhar no livro) do Casamento Blindado.

O livro será lançado pela editora Thomas Nelson Brasil, já está em pré-venda no Arca Center (clique aqui para ver), a partir do dia 1° de Julho estará  em todas as IURDs e também será vendido em livrarias.

 

PS: A Thomas Nelson Brasil é um selo do grupo Ediouro. O livro já aparece no catálogo no site da editora. :-)

PS2: Olha a pessoa feliz! Eu já tenho o meu! :-)

 

Vanessa Lampert

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Como vencer a preguiça de ler

Texto originalmente postado na seção Livros, no site de Cristiane Cardoso. (Clique aqui para ver a postagem original)

Ao responder à pergunta que minha nova amiga Sandra, de Moçambique, me enviou pelo Twitter, imaginei que poderia ser a dúvida de muitas leitoras e achei que valia um post nesta coluna. Eis a pergunta:

“Olá minha querida. Eu detesto ler, tenho preguiça mas SEI que preciso mudar isso. Me diga, que faço para contrariar isto?”

Minha resposta: A mesma coisa que a gente faz quando sabe que precisa fazer algo, mas não tem vontade: sacrifício. Coloque um livro na bolsa e se determine a ler todo dia um pouco. No começo vai ser difícil, pois é uma luta contra sua vontade.  Só tire da cabeça que você não gosta. Não é não gostar, é não ter o hábito. Quando desenvolver o hábito, vai amar :-)

Pelo que ela me explicou, sabe que precisa ler alguns livros que farão a diferença na vida dela (você também sabe, não é?), mas a preguiça e a falta de hábito a fizeram acreditar que não gosta de ler. Quando você acredita que não gosta de ler, qualquer leitura se torna uma tortura.

O hábito de leitura é como um músculo que precisa ser desenvolvido. Se você não usar seus braços ou suas pernas por meses e depois disso tentar fazer um movimento com os músculos atrofiados, vai sentir dor, incômodo, exaustão…será chato pra caramba. Aí você vira para mim e diz: “Eu não gosto de me mexer!” Não é verdade. É incômodo pela falta de exercício, mas se você se sacrificar e ignorar o incômodo com o foco no objetivo maior, terá uma super recompensa ao final do esforço.

Tem outra coisa: livro é amigo. A-mi-go. Você tem se sentir à vontade com seu amigo. Coloque dentro da bolsa, não se preocupe em não amassar…claro, você não vai detonar o livro e pisar em cima, mas se tiver de se preocupar em não dobrar aqui, não amassar ali, é complicado se sentir à vontade. Posso estar errada, sei lá, mas essa é a minha teoria.

A principal dica é mesmo o sacrifício. Não importa se você está lendo um livro, um artigo de jornal ou um post em um blog: quando cansar de ler, pare um pouco, mas não abandone a leitura. Não pense em como se sente ao ler, mas no quanto você vai saber mais depois de terminar de ler. Tome um café, brinque com o cachorro, com o gato ou vá ao banheiro, depois volte e continue a leitura, tentando entender o que está escrito. Qualquer texto é o autor conversando contigo, então é falta de educação abandonar a leitura e não voltar para concluir, é como se deixasse alguém falando sozinho ou desligasse na cara da pessoa.  Se for um blog, só comente depois de ter lido todo o post, pois às vezes a resposta à sua pergunta está no que você não teve paciência de ler.

Impaciência e ansiedade são emoções, e emoções devem receber pouquíssimo alimento. Ceder a elas é alimentá-las até que fiquem fortes e tentem te estrangular. Emoções são como Gremlins, lembra daquele filme trash horroroso? Gizmo era um bichinho fofinho, mas se alimentado após a meia-noite ou molhado, gerava monstrinhos verdes destrutivos. Emoções são Gizmos necessários. Precisamos delas, mas bem domesticadinhas e pouco alimentadas. Já nosso espírito (que é nossa inteligência) precisa ser alimentado para ficar forte o suficiente para controlar os Gizmos. O melhor alimento para fortalecer o espírito chama-se sacrifício.

Deixar de fazer aquilo que você tem vontade para fazer aquilo que você não tem vontade, mas sabe que precisa, é a única maneira de desenvolver sua mente, crescer e se tornar uma pessoa melhor. Deus pede isso da gente o tempo todo, até porque a vida exige isso para não se tornar um fardo.  Fazer só o que você gosta e tem vontade é receita para a frustração, já que os Gremlins nunca se fartam, sempre querem mais e mais e mais…nada é suficiente para satisfazer a vontade humana. Então a partir de hoje em sua vida, seja na leitura ou em qualquer outra coisa que esteja difícil por não ter se tornado um hábito, decida sacrificar sua vontade e fazer o esforço. A recompensa vale o sacrifício! Você vai ver o quanto vai ganhar não apenas por ler, mas por se dispor a sacrificar.

PS: Eu não sou um “super ser” por ler bastante e gostar de escrever. Eu só me dediquei a essas duas coisas até que se tornassem parte da minha vida.

PS2: A gatinha da foto é a Ricota, ela tem 7 anos e está pensando se vale a pena ler esses dois livros… :)

Vanessa Lampert

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Curso Casamento Blindado

casamentoblindado

O prazo para inscrições se encerra amanhã domingo (dia 22/04), mas quem sabe alguém que esteja passando por uma situação complicada no casamento ou simplesmente queira uma blindagem em seu relacionamento leia este blog entre hoje e amanhã e consiga se cadastrar a tempo. Só não dá mais para pagamento com boleto, mas se você tem cartão de crédito pode parcelar em até 3x no Arca Center.

O curso Casamento Blindado vale cada centavo. São ensinamentos para toda a vida. E não é só para casais à beira do divórcio. Eu e o Davison fizemos ano passado e foi excelente! Eliminamos as briguinhas que apareciam de vez em quando e já se passaram cinco meses de absoluta paz e diversão :-) Conseguiu ficar melhor do que era e eu considero que melhorei como pessoa.

Se você ainda não casou, também pode fazer o curso, para se preparar para quando o felizardo (ou felizarda) aparecer. Se eu tivesse feito antes de casar, teria evitado uma porção de probleminhas no início do relacionamento.

Para quem não está em São Paulo, tem o curso online. Todas as informações estão neste link (desça a barra de rolagem quando chegar lá):

Clique para ler. Se você é casado e seu cônjuge não quiser fazer, vá sozinho, pelo menos 50% dos problemas de seu casamento estarão resolvidos. Minha opinião é que o mais inteligente busca a mudança primeiro, não espera o outro mudar. E sendo bem sincera com vocês, eu não conheço ninguém que tenha se arrependido de fazer este curso.

Espero que minha indicação ajude a alguém.

PS: Qualquer pessoa maior de 18 anos pode participar, basta fazer a matrícula (no link acima)

PS2: Apesar de no site ainda dizer que o prazo é até dia 20, no Love School disseram que ia até domingo. Procurei saber e descobri que o prazo de inscrição foi estendido até domingo! :-)

http://www.casamentoblindado.com/sobreocurso.html

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O que as mulheres querem?

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Esse foi o tema do The Love School de quarta. Se você aprender isso, resolverá grande parte de seus problemas no relacionamento.

O programa teve a participação da Ana, da Rebeca e da pessoinha que vos escreve. 😀  A Cristiane disse para conversarmos com ela durante o programa, eu levei a sério. :-)

Como muita gente tem me escrito para se lamentar por não ter assistido, dizendo que eu não avisei e chorando copiosamente [drama mode on] por ter perdido essa oportunidade (principalmente depois de ter lido o que a Cris escreveu sobre o tema)…para aliviar o sofrimento de vocês resolvi colocar os links dos vídeos aqui. Eu avisei, sim, só não disse textualmente que estaria lá, mas coloquei convites para que assistissem ao Love School…não disse que não estaria lá porque a Cris deixou um suspense no blog, sem dizer quem seriam as convidadas. Não dava para estragar, né?

O importante era a mensagem, espero que ela tenha sido passada, sei que fizemos o nosso melhor para isso e tenho certeza de que pudemos ajudar muitas pessoas. Coloquei os vídeos na minha página do Facebook (eu tenho uma, sabia?), mas achei melhor postar aqui também.

Parte I

http://www.youtube.com/watch?v=nfiG3dnNIGs

Parte II

http://www.youtube.com/watch?v=XaVsnfj-Vo8

Parte III

http://www.youtube.com/watch?v=KhZUjJwwx-Y

Parte IV


http://www.youtube.com/watch?v=DFBxzIn2caY


PS: A Cristiane escreveu um excelente post a respeito, no blog dela. Clique aqui para ler (mas só depois de ver os vídeos, para não estragar a surpresa).
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Resenha – O Menino no Espelho

Resenha originalmente publicada na seção “Livros” do blog de Cristiane Cardoso.

o.menino.no.espelho

Dia desses, na Livraria Cultura, resolvi dar uma olhada em “O menino no espelho” (Editora Record), já planejando esta resenha. O meu livro ainda está em Porto Alegre, então minha saída era aproveitar os minutos na livraria para fazer uma releitura. Qual não foi minha surpresa ao descobrir “O menino no espelho” na seção Infanto-juvenil! Hein? “O menino no espelho” é um romance narrado por um menino, mas não o vejo como infanto-juvenil. Olho para as prateleiras e vejo os clássicos da literatura, “Dom Casmurro”, “O cortiço”, “Senhora”, “A moreninha” e até “Os lusíadas” na seção Infanto-juvenil!! Ok, sei que são leitura obrigatória na escola (em minha opinião, não deveriam ser, mas isso é assunto para outro post), mas são romances, não são? Deveriam estar na seção “Literatura Nacional”.

Se bem que no caso de “O menino no espelho”, não é prejuízo colocá-lo na estante de infanto-juvenis, pois acredito que qualquer criança sonhadora se deleite com a leitura das memórias do pequeno Fernando. Aos adultos, resta a vontade de continuar sendo menino.

Fernando Sabino é um daqueles amigos que você nunca conheceu pessoalmente, mas que parece que conhece há muitos anos. Eu tenho alguns assim, dos livros que já li. Não são todos os autores de livros que se tornam meus amigos de sempre, mas alguns alcançam o posto mais alto. Assim foi com Fernando Sabino. Alguém se lembra que eu escrevi em algum lugar (agora não sei se foi em uma resenha, no post de apresentação ou em alguma resposta a comentários) que algumas de minhas leituras preferidas da adolescência eram livros de cartas? Fernando Sabino publicou três livros de correspondências dele com outros escritores. Como eu não me tornaria íntima? Seus romances só foram um complemento.

O Menino no Espelho é um dos meus livros favoritos. É uma narrativa propositalmente simples, Fernando mistura suas aventuras da infância com fantasias que somente uma criança poderia contar. Nada de dragões, vampiros e universos irreais mirabolantes, Fernando conta de seu quintal, de Belo Horizonte na década de 30, que era um mundo fantástico por si só. Uma Infância com “I” maiúsculo.

Escrito sob a perspectiva de uma criança, deve ser lido com olhos da criança que cada um de nós conserva. O que mais me marcou neste livro foi exatamente isso…foi escrito por um adulto, mas você vê ali uma infância genuína, ele te convence de que é menino. O que me prova que você pode ter sempre o olhar de criança, se quiser.

Nada no mundo de Fernando é impossível. O que acho mais legal em “O menino no espelho” é essa noção de que as coisas são da maneira que você acredita que possam ser. Isto é verdade. O que acontece com muitos adultos não é parar de acreditar, mas começar a acreditar que as coisas são ruins e que nada vai dar certo. A expectativa de más notícias que as pessoas alimentam para evitar futuras frustrações apenas faz com que elas sejam realmente frustradas, pois trazem à realidade tudo aquilo que esperam. É o conceito bíblico de fé: “certeza de coisas que se esperam” se você só espera derrotas, é só o que terá, pois está usando sua fé contra você mesmo.

O menino Fernando te faz acreditar nas histórias mais fantásticas, contadas com naturalidade, você se diverte e não vê o tempo passar. Se você se abrir para ler este livro, se despindo do adulto em que você se tornou, e voltar à simplicidade dos olhos de uma criança, eu te garanto uma grata experiência, uma verdadeira viagem ao quintal do pequeno Fernando e às melhores lembranças de sua própria infância.

PS: Antes que alguém se confunda por eu ter falado de fé, este não é um livro cristão. Mas isso não o desqualifica em nada.

PS2: Fernando morreu em 2004, um dia antes de completar 81 anos. Bem humorado até o fim, deixou escrito o seu epitáfio: “Aqui jaz Fernando Sabino. Nasceu homem, morreu menino”.

PS3: Os livros de correspondências entre Fernando Sabino e seus amigos escritores são: Cartas a um jovem escritor – E suas respostas – com Mario de Andrade, Cartas na mesa – com Hélio Pellegrino, Paulo Mendes Campos e Otto Lara Resende e Cartas perto do coração – com Clarice Lispector.

P.S4: Aos que não sabem: a Editora Record, do Grupo Editorial Record, não é da Rede Record, não tem nada a ver com o Grupo Record (Que confusão, né? “Grupo Record” é uma pessoa, “Grupo Editorial Record” é outra). É mais uma daquelas editoras gigantes compostas por diversos selos, que são como filhotinhos da editora, para melhor organizar o catálogo. A Editora Verus, que publica o “Amor de Redenção” (livro da resenha anterior), por exemplo, faz parte do Grupo Editorial Record. O mercado editorial está cheio desses conglomerados, eles vão comprando editoras menores e tocando terror uns nos outros. Eu gosto da Record, apesar de publicar alguns gêneros que não me agradam e também os que me agradam…é como aquele amigo que concorda contigo, mas não discorda de quem discorda de você…não quer arrumar briga, sabe? Mesmo assim, nutro simpatia pela Record. Conheci algumas pessoas que trabalhavam na e para essa editora (mais especificamente a Bertrand do Brasil) e me deixaram boas impressões, que transferi para a marca. Está aí uma boa razão para contratar gente legal.   :)

PS5: Agora já posso resenhar algum livro da Unipro sem que ninguém me acuse de corporativismo…hehehe…

The Love Walk

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Quando ouvi falar a primeira vez sobre a Caminhada do Amor (promovida pelo programa Escola do Amor), achei que fosse um passeio a dois e fiquei animada, mas quando soube que o objetivo era promover o diálogo, a animação diminuiu. Achei que não era para a gente e que meu marido nem aceitaria o convite, afinal de contas, o que eu e o Davison mais fazemos é conversar.

Mas como uma aluna aplicada do programa Love School, decidi dar uma chance ao evento e convidei meu esposo. Adquiri o kit e me empolguei com a ideia de conhecê-lo mais. Achava que sabia a resposta de todas as perguntas do questionário e pensei em qual tipo de pergunta poderia fazer para tirar algo novo como resposta. Veja só que arrogância! Eu realmente achava que precisaria fazer perguntas extras!

Eis que o dia chegou e fomos ao Parque do Ibirapuera. Pouco antes dos alunos se reunirem com a Cristiane e o Renato, nossos professores, Davison já quis começar com as perguntas (e eu que achava que ele não estava muito animado com a ideia…). Ao olhar o questionário e ver que teria de respondê-lo a sério, senti um frio percorrer a espinha pela primeira vez. Eu não estava tão confortável com aquilo quanto imaginei que ficaria! Descobri em mim uma resistência a falar das coisas mais profundas, me ouvi dizendo: “puxa, essas perguntas são complexas…” Isso me pegou de surpresa. Sou reservada em falar de mim com outras pessoas, mas sempre me achei um livro aberto com ele! Mas as surpresas estavam apenas começando.

Quando Cris e Renato chegaram, o pessoal se aglomerou para ouvir as últimas instruções e depois todos se dispersaram. Caminhamos e continuamos a fazer e responder as perguntas…fui ficando mais à vontade com aquele exercício…talvez tenha sido efeito da endorfina liberada pela caminhada, mas em pouco tempo estávamos conversando tão aberta e profundamente que mal notamos o passar das horas.

Foi muito especial para mim ver meu marido se abrindo sem reservas, sem medo de eu reagir mal e ficar na defensiva (até porque isso era contra as regras e eu sou uma aluna aplicada…hahaha…) e consegui descobrir muito mais do que passa dentro daquele indivíduo de quem eu gosto tanto. E o que fazer para agradar e fazer com que ele fique mais feliz (amo vê-lo feliz!).

Não temos problemas horrorosos, mas identifiquei dois problemas em mim que para ele têm um impacto muito grande e prontamente me comprometi a mudar. Não teria percebido que aquilo era tão importante para ele se não tivéssemos esta conversa de hoje. Aumentou a confiança e a intimidade e realmente conseguimos conhecer ainda mais um do outro. Ele chegou em casa felicíssimo com o resultado, e eu também.

De quebra, conseguimos conhecer o Ibirapuera (finalmente!), caminhamos bastante, sentamos um pouco, foi divertido ver outros casais com a camiseta do Love School, no mesmo espírito, conversando como nunca fizeram antes. Cada casal parecia estar sozinho, os dois completamente concentrados no que estavam conversando. Cada casal era um mundo. Formamos uma linda galáxia de alunos. :-)

Tudo isso em uma paisagem deslumbrante. O parque é lindo, das maiores estruturas aos mínimos detalhes. Vimos até uma mamãe pata com patinhos filhotes amarelinhos fofos (quem me conhece sabe que amo bichos. Especialmente “pateenhos”). Não deu para tirar foto porque ela se escondeu rapidamente, para proteger seus filhotes dos filhotes humanos, no que foi muito sábia. Foi muito prazeroso e saímos de lá planejando um piquenique!

Chegamos realmente exaustos da caminhada e com os joelhos doloridos (descobri que estou mais enferrujada do que gostaria). Se fossemos pessoas normais que sentam (e deitam) na grama, talvez tivéssemos nos cansado menos, mas valeu muito a pena. The Love Walk abriu minha concha e nos uniu muito mais. Nós dois seguimos as regras direitinho e mesmo os assuntos mais espinhosos não se tornaram um problema. Foi um dia abençoado. Literalmente. Depois que terminamos de responder à vigésima pergunta, não acreditei! “Já acabou?” – perguntei. Gostei tanto que queria responder ao questionário reservado aos solteiros…hahaha…para ver se ele queria casar comigo, já que terminei a conversa amando ainda mais. 😀

Gostaria de agradecer ao pessoal da Escola do Amor pela oportunidade preciosa que tivemos. Nunca poderia imaginar que uma iniciativa dessas seria tão especial depois de quase oito anos de casamento.

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Resenha – Para Sempre (The Vow)

Resenha originalmente publicada na seção “Livros” do blog de Cristiane Cardoso

Para Sempre” (“The Vow”, cujo filme foi resenhado aqui. Quis ler o livro para ver se mencionava o cristianismo, já que a Raphaela disse que o filme omitiu essa informação), é um livro biográfico, escrito em primeira pessoa por Kim Carpenter (o nome da esposa Krickitt está na capa, mas ela permanece muda por toda a narrativa). Li este livro na Livraria Cultura do Bourbon Shopping, aqui em São Paulo, que tem um V. Café com a melhor esfiha de ricota do mundo. Esfiha de ricota é amiga e uma grande incentivadora do hábito de leitura da pessoa que vos fala. :)

Pensei em comentar o quanto me identifiquei com algumas partes do livro: o início de meu relacionamento com meu marido foi bem semelhante. O casal do livro se conheceu por telefone e namorou à distância, eu e Davison nos conhecemos através do blog dele (eu era leitora e o admirava como escritor e cartunista, depois nos tornamos amigos) e parte do namoro foi à distância; nosso relacionamento é bem parecido com o descrito no início do livro: muita amizade, cumplicidade, afinidades e assuntos intermináveis em conversas sem fim. A diferença é que já existia internet em nosso tempo (não como hoje…não tinha Skype, mas tinha ICQ e Yahoo Messenger…só que quando meu microfone funcionava, o dele estava quebrado, e vice-versa). Não recomendo namoro pela internet como é hoje, as coisas estão um pouco diferentes…e sei que nossa história é uma exceção, assim como a deles…quantos casamentos felizes você conhece que começaram com uma tele-venda?

Outro ponto da história é ver a pessoa amada em uma UTI. Passei por isso com um ano e meio de casada, Davison teve uma infecção generalizada e foi desenganado, mas acabou sendo salvo pela fé, como a protagonista do livro. Depois (spoilers por todo este parágrafo…sorry) ela perde a memória recente e tem de se readaptar à nova vida. Eu não tive nada tão drástico, mas por conta de um período de muito estresse, com o cortisol nas alturas 24 horas por dia, tive um comprometimento de memória e perdi várias lembranças importantes da minha vida, Davison precisou ter muita paciência. Consegui recuperar a maior parte das lembranças ao longo dos anos, mas por um bom tempo minha memória era um queijo suíço. Então, eu tinha tudo para gostar do livro. Amei a história, mas ela foi muito mal aproveitada. Poderia ter sido desenvolvida como um romance, mas ficou um relato extenso em primeira pessoa. Legal no começo, mas da metade para o final me desconcentrei algumas vezes. Esse formato distancia o leitor, que não se envolve tanto.

Fica a sensação de que está faltando algo e você acaba recorrendo a pesquisas na internet (como a Raphaela fez quando viu o filme), mas isso é porque Kim não teve ajuda profissional para desenvolver a narrativa (que teria dado um belo romance…já disse isso?). A história de amor dos dois é linda, principalmente porque não se trata de sentimento, se eles fossem pela emoção, jamais teriam continuado juntos.  Kim permanece inconstante e emocional por grande parte do livro, mas dá para perceber o esforço dele crescendo ao longo da narrativa, lutando contra suas emoções para permanecer firme.

Só me irritei com a tradução, desde o início. As notas do tradutor, no rodapé, não poderiam ser mais desnecessárias para a compreensão do texto. Se ele se preocupasse tanto em conhecer o universo do autor quanto em saber a geografia dos EUA e as distâncias entre as cidades, a maior parte dos problemas do livro estaria resolvida. Os dois são cristãos protestantes, mas a pessoa traduz “pray” por “rezar” e faz com que o casal pareça religioso católico. O autor fala da importância da fé na vida da moça, mas o leitor não consegue ver com clareza o real papel da fé na vida dela antes do acidente (da religião, sim, da fé, nem tanto). No final, ele diz que a história é sobre fé e você pensa: “mais ou menos, né?”

Aí começam os problemas. Depois consegui encontrar o texto em inglês (o original, publicado por uma editora cristã, a B&H Publishing) e fiquei chocada ao compará-lo com a versão brasileira e ver o quão diferentes são. Além de ele ser melhor escrito no original do que em português, diversas partes foram totalmente modificadas, com o claro intuito de diminuir o apelo cristão do livro. Qual é o problema com o nosso país?  Veja um exemplo:

“You said I can ask you anything, so I must be honest, Kimmer. You know that I am a Christian. Being a Christian is having an ongoing intimate relationship with Jesus Christ. I guess what I have been wondering this whole time is if you were a Christian too – if you had made the decision to ask Christ into your life to pay the penalty of your sin, and give you eternal life like he has promised if we ask”

Que poderia ser traduzido mais ou menos assim:

“Você disse que posso te perguntar qualquer coisa, então eu tenho que ser honesta, Kimmer. Você sabe que sou cristã. Ser  cristão é ter um relacionamento íntimo e contínuo com Jesus Cristo. Acho que o que eu queria saber esse tempo todo é se você também era cristão – se você tomou a decisão de pedir para Cristo entrar em sua vida, pagar por seu pecado e te dar a vida eterna, como ele prometeu que faria se pedíssemos.”

Virou, nas mãos do tradutor:

“Você disse que posso perguntar qualquer coisa a você, então preciso ser honesta, Kimmer. Tenho muita fé, quero dizer, a fé e o cristianismo são importantes para mim. Não me vejo tendo um relacionamento de verdade com uma pessoa que não crê.”

Do jeito que foi originalmente escrito, você entende como ela pensa, o que o cristianismo significa para ela. Da maneira como foi traduzido, você só entende que ela é uma religiosa. Uma coisa é dizer que o cristianismo é importante, outra coisa é mostrar como é importante. Nisso a tradução falhou bastante, descaracterizando o texto e a personagem. Talvez a ideia tenha sido atenuar a parte cristã para que o livro se tornasse mais comercial, mas isso não está certo. É um desrespeito também ao leitor, que quer saber como a história realmente aconteceu e não merece ser obrigado a ler uma versão censurada.

Vi no relato de Kim Carpenter algo muito além de uma simples história de amor. “The Vow” é, sobretudo, um testemunho de fé e de fidelidade a Deus, um exemplo de fé racional, que está acima de qualquer sentimento: é uma decisão consciente (partindo do próprio título, que significa “O voto”. Eles só se mantiveram firmes por causa do voto que fizeram no altar, no dia do casamento). Outra coisa, senti falta do depoimento dela. Acredito que se tivessem feito um capítulo com a versão de Krickitt, seria mais interessante.

Vale a leitura? Vale, o enredo tem um potencial enorme (pena que nem o livro, nem o filme conseguiram aproveitá-lo completamente), o narrador é simpático, é uma bela história de amor e superação. O problema é quando você descobre que não te permitiram ler o que o autor quis escrever de verdade (grrr…Vanessa brava). Isso me deixou revoltada. De resto, a história vale a pena, mas foi contada em um formato que não a favoreceu, poderia ter sido melhor.  Se decidir ler, não se esqueça de voltar aqui para dar a sua opinião! :)

PS: A editora da versão brasileira é a Novo Conceito, especializada em trazer grandes sucessos do exterior e publicá-los aqui. Sempre tem algum título deles na lista de mais vendidos.

Resenha – Felidae

Resenha originalmente publicada na seção “Livros” do blog de Cristiane Cardoso

Felidae (pronuncia-se “Felíde”), do escritor Akif Pirinçci, publicado em 1989, foi premiado, vendeu milhões de cópias, virou best-seller na Alemanha (de onde veio), traduzido em mais de doze países e é pouquíssimo divulgado no Brasil. É uma história policial narrada em primeira pessoa por um…gato! Sim, um gatinho de quatro patas. Na verdade, todos os personagens principais são gatos, humanos entram como meros coadjuvantes.

Mas não é uma historia fofinha. Francis, o narrador, se muda com seu dono patético para uma casa caindo aos pedaços. Ele detesta a mudança, mas não tem muita escolha. Logo na primeira saída, já tem uma péssima experiência: encontra um gato morto. Pouco tempo depois, descobre mais um assassinato, com as mesmas características do primeiro. Com a curiosidade natural dos gatos, Francis parte em uma aventura perigosa para descobrir quem está por trás dos crimes.

Enquanto na vida real os gatos costumam ser mortos por seres humanos perturbados (ou por cachorros fora de controle), nessa ficção Francis desconfia que quem está por trás dos assassinatos seja outro gato! Um misterioso laboratório desativado guarda os segredos que podem levar ao autor do crime e revela uma terrível história que deixou marcas em todo o bairro. Francis descobre uma trama muito mais complicada do que jamais poderia imaginar quando se mudou para aquela casa decadente no interior da Alemanha. Em determinado ponto da história, você nem se lembra que os personagens são gatos, de tanto que se envolve com eles. Fica mais interessado no mistério que se desenrola (ou se enrola) pouco a pouco diante de seus olhos. Quem está fazendo aquilo? E por quê?

É uma história inteligente, bem escrita, com bons personagens, mas que exige um pouco mais de atenção, pois tudo – absolutamente tudo – o que Francis descobre é importante. Fique ligado em todos os detalhes. O livro tem vários assuntos entrelaçados e você poderia tranquilamente fazer um paralelo com a humanidade. A história mostra que quando você deixa seus piores sentimentos tomarem conta, se torna aquilo que tanto desprezou.  Um livro denso, mas que também te diverte, é contado de maneira inteligente e apesar de falar a respeito de mortes de gatinhos, eu gostei bastante.

Lembro sempre que opinião é algo bem pessoal e só lendo o livro para tirar suas próprias conclusões, mas se você procura um romance policial bem escrito, cheio de mistério e reviravoltas, pode apostar em Felidae.

PS: O livro é ficção, então eu consigo ler sem ter chiliques. Mas não posso evitar o pensamento de que todos os gatos de Felidae são criados da pior maneira possível por seus donos. Então deixo aqui o link para um texto que escrevi e que fala sobre como cuidar bem de seu gatinho e garantir que ele tenha a chance de ter uma vida longa, saudável e feliz:  Clique aqui para ler.

PS2: A editora é a Nova Fronteira, que agora faz parte da Ediouro. Felidae continua em catálogo (bracinhos para cima em comemoração! Êêêê!!!)

Resenha – O Pacto

Resenha originalmente publicada na seção “Livros” do blog de Cristiane Cardoso

Frank Peretti é mais conhecido pelo livro “Este mundo tenebroso”, no qual descreve uma guerra entre anjos e demônios (farei a resenha deste em breve). Mas em minha opinião, “O Pacto” é seu melhor trabalho.

Não é nada fácil escrever uma resenha sobre um livro de suspense, pois se você contar alguma coisa, perde toda a graça, mas se não contar nada, ninguém terá vontade de ler. Farei o melhor possível, mas – acredite em mim – nada do que eu disser se compara com a sensação de desvendar os mistérios deste livro. É envolvente, intrigante, você se coloca na pele do personagem principal e praticamente consegue ver as cenas. Milhões de vezes melhor do que Crepúsculo e outras coisas que fazem sucesso hoje em dia. O único problema deste livro é a distribuição pífia. A editora que o trouxe para o Brasil é a Bom Pastor, que já tinha a dificuldade natural de distribuição de uma empresa cristã, mas o estranho é que agora o livro não consta mais nem no site da editora.

A versão original (“The Oath”) foi publicada pela Thomas Nelson, uma editora grande e bem conceituada que tem seu braço brasileiro, a Thomas Nelson Brasil, que desde 2006 faz parte da Ediouro. O problema é que “O Pacto” já estava com a Bom Pastor nessa época e, embora ainda esteja no catálogo da Thomas Nelson lá fora, aqui ele não consta.  Você ainda o encontra em lojas de livros usados, eu vi alguns no site “Estante Virtual”, que reúne várias dessas lojas, de todo o Brasil. Vale a pena procurar, pois o livro é muito bom.

Cliff Benson é assassinado de maneira brutal enquanto acampava nas montanhas. A polícia  encontra seu corpo mutilado e sua esposa Evelyn ensanguentada e delirando, com lembranças confusas a respeito do ocorrido. O delegado encerra o caso atribuindo o ataque a um urso, mas Steve, o irmão de Cliff, não se convence daquela explicação. Com a ajuda da subdelegada Tracy Ellis, ele parte em uma investigação própria a respeito do crime e descobre vários outros casos semelhantes. A cidade onde ocorreu a tragédia é Hyde River, um lugar pequeno e aparentemente pacífico, mas há algo perturbador ali. Você passa parte do livro sem saber quem é o responsável por todas aquelas atrocidades e descobre junto com Steve que os segredos que os moradores da cidade escondem podem trazer a resposta para esse grande mistério. O legal é justamente você ir descobrindo as coisas aos poucos, junto com os personagens principais. O autor tem uma grande imaginação e te surpreende diversas vezes.

É um suspense fenomenal, que te envolve e te deixa pensando a respeito da história e seus significados. Os personagens são bem construídos e por mais absurdo que o enredo pareça, é verossímil, o autor consegue te convencer de que aquilo é real. Isso é um ponto necessário para que o livro te conquiste. Mas – é claro – você tem de estar aberto para ler ficção. É o que chamo de “fazer concessões”. Você releva algumas partes que normalmente acharia absurdas, se propõe a aceitar aquele universo criado como possível e – aí sim – estará apto a entender a história e tudo o que o autor queria te passar.  No caso de “O Pacto” isso não é muito difícil de se fazer, pois a história te envolve logo no começo. Recomendadíssimo.

PS: Da primeira vez, li sozinha. Da segunda, li em voz alta para o meu marido, antes de dormir. Todos os dias líamos um pedaço. Não sei se foi uma boa ideia, porque às vezes eu sonhava com o livro…hahaha…mas era o tempo que tínhamos. Fica a dica para quem quiser algo diferente para fazer a dois. Foi muito divertido.

PS2: Pretendo colocar várias resenhas durante a semana, de todos os tipos de livros (como expliquei no post anterior), então fiquem atentos!

Livros!

Ia postar aqui a resenha de um livro que li e então veio a ideia de colaborar com o site da Cristiane Cardoso, com resenhas literárias, já que consigo ler um livro inteiro no tempo em que alguém leva para assistir a “Titanic”.  A resenha já estava pronta, mas o post de hoje foi minha apresentação às leitoras do site. Como o texto ficou assim…pequenininho…preferi postar uma coisa de cada vez.

Além das resenhas…bem, vocês sabem como eu sou, pretendo estimular o hábito de ler, mostrando o quão divertido ele pode ser. E a quem já gosta de ler…bem, a seção será muito útil, com certeza.

Você pode ler o primeiro post clicando aqui.

Fique à vontade por lá também. :)

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